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Farmacologia dos Transtornos de Ansiedade

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Psicofarmacologia|UDF 
 
 
 
 
 
Substratos Neurais da Ansiedade 
 Transtorno do pânico: recorrentes 
ataques de pânico que se iniciam de 
forma discreta, mas terminam no 
excesso de medo associado, em geral, 
ao medo do próprio extermínio. 
 Agorafobia: ansiedade em relação a 
lugares em que o socorro pode ser difícil 
ou que sair sozinho do local seja difícil 
ou embaraçoso caso haja um ataque de 
pânico. 
 Transtorno de Ansiedade Generalizada 
(TAG): persistência de preocupação e 
ansiedade em excesso por pelo menos 6 
meses. 
 Fobias específicas: ansiedade em 
relação a algo em específico, 
geralmente o sujeito evita entrar em 
contato com o objeto que lhe causa 
medo. 
 Fobia Social: ansiedade em excesso em 
situações sociais. 
A principal característica dos transtornos 
ansiosos é a resposta exagerada e 
inadequada ao estresse caracterizada por: 
comportamento de esquiva, aumento da 
vigilância, ativação da divisão simpática e 
liberação do cortisol pelas glândulas 
suprarrenais. 
Em estado ansioso, o eixo hipotálamo-
hipófise-suprarrenal (HPA) é estimulado, 
liberando cortisol, resultando em sintomas 
como tremor, taquicardia, tontura, tensão 
muscular e outros. O hipotálamo libera o 
CRH (hormônio que libera a corticotrofina) 
que atua na adeno-hipófise que libera o 
ACHT (hormônio adrenocorticotrófico) que 
vai atuar na glândula suprarrenal que, por 
sua vez, libera o cortisol que ativa as 
 
reações fisiológicas de luta ou fuga (BEAR; 
CONNORS; PARADISO, 2017; GRAEFF; 
HETEM, 2004). 
 
Figura 1 – Eixo HPA 
Segundo Lima et al. (2020), a ansiedade 
acontece pela alteração nos 
neurotransmissores: diminuição da 
serotonina (atua na regulação do humor, 
agressividade, impulsos, sono, apetite, 
temperatura e dor) e do GABA (atua no 
relaxamento, sono e prevenção da 
hiperexcitação); aumento da norepinefrina 
(atua nas respostas de luta e fuga, sono, 
humor e pressão arterial). 
Ansiolíticos 
Os ansiolíticos atuam modificando a 
transmissão sináptica no encéfalo. 
1. Benzodiazepínicos: são os mais 
utilizados pois atuam em funções: como 
ansiolíticos, hipnóticos (produzem 
sonolência), anticonvulsionantes, 
relaxante muscular (NALOTO et al., 
Farmacologia dos 
Transtornos de Ansiedade 
Psicofarmacologia|UDF 
 
2016) e sedativos (reduz o estado de 
alerta). Em geral, os medicamentos 
benzodiazepínicos terminam seu nome 
em “pam”, como Diazepam. Esses 
fármacos têm sido úteis no tratamento 
da ansiedade crônica, ansiedade 
relacionada ao estresse do dia a dia, 
condições clínicas primárias, TAG e 
Transtorno do Pânico (SCHATZBERG; 
DeBATISTA, 2017). Entre os efeitos 
colaterais mais comuns estão: sedação, 
tontura, fraqueza, amnésia 
anterógrada, náuseas, boca seca, 
insuficiência cardíaca, hipotensão, 
arritmias, parada cardíacas, 
insuficiência respiratória, depressão 
respiratória, cefaleia, tremor, confusão, 
agitação, diminuição da libido e 
irritabilidade. 
2. Inibidores Seletivos da Recaptação de 
Serotonina (ISRS): são utilizados em 
Fobia social, TAG, Transtorno Obsessivo 
Compulsivo (TOC), Transtorno de 
Pânico e Transtorno de Estresse Pós-
Traumático (TEPT). Entre os efeitos 
colaterais, estão: impactos no 
funcionamento sexual e aumento dos 
sintomas nos primeiros dias (LOUZÃ-
NETO et al., 2007). 
3. Inibidores de Recaptação da 
Noradrenalina e da Serotonina: tem 
sido utilizado na Fobia Social. Tem como 
efeito colateral a possibilidade de 
desenvolver hipertensão arterial 
sistêmica. 
Referências 
Este resumo foi produzido com base na 
unidade 4 de Psicofarmacologia da 
Cruzeiro do Sul Virtual – 2021/2. 
 
Figura 1 – Eixo HPA: retirada do livro-texto. 
Veja Também: 
Transtornos de Ansiedade

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