A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
29 pág.
Roteiro para sabatina de Pediatria

Pré-visualização | Página 3 de 3

há febre (perguntar aos
pais como ela é normalmente em casa e buscar outros sintomas associados como
coriza, tosse). 
FATORES ASSOCIADOS RELEVANTES: petéquias ou sufusões hemorrágicas, rigidez de
nuca, alterações no sensório, dispneia, uso de musculatura acessória e choro
lamuriento (gemente).
*Quadros virais: temperaturas menores e maior cronologia. 
*Quadros bacterianos: temperaturas maiores e menor cronologia. 
Febre
Hemograma (principal) 
Hemocultura (qual tipo de bactéria) 
Urina I e II (infecção urinária é muito comum) 
RX de tórax. 
Se até 72h de febre, não houver nenhuma alteração no exame físico e sem mais
sintomas: orientar aos pais que o foco infeccioso pode ainda não ter aparecido e
manter em observação. 
Caso a febre volte em 24h ou 48h: orientar que os pais levem a criança de volta ao
médico para reavaliar. 
Se a febre estender para mais de 72h e sem nenhum possível foco da doença: faz-se
exames complementares. 
Punção lombar (Meningite: vômitos em jato, rigidez de nuca e prostração ou Febres
de origem obscura) > mais evasivo, só é pedido se não houver alteração nos outros. 
Complicações: convulsões (só acontece por febre em menores de 5 anos e são
causadas pelo aumento súbito de temperatura, orientar a família sobre o uso de
antitérmicos nessa situação a fim de evitá-la), desidratação (febre aumenta a perda
liquida) e sobrecarga metabólica em cardiopatas e pneumopatas.
 
Classificação de risco:
Febre
Dipirona: 10-25mg/kg de 4/4h ou 6/6h (padrão ouro - controla mais
rapidamente a febre, regride a temperatura mais rapidamente e
mantém o paciente afebril por mais tempo. É a mais eficiente). 
Paracetamol: 10-15mg/kg de 4/4h ou 6/6h. 
Ibuprofeno: 5-10mg/kg (cuidado por ser um AINE e sobrecarregar os
rins). 
Tratamento: associar as diferentes medidas garante um melhor
prognóstico. 
Medidas ambientais: hidratação da criança. 
Medidas comportamentais: banho morno e não gelado, compressas úmidas
de água na região de dobras e desagasalhar a criança. 
Medidas medicamentosas: 
*Ibuprofeno é mais efetivo em diminuir a temperatura que o paracetamol. 
*Dipirona diminui a temperatura por mais tempo que o paracetamol e
ibuprofeno. 
*Uso de Paracetamol e Ibuprofeno alternados é mais efetivo que a
monoterapia. 
*APENAS MEDICAR SE FEBRE, não adianta tentar prevenir que ela aconteça
medicando antes. Orientar os pais sobre isso, uma vez que tentam prevenir
por medo de convulsões.
Febre
Analgésicos e
antitérmicos
Dipirona: indicada apenas para crianças acima dos 3 meses ou com mais
de 5kg. Apresentação de 500mg/ml (25mg/gota). Para febre, 10mg/kg de
peso são suficientes. 
Ibuprofeno: analgésico, antitérmico e anti-inflamatório.
Analgésicos maiores
Usados para quadros de dores mais fortes, como queimaduras. 
Fentanil: mais usado em cirurgias nas crianças.
Tramadol: dores fortes.
Naloxone: antígeno para os opiáceos. 
Analgésicos e antitérmicos
Exame clínico da criança febril
Anamnese: apetite, sono, mobilidade espontânea, vontade de brincar. 
Observar as características do choro, as reações aos estímulos, o estado de
consciência, cor dos tegumentos e hidratação. 
Pesquisar focos infecciosos. 
Para crianças sadias e eutróficas, admite-se temperaturas de até 39ºC sem
medicação, mas pode-se iniciar a medicação aos 38ºC. Porém, se estiver
causando incômodo ou desconforto, sempre tratar.
Crianças com doenças graves, septicemia, choque, doenças metabólicas ou
doenças cardiopulmonares crônicas: sempre tratar. 
AAS: analgésico, antitérmico e anti-inflamatório. 
Paracetamol: 200mg a cada 20 gotas. Administrar cerca de uma gota por kg
de peso. Analgésico e antitérmico. É o único analgésico indicado até os 3
meses e é contraindicado para pacientes com deficiência de G6PD. 
Todos os derivados da Morfina podem causar vômitos como reação
adversa. 
Carollayne Mendonça e
Camila Faciulli