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ORGANIZAÇÃO DOS PODERES | Direito Constitucional

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Aula 14
A expressão “separação de poderes é tecnicamente incorreta, pois o
poder é uno e indivivel, cujo titular é um só: o po vo. O que existe é
uma divisão entre órgãos e funções: órgãos que exerce m funções
típicas e atípicas.
Aristóteles foi o responsável pela criação das primeiras bases
teóricas da tripartição de poderes, ao identificar o exercício de três
fuões estatais dist intas , embora exercidas por um úni co órgão (o
soberano).
Posteriormente, Montesquieu desenvolve a teoria aristotélica dizendo
que tais funções estariam intimamente conectadas a t rês órgãos
distintos , a utônomos e independentes entre si. Assim, cada Poder
exercia uma função típica, inerente à sua natureza.
Diante disso, a principal finalidade da separação dos poderes é limitar o
poder do Estado para assegurar os poderes individuais, combatendo a
concentração do poder.
para tanto, impõe-se, primeiramente, a colaboração e o consenso de
várias autoridades estatais na tomada de decisões. Em segundo lugar,
estabelecem-se mecanismos de fiscalização e responsabilização
recíproca dos poderes estatais, com base na ideia de frei os e
contrapesos.
.Uma segunda finalidade é a melhora do desempenho das fuões
estatais, com órgãos especializados.

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Poder Legislativo
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Objetivos:
1. Ajudar na tarefa legiferante : as investigações real izadas no âmbito da
CPI fornecem informações para que o Par lamento possa criar leis que
combatam determinadas situações;
2. Instrumento de fiscalização : fiscaliza o governo e a Administração
Pública;
3. Informar a opinião blica : levar ao conhecimento da população
fatos de interesse público.
Composão: em regra, as mesas e comissões devem aten der ao
princípio da pr oporcionalidade, refletindo a representa tividade existente
no Congresso Nacional (art. 58, §1º).
1.1 CPI Federal
Classificação quanto à for mação:
a) Ex clusivas: são aquelas compostas por membros de apena s uma das
casas do Congresso, isto é, só da Câmara ou do Senado;
b) Mistas : são compostas por membros das duas ca sas do Congresso
Nacional.
normas de observância obrigatória por Estados e Municípios:
1) Requeri mento de, pelo menos, 1/3 dos membros: da mara dos
Deputados ou do Senado Federal , a depender de onde tramita a CPI
(se for mista, 1/3 da Câmara + 1/3 do Senado).

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a CPI é obrigatoriamente instaurada por meio de documento que
contenha a assinatu ra de pelo menos 1/3 dos membros da respectiva
casa, não podendo ser barrada nem mesmo pela vontade da maioria.
- Direito da s minorias : no Brasil, a CPI segue o modelo da Constituão
de Weimar (1919), baseado na tutela do direito das minorias. Este
modelo evita que a base governista obstrua a criação das CPIs.
Retirada de assinaturas :
- mara dos Deputados : a assinatura pode ser retirada até o protocolo do
pedido perante a Mesa;
- Senado F ederal : até o dia em que o requerimento for lido em Plenário.
2) Apuração de fato determ inado
Objeto : a CPI pode investig ar aquilo que está dentro da
competência fiscalizatória do Congresso Nacional.
Interesse público : não pode investigar fatos de interesse
exclusivamente privado.
Investigados: pessoas ou órgãos ligados à gestão da coisa pública, ou
que tenham que prestar contas sobre dinheiro/bens públicos.
Interesse da União ou geral: a CPI federal não pode ser instaurada
para investigar questões de inter esse exclusivo dos Estados ou
Municípios.
Fatos novos e cone xos: se o fato for conexo com o fato inicialmente
investigado, não é necessário novo requerimento, bastando um
aditamento na inicial.
3) Prazo certo de duração
Classificação quanto à duração:
- Temporárias : não podem ultrapassar 1 le gislatura (4 an os);
- Permanentes : duram mais de 1 l egislatura.