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REABILITAÇÃO PROTÉTICA ASSOCIANDO PRÓTESE FIXA E PARCIAL REMOVÍVEL 
Silva, FAP; Ferreira, JAND; Ferreira, DF 
 
 
 
45
 
REABILITAÇÃO PROTÉTICA ASSOCIANDO PRÓTESE FIXA 
E PARCIAL REMOVÍVEL 
 
 
 
Frederico Augusto Peixoto Silva 
 
� Mestre e Doutor em Clínica Odontológica Área de Prótese Dental pela UNICAMP 
 
 
 
Juvenil Alves Neves Diniz Ferreira 
� Mestre e Doutor em Clínica Odontológica Área de Prótese Dental pela UNICAMP 
 
 
 
Daniel Filgueiras Ferreira 
 
� Mestre e Doutorando em Clínica Odontológica Área de Prótese Dental pela UNICAMP 
 
� Especialista em Dentística Restauradora - Universidade Vale do Rio Doce (UNIVALE) 
 
 
 
 
 
 
 
Este capítulo é parte integrante do eBook lançado durante o 25º Congresso Internacional 
de Odontologia de São Paulo – 25º CIOSP (janeiro de 2007) e distribuído gratuitamente 
pelo site www.ciosp.com.br, pertencente 
à Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas – APCD. 
REABILITAÇÃO PROTÉTICA ASSOCIANDO PRÓTESE FIXA E PARCIAL REMOVÍVEL 
Silva, FAP; Ferreira, JAND; Ferreira, DF 
 
 
 
46
 
CONSIDERAÇÕES GERAIS 
 
A substituição dos dentes naturais 
perdidos por dentes artificiais sempre foi 
uma preocupação do homem desde os 
primórdios da humanidade. Uma das 
dificuldades enfrentadas nessas 
substituições é a realização de um 
tratamento que devolvesse a função e 
estética de maneira satisfatória e 
apresentasse longevidade clínica sem 
sobrecarga dos dentes pilares. 
De modo geral, historicamente o 
tratamento com prótese dentária é 
iniciado com a indicação de prótese fixa 
para reconstruções de elementos 
unitários ou para reposição de um ou 
mais elementos dentários. Com o 
aumento do número de dentes perdidos 
os dentes remanescentes, a depender de 
seu número, localização, distribuição, 
implantação óssea e condição 
periodontal, as vezes não apresentam a 
capacidade de suportar o esforço 
mastigatório se utilizados para prótese 
fixa. Nessas condições uma prótese fixa 
não é mais bem indicada sob o ponto de 
vista biomecânico, sendo assim uma 
outra opção restauradora deve ser 
indicada. Atualmente a opção 
restauradora de escolha seria a utilização 
de implantes osseointegrados se todos os 
seus pré-requisitos são preenchidos, no 
entanto ainda é uma importante opção 
terapêutica a utilização de prótese parcial 
removível. 
A incapacidade dos dentes pilares 
remanescentes de suportar o esforço 
mastigatório sozinhos leva a necessidade 
de distribuição com outras estruturas. 
Diferente do que ocorre com uso da 
prótese fixa, onde todo o esforço 
mastigatório é transmitido ao osso pelo 
ligamento periodontal dos dentes pilares, 
a utilização de prótese parcial removível o 
esforço mastigatório não é transmitido de 
maneira integral para os dentes pilares e 
sim divido em alguma proporção com o 
rebordo alveolar. Mesmo nos casos em a 
prótese parcial removível é dento-
suportada o esforço mastigatório não é 
totalmente transmitido pelos grampos 
apoiados nos dentes pilares em função de 
seu mecanismo de funcionamento. Dessa 
forma, os dentes pilares recebem uma 
menor intensidade de força e o objetivo 
de reabilitar o paciente é alcançado. 
Quando em uma condição de perda de 
muitos dentes ou de incapacidade destes 
de reter uma prótese parcial removível 
uma prótese total é indicada. 
Principalmente nos casos de pacientes 
parcialmente edêntulos a necessidade de 
obter estética e função em seu 
tratamento coloca nas mãos do cirurgião-
dentista a responsabilidade de encontrar 
soluções para as diversas situações que 
são estabelecidas ao longo dos anos com 
a perda dos dentes naturais. Como 
abordado anteriormente talvez, a primeira 
opção terapêutica para os pacientes com 
este perfil seja a utilização de implantes 
ósseointegrados, no entanto este tipo de 
tratamento nem sempre é possível, uma 
vez que fatores anatômicos, psicológicos, 
de saúde sistêmica ou financeiras, podem 
impossibilitá-lo. Nestes casos, a 
confecção de próteses parciais removíveis 
utilizando sistemas de encaixe ou 
attachments torna-se uma importante 
alternativa quando se deseja obter 
tratamento com função e estética 
satisfatória. 
Algumas questões que envolvem a 
confecção e utilização da prótese parcial 
removível são muito polêmicas e nos dias 
atuais talvez pouco discutidas e 
questionadas em função da grande 
utilização do tratamento com implante 
osseointegrado nas situações que 
REABILITAÇÃO PROTÉTICA ASSOCIANDO PRÓTESE FIXA E PARCIAL REMOVÍVEL 
Silva, FAP; Ferreira, JAND; Ferreira, DF 
 
 
 
