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Aula 06 -Secretariado ESPEP

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Ministrante:
Secretariado – Módulo 3: Redação Oficial
Ministrante: PROFA. DRA. DENISE DANTAS MUNIZ
JOÃO PESSOA - PB
20 DE SETEMBRO DE 2021
Sumário
Momento do Diálogo: Estudo Dirigido
Introdução
Prévia sobre Linguagem
Redação Oficial 3: Linguagem Padrão
Redação Oficial 4: Normas Gramaticais
Momento do Diálogo
Prezados alunos, este é o momento que são compartilhadas as experiências referentes ao estudo dirigido proposto na aula anterior;
É o ponto em que há o compartilhamento das informações com o objetivo de desenvolvermos nosso próprio Kai-Zen, isto é, realizarmos a melhoria contínua em nossas atividades;
Cada um de nós possui um conhecimento ímpar que pode contribuir com o crescimento do colega e, consequente-mente, fortalece nosso know-how.
“A esperança tem duas lindas filhas, a indignação e a coragem; a indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão; a coragem, a mudá-las” – Santo Agostinho
Introduzindo o assunto
Como já foi dito, a escrita é elemento chave para podermos conceituar a humanidade enquanto modelo de civilização;
Assim como entendemos que é por ela que conseguimos regis-trar as informações para que sejam consultadas e metodologias melhoradas possam ser desenvolvidas em todas as áreas do co-nhecimento humano;
Mas devemos também alicerçar a escrita como meio de identificação de uma comunidade, sociedade e/ou nação;
Cada país, com sua língua, tem sua escrita e seus padrões;
“Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros” – Benjamin Franklin.
Ministrante:
Introduzindo o assunto
No Brasil, fazemos uso da Língua Portuguesa como língua oficial para a redação oficial;
Para a construção de documentos que seguirão os preceitos de qualidade exigidos para uma redação oficial*, deve-se ter ciência da linguagem padrão e de seus aspectos gramaticais;
Mas vamos detalhar agora os temas que serão a pauta de nossa aula, OK?
* Reveja a nossa aula 05 deste curso.
Luís Vaz de Camões, considerado o maior escritor português da humanidade, foi o criador de inúmeras obras-primas da Língua Portuguesa, com destaque para Os Lusíadas, que fez o uso da língua para apresentar uma narrativa da expansão marítima portuguesa.
Prévia sobre Linguagem
A língua varia, conforme percebemos, tanto no tempo, como no espaço geográfico, social e de comunicação entre duas pessoas;
Dentro do português, existem vários “dialetos”, contendo sua variedade e regionalidade;
Um desafio que está neste contexto é a dificuldade que se tem, em várias situações, de decidir sobre dois dialetos qual é a língua oficial ou se os dois dialetos são variedades de uma mesma língua;
Mesmo que se use diferentes palavras para a mesma coisa, o português padrão é um só quando vai para o escrito;
Mesmo que haja diferentes formas de se expressar verbalmente, de maneira informal, as variedades linguísticas permitem identificar o pertencimento a uma mesma língua, como podemos ver na forma de se falar a palavra “amigo” em três formas distintas.
BOY
BICHO
MANO
Linguagem Padrão
Na sociolinguística anglófona (inglesa), é a variedade culta formal do idioma;
Contudo, atenção: linguagem padrão é uma coisa, linguagem culta é outra diferente;
A língua culta pode ser formal ou informal para aqueles com domínio da língua oralizada;
A língua padrão é culta, mas limitada ao aspecto formal;
A língua culta pode ser informal ao trazer elementos regionais na escrita, desde que não perca a estrutura gramatical;
Já a língua padrão é supra-regional, além do local;
Não é porque seja feito o uso de termos rebuscados para a construção de argumentos embasados ao tema dialogado que a língua padrão é uma sinonímia da língua culta.
Contudo, observe que a língua culta permite uma versão informal, enquanto a língua padrão sempre é formal. Achou que era só isso? Tem mais...
