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QUEIXA-CRIME SUBSIDIÁRIA DA PÚBLICA

Peça processual — queixa-crime subsidiária da pública contra Pablo por estelionato. Narra golpe amoroso em que Joana depositou R$10.000, descreve investigação, perícia e busca e apreensão, invoca mora do Ministério Público, pede recebimento, citação, audiência, condenação (art.171, §2º) e rol de testemunhas.

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AO JUÍZO CRIMINAL DA VARA PENAL DE CIDADE/ESTADO
Joana, Nacionalidade, Solteira, Técnica em Informática, domiciliada e residente à endereço completo, neste ato, representado por meio de seu advogado, conforme procuração com poderes especiais, oferecer: 
QUEIXA-CRIME SUBSIDIÁRIA DA PÚBLICA
Contra Pablo, estado civil, profissão, CPF, residente e domiciliado em endereço completo, pelos fatos e fundamentos de direito a seguir.
1. DO CABIMENTO:
A priori, convém salientar que o ministério público, no presente momento, possui ciência dos fatos aqui reclamados durante prazo superior a 30 dias. Nesse diapasão, em face da mora aqui reclamada, ressalto o artigo 46 do código de processo penal, onde é dado o prazo limite de 15 dias para que o ministério público ofereça denúncia. Portanto, a presente queixa é cabível. 
Logo, considerada a mora constituída por parte do ministério público, a presente queixa-crime é cabível, observado o disposto nos artigos 100, §3º do código penal, artigo 29 do código de processo penal e artigo 5º, LIX da constituição federal.
2. DOS FATOS:
Joana, solteira, 35 anos, técnica em informática acredita que encontrou sua alma gêmea nas redes sociais. Depois de muito conversarem o suposto bom partido informa que está trabalhando em Lisboa, cidade de Portugal, que em semanas estará retornando ao Brasil.  Joana cria expectativas e se vê totalmente envolvida na situação. Já se falam pelo telefone e em certa ocasião Joana é informada pelo namorado virtual que precisa de R$ 10.000,00 para voltar ao Brasil, senão ele terá que ficar mais 6 meses. 
Joana perdidamente apaixonada deposita a quantia em conta corrente no Brasil fornecida pelo interlocutor. O dia tão esperado chega, Joana vai ao aeroporto e ninguém com as descrições previamente traçadas chega. Joana, abatida comenta com uma amiga a situação e ambas se dirigem ao posto policial do próprio aeroporto. O Delegado de Plantão informa que, muito provavelmente, Joana fora vítima de famoso golpe. 
A notícia crime e a representação são enviadas a Delegacia Especializada e são iniciadas as investigações, inclusive procedendo-se com a perícia nos computadores e telefones de Joana. A polícia consegue identificar alguns números, que são confrontados com números previamente estudados pelo setor de inteligência concluindo que Pablo é o principal suspeito.  Mais investigações são feitas até que é obtido um mandado judicial de busca e apreensão na casa de Pablo e realmente são descobertas provas que o caracterizam como o golpista procurado. 
Concluídas as investigações, feito o relatório conforme art.  10 §1° CPP os autos são enviados ao Ministério Público para deflagrar a competente ação penal. Mais de 30 dias se passaram e Joana atesta que nada fez o Ministério Público. Você, advogado habilitado e com inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil, é procurado pela vítima Joana a adotar medida judicial, diversa de Habeas Corpus, no caso em tela.
3. DO DIREITO: 
Analisado os fatos, nota-se a presença de características suficientes para formalizar o estelionato, crime este, presente no artigo 171 do código penal, desde o momento em que o autor dos fatos, Paulo, obteve para si, vantagem ilícita em face de Joana, enquanto manteve a mesma em erro. 
Ainda, não pode ser deixado para trás o cabimento da qualificadora, prevista no §2º, do mesmo artigo, pois Paulo fez uso de informações fornecidas por meio de conversas dentro das redes sociais. 
4. DOS PEDIDOS: 
Diante do exposto, observado os fundamentos e fatos alegados, requer: 
I – Que seja recebida a Queixa-Crime;
II – Que seja intimado o Ministério Público para manifestação, caso entenda necessário; 
III – Que seja o requerido citado, para apresentar resposta dentro do prazo de 10 (dez) dias;
IV – Que seja designado audiência de instrução e julgamento;
V – Que seja o requerido condenado pelo crime qualificado conforme artigo 171, §2º, do código penal.
5. ROL DE TESTEMUNHAS 
I. Testemunha, Nacionalidade, Estado Civil, Profissão, devidamente inscrito no CPF de número, residente e domiciliado à endereço completo.
II. Testemunha, Nacionalidade, Estado Civil, Profissão, devidamente inscrito no CPF de número, residente e domiciliado à endereço completo.
III. Testemunha, Nacionalidade, Estado Civil, Profissão, devidamente inscrito no CPF de número, residente e domiciliado à endereço completo.
IV. Testemunha, Nacionalidade, Estado Civil, Profissão, devidamente inscrito no CPF de número, residente e domiciliado à endereço completo.
V. Testemunha, Nacionalidade, Estado Civil, Profissão, devidamente inscrito no CPF de número, residente e domiciliado à endereço completo.
VI. Testemunha, Nacionalidade, Estado Civil, Profissão, devidamente inscrito no CPF de número, residente e domiciliado à endereço completo.
VII. Testemunha, Nacionalidade, Estado Civil, Profissão, devidamente inscrito no CPF de número, residente e domiciliado à endereço completo.
VIII. Testemunha, Nacionalidade, Estado Civil, Profissão, devidamente inscrito no CPF de número, residente e domiciliado à endereço completo.

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