47
anteriormente era utilizada prótese 
parcial removível. Talvez, uma das únicas 
vantagens da indicação da prótese parcial 
removível na maioria dos casos seja o 
menor custo do tratamento. Se 
analisarmos os fatores envolvidos nesse 
tipo de tratamento veremos que a prótese 
parcial removível convencional a grampo 
acarreta quase sempre prejuízo estético 
na maioria dos casos, incomodo ao 
paciente pela necessidade de remoção 
constante para higiene, os dentes pilares 
não raro sofrem algum tipo de troque pela 
movimentação da sela sobre o rebordo 
nos casos de extremo livre ou pela própria 
biomecânica de funcionamento da 
prótese, aspecto psicológico envolvido em 
relação a forma como os dentes são 
substituídos, necessidade de 
reembasamento periódicos para evitar 
sobrecarga dos dentes pilares, mesmo 
em pequenas proporções desgastes são 
realizados para proporcionar uma 
biomecânica adequada. 
Uma outra opção mesmo sendo uma 
prótese parcial removível é a associação 
da estrutura metálica de uma prótese 
parcial removível convencional a grampo 
a uma prótese parcial fixa através de 
algum tipo de conexão. A realização de 
procedimentos laboratoriais específicos 
na estrutura da prótese parcial fixa 
durante sua fase de enceramento ou 
incorporação de componentes pré-
fabricadas que permitam a ligação entre 
a estrutura da prótese parcial removível à 
estrutura da prótese parcial fixa 
proporciona uma nova performace a este 
tipo de prótese, a qual é denominada de 
prótese parcial removível a encaixe. Com 
este tipo de prótese temos uma melhora 
principalmente nas suas características 
estéticas do tratamento restaurador em 
virtude da inexistência de estrutura 
metálica por vestibular. Sob o ponto de 
vista biomecânico também existe uma 
melhora em seu comportamento 
funcional uma vez que estruturas 
fresadas são confeccionadas ou encaixes 
pré-fabricados são utilizados e um menor 
torque é aplicado aos dentes pilares pelo 
menos durante sua inserção e remoção 
da boca. Durante a função seu 
comportamento biomecânico vai 
depender do tipo de conexão utilizada 
para unir os diferentes tipos de próteses. 
Apesar da melhora em algumas 
características do tratamento restaurador 
quando da utilização de prótese parcial 
removível a prótese parcial removível a 
encaixe tem um maior custo e 
procedimentos laboratoriais mais 
complexos do que a prótese parcial 
removível convencional a grampo. 
As estruturas que promovem a união 
entre os dois tipos de próteses são as 
responsáveis pelo desempenho geral do 
conjunto, uma vez que as duas prótese 
vão funcionar de maneira conjunta em 
relação às forças mastigatórias. Estas 
estruturas são os encaixes também 
chamados de attachment. Vários são os 
tipos e modelos de attachments que 
podem ser utilizados para unir a parte fixa 
a removível do conjunto. 
 
Subdivisões dos attachments 
 
São subdivididos: de acordo com o grau 
de justeza entre suas partes – precisão ou 
semi-precisão; em relação a sua 
localização à prótese fixa que está 
associado – intracoronário ou 
extracoronário, e a possibilidade de 
permite movimento - rígidos ou 
resilientes. 
 
Histórico 
REABILITAÇÃO PROTÉTICA ASSOCIANDO PRÓTESE FIXA E PARCIAL REMOVÍVEL 
Silva, FAP; Ferreira, JAND; Ferreira, DF 
 
 
 
48
 
Os attachments de precisão foram os 
primeiros a serem utilizados por volta do 
século XIX por George Evans. Em 1923, 
encontramos os primeiros ensaios na 
confecção de attachments artesanais 
confeccionadosindividualmente em 
laboratório. Dessa forma, surgia pelo 
trabalho de Guillet os attachments sob 
conceito de semiprecisão. Os encaixes 
foram idealizados e introduzidos na 
odontologia, em 1910, por Herman 
Chayes, que os desenhou e fabricou, 
embora alguns autores já estivessem 
esboçado as primeiras contribuições a 
esse tipo de retentor, como Peeso em 
1894 e Carr em 1868. 
Em sua concepção inicial os attachments 
apresentavam seu volume um pouco 
grande, o que acarretou em inúmeros 
insucessos, havendo assim um período 
em que sua utilização era pouco 
indicada9. O renascimento do uso dos 
attachments surgiu no fim dos anos 50 
com o trabalho de Steiger e Boitel, isso só 
foi possível devido aos avanços técnicos, 
diminuindo seu diâmetro, se adaptando 
ao dente sem aumentar seu contorno. 
Os attachments são constituídos por duas 
partes, macho e fêmea, as quais se 
relacionam intimamente e são utilizados 
para promover a união, entre prótese fixa 
e prótese parcial removível. 
De acordo com suas características de 
relacionamento os attachments podem 
ser classificados em conexão de precisão 
ou semiprecisão. 
Um attachment é considerado de precisão 
quando suas partes são confeccionadas 
através de um processo de usinagem 
controlada com tolerância na ordem de 
0,01mm. 
Já, os attachments de semiprecisão são 
obtidos quando uma de suas partes é 
obtida por fundição direta de padrões 
calcináveis ou refratários. O attachments 
de semiprecisão deve ser desenhado com 
um braço lingual para promover uma 
efetiva retenção e estabilização da 
prótese parcial removível. Com o uso da 
prótese (inserção e remoção) poderá 
ocorrer diminuição ou perda da retenção. 
É importante que o encaixe tenha um 
sistema de ativação. 
A principal diferença entre esses encaixes 
é a qualidade da justeza entre as suas 
paredes. Alguns autores não concordam 
com essa diferenciação porque acreditam 
que os encaixes de semiprecisão quando 
bem realizados possuem as mesmas 
funções que os de precisão. 
 Os attachments de precisão apresentam 
a vantagem de serem intercambiáveis 
sem necessidade de ajustes entre suas 
partes, o que é conveniente em uma vida 
clínica prolongada. O alto custo e a maior 
complexidade técnica em sua utilização 
são desvantagens deste tipo de conexão. 
O menor custo e a facilidade de gerar 
partes dos attachments de semiprecisão 
são vantagens deste tipo de conexão, 
sendo a qualidade do processo de 
fundição a determinante do grau de 
precisão entre as partes do attachment. 
 
