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Objetivos 
1. Discorra sobre o desenvolvimento e maturação mamária 
2. Sobre o câncer de mama descreva: 
a) Aspectos epidemiológicos 
b) Patogênese e tipos histológicos 
c) Fatores de risco e fatores de proteção 
d) Sinais e sintomas 
e) Rastreamento 
f) Marcadores tumorais 
g) Exames diagnósticos (MINTI) 
h) Tratamento (fármacos utilizados, complicações de radioterapia 
e quimioterapia em geral). 
i) Políticas públicas 
Respostas 
1. Discorra sobre o desenvolvimento e maturação mamária 
Embriologia 
As glândulas mamárias são glândulas sudoríparas modificadas, as quais se 
desenvolvem a partir do ectoderma na face ventral do embrião, como faixa 
galáctica, que se estende da axila à virilha por volta da 5ª semana de gestação. 
A partir da faixa, podemos observar a formação de pares de botões, onde os 
demais regridem durante o desenvolvimento e o par localizado na região peitoral 
permanece. 
Quando os botões extras não desaparecem completamente formam mamas 
acessórias extranuméricas (polimastia) ou papilas acessórias (politelia). 
Até a 20ª semana de gestação, o desenvolvimento mamário não depende de 
hormônios, embora o testosterona possa influenciar no seu desenvolvimento 
após a 15ª semana. Entre a 20ª e 32ª semana de gestação, há um estágio de 
canalização do epitélio ramificado e, entre a 32ª e 34ª semana, há um estágio 
vesicular final em que as estruturas lobuloalveolares contém colostro (leite de 
bruxa – colostro no recém-nascido nos primeiros 4-7 dias). Assim, a glândula 
mamária permanece quiescente até a puberdade. 
Na puberdade, a telarca ocorre sob a influência cíclica dos hormônios esteroides 
(estrogênio e progesterona). O estrogênio influencia no crescimento ductal e 
(E a vida continua) 
diferenciação do estroma periductal e a progesterona estimula o 
desenvolvimento dos alvéolos e prepara a mama para a lactação. 
 
Anatomia da mama 
As mamas são constituídas por parênquima do tecido glandular, estroma do 
tecido conjuntivo e pele, localizada na parede torácica anterior, ventralmente 
aos músculos grande peitoral, serrátil anterior e oblíquo externo, com tamanho 
médio de 10 a 12cm de diâmetro. 
Seus limites são: 
• Superior: 2ª ou 3ª costela 
• Inferior: 6ª ou 7ª costela, no sulco inframamário 
• Medial: borda do osso esterno 
• Lateral: linha axilar média 
• Posterior: fáscia do musculo grande peitoral, serrátil anterior e oblíquo 
externo. 
Divide-se a mama em quatro quadrantes, que são: 
• Quadrante superior externo ou lateral (QSE/QSL) 
• Quadrante inferior externo ou lateral (QIE/QIL) 
• Quadrante superior interno ou medial (QSI/QSM) 
• Quadrante inferior interno ou medial (QII/QIM) 
A mama é envolta por uma fáscia superficial constituída por um folheto anterior 
e posterior. Essa fáscia encontra-se 2-3mm abaixo da pele e separa o envelope 
cutâneo com a gordura subcutânea do tecido mamário. Anteriormente, a camada 
superficial da tela subcutânea envia ligamentos fibrosos fortes e largos para a 
superfície posterior da pele que recobre a mama (ligamentos suspensores de 
Cooper ou fibras de Sharpey). O folheto posterior da fáscia é adjacente a fáscia 
Comentado [BMN1]: CONTÉM A MAIOR PORÇÃO DO 
TECIDO GLANDULAR – LOCAL DE MAIOR INCIDENCIA DE 
TUMORES MAMÁRIOS 
do musculo grande peitoral e serrátil anterior, separando-se por uma faixa de 
tecido conjuntivo frouxo, chamado de espaço retromamário de Chassaignac. 
A mama adulta é composta de epitélio glandular, tecido conjuntivo e tecido 
adiposo. A junção do tecido conjuntivo e adiposo é chamada de estroma e 
confere sustentação à mama. O epitélio glandular é formado por componentes 
lobulares e ductais, entremeados pelo estroma mamário, por onde passam 
vasos sanguíneos, linfáticos e nervos. 
O parênquima da mama é composto de 15 a 20 lobos de tecido glandular 
tubuloalveolar, formados por 20 a 40 lóbulos. Cada lóbulo é formado por 10 
a 100 alvéolos, os quais coalescem e drenam ductos que se unem e 
desembocam na superfície do mamilo. 
O lóbulo é a unidade morfofuncional da mama, enquanto que o alvéolo (ácino) é 
a unidade secretora desenvolvida na gravidez. Cada lóbulo tem seu ducto 
principal e suas ramificações que seguem até o mamilo. Os ductos coletores 
drenam cada lóbulo, em um número de 6 a 10, os quais apresentam 
dilatações terminais (seios lactíferos). 
A aréola é a porção central da mama, localizada no 4º espaço intercostal, 
composta de glândulas sudoríparas e sebáceas formadoras de tubérculos que 
aumentam durante a gravidez. No centro da aréola, emerge o mamilo, com 
formado cilíndrico, com 10 a 20 óstios que correspondem a desembocadura dos 
ductos lactíferos. 
 
