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Explique e diferencie o Estado de Defesa do Estado de Sítio

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Explique e diferencie o Estado de Defesa do Estado de
Sítio
SUMÁRIO
O que é o Estado de Defesa…………………………………………………... 4
1.1. Requisitos para que se tenha o Estado de defesa…………………….. 5
1.2. Procedimento……………………………………………………………….. 5
1.3. Prazo………………………………………………………………………….6
1.4. Prisão no Estado de Defesa………………………………………………..6
1.5. Estado de Defesa Preventivo e Repressivo……………………………...7
1.6. Limitações a Direitos……………………………………………………….. 7
1.7. Decreto Presidencial……………………………………………………….. 7
O que é Estado de Sítio?............................................................................. 8
2.1. Objeto………………………………………………………………………... 8
2.2. Prazos e procedimentos…………………………………………………....9
2.3. Garantias Constitucionais Suspensas………………………………….. 10
2.4. Quais são as formas de controle político e jurisdicional do Estado de
Defesa e do Estado de Sítio?..................................................................... 10
2.5. Diferenças entre Estado de Defesa e Estado de Sítio………………... 11
3.Conclusão……………………………………………………………………...11
Fontes Bibliográficas…………………………………………………………....12
1. O que é o Estado de Defesa
O Estado de defesa é uma situação de emergência na qual o Presidente da
República conta com poderes especiais para suspender algumas garantias
individuais asseguradas pela Constituição com o desígnio de garantir a continuidade
da normalidade constitucional ameaçada, em situações de crise institucional e nas
guerras.O objetivo do Estado de Defesa é proteger a ordem pública de grave ou
iminente instabilidade institucional ou quando a estabilidade for abalada por
calamidades de grandes proporções da natureza.
De acordo com o artigo 136 da Constituição Federal:
“Art. 136. O Presidente da República pode, ouvidos o Conselho da República e o
Conselho de Defesa Nacional, decretar estado de defesa para preservar ou
prontamente restabelecer, em locais restritos e determinados, a ordem pública ou a
paz social ameaçadas por grave e iminente instabilidade institucional ou atingidas
por calamidades de grandes proporções na natureza.
§ 1º O decreto que instituir o Estado de Defesa determinará o tempo de sua
duração, especificará as áreas a serem abrangidas e indicará, nos termos e limites
da lei, as medidas coercitivas a vigorarem, dentre as seguintes:
I - restrições aos direitos de:
a) reunião, ainda que exercida no seio das associações;
b) sigilo de correspondência;
c) sigilo de comunicação telegráfica e telefônica;
II - ocupação e uso temporário de bens e serviços públicos, na hipótese de
calamidade pública, respondendo a União pelos danos e custos decorrentes.
A ocupação de bens e serviços só poderá ser decretada na hipótese de
Estado de Defesa para preservar ou restabelecer a ordem pública ou a paz social
atingidas por calamidades de grandes proporções na natureza.
1.1. Requisitos para que se tenha o Estado de defesa
● o Presidente da República precisa ouvir o Conselho da República e o
Conselho da Defesa Nacional;
● Decretar (especificando-se o tempo, local e medidas);
● Em 24 horas, o presidente submete, com justificação, o decreto ao Congresso
Nacional, que votará, por maioria absoluta, se o Estado de Defesa será
mantido ou não.
● O Congresso aprecia o decreto no prazo de 10 dias do recebimento. Caso
esteja em recesso, o Presidente do Senado convocará o Congresso Nacional
extraordinariamente para proferir a decisão em 5 dias.
Segundo o artigo 49, IV da CF: “ É da competência exclusiva do Congresso
Nacional:
IV - aprovar o estado de defesa e a intervenção federal, autorizar o estado de
sítio, ou suspender qualquer uma dessas medidas.”
1.2. Procedimento
O Estado de Defesa se dá a partir de um decreto presidencial. Para tanto, o
Presidente da República deve ouvir o Conselho da República e o Conselho de
Defesa Nacional previamente. Estes órgãos têm função meramente consultiva, o
que significa dizer que o Presidente não está vinculado à decisão dos conselhos.
Caso ele entenda pela necessidade da instituição do Estado de Defesa, poderá
fazê-lo ainda que em desacordo com os conselhos.
