A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
38 pág.
Coma, AVE e morte encefálica

Pré-visualização | Página 6 de 6

TXXXIX | Carollayne Mendonça Rocha 
P á g i n a 112 | 115 
 
 
• Se for SIM em todos, podemos iniciar o protocolo. 
No 4º item acima, onde fala de drogas depressoras do SNC: um exemplo são os 
Barbitúricos que causam midríase não fotorreagente, arreflexia, então tem que tomar 
cuidado para não confundir e falar que é morte encefálica > quando passa o efeito do 
barbitúrico, o paciente volta a ter reflexo. 
No protocolo de morte encefálica existem as horas que devemos esperar para cada droga 
(exemplo: Barbitúrico tem que esperar 200 horas). 
Devemos olhar qual foi o último dia que paciente usou tal droga. 
*** Tudo tem que ser SIM. 
 
• Reflexo corneopalpebral: V e VII pares 
• Ausência de reflexo óculo cefálico: é o olho de boneca. 
• Ausência de reflexo vestíbulo calórico: VIII par. É a ausência de nistagmo com 
soro gelado; desvio do olhar para lado do ouvido estimulado. 
• Reflexo de tosse: IX e X pares. 
Médico credenciado = qualquer médico que fez o curso da Associação de Medicina 
Intensiva do Brasil (AMIB). 
Cada item acima é preenchido pelos dois médicos. 
Porém o teste de apneia é feito por apenas um. 
 TXXXIX | Carollayne Mendonça Rocha 
P á g i n a 113 | 115 
 
• Coma aperceptivo (ou não perceptivo) = Glasgow de 1T. Glasgow de 1 = glasgow 
de 3 com pupilas midriáticas não fotorreagentes, subtraindo 1 ponto de cada olho 
e aí fica Glasgow de 1. 
• Pupilas: 
 
o Midriáticas fixas e não fotorreagentes 
o Mediofixas 
 
• Reflexo corneopalpebral bilateral: encostar um chumacinho de algodão na córnea 
do paciente e ele não pisca e nem contrai o músculo orbicular > portanto será 
negativo. 
 
o O V par contrai o orbicular, e VII pisca. 
• Reflexo oculocefálico: negativo. 
 TXXXIX | Carollayne Mendonça Rocha 
P á g i n a 114 | 115 
 
 
o Quando o paciente vira a cabeça para o lado direito, o normal é o olho 
desviar para o lado esquerdo e vice-versa.. 
o Quando o paciente está em morte encefálica, ao virar a cabeça dele, o olhar 
vai fixo junto com a cabeça (olho de boneca antiga). 
• Reflexo vestíbulo calórico bilateral: negativo. 
Sempre olhar se não têm rolha de cerume! Tirar excesso de cerume, limpar ouvido e 
fazer depois. 
o Injetar 50mL de soro gelado na membrana timpânica e a enfermagem fica 
segurando o olho do paciente aberto por 1 minuto. 
o Se não houver morte encefálica, teremos desvio do olhar para o lado que 
estamos testando (lado que colocamos o soro). No Brasil se usa soro 
gelado, em outros países usa soro aquecido. No soro aquecido o reflexo é 
ao contrário, o olho desvia para o lado oposto a aplicação. 
• Reflexo de tosse bilateral: ausente. 
 
• Testa glossofaríngeo e vago dos dois lados. 
o Introduzimos uma espátula no tubo e inserimos lá na garganta, cutucando 
os dois lados, observando se há reflexo de tosse. 
• Teste de apnéia: Se tudo até agora deu negativo, podemos fazer esse teste. 
 TXXXIX | Carollayne Mendonça Rocha 
P á g i n a 115 | 115 
 
 
o Hiperventila o paciente por 10 minutos com FO2 de 100%. 
o Colhe uma gasometria: a PaO2 inicial tem que ser 200 e a PaCO2 inicial 
tem que ser normal (entre 35 e 45). 
o Se essa primeira gasometria estiver ok (PaO2 maior que 200, PCO2 menor 
que 45 e não há acidose respiratória), desligamos o ventilador, deixamos 
o paciente monitorizado, puncionamos um catéter na artéria radial para 
colher imediatamente a gasometria no 10° minuto e colocamos um cateter 
de oxigênio dentro do tubo orotraqueal, e ficamos do lado do paciente por 
10 minutos olhando a barriga e tórax dele a fim de vermos algum 
movimento respiratório > nisso, o paciente está em apneia. No final do 
décimo minuto, colhemos uma gasometria. 
o Se nos 10 minutos não houve nenhum movimento respiratório e a PaCO2 
subiu para mais de 55 mmHg > teste de apneia positivo para morte 
encefálica. 
o Nisso está terminado o diagnóstico clínico para morte encefálica. 
• Fica faltando o exame complementar que pode ser: angiografia (que irá mostrar 
que não há fluxo sanguíneo cerebral; é o mais usado), cintilografia (que também 
mostrará ausência de fluxo, mas não é muito utilizada), doppler transcraniano (é 
um US; quase não é usado), ou eletroencefalograma (EEG – irá demonstrar 
ausência de atividade elétrica cerebral).