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TRIBUNAL DO JÚRI | Processo Penal

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Aulas 18, 19
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O júri é um órgão especial do Poder Judiciário de 1ª instância,
pertencente à Justiça Comum (Estad ual ou Fe deral ), colegiado e
heterogêneo (formado pelo juiz presidente e por 25 jurados), que tem
competência mínima para julgar os crimes dolo sos contra a vida .
É temporário (constituído para sessões periódicas, sendo depois
dissolvido), dotado de s oberania quanto às suas decisões, que são
tomadas de maneira sigilosa e inspiradas pela íntima convicçã o, sem
fundamentação de seus integrantes leigos.
Previsto pelo art. 5º, XXXVIII da CF/88 (cláu sula pétrea).
Competência f uncional por objeto do juízo : os jurados decidem os
quesitos, sendo as demais matérias de competência do juiz presidente
(nulidade, questões de orde m, agravantes e atenuan tes, prisão
preventiva, etc).
Plenitude de defesa Ampla defesa:
- Pl enitude de d efesa : específica do Tribunal do Júri. A defesa não se
limita a argumentos técnicos, sendo possível a utilização de argumentos
extrajurídicos (de ordem moral, religiosa, filosófica, etc).
- Ampla defesa: aplicável aos acusados em geral , inclusive no Tribunal
do Júri.
A pl enitude de defesa, como todo direito, não poss ui natureza
absoluta. Justamente por isso, o STF declarou in constitucional a tese
de legítima defesa da honr a, inclusive durante julgamento no Tribunal
do Júri.

Aulas 18, 19
O sent ido do voto do jurado é sigiloso, até mesmo para o juiz
presidente. Esse sigilo confere liberdade e imparcialidade à v otação dos
jurados, que não gozam das mesmas garantias do magistrado.
- A votação é realizada em s ala especial (art . 485), onde não é possível
a permanência do a cusado e d o público em geral . Trata-se de hipótese
de publicidade re strita em razão do interesse social .
No caso de acusado sendo seu próprio defensor, é necessá rio nomear
defensor ad hoc para a companhar a votação.
Incomunicabilida de dos jurados : é consectário do sigilo das votações,
impedindo que o jura do manifeste o pinião sobre o processo , inclusive
por celular, até o final do julgamento (art. 466).
Não é absoluta, sendo possível que, logo após ter sido escolhido para o
Conselho de Sentença, o jurado utiliz e celular, na presença de todos , a fim de
comunicar a terceiro que foi sorteado, sem mencionar informaçõ es do processo
(STF).
Votação unân ime: depois da Lei 11.689/08, passou-se a interromper a
votação diante de 4 votos (quórum necessário para o resultado final)
no mesmo sentido, justamente para assegurar o sigilo (art. 483, §1º)..
Tribunal formado por juízes togados não pode modificar o mérito
(quesitos art. 483) da decisão dos jurados.
Recorribilidade das d ecisões do Júri: em razão da soberania dos
veredictos, em alguns casos, o Tribunal a d quem terá que se limitar ao
juízo rescindente , isto é, o provimento de eventual recurso desconstitui
a decisão, sendo realizado novo julgamento do acusado perante o
Tribunal do Júri.
Juízo rescindente : desconstit uição/cassação da decisão anterior;
Juízo rescis ório: reforma /modificação da decisão anterior.

Aulas 18, 19
Nas hipóteses da s alíneas b e c, o Tribunal poderá realizar juízo
rescidente e rescisório .
Nas hipóteses da s alíneas a e d, o Tribunal poderá real izar o
juízo rescidente, sujeitando o réu a novo julgamento.
O recurso do ar t. 593, III é de fundamentação vinculada , devendo
ser indicado pela defesa a alínea correspondente que limitará a análise
do Tribunal.
O efeito devolutivo da apelação contra decisões do
ri é adstrito aos funda mentos da sua interp osição .
Revisão criminal contra de cio do ri: é ca vel. De acordo com a
corrente majoritária, o Tribunal poderá real izar juízo rescidente e
rescisório .
1.3.1 Execução provisória de decisão condenatória proferida pelo
Tribunal do Júri
- Inicialmente, a 1ª Turma do STF era favovel à execução provisória
de decisão condenatória proferida pelo Tribunal do ri,
independentemente do julgamento de eventual recurso de apelação
pelo juízo ad quem, com fundamento na soberania dos veredictos.
- Essa orientação acabou sendo positivada pel o P acote Anticri me (art.
492, I, e), sendo possível a execução provisória desde que a
condenação possua pena igual ou superior a 15 anos de r eclusão .
O tema está pendente de julgamento pelo STF, de modo que uma
corrente entende pel a consti tucionalidade da e xecução pr ovisória,
Art. 593. Caberá ap elão no prazo de 5 (cinco) dias:
III - das decisões do T ribunal do Júri, quand o:
a) ocorrer nulidade po sterior à pronúnc ia;
b) for a sentença do juiz -presidente contrária à lei ex pressa ou à d ecisão do s jurados;
c) houver erro ou injustiça no t ocante à aplicação da pena ou da medida de se gurança;
d) for a decisão dos jurado s manifestam ente cont rária à prova dos autos .