1.3. Prazo
O Estado de defesa possui um prazo de até 30 dias, podendo ser prorrogado por
mais 30 dias, se o Congresso Nacional estiver de recesso, o Presidente do
Congresso convocará dentro do prazo de 5 dias que decidirá dentro do prazo de 10
dias. O Congresso Nacional e o Poder Judiciário podem controlar o Estado de
Defesa, sendo um controle político e judiciário
§ 2º O tempo de duração do estado de defesa não será superior a trinta dias,
podendo ser prorrogado uma vez, por igual período, se persistirem as razões que
justificaram a sua decretação.
1.4. Prisão no Estado de Defesa
Na hipótese de haver prisão no Estado de Defesa, poderá ser determinada
sem ordem judicial, todavia, deverá ser comunicada imediatamente ao juiz, o qual
poderá relaxá-la, se ilegal. A comunicação ao juiz necessitará de ser acompanhada
de relatório do estado físico e mental do detido no momento da autuação.Além
disso, o preso pode pedir um exame de corpo de delito. A ordem de prisão não
poderá ser superior a 10 dias, salvo se houver determinação judicial e, em todo
caso, é vedada a incomunicabilidade do preso.
§ 3º Na vigência do estado de defesa:
I - a prisão por crime contra o Estado, determinada pelo executor da medida,
será por este comunicada imediatamente ao juiz competente, que a relaxará, se não
for legal, facultado ao preso requerer exame de corpo de delito à autoridade policial;
II - a comunicação será acompanhada de declaração, pela autoridade, do
estado físico e mental do detido no momento de sua autuação;
III - a prisão ou detenção de qualquer pessoa não poderá ser superior a dez
dias, salvo quando autorizada pelo Poder Judiciário;
IV - é vedada a incomunicabilidade do preso.
§ 4º Decretado o estado de defesa ou sua prorrogação, o Presidente da
República, dentro de vinte e quatro horas, submeterá o ato com a respectiva
justificação ao Congresso Nacional, que decidirá por maioria absoluta.
§ 5º Se o Congresso Nacional estiver em recesso, será convocado,
extraordinariamente, no prazo de cinco dias.
§ 6º O Congresso Nacional apreciará o decreto dentro de dez dias contados de
seu recebimento, devendo continuar funcionando enquanto vigorar o estado de
defesa.
§ 7º Rejeitado o decreto, cessa imediatamente o estado de defesa.
1.5. Estado de Defesa Preventivo e Repressivo
O Estado de Defesa pode existir na modalidade repressiva ou preventiva. A
modalidade repressiva ocorre quando a crise já foi instaurada e o objetivo é
restabelecer a normalidade do sistema. O Estado de Defesa preventivo, atua
quando há apenas a ameaça de instabilidade.
Diferencialmente do Estado de Sítio, o Estado de Defesa, seja repressivo ou
preventivo, é restrito a locais determinados. É aplicado apenas na localidade em que
a crise acontecer.
1.6. Limitações a Direitos
No Estado de Defesa, considera-se a restrição de alguns direitos, a fim de restaurar a
ordem. Esse recurso só pode ser empregado quando o decreto que instituir o Estado
de Defesa assim especificar.Durante o Estado de Defesa, não podem ser editadas
emendas constitucionais. Direitos fundamentais não podem ser suprimidos, porém,
podem ser restringidos, isto é, o momento de anormalidade permite que eles se
tornem menos abrangentes temporariamente.
1.7. Decreto Presidencial
O decreto deverá determinar:
● O tempo de duração do Estado de Defesa:terá duração máxima de 30 dias,
prorrogável uma única vez por igual período. Ou seja, o máximo que o Estado
de Defesa pode ter de duração é 60 dias;
● Quais serão as áreas abrangidas pelo Estado de Defesa: Diferentemente do
que ocorre no Estado de Sítio, o qual é bem mais grave, o Estado de Defesa
não é nacional, mas se restringe à localidade determinada pelo decreto
presidencial;
● Medidas coercitivas que irão vigorar durante o Estado de Defesa: É neste
momento que se estabelece quais serão os direitos a serem flexibilizados em
razão do momento de anormalidade.
2. O que é

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