Linguagem Padrão
A linguagem padrão é usada como meio de refletir a união de regiões em torno de um Estado Nacional, isto é, manter a unidade de um país a partir de um instrumen-to de coletividade;
Ela se destoa do universo das variedades linguísticas reais do português brasileiro, pois não é um modo de falar em si;
É mais um modelo de língua a ser alcançado;
Uma construção sociocultural não correspondente as variedades existentes no Brasil;
Por ter objetivo normativo, regulamentador, coercitivo, a linguagem padrão tem função de norma, de regra;
Linguagem Padrão
A codificação da linguagem padrão ocorre na metade do século XIX;
Norteado pelo modelo português, de Portugal, de escrita;
Delimitada e controlada por uma pequena elite letrada e conservadora;
Objetivou suprimir as variações linguísticas nos diversos ambientes, consolidando a unidade nacional;
Mas tem consequências o modelo adotado para a linguagem padrão no Brasil;
É contra-intuitivo, isto é, gera certo estranhamento por parte de quem a utiliza no cotidiano, se restringindo a ambientes específicos;
Dom Pedro II foi um dos governantes que, segundo a história, incentivou diversas ações para melhoria e evolução do Brasil enquanto nação. A linguagem padrão adotada fez parte desta política e foi largamente aplicada na Administração Pública.
Linguagem Padrão
Hoje, o reduto da linguagem padrão está na prosa formal não literária;
Cartas comerciais, textos didáticos, artigos científicos, documentos técnicos, relatórios burocráticos e/ou jurídicos, notícias em mídias impressas;
Para os demais casos, a linguagem padrão pode ser considerada um mistério res-trito aos estudiosos da língua;
Características da linguagem padrão: comprometimento com a norma gramati-cal; natureza formal; uso na escrita; caráter supra-regional; relação com o con-ceito de nação; prestígio gozado; acronismo;
Linguagem Padrão
O comprometimento com a norma gramatical, a natureza da forma e seu uso na escrita são características que explicam-se por si mesmas;
Caráter supra-regional: consiste em pessoas de diferentes regiões do Brasil em usarem a mesma variedade de português na comunicação formal escrita.
Na Administração Pública, ao encaminhar um relatório de prestação de contas da entidade em João Pessoa para um Ministério localizado em Brasília, o conteúdo será compreendido sem maiores empecilhos e uma resposta será retornada;
Relação com o conceito de nação: é um conceito em que o Estado define o seu próprio conceito de existência, onde a língua está ligada ao conceito de nação;
Basicamente, é dizer que, para haver uma nação, precisa-se de uma linguagem própria e padronizada para dar unidade;
Linguagem Padrão
Prestígio gozado: é o que determina o padrão “correto” de escrita e o padrão “incorreto”, delegado a linguagem informal;
Para o profissional do secretariado, o domínio da linguagem padrão se torna elemento essencial para o devido exercício das funções que lhes são atribuídas;
Acronismo: resultado do fato que a linguagem padrão tenha uma evolução mais lenta do que as versões informais;
Mas não significa que seja estática e/ou inflexível;
A falta de capacidade de seu emprego provoca a exclusão em diversos aspectos e impede a comunicação formal quando for requerida;
O meio de garantir que a informação correta chegue aos interessados ao tema no momento preciso deve estar em uma linguagem que seja compreendida por quem lê, independente do local onde tenha sido produzida a informação.
Linguagem Padrão
Vejamos agora um vídeo em que o Professor Pasquale Cipro Neto explana a importância de se conhecer a norma padrão de escrita para diversas situações.
Professor Pasquale – Norma Padrão da Língua
Quais as possíveis consequências do não uso da Linguagem Padrão na Administração Pública?
Normas Gramaticais
Conjunto de regras que definem e consolidam as variações lin-guísticas em um determinado padrão que seja aceitável para os diversos níveis de sociedade;
No Brasil, significa conhecer os aspectos da Língua Portugue-sa para uso em textos e documentos em geral;
Para tanto, se faz útil ter ciência e conhecer a Norma Gramatical Brasileira – NGB – para ter recursos em suficiência

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