Localização dos attachments 
 
Em relação a sua localização os 
attachment são subdivididos em 
extracoronário e intracoronário. Quando a 
fêmea está localizada na prótese parcial 
removível e o macho está associado 
externamente à prótese fixa o attachment 
é denominado de extracoronário. Na 
situação em que a fêmea está localizada 
na coroa e o elemento macho quando em 
posição restabelece sua anatomia, 
denomina-se attachment intracoronário. 
REABILITAÇÃO PROTÉTICA ASSOCIANDO PRÓTESE FIXA E PARCIAL REMOVÍVEL 
Silva, FAP; Ferreira, JAND; Ferreira, DF 
 
 
 
49
Os extracoronários podem ser ancoragens 
resilientes que atuam como rompe forças 
ou retentores adaptados ás superfícies 
externas das coroas e fundidas com 
estrutura da prótese. 
 Algumas de suas vantagens são: Não 
necessitar de alteração do preparo dental 
em relação ao preparo convencional para 
coroa, dessa forma preservando a polpa; 
Boa estética; Facilidade de remoção e 
inserção por parte do paciente; não é 
necessário preparo extenso nos dentes 
suporte e por isso pode ser feito em 
elementos com altura e largura 
insuficientes para a adaptação dos 
encaixes intracoronários. Suas 
desvantagens seriam as seguintes: 
Controle impróprio da distribuição de 
carga entre área dentada e edêntula; 
Transmissão de cargas verticais fora do 
longo eixo dos dentes, podendo prejudicar 
os dentes suporte, no entanto se os 
dentes forem esplintados e a prótese for 
corretamente planejada e construída, 
esse problema pode ser controlado; Perda 
da estabilidade oclusal; Problemas de 
reembasamento e necessidade de 
freqüente manutenção; Outro problema 
que os encaixes extracoronários podem 
apresentar é a sua projeção sobre o 
rebordo edêntulo na região gengivo-distal 
do dente suporte, promovendo 
inflamações. 
Os intracoronários são confeccionados ou 
soldados no interior da coroa fundida e 
atuam a fricção. Em virtude de sua 
conformação e características de 
relacionamento apresentam as seguintes 
vantagens: Melhor estética; Redução do 
braço de alavanca em relação ao longo 
eixo da raiz; Bom suporte vertical em 
função do adequado assentamento; 
Excelente suporte de retenção lateral e 
ação de abraçadeira. Suas desvantagens 
são: Precisam de boa preparação dos 
dentes pilares; Com o tempo gastam-se e 
perdem atividade, sendo complicada sua 
preparação ou mudança; Em dentes com 
polpas muito desenvolvidas as vezes é 
necessário que o dente seja tratado 
endodonticamente; Necessitam de 
controle posterior e reembasamento 
periódico das selas para evitar que haja 
mobilidade das mesmas, não afetando os 
dentes pilares. 
Sua principal indicação é estética pela 
eliminação do grampo nas partes visíveis 
da boca. Também é indicado nos casos 
em que existe uma grande reabsorção 
óssea na parte anterior da boca quando 
uma resolução estética não é possível 
com a utilização de prótese fixa. Algumas 
situações contra-indicam sua utilização 
tais como: Coroas curtas, uma vez que o 
dente deve ter uma altura mínima (a 
altura da parede axial do receptor, da 
superfície oclusal ao seu fundo deve ter 
no mínimo 4 a 5mm) em função da 
necessidade de retenção friccional; Em 
dentes com mobilidade grau I que não 
possam ser ferulizados, nestes casos é 
melhor indicar um grampo ou uma 
ancoragem resiliente; Nos casos de não 
estabilidade das bases devido a rebordos 
muito reabsorvidos e irregularidades 
também deve-se utilizar uma ancoragem 
resiliente. 
 
Características dos preparos 
 
Os princípios básicos para preparo de 
coroas fixas são considerações 
importantes quando o tratamento 
combina prótese fixa com removível. 
Retenção e resistência são princípios 
fundamentais para tal situação 
Retenção é a capacidade da coroa de não 
ser removida no sentido contrário à 
direção de inserção da mesma, que é 
REABILITAÇÃO PROTÉTICA ASSOCIANDO PRÓTESE FIXA E PARCIAL REMOVÍVEL 
Silva, FAP; Ferreira, JAND; Ferreira, DF 
 
 
 
50
influenciada pelo paralelismo do preparo, 
sendo 6º a inclinação ideal do preparo, 3º 
para cada lado. 
Resistência é a capacidade da coroa não 
se deslocar durante os movimentos 
funcionais e parafuncionais, que é 
influenciada pelo paralelismo, pela altura 
e pelo diâmetro do preparo. Sendo que 
quanto mais alto e menor for o diâmetro, 
melhor será a resistência. 
Se for utilizar retentores de encaixes e a 
grampos em conjunto deve ser 
determinado o eixo de inserção antes 
mesmo do preparo das coroas, de acordo 
com os pilares naturais. 
 Um pilar secundário não deve ser 
utilizado devido ao preparo do pilar 
primário não apresentar forma de 
retenção e resistência adequada, cada 
pilar tem que ter seu preparo ideal 
independente um do outro. 
 Os dentes pilares para retentores 
intracoronários devem ter o seu preparo 
realizado seguindo as seguintes 
características: deve apresentar de 6 a 7 
graus de convergência com paredes 
quase paralelas; A preparação marginal 
deve ser em chanfro largo, sempre que 
possível; a face distal deve ter um maior 
desgaste, uma vez que alojará a 
ancoragem; se o dente for tratado 
endodonticamente, será imprescindível 
reforçá-lo mediante um pino intra-
radidular e se estiver muito destruído, 
mediante núcleo fundido. 
 