Fisiologia das mamas 
A formação do mamilo e das glândulas mamárias é regulada pela interação 
parácrina entre as células mesenquimais e epiteliais, as quais são orientadas 
pela ação da proteína relacionada ao hormônio da paratireoide (PTHrp) e de 
membros das vias de sinalização da proteína morfogenética óssea e de 
Wnt. 
Na puberdade, o estrogênio, o fator de crescimento (GH) e o fator de 
crescimento semelhante à insulina (IGF-1) combinam-se para estimular o 
alongamento e a ramificação do sistema de glândulas mamárias. 
Com a secreção de progesterona durante a fase lútea do ciclo ovulatório, há o 
desenvolvimento lobular dessas glândulas, com a expansão e diferenciação 
funcional dos alvéolos por meio da ação parácrina de ligantes RANKL e da rota 
sinalizadora JAK/STAT. 
 
Na puberdade e adolescência, a maturação das mamas ocorre pela liberação de 
FSH e LH hipofisários, que liberam estrogênios para o desenvolvimento dos 
ductos mamários, sendo o hormônio responsável pelo desenvolvimento da 
glândula até 2 a 3 anos após o início da puberdade. Nesse momento, o volume 
e densidade do tecido conjuntivo ao redor dos ductos aumentam, bem como a 
vascularização e a deposição de gorduras. Assim, estrogênio e progesterona 
determinam o desenvolvimento completo da glândula e pigmentação da aréola. 
Quando a forma, o mamilo pode ser classificado em: 
• Protuso: saliente, bem delimitado, formando um ângulo de 90º na junção 
mamilo-areolar. 
• Semiprotuso: pouco saliente, sem delimitação entre o mamilo e a aréola. 
• Invertido: malformado, onde mesmo após estímulos, permanece 
inalterado. 
• Pseudo-invertido: malformado, porém exterioriza-se um pouco após 
estímulos. 
Na gravidez, podemos observar o aumento das mamas em volume, dilatação 
das veias superficiais, aumento da pigmentação da aréola e do mamilo. Na 
20ª semana, o epitélio alveolar inicia sua atividade secretora, o que determina o 
crescimento contínuo da mama decorrente da progressiva dilatação alveolar, 
produzida pelo colostro e vascularização. 
Após o parto, as mamas aumentam de volume e secretam o colostro. O fluxo 
sanguíneo também aumenta, bem como as células secretoras. 
REFERÊNCIAS: Silva, Carlos Henrique, M. et al. Manual SOGIMIG de 
mastologia. Disponível em: Minha Biblioteca, MedBook Editora, 2018. 
Bassil, LASMAR, R. Tratado de Ginecologia. Disponível em: Minha Biblioteca, 
Grupo GEN, 2017. 
https://www.sanarmed.com/fisiologia-da-lactacao-delineamento-da-bebida-
mais-valiosa-do-mundo-colunista 
https://adm.online.unip.br/img_ead_dp/36268.PDF 
2. Sobre o câncer de mama descreva: 
a) Aspectos epidemiológicos 
O câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação desordenada de 
células anormais da mama, que forma um tumor com potencial invasivo. 
Segundo o INCA, estima-se que no triênio de 2020/2022, sejam diagnosticados 
no Brasil 66.280 novos casos de câncer de mama, com risco estimado de 61 
casos a cada 100 mil mulheres. 
O tipo histológico mais comum de câncer de mama é o carcinoma de células 
epiteliais, que se divide em lesões in situ e invasoras, sendo eles 
frequentemente ductais ou lobulares. 
No mundo, o câncer de mama é o mais incidente entre as mulheres, 
independente da condição socioeconômica do país/estado. 
A taxade mortalidade mundial, em 2019, foi de 10 casos a cada 100 mil 
mulheres. Assim, no Brasil, a taxa de mortalidade por câncer de mama ocupa o 
primeiro lugar no país, representando 16,1% do total de óbitos. 
REFERÊNCIAS: https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-mama 
http://www.oncoguia.org.br/conteudo/estatisticas-para-cancer-de-
mama/6562/34/ 
https://www.inca.gov.br/controle-do-cancer-de-mama/conceito-e-magnitude 
 
