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Espectroscopia Raman 10

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DISCENTE: JOSÉ CARLOS MOREIRA DE SOUZA JÚNIOR 
Espectroscopia Raman 
(Trabalho Acadêmico) 
A Espectroscopia de Raman não é um método analítico que foi originado 
recentemente, foi produzida pelo físico C. V. Raman, no ano de 1928. Essa 
técnica possui algumas vantagens sobre outras análises analíticas, 
principalmente, quando se tratar de amostra. Pois, com a espectroscopia de 
Raman é possível estudar a amostra sem destruí-la, dessa forma, torna-se viável 
analisar objetos raros que precisam de certo cuidado, um indicador dessa 
vantagem é que a mesma é bastante utilizada para fins mineralógicos 
(MENDHAM et al., 2002). 
O princípio dessa técnica é o estudo da interação da luz monocromática 
eletromagnética com o material a ser analisado, se baseia pelo exame da luz 
que é dispersada pela amostra. Uma fonte de luz monocromática, como um 
laser, segue um caminho ótico em direção a amostra e interage, promovendo a 
excitação das moléculas de um estado fundamental a um estado de maior 
energia, resultando no espalhamento de fótons em diferentes comprimentos de 
ondas, como demostrado na Figura 1. No entanto, a maior parte dessa radiação 
que foi transmitida, possui mesma frequência de luz incidente e apenas uma 
pequena fração que tem resultados diferentes. Isso é definido como 
espalhamento de Rayleigh (MENDHAM et al., 2002). 
Figura 1- Representação do trajeto do feixe de luz. A linha vermelha representa 
o laser transmitido há amostra, enquanto os fótons alterados são representados 
pela linha de cor amarela. 
 
Fonte: (HINRICHS; VASCONCELLOS, 2014, p. 150). 
Esse método permitir a identificação da estrutura molecular devido a essa 
diferença de energia entre a radiação incidente e a que é espalhada. A energia 
espalhada está relacionada com a frequência de vibração dos átomos, 
possibilitando a obtenção de informações sobre a geometria molecular. As 
vibrações das espécies químicas são diferentes, isso determina a diferenciação 
de substâncias químicas em uma amostra. Ainda sobre amostra, a análise da 
mesma pode ser realizada sem preparações especiais como se exige em outras 
técnicas, é mais simples (MENDHAM et al., 2002). 
Mas, para compreender melhor a espectroscopia de Raman, é necessário 
entender a instrumentação que faz parte deste processo, desde o inicio da 
analise até a interpretação de resultados. Os espectrômetros de Raman podem 
ser divididos em três componentes principais, sendo eles: fonte, sistema para 
iluminação da amostra e o espectrômetro (conforme a Figura 2). Quanto a fonte 
do equipamento, o laser não foi usado desde o começo, é algo recente, antes se 
utilizava arco de mercúrio. Atualmente se encontra novas opções, sendo a fonte 
de laser a gás de emissão uma das mais utilizadas. A mesma, apresenta 
algumas vantagens, como: a radiação emitida é bastante intensa, isso é 
favorável na análise, e possibilita um foco maior do laser em amostras pequenas, 
ademais, devido ao feixe ser colimado é possível a aplicação de correções 
precisas (MENDHAM et al., 2002). 
Faz parte também do espectrômetro de Raman o sistema de iluminação. 
A iluminação da amostra torna viável a análise de materiais que são pequenos. 
Um dos primeiros aparelhos de Raman era especifico para estudo de amostras 
pequenas, o mesmo é composto por: microscópio óptico, filtro óptico, uma óptica 
de acoplamento e o detector. O equipamento possui um separador de feixe que 
é responsável por refletir parte do laser incidente, direcionando a amostra. Na 
mesma objetiva do aparelho é possível fazer a coleta da radiação do 
espalhamento de Rayleigh, e encaminhar para o separador de feixe, para que 
encontre o sistema óptico de transferência e o monocromador (MENDHAM et 
al., 2002). 
Figura 2 - Representação do Espectrômetro de Raman. 
 
Fonte: (MENDHAM et al., 2002, p. 393) 
O espectrômetro é parte fundamental do aparelho, pois é este que vai 
detectar a luz e determinar a quantidade de fótons, depois de ter passado pela 
a amostra. Ressaltasse que a uma correlação estre os espectros de 
infravermelho e de Raman, os métodos são muitas vezes utilizados juntos para 
possíveis análises, pois um complementa a função que o outro método não é 
capaz de realizar (MENDHAM et al., 2002). 
 Mas, onde se aplica o método de Raman? A técnica pode ser aplicada 
em análises qualitativas e quantitativas de materiais orgânicos, inorgânicos e 
biológicos. Atualmente, se nota a utilização na indústria de alimentos na 
caracterização e identificação de alimentos. Além disso, como citado 
anteriormente, por ser um método não destrutivo, é possível ser utilizado para 
estudo de minérios, como também na própria indústria farmacêutica (MENDHAM 
et al., 2002). 
 
 
Referências Bibliográficas 
1. Hinrichs, R., & Vasconcellos, M. A. Z. (2014). Espectroscopia micro-
Raman. Técnicas instrumentais não destrutivas aplicadas a gemas do Rio 
Grande do Sul. Porto Alegre: IGeo/UFRGS, 2014. p. 150. 
2. MENDHAM, J. et al. Análise Química Quantitativa. Disponível em: Minha 
Biblioteca, (6th edição). Grupo GEN, 2002.

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