Avaliação da condição periodontal 
 
Quando dentes pilares apresentam algum 
grau de mobilidade devemos tomar 
determinados cuidados para sua 
utilização. A condição periodontal ideal 
dos pilares é ausência de qualquer grau 
de mobilidade. Dentes que apresentammobilidade grau I e II é aconselhável 
ferulizar dois ou três dentes. Dentes que 
apresentam mobilidade grau III sua 
extração é indicada. 
A utilização de um pilar adicional 
esplintado (pilar secundário) deve ser 
considerado quando for necessário 
distribuir a força para mais de um dente 
ou o suporte ósseo estiver reduzido. 
Porém não deve ser usado um pilar 
secundário se este tiver um pobre suporte 
ósseo ou não seja capaz de suportar a 
força adicional que será incidida nele. 
 
Grau de resiliência dos attachments 
 
Uma outra subdivisão dos attachments é 
em função da resiliência entre os seus 
componentes. Conforme a movimentação 
permitida entre eles os attachments 
podem ser divididos em resilientes ou 
semi-rígidos e em rígidos. Os resilientes 
são aqueles que permitem certo grau de 
movimento da sela da prótese em direção 
ao rebordo residual durante a função. Já 
os rígidos, não permitem movimento. 
Existem situações em que o número, a 
distribuição e as condições dos dentes 
remanescentes não proporcionam 
condições de resistência suficiente para 
suportar a carga aplicada pelos encaixes 
das próteses de extremidades livres. 
Nesses casos deve existir pequeno grau 
de movimento entre a base da prótese e 
os dentes suporte. Esta possibilidade de 
movimento é considerada como uma 
válvula de escape, principalmente quando 
um desenho correto e uma adequada 
construção da base protética apresentam 
pequenas possibilidades de 
movimentação. 
REABILITAÇÃO PROTÉTICA ASSOCIANDO PRÓTESE FIXA E PARCIAL REMOVÍVEL 
Silva, FAP; Ferreira, JAND; Ferreira, DF 
 
 
 
51
É importante considerar que para a 
utilização de encaixes rígidos em próteses 
parciais de extremidade livre é necessária 
a construção de uma sela protética muito 
bem adaptada ao rebordo residual, pois 
somente dessa forma os dentes-suporte e 
o rebordo podem proporcionar um 
adequado suporte ao aparelho protético. 
 
Considerações biomecânicas 
 
A resiliência do attachment é o fator que 
determina o quanto do estresse recebido 
pela estrutura metálica é transmitido para 
os dentes suporte através de sua conexão. 
Quanto mais rígida a conexão do 
attachment maior a estabilidade da 
reabilitação, no entanto a conseqüência 
da carga transmitida aos dentes 
retentores serão maiores. Ou seja, em 
análise comparativa entre attachments 
rígido e resiliente, quanto maior a rigidez 
da conexão, maior a transferência de 
carga para os dentes pilares. A situação 
inversa de maior resiliência da conexão 
do attachment, menor transferência de 
carga para os dentes pilares ocorrerá e 
menos estável será a reabilitação. 
O estabelecimento de uma conexão rígida 
requer uma base muito bem adaptada e 
uma gengiva do rebordo residual muito 
cicatrizada e dura. Em uma situação ideal 
onde a prótese se encontre perfeitamente 
adaptada às estruturas de suporte e 
retenção a movimentação dentária é de 
0,03mm quando a força oclusal é 
aplicada sobre o próprio dente. Quando a 
força oclusal é aplicada sobre a base 
inferior a movimentação dentária pode 
chegar a 0,2mm aproximadamente. Uma 
sela mal adaptada em decorrência de 
moldagem incorreta ou por fundição 
inadequada acarreta um movimento 
difícil de calcular, mais que pode chegar 
de 1 a 3mm. Está situação é 
extremamente destrutiva uma vez que 
exerce um movimento tracional sobre os 
dentes pilares. Esta tração pode ser 
reduzida se colocarmos um rompe-forças, 
não obstante estaremos frente a um 
mecanismo altamente destrutivo. 
 
Em estudo que avaliou o grau de 
movimentação do dente pilar de próteses 
parciais removíveis de extremo livre com 
grampo e com attachment concluiu que o 
planejamento de grampo e attachment 
afetou o grau de movimento do dente 
pilar, mas não afetou na direção do 
movimento e que geralmente o 
planejamento com attachment 
intracoronário causa mais movimentação 
no dente pilar que quando se utiliza 
grampos. 
Trabalho realizado utilizando o método 
fotoelástico para avaliar a necessidade de 
esplintagem dentes suportes em prótese 
parcial removível de extremidade livre 
mostrou que os mesmos devem ser 
esplintados, pois quando se utiliza um 
único dente suporte os encaixes induzem 
tensões distais no pilar, resultando em 
esforços horizontais prejudiciais ao tecido. 
Não é nosso objetivo definir qual o tipo de 
conexão deve ser utilizado para todos os 
casos ou tomar partido por uma ou outra 
conexão. A intenção é fornecer elementos 
e informações necessárias para análise 
individual dos casos e a partir daí possa 
definir a melhor opção para cada caso. 
 