 
https://www.sanarmed.com/fisiologia-da-lactacao-delineamento-da-bebida-mais-valiosa-do-mundo-colunista
https://www.sanarmed.com/fisiologia-da-lactacao-delineamento-da-bebida-mais-valiosa-do-mundo-colunista
https://adm.online.unip.br/img_ead_dp/36268.PDF
https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-mama
http://www.oncoguia.org.br/conteudo/estatisticas-para-cancer-de-mama/6562/34/
http://www.oncoguia.org.br/conteudo/estatisticas-para-cancer-de-mama/6562/34/
https://www.inca.gov.br/controle-do-cancer-de-mama/conceito-e-magnitude
b) Patogênese e tipos histológicos 
O câncer de mama é uma proliferação clonal que se origina de células com 
mutações genéticas, adquiridas por influencia a exposições hormonais ou genes 
herdados. 
Câncer de mama hereditário 
Aproximadamente 12% dos casos de câncer de mama ocorrem devido a 
hereditariedade de um gene. 
Em alguns casos, o câncer de mama possui um traço autossômico dominante 
(um alelo mutado e um normal). Assim, uma única mutação esporádica no alelo 
normal remanescente é necessária para a perda completa da função supressora 
tumoral. 
Os genes mais importantes envolvidos no câncer de mama familiar são os 
supressores tumorais BRCA1, BRCA2, TP53 e CHEK2. Então, uma perda 
completa de função desses proteínas cria uma fenótipo mutante, aumentando a 
propensão de lesões genéticas que aceleram o desenvolvimento da neoplasia. 
As mutações no BRCA1 e BRCA2 são responsáveis por 80% a 90% dos casos 
de câncer de mama hereditários de “gene único”. Tais genes são grandes, onde 
centenas de mutações distribuídas ao longo de suas regiões codificadoras se 
associam ao câncer de mama hereditário. 
Carcinomas BRCA1 são geralmente pouco diferenciados, com características 
medulares (padrão de crescimento sincicial e limites expansivos). Carcinomas 
BRCA2 são também pouco diferenciados. 
Câncer de mama esporádico 
Os principais fatores de risco para o câncer de mama esporádico são 
relacionados a exposição hormonal de gênero, idade, história reprodutiva, 
amamentação e estrogênios exógenos. 
Tal exposição hormonal aumenta o numero de células com potencial para 
originar o câncer. Uma vez que células pré-malignas ou malignas estejam 
presentes, os hormônios podem estimular seu crescimento. 
Quase todas as neoplasias malignas da mama são adenocarcinomas que se 
originam a partir do sistema lobular na forma de carcinomas in situ, ou seja, está 
limitada aos ductos e lóbulos pela membrana basal. Já o carcinoma invasivo 
infiltra a membrana basal e se desenvolve em meio do estroma, capaz de invadir 
a vascularização e linfonodos regionais. 
 
Carcinoma in situ 
Carcinoma ductal in situ (CDIS) 
O CDIS é uma proliferação clonal de células epiteliais malignas, limitadas aos 
ductos e lóbulos pela membrana basal, uma vez que envolve os lóbulos e 
assume uma aparência de pequenos ductos. 
O CDIS pode ser dividido em dois subtipos arquiteturais, que são: 
• Comedocarcinoma: pode produzir alguma modularidade, encontrado 
como áreas de calcificação, lineares e com ramificações. Assim, ele é 
definido por células neoplásicas com núcleo pleomórfico de alto grau e 
áreas de necrose central. 
 
• Não comedocarcinoma: pode apresentar calcificações associadas a 
necrose focal ou secreções intraluminais, assim podem ser encontrados 
na forma cribiforme (espaços arredondados), micropapilífero (protusões 
bulbares sem eixos fibrovasculares). 
 
• Doença de Paget: manifestação rara de câncer de mama que se 
apresenta como uma erupção eritematosa unilateral com uma crosta 
escamosa, o que comumente apresente prurido. As células neoplásicas 
(células de Paget) se disseminam pelo sistema ductal por meio dos seios 
galactíferos para a pele do mamilo. Essas células rompem a barreira 
epitelial, permitindo que o fluido extracelular seja exteriorizado para a 
superfície do mamilo. 
 
Carcinoma lobular in situ 
O CLIS é uma proliferação clonal de células dentro de ductos e lóbulos que 
crescem desordenadamente, geralmente devido a perda da E-caderina. Esse 
tipo é geralmente um achado incidental de biopsia, uma vez que não apresenta 
calcificações ou reações estromáticas. 
Morfologicamente, consiste em uma população uniforme de células com núcleos 
ovais ou arredondados e pequenos nucléolos. Podemos observar células 
mucoprodutoras com aspecto de anel de sinete. 
O CLS é um fator de risco para carcinomas invasivos. 
 
