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vigilancia epiddemiológica, sanitária e ambiental

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VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA, 
SANITÁRIA E AMBIENTAL
APRENDIZAGEM EM FOCO
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APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA
Autoria: Anderson da Silva Rêgo
Leitura crítica: Márcia Cristina A. Thomaz
Caro aluno!
Seja muito bem-vindo à disciplina de Vigilância epidemiológica, 
sanitária e ambiental! Esta disciplina é dividida em quatro temas 
distintos eestá centrada nas atividades de compreensão do 
contexto escolar da Estrutura da Agência Nacional de Vigilância 
Sanitária e Sistemas de Inspeção Municipal, Estadual e Federal.
As aulas abordarão questões inerentes à estruturação do órgão 
de inspeção nacional e suas distribuições para as redes estaduais 
e municipais. Neste conteúdo você estudará sobre as principais 
diretrizes de pactuação e a discrição dos diretórios nacionais 
com base nos artigos que necessitam de avaliação da vigilância 
sanitária para que possam ser comercializados no país e que 
possuem risco à saúde da população. Não obstante, a fiscalização 
se estende às principais infraestruturas das regiões, sejam elas 
comerciais, industriais, serviços de interesse à saúde e de lazer. 
O conteúdo está embasado em leituras atuais, de acordo com 
protocolos governamentais brasileiros e de evidências científicas. 
Além disso, serão recomendadas leituras para aprimoramento 
do conteúdo a ser ministrado, da teoria à prática, com casos 
relacionados à aula e questões práticas para entendimento da 
temática abordada. Ademais, a disciplina ofertará o desafio 
profissional, questão para fórum e podcast para melhor 
compreensão da temática abordada durante a ministração da 
disciplina.
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Bons estudos e que o conhecimento que será adquirido nesta 
disciplina seja enriquecedor para sua carreira profissional! 
INTRODUÇÃO
Olá, aluno (a)! A Aprendizagem em Foco visa destacar, de maneira 
direta e assertiva, os principais conceitos inerentes à temática 
abordada na disciplina. Além disso, também pretende provocar 
reflexões que estimulem a aplicação da teoria na prática 
profissional. Vem conosco!
TEMA 1
Epidemiologia e informação em 
saúde 
______________________________________________________________
Autoria: Marceila de Andrade Fuzissaki
Leitura crítica: Márcia Cristina A. Thomaz
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DIRETO AO PONTO
A palavra epidemiologia deriva do grego (epi = sobre; demos = 
população, povo; logos = estudo). Portanto, em sua etimologia, 
significa “estudo do que ocorre em uma população”. O estudo da 
epidemiologia é referente ao processo de ocorrência de doenças, 
mortes ou quaisquer outros agravos ou situações de risco à saúde 
na comunidade ou em um determinado grupo integrante dessa 
comunidade. Tem como objetivo definido a apresentação de 
estratégias que visem melhorar o nível de saúde das pessoas que 
compõem essa comunidade (SOARES; ANDRADE; CAMPOS, 2001). 
Em relação aos aspectos que envolvem a epidemiologia, convém 
destacar que ela pode ser descritiva, ou seja, quando o estudo 
epidemiológico tem como meta analisar o padrão de ocorrência 
de doenças de acordo com três vertentes, a saber: as pessoas, 
o tempo e espaço. Portanto, é um estudo que visa responder as 
perguntas: quem? Quando? Onde? Esse padrão de ocorrência das 
doenças pode ser alterado ao longo do tempo, desencadeando 
uma estrutura epidemiológica que resulta no padrão de 
ocorrência da doença na população, originário da interação entre 
fatores do meio ambiente, hospedeiro e do agente causador da 
doença (SOARES; ANDRADE; CAMPOS, 2001). 
Outro tipo de estudo epidemiológico é o analítico. Ele surgiu 
em meados do século XX, quando ocorreu uma mudança no 
perfil epidemiológico de grande parte das populações e houve 
a necessidade de enfatizar outros tipos de doenças, agravos 
e eventos. O avanço tecnológico, incluindo o surgimento dos 
pacotes computacionais, contribuiu para que esse tipo de 
estudo conquistasse um espaço de destaque. O estudo analítico 
engloba estudos de coorte e caso controle com o objetivo de 
buscar explicações (causas) para a ocorrência das doenças e 
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agravos. Quando o estudo epidemiológico analítico é comparado 
ao descritivo, há uma desvalorização indevida desse último 
em detrimento da importância dada à epidemiologia analítica 
devido ao seu importante papel para o diagnóstico de saúde da 
população (SOARES; ANDRADE; CAMPOS, 2001). 