Planejamento e seleção dos attachment 
 
Os procedimentos para o planejamento 
de uma prótese parcial removível 
utilizando attachments em linhas gerais 
seguem a mesma seqüência de 
REABILITAÇÃO PROTÉTICA ASSOCIANDO PRÓTESE FIXA E PARCIAL REMOVÍVEL 
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52
procedimentos que uma prótese parcial 
removível convencional a grampo. No 
entanto, existem alguns pontos que são 
específicos para sua realização dentre os 
quais podemos destacar: confecção de 
muralha de silicone para análise do 
espaço disponível para o attachment; 
análise do número de retentores que irão 
suportar a prótese fixa que conterá os 
attachments, no mínimo dois dentes 
unidos devem ser utilizados; definição do 
tipo de conexão se rígida ou resiliente, 
para tanto deve analisar a carga 
associada às estruturas e decidir pela 
longevidade. Dentre os vários modelos de 
attachments disponíveis parece uma 
conduta inteligente decidir por eliminação 
qual o attachment ideal para o caso em 
questão, eliminando inicialmente os que 
não atendem as necessidades exigidas 
pelo caso. 
A análise de alguns fatores parece ser de 
vital importância na decisão entre os dois 
tipos de conexões a rígida ou a semi-
rígida: se os dentes são fortes e o rebordo 
reabsorvido, usar a conexão rígida; se 
ocorre o contrario, ou seja, dentes com 
pouco suporte e mobilidade, usar rompe-
forças. Esta é uma maneira inteligente de 
analisar a situação, no entanto não é tão 
simplista quanto parece ser. 
Na busca de soluções para as 
necessidades do ambiente bucal surgem 
constantemente novos materiais e 
projetos que almejam resolver os 
problemas existentes, no entanto certos 
critérios não mudam como as leis da 
mecânica e da física. Segundo Burato, 
durante a seleção de um attachment para 
um determinado caso devemos proceder 
como se estivesse analisando um 
componente dentro de um sistema 
seguindo alguns conceitos: Não existe 
attachment ideal para todos os casos; Em 
PPR, ao pensar em attachment, pense 
primeiro no grampo e procure um 
attachment que possa oferecer as 
mesmas propriedades funcionais; Quando 
mais rígido o attachment, maior a 
transferência de estresse; Quando maior o 
estresse, maior a possibilidade de 
sobrecarga dos retentores; Quando maior 
a sobrecarga, menor a expectativa de 
longevidade; Toda análise deve pressupor 
a tendência de movimento do sistema; 
Toda seleção é mais correta, se for feita 
por exclusão. 
É importante deixar claro que a escolha 
do attachment não é tarefa do técnico de 
laboratório e sim do cirurgião-dentista. O 
técnico de laboratório deve ser informado 
de todos os detalhes para a construção, 
como o tipo de attachment, os dentes 
pilares, o desenho e localização dos 
conectores menores e maiores e o 
material a ser utilizado na confecção da 
estrutura metálica, da base de acrílico e 
dos dentes artificiais. 
É um erro realizar uma terapia sofisticada 
sem um sistema de controle de placa 
rigoroso. Na falta de cooperação do 
paciente é melhor interromper o plano de 
tratamento e tentar corrigir a situação. No 
plano de tratamento clínico e laboratorial 
devem ser incluídos os requerimentos 
para uma adequada higiene oral através 
do desenho da estrutura metálica e dos 
attachments. 
Uma melhor estética, evitando o 
aparecimento de grampos, é muitas vezes 
mencionado como a maior indicação dosattachments, além do conforto e do maior 
custo, exigem maior conhecimento 
técnico e maior experiência profissional 
do que as próteses parciais removíveis 
convencionais a grampo. 
Outra indicação encontrada na literatura é 
o suporte vertical situado na posição mais 
favorável ao dente, direcionando a força 
paralelamente ao longo eixo do dente. 
Para sua confecção uma análise criteriosa 
e um adequado planejamento do caso 
devem ser realizados e não ser 
considerada como alternativa terapêutica 
REABILITAÇÃO PROTÉTICA ASSOCIANDO PRÓTESE FIXA E PARCIAL REMOVÍVEL 
Silva, FAP; Ferreira, JAND; Ferreira, DF 
 
 
 
53
que substitui as próteses convencionais a 
grampo para sua indicação. 
Estudos mostraram que a combinação de 
prótese parcial fixa com a prótese parcial 
removível apresentou bons resultados 
com as próteses parciais removíveis, mas 
várias falhas nas próteses parciais fixas, 
como fraturas dentárias, falhas na 
cimentação e fraturas na estrutura. 
 
