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Farmacologia do diabetes mellitus

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Maria Luiza Maia – M3 
2021 FARMACOLOGIA 
Farmacologia do diabetes mellitus 
INTRODUÇÃO 
Diabetes mellitus 
 Grupo de distúrbios metabólicos comuns que ori-
gina mecanismos patológicos que desencadeiam 
hiperglicemia 
 Causa – interação de fatores genéticos e ambi-
entais 
 Secreção insuficiente de insulina 
 Redução da responsividade à insulina 
 Aumento na produção da glicose 
 Anormalidade no metabolismo de lipídeos e 
proteínas 
Epidemiologia – fatores que contribuem 
para o desenvolvimento 
 Crescimento e envelhecimento populacional 
 Maior urbanização 
 Crescente prevalência de obesidade e sedenta-
rismo 
 Maior sobrevida de pacientes com DM 
CONTROLE DA GLICEMIA 
 Os mecanismos homeostáticos vão agir para 
manter a glicose em níveis constantes 
Estado de jejum 
 Redução da quantidade de glicose sanguínea 
 Estímulo das células alfa do pâncreas de produzir 
glucagon (mobilização da glicose do fígado e esti-
mulo da gliconeogênese e a glicogenólise no órgão) 
e redução dos níveis de insulina 
 As demandas energéticas do organismo são su-
pridas pela oxidação dos ácidos graxos (baixos ní-
veis de insulina favorecem a ação da lipase), o 
encéfalo não consegue utilizar esse substrato 
por isso precisa sempre de glicose (caso não haja 
vai ser usado corpos cetônicos, o que não é bem 
adequado) 
 O músculo esquelético reduz seus gastos de gli-
cose, usa a via do ácido lático em função dos bai-
xos níveis de insulina 
 O SNA regula a atividade de todos os órgãos pri-
orizando o uso de glicose no SNC 
 No estado de jejum é prevalente a glicogenólise, 
a gliconeogênese e a cetogênese 
 O prosseguimento do jejum faz com que os níveis 
de catecolaminas e glicocorticoides aumentam li-
berando ácidos graxos do tecido adiposo e esti-
mulando a degradação de proteínas musculares 
em aa 
 Em estados de baixa energia a enzima proteino-
quinase ativada por 5’-monofosfato (PQAM) in-
duz o metabolismo energético para um estado de 
catabolismo 
Estado alimentado 
 A chegada de carboidratos da dieta leva a um pico 
da glicose 
 Para reduzir esses níveis o SNA atua nos vários 
sistemas aumenta os níveis de insulina e diminui 
os níveis de glucagon 
 O fígado pela ação da insulina vai começar a gerar 
glicogênio 
 O músculo começa a estocar glicogênio e a utilizar 
a glicose como substrato energético 
 A presença da insulina diminui a ação da lipase, 
diminuindo também a liberação de ácidos graxos 
para a degradação, os lipídeos da dieta dão mais 
estoque para o tecido adiposo 
 No estado alimentado é observado o aumento da 
oxidação da glicose, aumento da síntese de glico-
gênio, aumento da síntese de gordura e aumento 
da síntese de proteínas 
 Os carboidratos da dieta (oral) aumenta a libera-
ção de incretinas (hormônios insulinodependentes) 
que maximizam a absorção de glicose pelos teci-
dos 
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INSULINA 
Síntese 
 Pré-pró-insulina (peptídeo sinal, cadeia B, peptí-
deo C e cadeia A) 
 Vai haver a clivagem do peptídeo sina e dobra-
mento formando pontes de sulfeto 
 A estrutura é clivada em dois pontos liberando o 
peptídeo C (pode ser quantificado para avaliar a 
síntese de insulina já que tem uma meia vida 
maior) e a insulina formada pelas cadeias A e B 
Liberação 
 Acetilcolina pode atuar em receptores M3 
 Receptores de incretinas são acoplados à prote-
ína Gs aumentando a secreção de insulina 
 Alfa 2 agonistas e somatostatina atuam em re-
ceptores acoplados à proteína Gi diminuindo a 
exocitose do hormônio 
 O mecanismo de liberação é a captação de glicose 
pelo GLUT aumentando a quantidade de ATP e blo-
queio dos canais Katp, ficando o potássio impedido 
de sair (fármacos da sulfoniureia/meglitinida 
agem bloqueando esse canal), esse bloqueio leva 
uma despolarização que pode aumentar a aber-
tura de canais de cálcio que potencializa a exoci-
tose de insulina 
 Hormônios, substratos alimentares e o sistema 
nervoso parassimpático aumentam a liberação de 
insulina que atua no fígado, músculo e tecido adi-
poso (processos anabólicos nesses órgãos) 
Mecanismo de ação 
 Atua em receptores tirosina cinase já dimerizado 
 A ligação da insulina ao seu receptor faz a subu-
nidade alfa (externa) expor os sítios catalíticos 
das subunidades betas (internas) gerando uma 
autofosforilação dos resíduos de tirosina 
 Ações do hormônio 
 Hipoglicemiante (aumento dos canais de gli-
cose) 
 Síntese (proteínas, glicogênio, crescimento 
celular) 
 