Carcinoma invasivo 
Carcinoma luminal 
É caracterizado RE-positivo e HER-negativo, sendo a forma mais comum de 
carcinoma invasivo. Com base na proliferação, ele é subdividido em: 
• RE-positivo, HER-negativo e baixa proliferação: se relaciona com os 
genes que são regulados pelo receptor de estrogênio. Fazem metástases 
após cerca de 6 anos, geralmente para os ossos. 
• RE-positivo, HER-negativo e alta proliferação: subtipo mais comum de 
carcinoma associado a mutações germinativas BRCA2. Esses dois tipos 
apresentam padrões morfológicos bem diferenciados, com padrão 
mucinoso, papilar, cribiforme e lobular. 
HER positivo 
É o segundo subtipo mais comum de carcinoma invasivo, onde o perfil do RNA 
mostra o aumento na expressão do HER2, devido a translocações 
cromossômicas complexas, amplificações de HER2 de alto nível e uma alta 
carga mutacional. 
A maioria desses carcinomas é pouco diferenciado. 
 
Carcinoma medular 
Caracterizado por neoplasias RE-negativas e HER2-negativas, decorrentes de 
mutações BRCA1, o qual apresenta uma alta taxa de proliferação e rápido 
crescimento. 
Quase todos esses tumores são pouco diferenciados, com vários padrões 
morfológicos, margens abauladas e circunscritas com um centro fibrótico ou 
necrótico central. 
Morfologicamente, é caracterizado por (1) ninho sólido, de aspecto sincicial, 
composto por células de núcleo pleomórfico e nucléolos proeminentes; (2) 
figuras mitóticas frequentes; (3) infiltrado linfoplasmocitário de moderado a 
intenso; e (4) borda abaulada não infiltrativa. 
 
Carcinoma lobular 
A maioria dos casos depende da perda bialélica da expressão CDH1, o gene 
que codifica a E-caderina. Isso culmina na perda de adesão célula-célula, o que 
determina o crescimento lobular desorganizado. 
Geralmente se apresenta na forma de massa irregular, com um padrão infiltrativo 
difuso. Histologicamente, apresenta células tumorais infiltrativas não coesas, 
geralmente na forma de anel de sinete, contendo gotículas de mucina 
intracitoplasmática. Possui uma disseminação metastática que envolve o 
peritônio e retroperitônio. 
 
Carcinoma mucinoso (coloide) 
É um tipo de carcinoma macio ou elástico com consistência e aspecto de uma 
gelatina pálida azul-acinzentada, com bordas abauladas ou circunscritas. Assim, 
as células tumorais são dispostas em ninhos e pequenas ilhas de células dentro 
de grandes lagos de mucina. 
 
Carcinoma micropapilífero 
É caracterizado por um padrão de crescimento independente de ancoragem. 
Assim, embora as células sejam aderentes umas às outras, elas não mostram 
adesão estromática. 
Esse tipo produz papilas reais, eixos de tecido fibrovascular recobertos por 
células tumorais. Assim, forma bolas ocas com células que flutuam dentro do 
fluido intercelular. 
 
Morfologia 
Os carcinomas invasivos geralmente se apresentam como uma massa de pelo 
menos 2 a 3cm de tamanho, como massas radiodensas irregulares e firmes. 
Carcinomas maiores podem invadir o músculo peitoral, fixar-se a parede torácica 
ou invadir a derme e causar ulcerações na pele.Quando o tumor envolve a 
porção central da mama, pode ocorrer retração do mamilo. 
REFERÊNCIA: V Kumar. Robbins & Cotran Patologia - Bases Patológicas das 
Doenças. Disponível em: Minha Biblioteca, (9th edição). Grupo GEN, 2016. 
c) Fatores de risco e fatores de proteção 
Fatores de risco 
Os fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de mama envolvem: 
História familiar 
Dentre as mulheres com câncer de mama, 23% tem uma história familiar da 
doença. Assim, se um parente de primeiro grau teve câncer de mama unilateral 
antes da menopausa, o risco cumulativo de desenvolver a doença se aproxima 
a 30%. Se um parente de primeiro grau teve câncer de mama bilateral antes da 
menopausa, o risco aumenta para 40 a 50%. Isso tem uma forte relação com 
oncogenes hereditários. 
As mutações mais comuns são deleções genicas de BRCA1 e BRCA2, onde 
portadoras dessas mutações tem um risco de até 4% ao ano de desenvolver o 
câncer de mama e um risco cumulativo de 35 a 85%. 
 
