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Avaliação da linguagem

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Avaliação da linguagem 
• Devemos avaliar a compreensão (se o paciente entende o que falamos), repetição 
(se consegue repetir o que falamos – já avaliamos na avaliação cognitiva, no 
MEEM), nominação (se consegue nomear os objetos), leitura e escrita. 
• Afasias: fluência, compreensão, repetição, escrita, nominação. 
• Afasia: paciente não consegue falar > fluência, compreensão, repetição, escrita e 
nominação. 
• Disfasia: dificuldade para falar. 
• Anomia: não consegue nomear os objetos. Não sabe como chama. 
• Agrafia: não consegue escrever. 
• Alexia: não consegue ler. 
• Disgrafia: dificuldade para escrever. 
• Dislexia: dificuldade para ler. 
 
➢ Lobo parietal esquerdo: 
• Afasia de condução: 
o Lesão do feixe arqueado, feixes que conectam a área de Brocà com a área 
de Wernicke 
▪ O feixe arqueado fica no lobo parietal esquerdo (quando 
hemisfério dominante é o esquerdo, na maioria das pessoas). 
o O paciente é capaz de falar, mas ele é repetitivo: discurso parafásico, 
repetitivo; comete erros de repetição e de resposta a comandos verbais. 
o Compreensão da linguagem falada é intacta. 
o Incapaz de repetir (quando pedimos para ele repetir bola, relógio e bala, 
por exemplo, ele não consegue repetir), de copiar e ler em voz alta. 
o Possui anomia – não consegue nomear os objetos. 
 
➢ Temporo-occipital esquerda: 
• Afasia de Wernicke ou sensorial: 
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o Atinge uma região cortical posterior em torno da ponta do sulco lateral de 
Sylvius do lado esquerdo na superfície superior do lobo temporal, entre o 
córtex auditivo e o giro angular 
▪ Área de wernicke que fica na região temporo-occipital esquerda, 
se o hemisfério dominante for o esquerdo. 
o Paciente não consegue compreender o que lhe é dito, mas consegue falar. 
o Se ele não entende o que falamos, então ele fala coisas sem sentido. 
o Paciente não consegue demonstrar através de gestos o que compreendeu 
(já na afasia de Brocà ele consegue demonstrar que compreendeu mexendo 
o lado que está “saudável”). 
o Apesar de possuir fala fluente, ela também não tem sentido, pois não 
compreendem o que eles mesmos dizem. 
o Apresenta alexia: a área de Wernicke é associada à alexia. 
▪ Área de condução: é associada à anomia 
▪ Área de Brocà: associada à agrafia. 
o Como a área de Wernicke não é motora, é um paciente que possui afasia 
e não possui déficit motor. 
▪ Isso nos chama atenção na sua admissão. 
 
➢ Temporo-occipital direita: 
• Amusia: 
o É a perda da capacidade de reconhecer ou evocar elementos musicais. 
o Pode ser considerada um tipo de disfasia. 
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o A importância da amusia é o valor localizatório dela: a amusia é, quase 
invariavelmente, devido a uma lesão na área de Wernicke do hemisfério 
cerebral dominante. 
o É um sinal focal, nos ajuda no diagnóstico topográfico devido seu caráter 
localizatório pela correlação com a área de Wernicke. 
o Pacientes gravemente afetados por esse tipo de disfasia demonstram total 
incapacidade para compreenderem o significado das palavras que ouvem 
ou veem. 
 
➢ Lobo frontal esquerdo: 
• Afasia de Brocà ou motora ou de expressão: 
 