DIABETES 
Classificação etiológica 
 Tipo 1 
 1A – autoimune 
 1B – idiopática 
 
 Tipo 2 – perda progressiva da secreção insulínica 
combinada com resistência à insulina 
 Gestacional – quadro hiperglicêmico durante a 
gestação 
 Monogênicos 
 Neonatal 
 Secundários 
 
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Sinais e sintomas 
 Diminuição da ação da insulina – hiperglicemia, 
resposta deficitária nos processos de síntese de 
lipídeos, proteínas... 
 Lipólise aumentada – polifagia (aumento do estí-
mulo da fome), cetogênese (cetoacidose) 
 Quebra do glicogênio – hiperglicemia 
 Aumento de corpos cetônicos e glicose – cetosú-
ria, glicosúria, poliúria, depleção do volume plasmá-
tico, polidipsia (sede) 
CETOACIDOSE DIABÉTICA 
 Caracterizada por uma glicemia superior a 250 
mg/dl, pH sanguíneo inferior a 7,3 e bicarbonato 
sérico inferior a 18 mEq/l 
 Fatores desencadeantes 
 Insuficiente adesão ao tratamento 
 Falta de acesso à insulina 
 Infecções 
 Doenças intercorrentes 
 DM não diagnosticada 
 Manifestações clínicas 
 Poliúria 
 Polidipsia 
 Náuseas 
 Vômitos 
 Desidratação 
 Hálito cetônico 
 Taquipneia 
 Alterações sensoriais 
HIPEROSMOLARIDADE HIPERGLICÊMICA 
 Caracterizada por hiperglicemia (glicose superior 
a 600 mg/dl), osmolaridade sérica total superior 
a 320 mOsm/kg, pH sérico superior a 7,3, gli-
cosúria, insuficiência renal aguda e ausência de 
cetoacidose 
 Fatores desencadeantes 
 Doenças cardiovasculares graves 
 Acidente vascular cerebral 
 Infecções respiratórias e geniturinárias 
 Privação de água durante a diurese osmótica 
 Terapia medicamentosa inapropriada 
 Sintomas comuns 
 Mal-estar geral 
 Dispneia 
 Dor abdominal 
 Alterações sensoriais 
HIPOGLICEMIA 
 Pode ser fruto de um tratamento inadequado 
 Causa sintomas secundários a liberação de cate-
colaminas e disfunção do SNC 
 É necessário cuidado com a hipoglicemia noturna 
que pode não ser percebida 
Complicações a longo prazo do diabetes 
 Microvasculatura 
 Nefropatia 
 Neuropatia 
 Macrovasculara 
 Doença coronária 
 Doença cerebrovascular 
 Doença vascular periférica 
 Complicações associada 
 Úlceras nos pés 
 Infecções 
 Fraturas esqueléticas 
Diagnóstico 
 
Tratamento 
 Controle glicêmico (dieta e estilo de vida, exercício, 
medicamentoso) 
 Tratamento das condições associadas (dislipide-
mia, hipertensão, obesidade) 
 Rastreamento/tratamento das complicações do 
diabetes (retinopatia, neuropatia, nefropatia, 
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doença cardiovascular e outras complicações re-
lacionadas) 
INSULINOTERAPIA 
Histórico 
 Até 1990 se utilizava insulina de origem animal 
 Atualmente se utiliza insulina humana (reduz as 
reações alérgicas) por DNA recombinante 
 Com o avanço da tecnologia foi possível se obter 
diferentes tipos de insulina (regular, de ação mais 
rápida e de ação mais longa) o que facilita a re-
gulação dos níveis glicêmicos 
Tipos 
 Insulina glargina – longa duração (adição de aa) 
 Insulina lispro – ultrarrápida 
 Insulina glulisina – ultrarrápida 
 Insulina aspartato - ultrarrápida 
 Insulina determir – longa duração (adição de aa) 
 Insulina degluteca – longa duração (adição de ca-
deias) 
 Insulina regular – rápida 
 Insulina NPH – longa duração (insulina regular em 
suspensão) 
 Insulina combinada – mimetiza o organismo 
 Sensores de glicose com bombas de insulina são 
aparelhos programáveis para a liberação

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