PRANCHAS CLÍNICAS 
 
CASO 1 
 
A condição inicial (Fig. 1) da paciente 
ainda mostra a presença dos dentes 
posteriores superiores do caso clínico a 
ser descrito. Na arcada inferior a paciente 
apresentava praticamente todos os 
dentes naturais. Após minuciosa análise 
da condição periodontal levando em 
consideração nível de inserção óssea, 
avaliada através de exame radiográfico, e 
mobilidade clínica dos dentes, avaliada 
pelo exame clínico e periodontal, optou-se 
pela extração de todos os dentes 
posteriores superiores mantendo apenas 
os primeiros pré-molares dos dois lados 
uni 14 e 24. Após o período de 
cicatrização das extrações e normalização 
da fibromucosa, durante o qual a paciente 
utilizou uma prótese parcial removível 
provisória em função do envolvimento 
estético, iniciou-se os procedimentos 
relacionados à confecção da prótese 
parcial removível de encaixe. Para tanto, 
utilizou-se o sistema Era (STERNGOLD 
IMPLAMED, SÃO PAULO-SP, BRASIL) (Fig. 2) 
como meio de retenção. A escolha por 
esta opção restauradora utilizando este 
sistema foi em função da falta de 
condição financeira da paciente, volume 
ósseo inadequado para indicação de 
implante osseointegrados e envolvimento 
estético do caso. Os dois primeiros pré-
molares foram preparados, moldados e o 
modelo de trabalho obtido (Fig. 3). Após 
os procedimentos padrão de 
troquelização, exposição do término de 
preparo e enceramento do coping em 
resina acrílica Duralay (RELIANCE DENTAL 
MFG CO WORTH, IL, USA) os encaixes 
(calcináveis) foram posicionados (Fig. 4) 
na distal dos dentes pilares uni 14 e 24 
utilizando o mandril posicionador de 
encaixe (Fig. 5) especifico do sistema. 
Após o posicionamento dos encaixes no 
enceramento dos copings sobre os 
preparos dos dois dentes (Fig. 6) o 
conjunto foi fundido e realizada a prova 
do metal sobre os preparos na boca (Fig. 
7). Moldagem de transferência foi 
realizada obtendo molde (Fig. 8) com 
material elástico para a obtenção do 
modelo para aplicação da cerâmica. A 
cerâmica pronta foi provada na boca (Fig. 
9) observando os pontos normalmente 
verificados quando da realização de 
próteses fixa convencional. As coroas 
foram novamente posicionadas no 
modelo de trabalho juntamente com a 
estrutura metálica da prótese (Fig. 10). 
Após sua fixação inicial com cera a 
estrutura metálica da prótese foi 
imobilizada com gesso especial para 
evitar sua movimentação futura (Fig. 11). 
Foi realizado alívio com gesso entre e 
estrutura do encaixe e o rebordo do 
paciente representado pelo modelo de 
gesso (Figs. 12 e 13). Os modelos foram 
montados no articulador (Fig. 14) e os 
dentes artificiais foram montados 
bilateralmente (Figs. 15 e 16) nos 
espaços edêntulos sobre a sela da 
estrutura metálica. A prótese foi 
processada com os machos de 
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54
processamento em posição sobre a 
fêmea do encaixe bilateralmente. Quando 
acrilizada (Fig. 17) os machos de 
processamento ficam presos na resina 
acrílica da base da prótese. A prótese 
deve permanecer com os machos de 
processamento durante um mês para 
após este período ser substituída pela 
cápsula de retenção adequada. Observa-
se a estética do caso sem a utilização de 
prótese (Fig. 18) e após sua instalação 
(Fig. 19). A vista oclusal da prótese 
terminada mostra a barra palatina (Fig. 
20) utilizada para unir os dois lados. O 
sorriso da paciente mostra o padrão 
estético (Fig. 21) alcançado com este tipo 
de prótese. 
 
 
Figura 1 - Aspecto clínico inicial. 
 
 
Figura 2 - Chaves e encaixes do sistema Era. 
 
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55
 
Figura 3 - Modelo de trabalho com preparos coronários para encaixe extracoronário. 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 4 - Encaixe posicionado. Observar distância da 
gengiva em torno de 2mm. Figura 5 - Mandril posicionador do encaixe. 
 
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56
 
 
 
Figura 6 - Vista oclusal dos encaixes posicionados. 
 
 
Figura 7 - Prova da adaptação da estrutura metálica. 
 
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57
 
Figura 8 - Molde obtido através da moldagem de transferência. 
 
 
Figura 9 - Prova clínica da cerâmica. 
 
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58
 
Figura 10 - Estrutura metálica sobre modelo de trabalho e macho de processamento sobre encaixe. 
(Estrutura metálica confeccionada pela técnica de laboratório Renata Blümer) 
 
 
 
Figura 11 - Estrutura metálica fixada com gesso no modelo de gesso. O encaixe será indexado durante a 
acrilização. 
 
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59
 
 
 
 
 
Figura 12 e 13 - Alívio do espaço entre o encaixe e o rebordo para acrilização da base da prótese. 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 14 - Modelos montados no ASA. 
 
 
 
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60
 
 
 
 
Figura 15 e 16 - Vista lateral da montagem dos dentes artificiais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 17 - Prótese removível acrilizada. Observar machos de processamento ainda em posição. 
 
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61
 
Figura 18 - Vista frontal do aspecto estético sem os dentes posteriores a serem substituídos. 
 
 
Figura 19 - Aspecto clínico da prótese concluída. 
 
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62
 
Figura 20 - Foto oclusal do caso concluído. 
 
 
 
Figura 21 - Aspecto estético final. 
 