o É provocada por lesões sobre a região lateral inferior do lobo frontal 
esquerdo. 
o O paciente possui dificuldade para falar. 
▪ Às vezes ele responde, mas tem uma voz escandida, uma pronúncia 
estranha, parece que tem algo dentro da boca, uma disartria. 
o O paciente entende a linguagem ouvida ou lida. 
o O paciente pode apresentar hemiparesia direita 
▪ Pois o lobo frontal é onde fica a área motora. Se ele lesa o lobo 
frontal esquerdo (maioria das pessoas é o esquerdo o dominante), 
ele terá déficit motor à direita (contralateral). 
▪ Portanto, se o paciente tem um AVE do lobo frontal ele apresenta, 
além de afasia de Brocà, um déficit motor do lado contralateral 
(lado direito). 
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o Apresenta agrafia. 
▪ Ele não consegue escrever, mas ele consegue ler. Se damos algo 
para ele ler, ele demonstra que compreendeu com gestos no lado 
direito. 
o Incapaz de construir frases gramaticalmente corretas – agramatismo 
o A fono e fisioterapia são muito importantes na recuperação desses 
pacientes. 
OBSERVAÇÃO: a área de Brocà processa as regras gramaticais, o sistema de 
organização da linguagem e da fala de cada idioma. Se essa área for lesada, a pessoa 
continua usando as palavras em seu sentido original, mas perde o poder de organizá-las 
em frases gramaticais corretas. Exemplo: “comer bolo bom” ou “comprar roupa nova 
casamento”. 
 
➢ Lobo parietal: 
• Praxia 
o É a capacidade de executar gestos voluntários aprendidos na ausência de 
alterações da motricidade e da coordenação motora. 
o Praxia ideatória: uso de pente, escova, relógio. 
o Praxia ideomotora: sinal da cruz, gesto de despedida, saudação militar, 
positivo, negativo. 
o Praxia de vestimenta: colocar anel, casaco, camisa. 
o Praxia construtiva: desenhar uma casa, um quadrado, um círculo, uma 
árvore. 
▪ Testado no MEEM. Lesão do lobo parietal: 
• Apraxia: 
o Causada por lesão do lobo parietal. 
o É inabilidade de realizar atos motores sob comando verbal, embora esses 
atos sejam facilmente realizados de modo espontâneo. 
o Também foi avaliado no MEEM > pedimos para paciente pegar um papel 
com mão esquerda (oferecemos para ele com mão direita), dobrar ao meio 
e colocar no chão (posso até pedir para colocar do lado direito ou 
esquerdo). Ao pedirmos isso, ele tem que escutar, processar, compreender 
e executar na sequência que eu ordenei e ele não consegue: apraxia. Ele 
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pode até fazer se ninguém estiver mandando, mas se você pede para ele 
realizar em uma sequência pré-determinada, ele não vai conseguir. 
• Apraxia de vestimenta: não consegue colocar um casaco, um anel, por exemplo. 
• Astereognosia: 
o É a incapacidade de reconhecimento de objetos pelo tato, na ausência de 
disfunção sensitiva. 
o Damos um objeto familiar (caneta, relógio) e, com os olhos fechados, o 
paciente não consegue identificar. 
o Quando ele consegue identificar, chama-se esterognosia: capacidade 
normal de reconhecer objetos pelo tato. 
o Causada por lesão do lobo parietal. 
• Agnosia: 
o Causada por lesão no lobo parietal, temporal ou occipital. Essas áreas 
armazenam memórias dos usos e importância dos objetos, visões e sons 
familiares e integram a memória com a percepção e identificação. 
o É a perda da capacidade de identificar objetos, utilizando um ou mais dos 
sentidos. 
o É diferente de anomia. 
o Agnosia é causada por lesão do lobo parietal, temporal ou occipital. Essas 
áreas armazenam memórias dos usos e importância dos objetos, visões, 
sons familiares e integram a memória com a percepção e identificação. 
o Na anomia, paciente não consegue dar nome ao objeto: ele pega um celular 
e não consegue falar que é um celular. Já na agnosia, ele pode até dar 
nome, mas não sabe para que serve, ele não sabe identificar o objeto e 
dizer para que ele serve. 
• Agnosia do lobo occipital: não reconhecem objetos comuns, como uma colher ou 
um lápis, embora a visão esteja preservada. É chamada de agnosia visual. Podem 
não reconhecer rostos familiares: prosopagnosia. 
• Agnosia do lobo temporal: perdem a capacidade de reconhecer sons, embora a 
audição esteja preservada. É chamada de agnosia auditiva. 
• Agnosia visual: incapacidade de se orientar no espaço, de avaliar corretamente a 
localização de objetos e a distância deles e entre eles, e de seus relevos. 
o O paciente pode se chocar com obstáculos que ele situa mal. 
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• Agnosia

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