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Direitos da personalidade

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a nos posicionar no sentido de que é dispensável a autorização judicial para tal intervenção cirúrgica. 
6. Ademais, não se justifica a alegação de que a cirurgia realizada no transexual violaria os bons costumes (art. 13 do CC/2002), uma vez que a intervenção médica é ditada por superiores razões, inclusive de ordem psicológica.
7. I Jornada de Direito Civil da Justiça Federal, no Enunciado 6 afirma que “a expressão ‘exigência médica’, contida no art. 13, refere-se tanto ao bem-estar físico quanto ao bem-estar psíquico do disponente”.
Direito ao corpo morto (cadáver)
Art. 14. É válida, com objetivo científico, ou altruístico, a disposição gratuita do próprio corpo, no todo ou em parte, para depois da morte. Parágrafo único. O ato de disposição pode ser livremente revogado a qualquer tempo
1. Lei n. 10.211, de 23 de março de 2001, art. 4°: A retirada de tecidos, órgãos e partes do corpo de pessoas falecidas para transplantes ou outra finalidade terapêutica, dependerá da autorização do cônjuge ou parente, maior de idade, obedecida a linha sucessória, reta ou colateral, até o segundo grau inclusive, firmada em documento subscrito por duas testemunhas presentes à verificação da morte
Direito à voz
1. XXVIII, a, do art. 5.º da Constituição Federal de 1988: “XXVIII – são assegurados, nos termos da lei: a) a proteção às participações individuais em obras coletivas e à reprodução da imagem e voz humanas, inclusive nas atividades desportivas”
2. O uso da voz de artistas profissionais na interpretação de personagens ou canções está sujeito à legislação de direitos autorais.
Direito à integridade psíquica
1. Incluindo-se nessa classificação o direito à liberdade, inclusive de pensamento, à intimidade, à privacidade, ao segredo, além do direito referente à criação intelectual, consectário da própria liberdade humana.
Direito à liberdade
1. A análise das relações entre os direitos fundamentais demonstra que o exercício do direito à liberdade encontra a sua justa medida de contenção na esfera jurídica do outro.
2. Tais limites, do ponto de vista da teoria geral do direito, consistem no estabelecimento de sanções a determinados tipos de conduta que podem ser praticadas pelos indivíduos, no exercício de sua liberdade. Os limites são estabelecidos pelo próprio direito.
Direito à liberdade de pensamento
1. A esse respeito, o inciso IV do art. 5.º da CF/88 estabelece expressamente que “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”
Direito às criações intelectuais (autoria científica, artísticas e literária)
1. Constituição Federal, art. 5°:
XXVII – aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de suas obras, transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar; 
XXVIII – são assegurados, nos termos da lei: 
a) a proteção às participações individuais em obras coletivas e à reprodução da imagem e voz humanas, inclusive nas atividades desportivas; 
b) o direito de fiscalização do aproveitamento econômico das obras que criarem ou de que participarem aos criadores, aos intérpretes e às respectivas representações sindicais e associativas; 
XXIX – a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário para sua utilização, bem como proteção às criações industriais, à propriedade das marcas, aos nomes de empresas e a outros signos distintivos, tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do País
2. Direitos autorais morais e patrimoniais: os primeiros é que, em nossa opinião, são os efetivos direitos da personalidade, enquanto os últimos nada mais são do que manifestações econômicas de um direito de propriedade
Direito à privacidade
Art. 21. A vida privada da pessoa natural é inviolável, e o juiz, a requerimento do interessado, adotará as providências necessárias para impedir ou fazer cessar ato contrário a esta norma.
1. É bom que se diga que as pessoas públicas têm todo o direito de ter a sua intimidade preservada. Não é pelo fato de adquirirem relevância social que tais pessoas não mereçam gozar da proteção legal para excluir terceiros, inclusive a imprensa, do seu âmbito de intimidade.
Direito ao segredo pessoal, profissional e doméstico
1. A ideia de segredo abrange três esferas:
· Segredo das comunicações: trata-se do direito à manutenção sigilosa das comunicações em geral, abrangendo o segredo epistolar (correspondência), telefônico e telegráfico;
· Segredo doméstico: é aquele reservado aos recônditos do lar e da vida privada. A um irmão, por exemplo, não é dado invadir o quarto da irmã para subtrair o seu diário, violando o seu direito à intimidade e ao segredo. Os pais, todavia, no exercício regular do poder familiar, podem tomar ciência de assuntos pessoais dos filhos, sem que se caracterize violação aos direitos da personalidade.
· Segredo profissional: protege o direito da pessoa que teve de revelar algum segredo da sua esfera íntima a terceiro (ex.: médico, padres, advogados, etc.).
Direito à integridade moral
Direito à honra
1. Poderá manifestar-se sob duas formas: 
a) objetiva: correspondente à reputação da pessoa, compreendendo o seu bom nome e a fama de que desfruta no seio da sociedade; 
b) subjetiva: correspondente ao sentimento pessoal de estima ou à consciência da própria dignidade.
2. inciso X do art. 5.º da CF/88, in verbis:
X – são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação”
3. a tutela penal da honra dá-se, fundamentalmente, por meio da tipificação dos delitos de calúnia, difamação e injúria, previstos nos arts. 138, 139 e 140 do CPB.
Direito à imagem
1. A imagem, em definição simples, constitui a expressão exterior sensível da individualidade humana.
Art. 20. Salvo se autorizadas, ou se necessárias à administração da justiça ou à manutenção da ordem pública, a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas, a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber, se lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se se destinarem a fins comerciais. Parágrafo único. Em se tratando de morto ou de ausente, são partes legítimas para requerer essa proteção o cônjuge, os ascendentes ou os descendentes
2. “Qualquer publicação truncada ou retrabalhada de uma imagem”, observa NILZA REIS em excelente dissertação de mestrado, “ou mesmo o seu uso em um contexto diverso daquele em que se originou, pode atingir uma pessoa no mais profundo de sua dignidade, e o direito há de proteger o indivíduo que constata uma discordância entre a sua imagem real e a maneira como foi apresentada ou exibida ao público”
Direito a identidade
Art. 16. Toda pessoa tem direito ao nome, nele compreendidos o prenome e o sobrenome. 
Art. 17. O nome da pessoa não pode ser empregado por outrem em publicações ou representações que a exponham ao desprezo público, ainda quando não haja intenção difamatória. 
Art. 18. Sem autorização, não se pode usar o nome alheio em propaganda comercial. 
Art. 19. O pseudônimo adotado para atividades lícitas goza da proteção que se dá ao nome.
Importante dizer que o direito à identidade também é atributo da pessoa jurídica.
Proteção dos direitos da personalidade
1. proteção dos direitos da personalidade poderá ser: 
· preventiva – principalmente por meio do ajuizamento de ação com postulação de tutela inibitória (p. ex.: multa cominatória), objetivando evitar a concretização da ameaça de lesão ao direito da personalidade; 
· repressiva – por meio da imposição de sanção civil (pagamento de indenização) ou penal (persecução criminal) em caso de a lesão já haver se efetivado.
2. Consagrando as duas formas de proteção jurídica, diz o art. 12.
Art. 12. Pode-se exigir que cesse a ameaça, ou a lesão, a direito da personalidade, e reclamar perdas e danos, sem prejuízo de outras sanções previstas em lei. 
Parágrafo único. Em se tratando

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