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Doença de parkinson

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Doença de
Parkinson
Por Liliane Stawny Sampaio
 
O que é?
 A doença de
parkinson é a
segunda doença
neurodegenerativa
mais frequente em
todo o mundo. 
 É lenta e
progressiva, produz
enfraquecimento
gradual do
movimento
voluntário, rigidez
muscular e
possivelmente
tremor. 
Etiologia
Idiopática;
A deterioração pode ocorrer em 10 ou
mais anos;
Início geralmente entre 50 e 60 anos,
sendo os homens frequentemente mais
afetados que as mulheres.
Fisiopatologia
 Há uma degenerescência em alguns neurônios dos núcleos
da base - estruturas localizadas profundamente no cérebro,
envolvidas no controle dos movimentos, constituídas por
massas de substância cinzenta.
 A degeneração desses neurônios é irreversível e resulta na
diminuição da produção de dopamina, que é um dos principais
neurotransmissores dos gânglios basais, essencial no controle
dos movimentos.
 A deficiência dopaminérgica leva a alterações funcionais no
circuito dos núcleos da base, provocando o aparecimento dos
principais sinais e sintomas da doença.
Substância negra 
Cérebro saudável
Substância negra 
Cérebro com parkinson
Quadro clínico
Síndrome parkinsoniana: caracterizada por tremor, rigidez,
elementos de bradicinesia (lentidão de movimento),
hipocinesia (redução da excursão do movimento) e acinesia
(lentidão para iniciar o movimento e perda do movimento
espontâneo) e anormalidades posturais.
Acinesia: lentidão para iniciar os movimentos, andar é difícil,
parcialmente por causa da dificuldade de iniciar o movimento
e parcialmente por causa da perda da capacidade de fazer
ajustes rápidos da ação muscular que são necessários para
manter o equilíbrio. 
Hipocinesia: diminuição da expressão gestual corporal,
incluindo a diminuição ou ausência dos movimentos
associados dos membros superiores durante a marcha.
Andar “festinante”: se caracterizada por uma aceleração
involuntária da marcha, paciente se inclina para frente para
iniciar o movimento e a seguir tem que dar passos rápidos e
curtos para manter o equilíbrio.
Características clínicas
Postura: a instabilidade
postural é decorrente da
perda de reflexos de
readaptação postural,
pode agravar-se e
determinar quedas
frequentes. Geralmente
o paciente fica em pé em
uma posição
ligeiramente fletida.
Características clínicas
Rigidez: Trata-se da hipertonia denominada plástica, em
todos os grupos musculares que resulta em uma rigidez
difusa. A rigidez afeta atividade, dando um movimento
retardado lento e uma expressão facial característica. Ela
consiste em “máscara parkinsoniana”, rigidez que faz com
que o rosto fique imóvel e inexpressivo e olhar fixo.
Tremor: O tremor parkinsoniano pode ser uni ou bilateral, em
geral começa em uma mão. Os dedos são alternativamente
fletidos e estendidos, especialmente nas articulações
metacarpofalângicas, enquanto o polegar repousa sobre o
dedo indicador (movimento de contar dinheiro). Exacerba-se
durante a marcha, piora com o stress e cessa durante o sono.
Fala: há comprometimento da fonação e da articulação das
palavras, conforme a doença progride, a voz tende a ficar
mais fraca e há menos variação de tom.
Deglutição: há redução da deglutição automática da saliva,
levando ao acúmulo da mesma (sialorréia).
Alterações sensoriais: sensações de grande calor, com
sudorese e elevação da temperatura local.
Manifestações não motoras: destaca-se a depressão, que está
presente em cerca de 40% dos pacientes com parkinson,
devido a perda da função, dor e falta de expressão facial.
Características clínicas

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