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CENTRO UNIVERSITÁRIO UNA 
 
 
 
GABRIELA DE PAULA CORREA 
GUILHERME AUGUSTO DOS SANTOS TAVARES 
LUIZ FÁBIO SILVA ROCHA 
MATHEUS TEODORO DE SOUZA 
NATHÁLIA CRISTINA ALVES SANTOS 
SHEILA DANIELE CASTORINO DE CARALHO 
 
 
 
 
 
 
AVALIAÇÃO DA UTILIZAÇÃO DE PLACA CIMENTÍCIA 
COMO SISTEMA DE VEDAÇÃO EM EDIFICAÇÕES: 
SOLUÇÕES CONSTRUTIVAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
BELO HORIZONTE 
1° SEMESTRE DE 2017 
 
 
GABRIELA DE PAULA CORREA 
GUILHERME AUGUSTO DOS SANTOS TAVARES 
LUIZ FÁBIO SILVA ROCHA 
MATHEUS TEODORO DE SOUZA 
NATHÁLIA CRISTINA ALVES SANTOS 
SHEILA DANIELE CASTORINO DE CARALHO 
 
 
 
 
 
 
AVALIAÇÃO DA UTILIZAÇÃO DE PLACA CIMENTÍCIA 
COMO SISTEMA DE VEDAÇÃO EM EDIFICAÇÕES: 
SOLUÇÕES CONSTRUTIVAS 
 
 
 
 
 
Laboratório de Aprendizagem Integrada 4B, 
apresentado ao Curso de Engenharia Civil do 
Centro Universitário UNA, pelos alunos do 5° 
período. 
 
Orientadora: Professora Danusa Campos Teixeira 
dos Santos. 
 
 
 
 
 
BELO HORIZONTE 
1° SEMESTRE DE 2017 
 
 
SUMÁRIO 
1. INTRODUÇÃO ............................................................................................ 4 
2. OBJETIVO .................................................................................................. 5 
2.1 OBJETIVO GERAL.................................................................................... 5 
2.2 OBJETIVO ESPECÍFICOS ........................................................................ 5 
3. REFERENCIAL TEÓRICO .......................................................................... 5 
4. METODOLOGIA ......................................................................................... 7 
5. VERSATILIDADE DAS PLACAS A FIM DE VERIFICAR SUA 
VIABILIDADE PERANTE SUA UTILIZAÇÃO NA CONSTRUÇÃO CIVIL .................... 8 
5.1 APLICAÇÃO .............................................................................................. 8 
5.2 METÓDOS CONSTRUTIVOS ................................................................... 9 
6. PESQUISAS RELACIONADAS AO DESEMPENHO DO MATERIAL....... 11 
6.1 CARACTERÍSTICAS MECÂNICAS......................................................... 11 
6.2 ISOLAMENTO TERMOACÚSTICO......................................................... 13 
6.2.1 ISOLAMENTO TÉRMICO ................................................................. 13 
6.2.2 ISOLAMENTO ACÚSTICO ............................................................... 14 
6.2.3 ENSAIO DE RESISTÊNCIA AO FOGO ............................................ 15 
7. NOVAS SOLUÇÕES TECNOLÓGICAS QUE POSSUEM MENOR 
IMPACTO AO MEIO AMBIENTE, ALÉM DE DIMINUÍREM COSIDERAVELMENTE O 
TEMPO E O CUSTO BENEFÍCIO DA OBRA ............................................................ 17 
7.1 CUSTO BENEFÍCIO................................................................................ 17 
7.2 VANTAGENS E DESVANTAGENS......................................................... 18 
7.2.1 VANTAGENS .................................................................................... 18 
7.2.1 DESVANTAGENS ............................................................................ 19 
CONCLUSÃO ................................................................................................... 20 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .................................................................. 21 
4 
 
