A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
3 pág.
APS ' S

Pré-visualização | Página 1 de 1

ICE – Instituição Chadad de Ensino
Mantenedora do Centro Universitário Sudoeste Paulista
	
Curso: Psicologia
Disciplina: Psicoterapia familiar
Prof(a): José Guilherme Nogueira Passarinho
	
	
	
	
	Nome do aluno: Lauana Keren Faria Cardoso
	RA: 016289 
	Tema APS: Fichamento do capítulo 1 “Novos rumos da família na contemporaniedade” de Luiz Carlos Osório
Referência: Manual de terapia familiar [recurso eletrônico] : volume II I Luiz Carlos Osorio, Maria Elizabeth Pascual do Valle [organizadores]. - Dados eletrônicos. - Porto Alegre : Artmed, 2011.
	Data: 23/02/2022
· As relações familiares tiveram significativas mudanças ao longo do século, sendo os principais motivos o reconhecimento dos direitos, tais como:
1. Reconhecimento dos direitos das mulheres: não ficaram mais restritas ao exercício da maternidade na clausura de um matrimônio ao qual habitualmente não chegavam por vontade própria;
2. Direito das crianças: de não seres meros objetos das expectativas dos pais.
· Origem etimológica da palavra família nos remete ao vocabulário latim:
Famulus: “servo” ou “escravo”
· A etimologia da palavra sugere que primitivamente considerava-se família como sendo o conjunto de escravos ou criados de uma mesma pessoa.
A família como grupo primordial
· Talvez homens e mulheres tenham se agrupado inicialmente para assegurar sua sobrevivência enquanto indivíduos que necessitavam alimentar-se, enfrentar os predadores de sua espécie ou proteger-se das intempéries, mas é difícil conceber alguma forma de organização ou estrutura grupal anterior ao núcleo familiar.
Sobre o conceito de família
· Cada cultura prevalente em um determinado momento evolutivo da humanidade nos ofereceu sua concepção singular da constituição familiar;
· Escardó observa que a palavra “família” não designa uma instituição-padrão, fixa e invariável; para ele, através dos tempos a família adota formas e mecanismos sumamente diversos e, na atualidade, coexistem na espécie humana tipos de famílias constituídos sobre princípios morais e psicológicos diferentes e ainda contraditórios e inconciliáveis;
· Para Levi-Strauss, são 3 tipos de relações pessoais que configuram a família:
1. A aliança (casal);
2. Filiação (pais e filhos) e;
3. Consanguinidade (irmãos).
· Segundo Pichon-Rivière, a família proporciona o marco adequado para a definição e a conservação das diferenças humanas, dando forma objetiva aos papéis distintos, mas mutuamente vinculados, do pai, da mãe e dos filhos, que constituem os papéis básicos em todas as culturas;
· Família é uma unidade grupal na qual se desenvolvem 3 tipos de relações pessoais – aliança (casal), filiação (pais/filhos) e consanguinidade (irmãos) – e que, a partir dos objetivos genéricos de preservar a espécie, nutrir e proteger a descendência e fornecer-lhe condições para a aquisição de suas identidades pessoais, desenvolveu através dos tempos funções diversificadas de transmissão de valores éticos, estéticos, religiosos e culturais;
· A família, ao longo da evolução, apresentou-se sob 3 formatos:
1. A família nuclear: tripé pai-mãe-filhos;
2. A extensa: constituída por membros com laços de parentesco em geral e;
3. A abrangente: que incluí mesmo os não parentes que coabitarem.
A “crise” da família nos dias atuais”
· Crise é uma expressão que tem sido usada com conotação negativa, sinônimo de catástrofe iminente;
· Origem etimológicas greco-romanas, a palavra crise apenas significa “decisão”, “discriminação”, “juízo”;
· Os elementos que determinaram transformações no contexto das famílias contemporâneas e que se inserem na rubrica “crise” mencionada antes, são:
a) Movimento feminista e o reconhecimento dos direitos da criança e dos adolescentes;
b) Desvinculação entre o ato sexual e a função de procriar e a aceitação do homossexualismo como variante do comportamento sexual humano;
c) Separações conjugais e recasamentos;
d) Aumento da expectativa de vida;
e) Instabilidade no mercado de trabalho;
f) Preocupação dos pais com fracassos escolares dos filhos;
g) Cultura consumista;
h) Avanços tecnológicos;
i) Mutação dos valores éticos da sociedade.
· A família está em crise, mas, se esta pode ser tomada no sentido de “ameaça à desintegração”, também pode ser entendida como “possibilidade de evolução” para novos e mais satisfatórios padrões relacionais.
A questão do poder nas famílias contemporâneas
· A conquista e a manutenção de estados de poder são inerentes à condição humana e matizam todas as suas manifestações;
· Parece-nos indiscutível que o sentimento de posse envenena as relações humanas, e tal sentimento radica-se nos núcleos narcísicos arcaicos da condição humana;
· Todo o agrupamento humano serve aos propósitos de instrumentalizar a busca de alguma forma de poder para (ou entre) seus membros. A família não foge à está regra;
· Família: promotora dos desígnios do poder.
O novo paradigma na sexualidade humana e a família contemporânea
· A sexualidade humana, para que se a aborde sob um prisma integrador, não pode ser dissociada – como de hábito o é – em uma sexualidade feminina e outra masculina;
· O cristianismo repudia o livre exercício da sexualidade e constitui-se até muito recentemente no maior obstáculo à revisão da questão sexual à luz dos conhecimentos científicos e livre de tabus e preconceitos;
· A assim chamada revolução sexual é, contudo, um processo em marcha e irreversível, malgrado todos os esforços da religião institucionalizada para sufoca-la ou, ao menos, conter seus avanços;
· O livre exercício da sexualidade é uma conquista da sociedade contemporânea e, ao contrário do que apregoam muitos moralistas de plantão que vicejam nas sebes da hipocrisia, não será ela responsável por nenhum apocalíptico desregramento do convívio social e nem ameaçara a sobrevivência da família, que repousa sobre outras primordiais motivações e necessidade humanas;
· A família, ao mesmo tempo em que regula o exercício da sexualidade humana, tem por ela determinada suas distintas configurações e objetivos.
A família do futuro
· Toffler (1983): “Vejo a sociedade evoluindo para um período em que brotam, florescem e são aceitas muitas diferentes estruturas de família. Seja a cabana eletrônica, com papei, mamãe e o filho trabalhando juntos, ou um lar de um cassa, cada qual com sua carreira, ou único progenitor, ou uma dupla de lésbicas criando uma criança, ou uma comuna ou qualquer número de outras formas, haverá pessoas vivendo nelas, o que sugere uma variedade muito mais ampla relacionamento homem-mulher do que existe hoje;
· É a igualdade de direitos, deveres e opções entre os sexos é um dos fundamentos das transformações por que passa a família contemporânea e se projeta no futuro sob a forma de um novo padrão relacional entre homem e mulher, em que a força física deixa de funcionar como fator de desequilíbrio.

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.