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infecção do trato urinário

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alta probabilidade de cistite não 
complicada, deve-se considerar tratamento empírico, sem a 
necessidade de solicitação de exame complementar.
Análise de urina e sedimentos e urocultura e antibiograma (auxiliar na escolha 
do antibiótico e evitar antibiótico resistente).
Mulheres que vão à consulta por um ou mais sintomas de cistite não 
complicada (probabilidade de ITU de 48%) e realizam o teste da fita reagente 
passam a ter uma probabilidade de ITU de 81%, se o resultado for positivo, e de 
23%, se negativo, considerando apenas o resultado do teste. Os dados da 
anamnese e do exame físico devem ser utilizados em conjunto com o resultado 
do exame para estimar a probabilidade pós-teste de cistite.
Se esta for muito alta ou muito baixa, a realização de urocultura é 
desnecessária. Se o exame for realizado em mulheres com menor probabilidade 
pré-teste de ITU, como 20% (mulheres com um ou mais sintomas de ITU e 
corrimento vaginal), o resultado negativo quase que descarta a probabilidade de 
cistite (5%), mas o positivo eleva sua probabilidade para 52%, requerendo uma 
urocultura para o diagnóstico. 
O contrário ocorre nas com alta probabilidade pré-teste de cistite.
Tratamento
O antibiótico precisa ficar concentrado na via urinária para ter 
melhor performance.
Betalactâmicos
Ampicilina 500 mg, de 6/6 h (3-7 dias)
Amoxicilina* 250-500 mg, de 8/8 h (3-7 dias)
Amoxicilina-clavulanato* 500-125 mg, de 8/8 h (3-7 dias)
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Fluorquinolonas
Ciprofloxacino 250 mg, de 12/12 h (3-7 dias)
Levofloxacino 250 mg, 1x/dia (3-7 dias)
Gatifloxacina 200 mg, 1x/dia (3-7 dias)
Formas de Cistite
Cistite intersticial ou Síndrome da dor pélvica crônica.
Essa forma de cistite crônica ocorre mais frequentemente em mulheres e é 
caracterizada clinicamente por dor suprapúbica intermitente, geralmente 
intensa, frequência urinária, urgência, hematúria e disúria, e achados 
citoscópicos de fissuras e hemorragias puntiformes (glomerulações) na mucosa 
da bexiga após distensão luminal.
A etiologia dessa condição preocupante é desconhecida, sua avaliação e 
diagnóstico permanecem controversos, e seu tratamento é em grande parte 
empírico. Alguns casos estão associados com úlceras mucosas crônicas 
(úlceras de Hunner); isto é chamado de fase tardia (clássica, ulcerativa). 
Um número aumentado de mastócitos na mucosa é característico dessa 
doença, mas o seu significado patogenético e utilidade para o diagnóstico são 
incertos. Tardiamente no curso da doença, pode aparecer fibrose transmural, 
levando a uma bexiga contraída. Os achados patológicos são inespecíficos e o 
principal papel da biópsia é descartar o carcinoma in situ, o que pode mimetizar 
clinicamente a cistite intersticial.
Malacoplaquia
Uma reação inflamatória crônica distinta que parece resultar de defeitos 
adquiridos na função dos fagócitos, a malacoplaquia surge no contexto de 
infecção bacteriana crônica, principalmente por E. coli ou ocasionalmente 
por espécies de Proteus. Ocorre com maior frequência em receptores de 
transplante imunossuprimidos.
Cistite Polipoide
Acistite polipoide é uma condição inflamatória resultante da irritação da mucosa 
da bexiga. Embora cateteres de demora sejam os causadores mais comumente 
responsabilizados, qualquer agente lesivo pode originar essa lesão.
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O urotélio é projetado em estruturas polipoides bulbosas largas como resultado 
de um acentuado edema da submucosa. Acistite polipoide pode ser confundida 
com o carcinoma urotelial papilar tanto clínica quanto 
histologicamente.
referência
KUMAR, Vinay. Robbins & cotran-patologia bases patológicas das 
doenças 8a edição. Elsevier Brasil, 2010.

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