• BRCA1: aumenta o risco de câncer de ovário e próstata 
• BRCA2: aumenta o risco de câncer de mama masculina e próstata. 
Alimentação, obesidade e álcool 
Uma alimentação saudável se relaciona a um menor risco de câncer de mama, 
além do consumo moderado de álcool. 
Fatores reprodutivos e hormonais 
O risco de câncer de mama aumenta com a duração da fase reprodutiva da 
mulher. A menarca precoce predispõe ao aumento da incidência de câncer de 
mama, enquanto que a menopausa precoce parece proteger contra o 
desenvolvimento da doença. 
Mulheres que nunca engravidaram estão sob maior risco de desenvolver câncer 
do que as multíparas. Ainda, a idade avançada do primeiro filho (>30 anos) é um 
outro fator de risco associado ao câncer de mama. 
História de câncer 
Nas mulheres com história de câncer de mama, há um risco aproximado de 50% 
de câncer microscópico e de 20 a 25% de câncer contralateral. Além disso, a 
história de câncer de endométrio, ovário ou cólon está associada ao aumento do 
risco de câncer de mama subsequente, bem como o histórico de radioterapias 
prévias. 
Fatores de proteção 
Por isso, os fatores de proteção contra o câncer de mama podem ser realizados 
com a adoção de hábitos saudáveis, como: 
• Prática de atividade física 
• Manter o peso corporal adequado 
• Evitar o consumo de bebidas alcoólicas 
• Amamentação: deve-se amamentar o máximo possível para se evitar o 
câncer de mama 
• Não fumar e evitar o tabagismo passivo 
REFERÊNCIAS: BEREK. Tratado de Ginecologia. Disponível em: Minha 
Biblioteca, (15th edição). Grupo GEN, 2014. 
https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-mama 
 
