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PROCESSO PENAL 01 - SISTEMAS PROCESSUAIS

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RESUMO PROCESSO PENAL 01 
Aula 01 
Conceito: Processo Penal é o conjunto de princípios e normas que regulam a aplicação jurisdicional do Direito Penal (material).
· O CPP é anterior a nova constituição/88, tendo esta o recepcionado como lei ordinária.
· O CPP confere efetividade ao Direito Penal, fornecendo meios e caminhos para materializar a aplicação da pena no caso concreto.
· A vingança privada é banida (configura crime: exercício arbitrário das próprias razões).
Finalidade:
· Mediata: é a própria pacificação social obtida com a solução do conflito.
· Imediata: Viabilizar a aplicação do Direito Penal, concretizando-o.
Lei Processual no Espaço: Princípio Da Territorialidade (art. 1º, cpp) – “Locus Reit Actum”
· Com esse princípio, teremos a aplicação da lei processual penal brasileira aos crimes praticados em território nacional, bem como seu espaço aéreo e seu mar territorial; ressalvadas, apenas, as exceções previstas em lei. São elas: 
(previstas nos incisos nos incisos do art. 1, cpp).
I- Tratados, convenções e regras do direito internacional.
Ex: Crime praticado por diplomata, no Brasil, que fica sujeito a aplicação do direito material e do processual do seu país (lança perfume que é permitido em alguns países mas não no Brasil).
II- Prerrogativas.
Trata-se dos crimes de responsabilidade que invocam, como regra, apreciação na esfera do poder legislativo. Isso se da em razão dos crimes de responsabilidade ter um cunho mais político administrativo (artigo 85, CF).
III- Justiça Militar.
Compete a Justiça Militar processar e julgar os crimes militares (artigo 124, CF).
Lei Processual no Tempo: (artigo 2º, cpp) “Tempus Regit Actum” 
As leis processuais penais novas tem aplicação imediata independente da fase atual do processo; pouco importa se traz ou não situação mais gravosa, ou mais benéfica, ao réu.
Qual seja a data do crime, a lei processual vem para aplicar-se ao ato em sua vigência.
Exemplo 1: após condenação em segunda instância é possível a prisão, ou seja, ainda que maléfica, pouco importando se o objeto delituoso tenha sido cometido antes do da lei, tem aplicação imediata.
Exemplo 2: o protesto de no tribunal do júri, para um indivíduo que cometeu homicídio doloso em 2007, época em que ainda havia previsão legal de um novo tribunal. Todavia, o indivíduo somente veio a ser julgado em 2011, época que já estava abolida do ordenamento jurídico tal apelação. Dessa forma, não poderá o advogado apelar por novo tribunal, mesmo que prejudicial ao réu.
- Lei Hibrida/Mista: São as leis mistas, que misturam tanto a norma material penal quanto a norma processual penal. Logo, se a matéria beneficiar o réu poderá retroagir, prevalecendo sobre a norma processual. (	Ela prevalece, pois lida com a liberdade do sujeito)
Fontes:
· Material (fábrica): a) Está no artigo 22, I, CF, que a competência de legislar sobre direito processual penal é da União. b) Estados podem até legislar, mas apenas em questões específicas e se permitido por lei complementar. C) no artigo 84, XII, CF, dispõe que o presidente poderá legislar via decreto ou indulto.
· Formal: Código de Processo Penal
Sistemas Processuais:
· Acusatório: há separação das funções de acusar, defender e julgar. Há contraditório, são públicos, a liberdade é a regra, o réu é sujeito de deveres.
· Inquisitório: existe a concentração em uma mesma pessoa de acusar. Não há contraditório, são secretos, a prisão no curso do processo é a regra, o réu é objeto do processo. 
· Misto: Não há hierarquia entre provas, pelo princípio do livre convencimento. Logo, para o juiz se basear precisa ser da instrução (o que foi colhido). Mas, há exceções algumas provas devem ser colhidas na fase investigatória (inquisitória), como é o caso de uma lesão corporal que precisa do exame de corpo de delito e a demora pode resultar na perda dessa prova. 
        “Art. 155.  O juiz formará sua convicção pela livre apreciação da prova produzida em contraditório judicial, não podendo fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos informativos colhidos na investigação, ressalvadas as provas cautelares, não repetíveis e antecipadas.  “
Obs.: O professor é da corrente que o sistema processual do Brasil é o misto, na fase investigatória prevalece o sistema inquisitório. Enquanto, na fase processual prevalece o sistema acusatório.
Obs. 2: Denomina-se como Persecução Penal, que se divide na fase investigatória (pré-processual) e na fase processual.
	AÇÃO PENAL	
 A ação penal não é o processo em si.
-Direito de Ação: é o Direito público subjetivo de se pedir ao Estado-Juiz a aplicação do Direito Penal objetivo no caso concreto. O direito de ação encontra seu fundamento no artigo 5º, inciso XXXV da Constituição Federal (Princípio da Inafastabilidade do Poder Judiciário).
- Não se pode, contudo, confundir Direito de ação com Ação propriamente dita, direito de ação é o direito de exigir do estado o exercício da jurisdição, a ação é a iniciativa de ir a justiça em busca de um direito.
CARACTERÍSTICAS DO DIREITO DE AÇÃO:
A) DIREITO PÚBLICO 
Estado é o titular para punir, a atividade jurisdicional que se pretende provocar é de natureza pública. Dai se diz que a ação penal é um direito público, mesmo nas hipóteses em que o estado transfere ao particular (ofendido) a possibilidade de ingressar em juízo, tal ação continua sendo de Direito público, Razão pela qual utiliza-se a expressão ação penal iniciativa privada, o direito de ação é dirigido ao Estado-Juíz.
B) DIREITO AUTÔNOMO
O direito de ação penal não se confunde com o direito matéria que se pretende tutelar. O direito de ação é preexistente à pretensão punitiva do Estado, que surge em ocorrência da infração penal. 
C) DIREITO ABSTRATO
Independente do resultado do processo. Mesmo que a demanda seja julgada improcedente, o direito de ação terá sido exercido. 
D) DIREITO SUBJETIVO
O titular do Direito de Ação pode exigir a prestação jurisdicional relacionada ao caso concreto.
E) INSTRUMENTAL 
É o meio para se alcançar a efetividade do direito material.