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63
 
 
*CASO 2 
 
O aspecto clínico inicial (Fig. 22) do 
paciente apresentava ausência de todos 
os dentes posteriores superiores e alguns 
dentes anteriores superiores 
apresentavam necessidade de correção 
estética. Na arcada inferior apresentava 
ausência de alguns dentes posteriores. 
Após moldagem, montagem em 
articulador e realização de todos os 
passos necessários para o correto 
planejamento protético de um caso foi 
definida uma prótese parcial removível a 
encaixe para arcada superior e uma 
prótese parcial removível convencional a 
grampo para a arcada inferior, uma vez 
que esta arcada não apresentava 
envolvimento estético. A próxima etapa 
foi o preparo dos dentes pilares (Fig. 23) 
que receberam coroas unidas para uma 
correta distribuição dos esforços sobre 
elas. Os dentes foram moldados e o 
modelo de trabalho obtido. Após os 
procedimentospadrão de troquelização, 
exposição do término de preparo, e alivio 
dos preparo com espaçadores (Fig. 24) 
realizou o enceramento da estrutura da 
prótese fixa. Os copings foram encerados 
e os machos do encaixe SR 3.0 (CNG 
SOLUÇÕES PROTÉTICAS, SÃO PAULO-SP, BRASIL) 
foram posicionados na distal do 
enceramento da estrutura fixa. Procedeu-
se a prova do metal na boca (Fig. 25). Na 
estrutura metálica fundida (Fig. 26) em 
sua face distal está localizada a parte 
macho do encaixe e na sua parte lingual 
se encontra o fresamento para o 
adequado relacionamento da estrutura 
removível. Como tinha sido planejado 
realizou-se a união dos copings em boca 
utilizando resina acrílica Duralay (RELIANCE 
DENTAL MFG CO WORTH, IL, USA) (Fig. 27). 
Realizou-se moldagem de transferência 
das estruturas metálicas. Primeiro foi 
obtido um molde (Fig. 28) do modelo de 
gesso aliviado por uma folha de cera 7 
utilizando somente a silicona pesada. Um 
segundo molde (Fig. 29) foi obtido 
utilizando silicona leve agora na boca. A 
cerâmica foi aplicada sobre as estruturas 
metálicas e a prótese fixa agora pronta 
mostra seu aspecto vestibular com o 
encaixe para distal (Fig. 30) e sua 
fresagem terminada na parte lingual (Fig. 
31). A associação das próteses fixas com 
a estrutura removível (Fig. 32) pode ser 
observada como uma única unidade 
funcional. A prova das estruturas na boca 
(Figs. 33 e 34) é um importante passo 
nesta técnica, uma vez que é nessa etapa 
que realiza-se a união da fêmea do 
encaixe com a estrutura metálica da parte 
removível da prótese. A prótese pronta 
(Fig. 35) sobre o modelo mostra mais 
uma vez o aspecto único deste tipo de 
prótese. Uma vista interna da prótese 
inteira (Fig. 36) e da região do encaixe 
(Fig. 37) mostra o aspecto de sua parte 
fêmea presa à base prótese e o detalhe 
da resina acrílica mais clara, a qual foi 
utilizada para fixação da fêmea do 
encaixe a estrutura metálica da 
removível. Para sua cimentação alguns 
cuidados devem ser tomados. Um deles é 
a colocação de um fio dental no espaço 
inter proximal (Fig. 38) para auxiliar na 
remoção do cimento. Passar vaselina na 
parte externa da prótese (Fig. 39) evita 
que o cimento adira à superfície da 
cerâmica facilitando sua remoção. O 
auxilio do abridor de boca Expandex (JON) 
(Fig. 40) é importante para um acesso 
facilitado no ato de inserção da prótese 
para cimentação. A parte fixa deve estar 
posicionada na removível e o conjunto 
deve ser levado unido quando da 
cimentação da prótese fixa, a qual deve 
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64
ser pressionada até ocorrer o 
extravasamento do cimento (Fig. 41). A 
prótese não deve ser retirada durante as 
primeiras 24 horas. A vista frontal das 
próteses superior e inferior (Fig. 42) 
mostra a diferença do padrão estético 
entre uma prótese parcial removível a 
encaixe e uma convencional a grampo 
logo após sua instalação. O aspecto 
estético do sorriso (Fig. 43) mesmo o 
paciente sendo usuário de uma prótese 
parcial removível convencional a grampo 
na arcada inferior não foi alterado em 
virtude do correto planejamento do caso. 
 
 
 
*Obs.: Caso clínico realizado no Curso de Especialização em Prótese Dentária 
do CEBEO-BA, pela aluna Lílian Campos Paupério. 
 
 
 
 
 
Figura 22 - Aspecto clínico inicial. 
 
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65
 
Figura 23 - Preparos coronários para encaixe SR 3.0 
 
 
Figura 24 - Modelo troquelizado e com espaçador. (Modelo realizado no laboratório Calgaro) 
 
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66
 
Figura 25 - Prova clínica dos copings. 
 
 
Figura 26 - Aspecto oclusal da fresagem. 
 
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67
 
 
Figura 27 - União das estruturas metálicas individuais bilateralmente para solda à laser. 
 
 
Figura 28 - Alívio em cera do molde para moldagem de transferência. 
 
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68
 
Figura 29 - Molde obtido através da moldagem de transferência. 
 
 
Figura 30 - Cerâmica aplicada e aspecto lateral do encaixe SR 3.0 
 
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69
 
Figura 31 - Aspecto lingual do encaixe e da fresagem. 
 
 
Figura 32 - Estrutura metálica da prótese removível associada às próteses fixas. (Laboratório Calgaro) 
 
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70
 
Figura 33 - Prova clínica da cerâmica. 
 
 
Figura 34 - Prova clínica da estrutura metálica da prótese parcial removível. 
 
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71
 
Figura 35 - Aspecto laboratorial da acrilização. 
 
 
Figura 36 - Aspecto interno da prótese parcial removível acrilizada. 
 
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72
 
Figura 37 - Vista aproximada da fêmea do encaixe SR 3.0 e da contra-fresa. 
 
 
Figura 38 - Preparo para cimentação: pré-amarria do fio dental. 
 
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73
 
Figura 39 - Aplicação de vaselina na parte externa da prótese prévia à cimentação. 
 
 
Figura 40 - Isolamento para cimentação com Expandex ® e rolo de algodão. 
 
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74
 
Figura 41 - Aspecto clínico durante a cimentação. Figura 42 - Aspecto clínico após a cimentação. 
 
 
 
Figura 43 - Aspecto estético final. 
 
 
 
