A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
22 pág.
NUTRIÇÃO ANIMAL HILL´S

Pré-visualização | Página 3 de 4

manejo nutricional?
estágio 1: com proteinúria, borderline proteinúria
e no resto dos estágios (2-4)
estágio 4: não muito recomendado, é indicado tubos alimentares
considerações finais:
1. frequência de alimentação: múltiplas refeições;
2. reavaliação de acordo com o quadro clínico;
3. cuidado com o momento do uso-aversão ao alimento.
A cirurgia é sempre a melhor opção? desvendando o manejo
nutricional das urolitíases
fonte e palestrante: Msc. Vivian Pedrineli
urolitíase:
formação de precipitação mineral e suas consequências no TU
resultado de múltiplos processos: fisiológicos e patológicos
O manejo e a dieta dependem do tipo → qual tipo de urólito?
::::fatores para a formação::::
infecções urinárias;
idade;
nutrição;
alterações metabólicas;
anatomia;
sexo;
genética;
manejo.
urólitos de estruvita devem ser dissolvidos
dissolução ou remoção por métodos menos invasivos é recomendada
(urectopropursão)
tipos de urólitos
1. cristalúria é DIFERENTE de urolitíase
diagnóstico correto: radiografia e ultrassonografia (diagnóstico por imagem)
laboratorial: análise de urina, pH urinário (pHmetro), cultura e antibiograma
de urina, análise de urólito (quando feita a retirada).
2. estruvita:
fosfato amoníaco magnesiano hexahidratado
3 tipos: estéril (felinos), infecção (cães), plugs (felinos)
formação: concentração de Mg, fosfato e amônio
tempo para precipitação: pH favorável (urina presa na bexiga) >7 alcalino
antibióticos: penicilinas
alimento com menor teor de proteína, fósforo e Mg (formará urina ácida),
porém sem o controle da infecção não será eficaz
3. oxalato de cálcio (OxCa)
monohidratado ou dihidratado
formato do cristal
forma em pH mais ácido <7
aumento de ocorrência pela maior frequência de dieta para acidificação
gatos mais velhos
não pode ser dissolvido com dieta (remoção cirúrgica)
hipercalcemia está presente em gatos geralmente
possíveis causas: hiperparatireoidismo, neoplasia, hipervitaminose D, acidose
metabólica, idiopática
manutenção para pH 6,6 a 6,8
mais comum em machos castrados
—-- manejo nutricional —--
estruvita: dissolução
sem cirurgia: não é invasivo
resolução simultânea de nefrólitos
evitar contaminação da cavidade abdominal com urina infectada
prevenção de nidus de sutura (novas infecções e urólitos)
contraindicações—--> animais obstruídos (pode ser feita após correção da
obstrução)
● alimentos que dissolvem estruvita: Hill 's, alimentos úmidos podem
acelerar em comparação ao alimento seco.
dissolução:
1. reduzir pH (5,8-6,2);
2. aumentar volume da urina;
3. reduzir densidade urinária para <1.030;
4. reduzir o consumo de substâncias litogênicas (Mg, fosfato).
*em pacientes que não podem consumir alimentos coadjuvantes ou urina não
acidificou o suficiente: Dl-metionina 100mg/kg
- cistite idiopática: cristalúria de estruvita (dieta coadjuvante)
apenas ração, sem petiscos, úmido não coadjuvante: para não influenciar no
pH da urina
aumentar a ingestão hídrica para reduzir a densidade urinária
citrato de potássio para alcalinizar caso esteja menor que 6,5
OxCa:
excreção de Ca e Ox
características da urina: pH, RSS
identificação de fatores de risco
geralmente cães apresentam recorrência em até 2 anos
porque não se pode apenas reduzir cálcio e oxalato?
