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Movimentos involuntários

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TXXXIX | Carollayne Mendonça Rocha 
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Movimentos involuntários 
• Tremor de repouso: Parkinson 
 
• Tremor de ação/intenção: doenças cerebelares; quando chega perto do alvo, ele 
treme. 
• Tremor familiar: esses pacientes ao fazerem psicotécnico para tirar CNH, devem 
apresentar um relatório do neuro dizendo que ele tem tremor familiar. 
• Tremor vibratório: alcoolismo (abstinência: acorda cedo e passa uma hora ele está 
tremendo), hipertireoidismo (Basedow-Graves). 
• Flapping ou asterixis: encefalopatia hepática ou coma urêmico. Levanta a mão e 
solta: ela desce “pausando”. 
 
• Coréia de Sydenham: é um sinal maior de Jones para doença reumática (ele 
sozinho fecha diagnóstico de doença reumática). 
o Pico de incidência da FR é de 5-15 anos (que é o pico de incidência da 
faringite por S. pyogenes). 
o Pode levar meses para desaparecer, mas quando desaparece não deixa 
sequelas neurológicas (na FR, apenas a cardite deixa sequela). 
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• Coréia de Huntington: é hereditária, mas a manifestação é tardia (geralmente 
aparece por volta dos 30-50 anos). 
• Mioquimia: é quando os olhos e os lábios pulam; ocorre em pessoas neuróticas ou 
fatigadas. 
• Atetose: é sequela de Kernicterus. 
o É quando o paciente possui imaturidade do sistema glucuronil-transferase, 
desenvolvendo icterícia neonatal. A bilirrubina indireta é lipossolúvel e, 
com isso, impregna nos núcleos da base, causando déficit de aprendizagem 
e pode apresentar movimentos reptiformes (são involuntários). 
 
• Hemibalismo: lesões extrapiramidais (então pacientes com Parkinson podem ter). 
o São movimentos de flexão e extensão bruscos. 
• Tiques: contrair platisma, piscar sem parar. 
o Pode ser nervoso. 
o Não denota doença neurológica específica. 
o Tem grande cunho hereditário. 
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• Convulsões: 
o Tônicas: hipertonia 
o Clônicas: clonus (mexe) 
o Tônico/clônicas: hipertonia seguido de clonus > mais comum. Pode ser 
generalizada (todos grupos musculares) ou focal (apenas uma 
musculatura, como da mastigação por exemplo) 
• Tetania: espasmos carpopodais. 
 
o Sinal de Trousseau: pode ser causado por hipocalcemia 
(hipoparatireoidismo) e por hipocapnia (hiperventilação). 
• Fasciculações e mioclonias: são tremores musculares. 
o A causa mais comum é lesão de nervo raquidiano e intoxicação exógena 
(principalmente por organofosforados). 
• Nervos raquidianos: 
o Devemos fazer inspeção e palpação. 
o Na hanseníase: os nervos raquidianos ficam espessados, parecendo um 
cordonê. E o paciente desenvolve hipoestesia ou anestesia de extremidades 
com risco de mal perfurante e de amputações traumáticas de dedos das 
mãos e pés. 
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o Na hanseníase precisamos palpar os nervos raquidianos, avaliar 
espessamento e avaliar sensibilidade das manchas da pele e das 
extremidades, tanto tátil, quanto térmica e dolorosa. 
➢ Resumindo: Síndrome do neurônio motor inferior (segundo neurônio motor): 
lesão de nervos raquidianos 
 
o Paralisia flácida: da fase aguda para sempre 
o Presença de atrofia da musculatura por desuso 
o Presença de fasciculações 
o Hiporreflexia 
o Babinski ausente 
➢ Síndrome do neurônio motor superior (primeiro neurônio motor): 
 
o Fase aguda: hipotonia e hiporreflexia 
o Fase de sequela (subaguda e crônica): 
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▪ Paralisia espástica e eletiva no AVE da área motora (braço pega 
extensor – braço fletido – e perna pega flexor – perna estendida, 
não dobra, formando semi-círculo no chão) 
o Ausência de atrofia 
o Ausência de fasciculações 
o Hiperreflexia 
o Babinski presente: tem lesão da via córtico-espinal. 
o Denota critério de gravidade na sequela de AVE

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