Comentado [BMN2]: MUITA OCITOCINA E PROLACTINA: 
SIMULAM A GRAVIDEZ (MENOS ESTROGÊNIOS). 
https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-mama
d) Sinais e sintomas 
O câncer de mama normalmente é percebido em fases iniciais pelos seguintes 
sinais e sintomas: 
• Nódulo (caroço) fixo e geralmente indolor: principal manifestação da 
doença, normalmente percebido pela própria mulher. 
• Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja 
• Alterações do mamilo 
• Pequenos nódulos nas axilas ou pescoço 
• Saída espontânea de líquido anormal pelos mamilos 
Por isso, deve-se a importante do “autoexame”, onde as mulheres observam 
suas mamas sempre que se sentirem confortáveis, seja no banho, ao trocar de 
roupa ou em outras situações. Esse autoexame não possui técnica específica e 
visa a descoberta casual de pequenas alterações mamárias. 
REFERÊNCIA: https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-mama 
e) Rastreamento 
O rastreio do câncer de mama é feito por meio do exame físico e mamografia. 
Segundo o Ministério da Saúde, recomenda-se que a mamografia de rastreio 
seja ofertada para mulheres entre 50 e 69 anos, a cada dois anos. 
Normalmente, como o câncer de mama costuma surgir no quadrante superior 
externo, os nódulos são identificados pela própria paciente, durante o 
autoexame. 
Assim, a mamografia e o exame físico são métodos complementares, uma vez 
que 10 a 50% dos canceres detectados por mamografia são impalpáveis, 
enquanto que o exame físico detecta 10 a 20% dos cânceres não observados ao 
exame radiológico. 
O objetivo do rastreamento é detectar cânceres ainda pequenos (<1cm), os 
quais apresentam uma maior possibilidade de cura cirúrgica. Com isso, estudos 
apontam uma redução de 20 a 30% da mortalidade por câncer de mama em 
mulheres acima de 50 anos que são submetidas a mamografia de rastreio anual. 
No diagnóstico precoce, destacamos a importância da educação da mulher e 
dos profissionais de saúde para o reconhecimento dos sinais e sintomas 
suspeitos de câncer de mama, que são: 
• Qualquer nódulo mamária em mulheres com mais de 50 anos 
• Nódulo mamário em mulheres com mais de 30 anos, que persistem por 
mais de um ciclo menstrual 
• Nódulo mamário com consistência endurecida e fixo que está 
aumentando de tamanho, em mulheres adultas de qualquer idade 
• Descarga papilar sanguinolenta unilateral 
• Lesão eczematosa da pele que não responde a tratamentos tópicos 
• Homens com mais de 50 anos com tumoração palpável unilateral 
https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-mama
• Presença de linfadenopatia axilar 
• Aumento da mama com presença de edema e pele com aspecto de casca 
de laranja 
• Retração da pele da mama 
• Mudança no formato do mamilo 
REFERÊNCIAS: BEREK. Tratado de Ginecologia. Disponível em: Minha 
Biblioteca, (15th edição). Grupo GEN, 2014. 
https://www.inca.gov.br/controle-do-cancer-de-mama/acoes-de-
controle/deteccao-precoce 
f) Marcadores tumorais 
Os marcadores tumorais são proteínas produzidas por células normais e 
cancerígenas, as quais são encontradas no sangue, urina, fezes, tumores ou em 
outros tecidos corporais. 
Os marcadores tumorais circulantes são encontrados no sangue, urina, fezes ou 
fluidos corporais e são utilizados para: 
• Estimar o prognóstico 
• Determinar se existe doença residual ou recidiva após o tratamento 
• Avaliar a resposta ao tratamento 
• Monitorar se um tumor se tornou resistente ao tratamento 
Assim, um resultado elevado do marcador tumoral sugere a presença da doença, 
mas precisa ser confirmado por meio de outros exames. Tais marcadores 
também podem ser usados quando o paciente está em tratamento, por exemplo, 
uma diminuição do nível de marcador tumoral indica resposta ao tratamento, 
enquanto que um nível crescente ou inalterado indica uma não resposta. Ainda, 
podem ser usados para investigar a recidiva da doença após o tratamento. 
Já os marcadores de tecidos tumorais são encontrados nos próprios tumores, 
normalmente na amostra que é retirada para biopsia. Eles são usados para: 
• Diagnosticar, estadiar e/ou classificar o tumor 
• Estimar o prognóstico 
• Determinar o tipo de tratamento 
Em alguns tipos de câncer, o marcador de tecido tumoral reflete o estágio da 
doença e/ou prognóstico do paciente, além de orientar o planejamento da melhor 
opção terapêutica. 
Marcadores tumorais específicos 
Para o câncer de mama, os marcadores específicos são: 
• Amplificação do gene HER2 ou superexpressão de proteínas: 
utilizado em câncer de mama, ovário, bexiga, pâncreas e estomago, onde 
https://www.inca.gov.br/controle-do-cancer-de-mama/acoes-de-controle/deteccao-precoce
https://www.inca.gov.br/controle-do-cancer-de-mama/acoes-de-controle/deteccao-precoce
se analisa o tumor para determinar se o tratamento com a terapia-alvo é 
indicado. 
• Ativador do plasminogênio da uroquinase (UPA) e inibidor do 
ativador do plasminogênio (PAI-1): utilizado no câncer de mama para 
determina a agressividade do tumor e orientar o tratamento. 
• Assinatura de 21 genes: utilizado para avaliar o risco de recidiva e 
planejar o tratamento. 
• Assinatura de 70 genes: utilizado para avaliar o risco de recidiva. 
• BRCA1 e BRCA2: é utilizado em canceres de ovário e mama pelo sangue 
ou o próprio tumor, paradeterminar se o tratamento com um tipo 
específico de terapia-alvo é indicado. 
• Células tumorais circulantes de origem epitelial: é utilizado em câncer 
