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Indicadores de Saúde

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5. Avaliação. 
- Os indicadores de saúde reproduzem os resultados 
das intervenções em saúde. O monitoramento destes 
indicadores reflete a repercussão de políticas, 
programas, serviços e ações de saúde. Vários autores 
analisaram o nível de adequação (resultados 
compatíveis com o esperado) e plausibilidade 
(resultados não explicados por fatores externos) das 
evidências do impacto em saúde, em que as 
tendências e a distribuição dos indicadores de saúde 
são úteis e, em certos casos, suficientes como 
evidências para demonstrar o efeito das políticas, 
programas, serviços e ações em saúde pública. 
 
6. Promoção da causa. 
- Os indicadores podem ser instrumentos para 
favorecer ou contrariar ideias e ideologias em 
diferentes contextos históricos e culturais. Um 
exemplo é a eloquência com que os políticos evocam 
certos indicadores de saúde para defender ou atacar 
políticas ou governos. O uso de indicadores de saúde 
para a promoção da causa é uma das estratégias 
mais importantes para alcançar progresso, porque 
pode nortear a tomada de decisão e melhorar o nível 
de saúde da população. 
 
7. Prestação de contas. 
- O uso de indicadores de saúde atende à necessidade 
de informação sobre riscos, padrões de doença e 
morte e tendências temporais relacionadas à saúde 
para diversos públicos e usuários, como governos, 
profissionais da saúde, organismos internacionais, 
sociedade civil e a comunidade em geral. Possibilitar 
a eles monitorar a situação e as tendências em saúde 
de uma população cumpre um papel primordial no 
controle social, avaliação e acompanhamento 
institucional. 
 
8. Pesquisa. 
- A observação simples da distribuição especial e 
temporal dos indicadores de saúde em grupos da 
população facilita a análise e a formulação de 
hipóteses para explicar as tendências e as 
discrepâncias observadas. 
 
9. Mensuração das disparidades de gênero. 
- Os indicadores que levam em conta o gênero 
mensuram as disparidades entre o sexo masculino e 
o sexo feminino decorrentes de diferenças ou 
desigualdades dos papéis, normas e relações de 
gênero. Também proporcionam evidências indicando 
se a diferença observada entre homens e mulheres 
em um indicador de saúde (mortalidade, morbidade, 
fatores de risco, atitude quanto à busca de serviços 
de saúde) decorre de desigualdades de gênero. Para 
elaborar estes indicadores, é necessário desagregar 
os dados e/ou o conjunto de variáveis adicionais. Por 
exemplo, pode-se combinar a porcentagem de mães 
adolescentes e a porcentagem destas mães que 
informaram que o pai da criança tem idade de 30 
anos ou acima. 
 
Referência: 
Indicadores de saúde: Elementos conceituais e 
práticos.

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