oxalato: fonte alimentar não é o principal → ciclo de Krebs (metabolismo
responsável)
oxalato dietético é degradado no intestino por algumas bactérias → parte que
não é degradado se liga ao cálcio e não é absorvido
prevenção:
estimular consumo hídrico: maior quantidade de água > diluição de solutos
alimentos úmidos
objetivo: densidade urinária
evitar dietas acidificantes: fator de risco para formação
evitar dieta com baixo fósforo (pirofosfato é inibidor de OxCa)
minimizar suplementações vitamínico-minerais
citrato de potássio em caso de pH < 6,5 (persistente)
se liga ao Ca e forma complexos solúveis
Alergia alimentar: quando o alimento é o problema e a
solução
fonte e palestrante: Dra. Larissa Risolia
reação adversa: resposta imunológica específica que ocorre repetidamente
quando em exposição à um determinado alimento
::::tipos de reações adversas::::
- tóxicas (ex: alimento estragado)
- não tóxicas (alergia)
-não imuno mediadas (intolerância alimentar) ou
-imuno-mediadas (IgE mediada ou não IgE mediada)
Intolerância alimentar x alergia:
*intolerância: resposta fisiológica anormal para um alimento, sem base
imunológica (metabólica, intoxicação alimentar-infecções, toxinas-, reações
anafilactóides-atum estragado-)
ex: intolerância à lactose
—--HIPERSENSIBILIDADE ALIMENTAR—--
1. primeira exposição ao alérgeno (origem alimentar):
a. apresentadora de antígeno apresenta o alérgeno para a célula T;
b. produção de citocinas IL4 e IL13 para células B;
c. células B produzem anticorpos contra o alérgeno.
2. segunda exposição ao alérgeno:
a. várias células sinalizadas (mastócitos) com IgE na membrana;
b. ligação do antígeno com dois anticorpos = ocorrência de reação;
c. libera todo conteúdo para dentro dos mastócitos;
d. conteúdo: histamina, prostaglandinas, leucotrienos (processo
inflamatório) = sinais clínicos.
mas o que causa a alergia?
- proteína: por possuir um peso molecular grande, na interação de
alérgeno com IgE
ex: carne bovina, peixe e frango (felinos), carne bovina, laticínios, frango
e trigo (cães)
sinais clínicos: cutâneas e gastrointestinais
● prurido;
● lesões traumáticas;
● diarreia;
● vômito.
Sinais clínicos cutâneos:
“substâncias liberadas”, quais?
- aminas vasoativas (vasodilatação + permeabilidade vascular
ex: histamina
- proteases (lesão de tecidos locais);
- citocinas (inflamação local).
dermatite não sazonal pruriginosa: prurido, alopecia, eritema, escamas,
crostas, escoriações, hiperpigmentação, ulceração
locais acometidos?
patas posteriores e inferiores, região de abdômen, tórax, orelha (otite),
periocular, focinho.
Todos cães com prurido não sazonal devem ser submetidos a dieta de
eliminação!!
sinais clínicos gastrointestinais:
diarréia, mas por quê?
- IL4 e IL13 estimulam células secretoras de muco;
- prostaglandinas e leucotrienos (liberadas nos mastócitos) provocam
contração na m. lisa aumentando o peristaltismo, o conteúdo não terá
uma boa reabsorção de água no IG, podendo ter cólica, flatulência e
vômito.
diagnóstico:
dieta de eliminação: retirar o potencial alérgeno
inquérito nutricional: o que comeu/ já comeu, petiscos, alimento comercial e
marca, alimento caseiro, formulação, ingredientes, modo de preparo.
protocolo de eliminação:
escolha da dieta: alimentos que o animal não tenha sido exposto e que não
levem ao desencadeamento dos sinais clínicos (caseira, inédita, hidrolisada)
—-escolha da proteína—--
reação cruzada entre: carne bovina, cordeiro e leite de vaca → proteínas da
mesma espécie
opções:
1. dieta caseira
fonte de proteína + fonte de carboidrato
→ pontos negativos:
desbalanceada → curto período de tempo
fontes de difícil acesso
mais trabalhoso
perfil do tutor
2. fonte de proteína inédita
dietas comerciais balanceadas
inédita? sem IgE
→ pontos negativos
reação cruzada
proteínas não listadas nos rótulos (PCR, ELISA) -soja, bovina, aves, peixes-
devem ser evitadas no diagnóstico de HA (hipersensibilidade alimentar)
3. proteína hidrolisada
proteína passa pela hidrólise (quebra): diminuição, pedaços menores, assim
não terá degranulação do mastócito
duração da dieta: 8 semanas para cão e 6 semanas para gato
evitar: suplementos, produtos mastigáveis com fontes proteicas, petiscos.
teste de provocação:
● 1º período: eliminação: frango → hidrolisada;
● 2º período: provocação: oferecer novamente o alimento alérgeno caso
volte é HA, se não voltar não é HA, mas sim outro diagnóstico.
manejo longo termo: evitar contato com alérgeno→ alimento hipoalergênico
soluções nutricionais: proteína, ácidos graxos ômegas 6/3.
Afecções do gastrointestinal: qual alimento para cada
situação?
fonte e palestrante: Dr. Aulus Carciofi
::::: afecções em boca:::::
1. doença periodontal:
-dor e desconforto leva a hiporexia;
-alimento palatável umedecido para