de mama avançado, câncer de próstata e câncer colorretal, para a 
avaliação do prognóstico do paciente. 
• CA15-3/CA27.29: utilizado para monitorar a resposta ao tratamento e 
avaliação da recidiva. 
• CA27.29: utilizado para diagnosticar metástase ou avaliação de recidiva. 
• Receptor de estrogênio e receptor de progesterona: determina se o 
tratamento com a hormonioterapia e algumas terapias-alvo é indicado. 
REFERÊNCIA: http://www.oncoguia.org.br/conteudo/marcadores-
tumorais/4011/1/ 
g) Exames diagnósticos (MINTI) 
Mamografia 
A mamografia possibilita a detecção de alterações sutis e microcalcificações 
mamárias, a qual apresenta maior sensibilidade, principalmente em um grupo 
específico de mulheres com mamas densas (maior quantidade de parênquima 
fibro-glandular). Assim, permite o diagnóstico de carcinomas em estágio 
precoce. 
A tomossíntese também auxilia na redução da sobreposição tecidual inerente à 
mamografia, onde permite a realização de ambos ao mesmo tempo. Na 
tomossíntese, são adquiridas imagens com menor dose e angulações diferentes 
da ampola de raios X. 
O posicionamento mamográfico é bastante importante na detecção das imagens, 
as quais podem ser orientadas e seguir uma origem: 
• Começar pela simetria das mamas, considerando a redução de tecido por 
mastoplastia, quadrantectomia, nodulectomia e biopsias, bem como seu 
incremento por próteses; 
• Análise da pele, considerando sua regularidade e espessura do mamilo e 
tecido retroareolar; 
http://www.oncoguia.org.br/conteudo/marcadores-tumorais/4011/1/
http://www.oncoguia.org.br/conteudo/marcadores-tumorais/4011/1/
• Análise do estroma adiposo ou fibroglandular, de sua homogeneidade, 
distorção, distribuição vascular, áreas de assimetria, calcificações e 
nódulos; 
• Análise da região axilar, observando a presença de linfonodos. 
Assim, os achados mais frequentes na mamografia são calcificações e nódulos, 
divididos entre benignos e malignos. 
Para padronizar os laudos mamográficos, foi criado o sistema BI-RADS, que 
determina as lesões em 7 níveis: 
Nível Descrição Risco de malignidade 
0 Exame limitado – 
avaliação incompleta 
Não é possível estimar 
1 Exame normal Muito baixo 
2 Alterações benignas Muito baixo 
3 Provavelmente benigno 2% 
4 Lesão suspeita para 
câncer 
20% 
5 Lesão altamente 
suspeita para câncer 
95% 
6 Lesão já com 
diagnóstico de câncer 
100% 
Ultrassonografia 
A USG mamária atua para o rastreio do câncer de mama e avaliação das queixas 
clínicas ou de anormalidades visualizadas na mamografia ou RM das mamas. 
Assim, pode ser usada como um método suplementar à mamografia no rastreio 
de pacientes acima de 40 anos, especialmente em mulheres com mamas 
densas, em que a sensibilidade da mamografia é menor. Isso aumenta a 
possibilidade de diagnóstico de pequenos tumores invasivos ocultos na 
mamografia e com linfonodos negativos. 
Por outro lado, a USG tem valor limitado na detecção de calcificações e 
apresenta um valor preditivo positivo baixo. 
Normalmente, se associa a mamografia, USG e RM em pacientes com risco 
aumentado para câncer de mama, o que os possibilita o início de um rastreio em 
faixa etária mais precoce. 
Além disso, a USG é o método de escolha para orientar procedimentos 
intervencionistas nas mamas, por permitir a visualização de lesões em tempo 
real durante o procedimento, por não envolver radiação ionizante e por ser mais 
confortável para a paciente. 
A elastografia é uma técnica aplicada a USG convencional que fornece 
informações complementares à mamografia e a USG, permitindo a avaliação 
não invasiva do grau de rigidez da lesão. Isso se baseia no princípio de que as 
lesões malignas são duras e as benignas são mais macias. 
Ressonância magnética 
O uso da RM das mamas é feito em casos de dúvida diagnóstica, uma vez que 
possui um alto valor preditivo negativo. Assim, é usada para caracterizar lesões 
duvidosas quando não há a possibilidade da realização de biopsias. 
Em outros casos, a RM pode ser utilizada para já realizar o estadiamento 
locorregional e a avaliação da mama contralateral. 
REFERÊNCIA: MINTI 
h) Tratamento (fármacos utilizados, complicações de 
radioterapia e quimioterapia em geral). 
Estádios I e II 
A conduta habitual consiste de cirurgia, que pode ser conservadora, com retirada 
apenas do tumor; ou mastectomia, com retirada da mama e reconstrução 
mamária. A avaliação dos linfonodos axilares tem função predominantemente 
prognóstica. 
Após a cirurgia, o tratamento complementar com radioterapia pode ser indicado 
em algumas situações. Já a reconstrução mamária deve ser sempre considerada 
nos casos de mastectomia. 
O tratamento sistêmico será determinado de acordo com o risco de recorrência 
(idade da paciente, comprometimento linfonodal, tamanho tumoral, grau de 
diferenciação), assim como das características tumorais que ditarão a terapia 
mais apropriada. Esta última baseia-se principalmente na mensuração dos 
receptores hormonais (receptor de estrogênio e progesterona); e também de 
HER-2 (fator de crescimento epidérmico 2), com possível indicação de terapia 
biológica anti-HER-2. 
Estádio III 
Pacientes com tumores maiores, porém ainda localizados, enquadram-se no 
estádio III. Nessa situação, o tratamento sistêmico (na maioria das vezes, com 
quimioterapia) é a modalidade terapêutica inicial. Após resposta adequada, 
segue-se com o tratamento local (cirurgia e radioterapia). 
 