Para a realização de estudos epidemiológicos são utilizados os 
indicadores de saúde, que são dados que podem representar uma 
mensuração matemática (indicadores baseados em mensurações 
absolutas e relativas), interpretação epidemiológica (prevalência 
ou incidência) e tipos de indicadores (indicadores de fatores de 
risco comportamentais, morbidade, mortalidade e de avaliação 
dos serviços de saúde) (OPAS, 2020). Ao considerarmos os tipos 
de indicadores, é importante destacar que os indicadores são 
classificados de acordo com o evento a ser mensurado. Outro 
aspecto relevante a ser mencionado é relacionado a sua utilidade 
e limitação, que podem ser representados em quatro domínios, 
como ilustrado na Figura 1.
Figura 1 – Demonstração da utilidade e limitações dos 
indicadores de saúde, em quatro domínios
Fonte: Organização Pan-Americana de Saúde (2020).
Existe uma ampla lista de indicadores de saúde, entretanto, 
abordaremos neste capítulo a diferenciação entre o indicador 
de morbidade e de mortalidade. Por exemplo, o indicador de 
morbidade tem como propósito mensurar a ocorrência de 
doenças, lesões e deficiências na população, as quais podem 
ser analisadas pela mensuração da incidência e prevalência. A 
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realização do cálculo das taxas de morbidade demanda uma 
observação direta, bem como a notificação dos eventos aos 
sistemas de vigilância e notificação de doenças nos sistemas de 
informação de ambulatórios, hospitais ou em outros registros 
(OPAS, 2020).
Algumas intercorrências podem acontecer durante a mensuração 
dos eventos de morbidade e isto pode ser atribuído à qualidade 
dos dados, à validade dos instrumentos de mensuração, à 
gravidade da doença, normas culturais, confidencialidade, 
sistemas de informação em saúde. São considerados como 
indicadores de morbidade: taxa de diagnóstico de infecção pelo 
vírus da imunodeficiência humana (HIV), taxa de prevalência 
da hipertensão arterial, proporção de internações hospitalares 
por causas externas (OPAS, 2020). Em relação ao indicador de 
mortalidade, são dados que representam uma fonte fundamental 
de informação demográfica, geográfica e de causa de morte. Tais 
dados são utilizados para quantificar os problemas de saúde e 
determinar ou monitorar prioridades ou metas em saúde. Convém 
destacar que a mortalidade em determinado lugar e tempo pode 
ser mensurada por números absolutos, proporções e taxas. 
Diferentemente da morbidade, a morte é um evento único e 
claramente identificável que reflete a ocorrência e a gravidade de 
uma doença (OPAS, 2020).
Referências bibliográficas
ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DE SAÚDE. Indicadores de saúde: 
elementos conceituais e práticos. 2020. Disponível em: https://www.
paho.org/hq/index.php?option=com_content&view=article&id=14402:
health-indicators-conceptual-and-operational-considerations-section-
2&Itemid=0&showall=1&lang=pt. Acesso em: 26 ago. 2020.
SOARES, D. A. S.; ANDRADE, S. M.; CAMPOS, J. J. B. Epidemiologia e 
indicadores de saúde. Londrina: UEL, 2001, p. 183-210. 
https://www.paho.org/hq/index.php?option=com_content&view=article&id=14402:health-indicators-concept
https://www.paho.org/hq/index.php?option=com_content&view=article&id=14402:health-indicators-concept
https://www.paho.org/hq/index.php?option=com_content&view=article&id=14402:health-indicators-concept
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PARA SABER MAIS
Uma forma de se compreender como ocorre o processo de 
saúde/doenças na comunidade é por meio da elaboração de 
um diagnóstico comunitário de saúde, que se diferencia do 
diagnóstico clínico no quesito de objetivos, informação necessária, 
planos de ação e
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