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Epidemiologia aleitamento materno

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Introdução Curso de atualização em aleitamento materno: epidemiologia da amamentação no Brasil
O leite humano é único e fornece todos os nutrientes para o bebe crescer saudável. Os benefícios do aleitamento são para a criança, mulher, família e sociedade. As formulas podem até ser semelhante, porem nos fornecem células imunológicas e princípios bacterianos para auxiliar a flora intestinal. O leite é vivo e individualizado, ou seja, é único de mãe para mãe, variando micronutrientes e água. 
· Criança: desenvolvimento cognitivo, estatura, protege contra doenças, e doenças crônicas como obesidade. 
· Mulher: protege contra câncer de mama, ovário, contra obesidade, maior amamentação retém menos peso na mãe.
· Família: criação de vinculo (mas não é a única via de criação de afeto), além de benefício econômico
· Sociedade: uma criança que se desenvolve adequadamente fica menos doente, a mãe também por outro lado, além da questão econômica. Outro ponto é em relação ao planeta devido a quantidade de lixo que produz. 
Amamentar não é pura fisiologia
A amamentação envolve diversos fatores como a questão cultural e a questão individual que envolve cada mulher. Se uma mãe teve uma amamentação de experiencia ruim ela pode transmitir essas falas para a filha fazendo com que o ato de amamentar também seja. 
Leite humano 
‘’características personalizadas para o bebe’’. Essas características estão relacionadas com regulação da expressão genica, modulação intestinal, entre outros. 
A importância do AME
O aleitamento materno exclusivo se refere a criança que toma apenas leite, sem água, chá ou suco. 
Os fatores que favorecem o AME: o aleitamento já na primeira hora de vida (hora de ouro), esse contato favorece a produção de hormônios pela mulher e favorecem o vínculo pela criança. Ações de favorecimento do aleitamento materno na atenção básica.
O parto humanizado é aquele que é respeitado a mulher e família. Não se restringe apenas a casa da puérpera, podendo ocorrer no hospital. 
Pesquisas e inquéritos nacionais 
Essas pesquisas mostram como era e como esta os indicadores. 
Pesquisa nacional sobre saúde materno-infantil e planejamento familiar 
Tem um marco importante e traz reflexões importantes.
· Transição demográfica: nessa época há um menos número de nascimentos 
· Entrada da mulher no mercado de trabalho: mas não veio acompanhada com leis de proteção à criança. Nessa época a taxa de amamentação exclusiva era de 2,9%, portanto esse fato deve se a faltas de políticas públicas para que essa mãe conseguisse amamentar. Além disso o marketing voltado para alimentação da criança era enorme facilitando a formula. Também as maternidades não tinham alojamento conjunto, ou seja, a criança não ficava com a mãe.
Pesquisa nacional sobre demografia e saúde 
· 13% das crianças analisadas tinham diarreia: pode estar relacionada com a falta do ame
· Quanto maior escolaridade e renda maior a taxa de ame
· 15% das crianças apresentavam desnutrição crônica 
Pesquisa nacional de demografia e saúde da criança e mulher 
· Só 80,9% das mulheres realizaram pelo menos 6 consultas de pré-natal.
· 42,2% cesarianas agendadas
· 16,3% presença de um acompanhante no parto
· 42% dos bebes foram amamentados na primeira hora de vida 
Pesquisa nacional de saúde 
Traz aspectos de saúde e estilo de vida 
· Traz dados de consumo de leite materno e de outros alimentos do dia anterior a entrevista e ouve aumento do aleitamento materno nos primeiros 3 meses de vida 
· Introdução alimentar precoce: 70% 
Dados da prevalência do AM no brasil 
Ainda é muito baixo a prevalência do aleitamento exclusivo no primeiro ano de vida, em que muitos são complementados com formulas. Esse fator também está relacionado a mitos, crenças e culturas de cada local. 
Qual o custo de não amamentar?
Custos com investimentos em saúde que poderiam ser evitados se a taxa de amamentação aumentasse: custos com diarreia e pneumonia que são relacionados a amamentação 
Alimentar a criança com formula até os seis meses tem um custo de 9% do salário mínimo 
Curto prazo: diarreia e pneumonia 
Médio prazo: internações 
Longo prazo: desenvolvimento cognitivo 
Não amamentar também possui custo ecológico já que não há produção de embalagem, lixo e desperdício: custo com embalagem das latas, mamadeiras e acessórios, menstruação, água e energia para mamadeira, custo com criação de gado e processamento.