CASO 3 
 
O estado de edentulismo parcial que as 
duas arcadas (Fig 44 e 45) apresentavam 
tornou o caso atrativo para a indicação de 
prótese parcial removível pela 
característica dos espaços edêntulos. 
Após planejamento padrão para 
tratamento protético e análise criteriosa 
do caso foi decidido utilizar encaixes 
intracoronários. Todos os dentes foram 
preparados, moldados e o modelo de 
trabalho obtido. Sobre o modelo de 
trabalho foi realizado o enceramento dos 
copings. Nos dentes planejados para a 
localização dos encaixes durante o seu 
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75
enceramento foram realizadas lojas para 
assentamento dos apoios e o seu 
fresamento realizado em cera (Figs. 46 a 
49). As estruturas foram fundidas (Figs. 
50 e 51), realizada sua prova na boca e 
transferidas através da obtenção moldes 
(Fig. 52 e 53). Os modelos de 
transferência foram montados em 
articulador (Fig. 54) após serem 
realizados os registros de mordida na 
boca. O enceramento das estruturas 
metálicas da parte removível da prótese 
superior e inferior foi realizado e após sua 
fundição foram posicionadas sobre as 
estruturas metálicas das próteses fixas 
(Fig. 55 e 56). O aspecto do encaixe 
posicionado em sua loja, assim como do 
braço de oposição com a superfície 
fresada mostra uma boa justeza de 
posição no relacionamento entre as suas 
partes (Fig 57 e 60). As próteses fixas 
terminadas associadas às estruturas 
metálicas da parte removível sobre o 
modelo gesso (Fig 61 e 62) mostram o 
aspecto geral de conjunto que é obtido 
com esse tipo de prótese após sua 
conclusão. A vista oclusal das próteses 
instaladas na boca (Fig 63 e 64) confirma 
o aspecto de conjunto que se estabelece 
funcionalmente durante seu uso. A 
estética (Fig. 65) do sorriso obtida no final 
do tratamento é uma das maioresvantagens da indicação deste tipo de 
prótese. 
 
 
Figura 44 - Condição clínica inicial. 
 
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76
 
Figura 45 - Condição clínica inicial. 
 
 
 
Figuras 46 a 49 - Enceramento das coroas e confecção das lojas para acomodar o apoio do encaixe 
intracoronário juntamente com realização da fresagem da superfície lingual. 
 
 
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77
 
Figura 50 - Vista oclusal das estruturas metálicas da arcada superior. 
 
 
Figura 51 - Vista oclusal das estruturas metálicas da arcada inferior. 
 
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78
 
Figura 52 - Molde obtido através da moldagem de transferência da arcada superior. 
 
 
Figura 53 - Molde obtido através da moldagem de transferência da arcada inferior. 
 
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79
 
Figura 54 - Modelos engrenados seguindo registro de mordida realizado na boca. 
 
 
Figura 55 - Estrutura metálica da prótese parcial removível superior posicionada sobre a estrutura metálica 
da prótese fixa. 
 
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80
 
Figura 56 - Estrutura metálica da prótese parcial removível inferior posicionada sobre 
a estrutura metálica da prótese fixa. 
 
 
 
Figuras 57 a 60 - Aspecto do relacionamento entre as partes do retentor da prótese parcial removível com a 
estrutura metálica fixa mostrando o padrão de adaptação entre as suas superfícies. 
 
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81
 
Figura 61 - Prótese superior terminada. 
 
 
Figura 62 - Prótese inferior terminada. 
 
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82
 
Figura 63 - Vista oclusal da prótese superior instalada. 
 
 
Figura 64 - Vista oclusal da prótese inferior instalada. 
 
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83
 
Figura 65 - Aspecto estético do sorriso com a prótese concluída. 
 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
De acordo com o abordado não existe 
nenhum attachment universal, que possa 
se enquadrar a todos os casos. Todos os 
tipos de attachments apresentam 
vantagens e desvantagens, cada grupo de 
autores defende o que lhes parecem 
correto. 
Os attachments intracoronários tem como 
vantagem um direcionamento melhor das 
cargas mastigatórias, enquanto os 
extracoronários promovem forças 
verticais fora do longo eixo do dente. 
Acúmulo de placa, inflamações gengivais, 
alterações periodontais, perda da 
estabilidade oclusal, pinçamento dos 
tecidos e controle impróprio da 
distribuição da carga são as desvantagens 
associadas aos attachments 
extracoronários. Entretanto os 
attachments intracoronários estão contra-
indicados em dentes com pouca altura ou 
com polpa volumosa, e também nos 
casos de extremos livres, devendo utilizar 
attachments extracoronários que 
apresentem um rompe-esforços e ainda 
assim utilizar um pilar secundário 
ferulizado ao pilar principal. 
A seleção do attachment deve estar 
sempre baseada no desenho da prótese, 
na morfologia anatômica, na localização e 
posição dos dentes suporte, no espaço 
disponível para aplicação do encaixe e na 
maneira como se relacionam os arcos 
dentais. 
O tratamento com prótese parcial 
removível a encaixe é mais complexo, 
tanto no planejamento quanto execução e 
manutenção. Por isso, requer do 
profissional além do conhecimento básico 
da prótese, experiência e treinamento 
com o encaixe escolhido, habilidade 
clínica e bom senso. 
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84
 
 
REFERÊNCIAS 
 
1 Associação dos protéticos dentários de Estado de São Paulo. Atualização em prótese dentária – 
Procedimentos clínicos e laboratoriais. VI Congresso Paulista de técnicos em prótese dentária 1999; 
Livraria e Editora Santos: São Paulo – SP. 
2 Cunningham DM. Indication and contraindications for precision attachments. Dent Clin. North Am 1970; 
14: 595. 
3 De Fiori SR. Atlas de prótese parcial removível. 4a Ed. São Paulo: Pancast Editorial; 1993. 
4 Desplast EM. A prótese parcial removível na prática diária. 1a Ed. São Paulo: Pancast Editorial; 1989. 
5 Fischer RL. The efficiency of na indirect retention. J Prosth Dent 1975; 33: 24-30. 
6 Henderson D, Steffel VL. Mccracken´s prótese parcial removível. 5a Ed. São Paulo: Artes Médicas; 1979. 
7 Kotowicz WE. Clinical procedures in precision attachments removable partial denture construction. Dent 
Clin. North Am 1980. 
8 Miller CJ. Intracoronal attachments for removable partial denture. Dent Clin. North Am 1963; 7: 779. 
9 Staubli PE. Attachment & implants – Refence manual. 6a TH. San Mateo: Attachment International Inc; 
1996.

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