Estádio IV 
Nesse estádio, é fundamental que a decisão terapêutica busque o equilíbrio 
entre a resposta tumoral e o possível prolongamento da sobrevida, levando-se 
em consideração os potenciais efeitos colaterais decorrentes do tratamento. A 
modalidade principal nesse estádio é sistêmica, sendo o tratamento local 
reservado para indicações restritas. 
Atenção à qualidade de vida da paciente com câncer de mama deve ser 
preocupação dos profissionais de saúde ao longo de todo o processo 
terapêutico. 
Complicações quimioterapia 
Os efeitos colaterais comuns à maioria dos medicamentos quimioterápicos 
podem incluir: 
• Perda de cabelo. 
• Inflamações na boca. 
• Perda de apetite. 
• Náuseas, vômitos e mucosite. 
• Diarreia. 
• Alterações na pele. 
• Infecções, devido a diminuição de glóbulos brancos. 
• Hematomas ou hemorragias, devido a diminuição das plaquetas. 
• Fadiga, devido a diminuição dos glóbulos vermelhos. 
Complicações radioterapia 
Os potenciais efeitos colaterais da radioterapia podem incluir: 
• Irritação da pele na área irradiada. 
• Náuseas. 
• Fadiga. 
• Problemas de cicatrização, aderências e fibrose. 
REFERÊNCIA: https://www.inca.gov.br/controle-do-cancer-de-mama/acoes-de-
controle/tratamento 
i) Políticas públicas 
Em 2005, a Política Nacional de Atenção Oncológica, que preconiza a promoção, 
prevenção, diagnóstico, tratamento, reabilitação e cuidados paliativos, 
abrangendo todas as unidades federativas da união. Essa política foi reafirmada 
no ano de 2011 com o Plano de Fortalecimento das ações para prevenção e 
Comentado [BMN3]: OCORREM POR CONTA DOS 
QUIMIOTERÁPICOS QUE ATACAM TODAS AS CÉLULAS DO 
CORPO QUE SE PROLIFERAM RAPIDAMENTE, 
PRINCIPALMENTE A MUCOSA. 
https://www.inca.gov.br/controle-do-cancer-de-mama/acoes-de-controle/tratamento
https://www.inca.gov.br/controle-do-cancer-de-mama/acoes-de-controle/tratamento
qualificação do diagnóstico e tratamento dos cânceres do colo do útero e de 
mama. 
Nos últimos anos, a organização das ações de controle desse tipo de câncer 
vem sendo aprimoradas devido à implantação do Sistema de Informação do 
Câncer de Mama- SISMAMA, ao aumento da oferta de mamografias pelo 
Ministério da Saúde e à publicação de documentos pelo INCA. Hoje, a 
perspectiva no campo da detecção precoce é promover o diagnóstico e o 
rastreamento emáreas com ocorrência elevada da doença. 
Auto exame das mamas 
As mulheres, em geral, têm conhecimento da existência do AEM, mas o fato de 
conhecê-lo não significa que estão bem orientadas quanto à prática adequada 
ou mesmo com sua realização. Estudos indicam que as melhores práticas em 
saúde, em relação à realização do AEM, têm sido associadas ao grau de 
escolaridade e a presença de parceiro. Acredita-se que quanto maior for o grau 
de estudo, maiores serão as oportunidades de acesso aos serviços de Saúde e 
melhor será o conhecimento adquirido sobre métodos de prevenção. 
O AEM é uma prática que depende da predisposição e motivação da mulher em 
realizá-lo, o que torna fundamental a participação do profissional da saúde no 
sentido de ajudar a paciente a compreender sua importância e orientá-la de 
forma correta quanto à sua realização. 
Nesse sentido, torna-se necessário que a mulher seja estimulada a procurar 
esclarecimento com os profissionais de saúde sempre que houver dúvida em 
relação aos achados da autopalpação das mamas. Dessa forma, o sistema de 
saúde, através de seus profissionais, necessita adequar-se para acolher, 
orientar e realizar os exames diagnósticos pertinentes com a competência 
exigida, uma vez que esse momento de orientação se faz importante para 
difundir as informações referentes ao câncer de mama e estimular o 
autocuidado. 
Exame clínico das mamas 
O exame clínico das mamas (ECM) é parte fundamental da propedêutica para o 
diagnóstico de câncer, devendo ser realizado como parte do exame físico e 
ginecológico, que, associado a outros métodos propedêuticos, como a 
mamografia, pode aumentar a sensibilidade e a especificidade do diagnóstico, 
constituindo-se como base para a solicitação dos exames complementares. 
Realizado por médicos e enfermeiros, o ECM possui um importante papel na 
prevenção secundária do câncer de mama, principalmente pelo seu fácil acesso 
e baixo custo e por ser uma medida mais efetiva do que o autoexame das 
mamas. Deve contemplar os seguintes passos para sua adequada realização: 
inspeção estática e dinâmica das mamas, palpação das axilas e região supra e 
infraclavicular e palpação da mama com a paciente posicionada em decúbito 
dorsal. 
Durante a realização do exame, os profissionais da saúde têm a possibilidade 
de informar às mulheres sobre os fatores de risco para o câncer de mama e as 
alterações que ocorrem na mama com o passar dos anos. Essa situação julga-
se um bom momento para a implementação da educação em saúde. 
Mamografia 
A mamografia é considerada como o método mais eficaz para detecção precoce 
do câncer de mama, pois está diretamente associado à redução da mortalidade 
causada por esse câncer. Porém, o programa para o rastreamento do câncer 
mamário através da mamografia no Brasil tem caráter oportunístico, pois 
somente a procura espontânea por qualquer consulta médica motiva a 
solicitação desse exame. 
A Organização Mundial da Saúde (OMS) define como prioritário o rastreamento 
do câncer de mama na faixa etária das mulheres entre 50 e 69 anos. O Brasil 
procura seguir essa política, a exemplo de outros países europeus, como 
Alemanha, França, Reino Unido, além do Canadá e Japão. 
O Ministério da Saúde (MS) passou a garantir a mamografia bilateral de 
rastreamento para as mulheres dessa faixa etária em portaria nº 1.253/2013, que 
prevê o direito ao exame sem necessidade de pedido médico ou apresentação 
de sintomas, ou ainda sem que a paciente tenha histórico de câncer de mama 
na família. Porém, essa portaria vem sendo criticada pelos especialistas, uma 
vez que contraria a lei nº 11.664, de 2009, que estabeleceu o direito à 
mamografia anual gratuita pelo SUS para todas as brasileiras a partir dos 40 
anos. 
REFERÊNCIA: 
https://www.scielo.br/j/reben/a/6TL9tKq7vNXvkQRMsWrnyNv/?lang=pt 
https://www.scielo.br/j/reben/a/6TL9tKq7vNXvkQRMsWrnyNv/?lang=pt