1. INTRODUÇÃO 
O crescente aumento populacional das áreas urbanas nas últimas décadas 
gera uma demanda por moradias e infraestrutura urbana que, por sua vez, colabora 
com o crescimento da indústria da construção civil, produtora de bens de consumo 
duráveis, mas também grande geradora de resíduos (CELESTINO, CARASEK, 
CASCUDO, 2014). 
No Brasil, os Resíduos da Construção Civil podem representar de 50% a 70% 
da massa dos Resíduos Sólidos Urbanos, de acordo com dados do estudo 
Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2015, realizado pela Associação 
Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) 
(GONSALEZ, 2017). 
Com o crescimento do mercado da construção as empresas construtoras 
enfrentaram alguns problemas ocasionados pelo desperdício de materiais, baixa 
produtividade e elevação do custo. 
Este cenário incentivou as construtoras a pensar na modernização dos meios 
de produção e industrialização dos canteiros de obras como instrumento de 
competitividade. Contribuindo para impulsionar a Inovação na Construção Civil e 
Industrialização dos Processos Construtivos. 
Soluções construtivas mais rápidas e simples vêm ganhando espaço no 
Brasil. Na Europa e Estados Unidos já são amplamente utilizados em substituição a 
alvenaria convencional na construção civil, seja em projetos de casas populares, 
como em prédios comerciais (NAKAMURA, 2012). As placas cimentícias colaboram 
com a disseminação da construção modular e proporcionam flexibilidade às obras 
constituídas a partir de elementos pré-fabricados. 
Segundo PONTES (2010), arquiteto gerente de Marketing e Administração de 
Vendas da Eternit, a solução agrega valor a projetos que pedem a otimização do 
espaço físico e de tempo, garantindo a qualidade de acabamento. Considerando o 
método como uma alternativa rápida, limpa e econômica para a construção civil. 
De acordo com o profissional, as placas cimentícias são uma ótima alternativa 
para sistemas de construção seca, indicadas para projetos que justifiquem uma 
preocupação com os detalhes porque permitem trabalhar com cronogramas bem 
definidos, geram menos entulho, proporcionam ganho de área útil e exercem menor 
sobrecarga nas fundações e lajes. 
https://www.aecweb.com.br/cont/m/rev/placas-cimenticias-podem-ser-associadas-a-sistemas-de-construcao-a-seco_6596_0_1
https://www.aecweb.com.br/cont/m/cc/cresce-a-demanda-por-pre-fabricados-de-concreto_7096
https://www.aecweb.com.br/cont/m/rev/residuos-da-construcao-civil-devem-ter-destinacao-e-gestao-adequada_6592_0_1
5 
 
Partindo do princípio de que os efeitos da modernização dos processos 
construtivos para o setor e para a sociedade como um todo são necessários no 
processo de desenvolvimento econômico e social do país, o trabalho pretende 
realizar um diagnóstico e caracterização de necessidades para impulsionar a 
inovação na construção civil e industrialização dos processos construtivos. 
Apresentando levantamentos e estudos sobre o tema e tendo com foco especifico a 
analise e metodologia construtiva do sistema construtivo modular com a utilização 
de placa cimentícias. 
 
2. OBJETIVO 
 
2.1 OBJETIVO GERAL 
Apresentar um sistema construtivo modular a partir de Placas Cimentícias 
fixadas em estruturas de Light Steel Framing. 
 
2.2 OBJETIVO ESPECÍFICOS 
- Apresentar a versatilidade das placas a fim de certificar sua viabilidade 
perante sua utilização na construção civil. 
- Verificar em pesquisas relacionadas ao desempenho do material. 
- Promover novas soluções tecnológicas que possuem menor impacto ao 
meio ambiente, além de diminuírem consideravelmente o tempo e o custo benefício 
da obra. 
 
3. REFERENCIAL TEÓRICO 
A alvenaria de vedação pode ser definida como a alvenaria que não é 
dimensionada para resistir a ações além de seu próprio peso. O subsistema 
vedação vertical é responsável pela proteção do edifício de agentes indesejáveis 
(chuva, vento etc.) e também pela compartimentação dos ambientes internos 
(SILVA, 2006). 
De uso versátil e facilmente transportada de uma área para outra, a 
construção modular é uma solução industrializada, praticamente toda moldada na 
fábrica. Sua principal qualidade está no tempo reduzido de produção e implantação 
(DEBONI, 2016). 
6 
 
Segundo Deboni (2016) o custo da construção modular poderá será maior 
caro, dependendo do caso. Mas comparar custos da alvenaria convencional, com os 
métodos construtivos é difícil, pois, se for levado em consideração o gasto, a demora 
e os prejuízos indiretos de construção de uma área, a construção modularse tora 
extremamente mais viável. 
O Light Steel Framing ou somete Steel Frame é um sistema construtivo 
modular estruturado em perfis de aço galvanizado formado a frio, projetados para 
suportar as cargas da edificação e trabalhar em conjunto com outros sub-sistemas 
industrializados, de forma a garantir os requisitos de funcionamento da edificação 
(CAMPOS, 2012). O light steel framing recebe o nome de construção a seco por não 
utilizar água no canteiro de obras, com exceção da parte da fundação. 
As placas cimentícias, chapas lisas fabricadas em fibrocimento, surgiram no 
mercado nacional na década de 70. Sua comercialização se intensificou após a 
década de 90, com o desenvolvimento do mercado de construção seca e 
industrializada (SANTI, 2015). As placas cimentícias são fixadas na estrutura de 
steel frame, podendo receber diretamente o revestimento. 
Os isolantes térmicos e acústicos colocados entre as placas cimentícias na 
vedação da estrutura de steel frame, atualmente se inserem em conceitos de 
construções sustentáveis por vários aspectos. O principal deles é a economia de 
energia (consumo e demanda da edificação). Outro aspecto importante é a 
durabilidade dos isolantes, pois uma vez incorporados à edificação permanecerão 
pelo tempo que a mesma existir, sem necessidade de substituição ou manutenção, o 
que reduz a quantidade de resíduos e a demanda de recursos naturais para produzir 
novamente (LIMA, 2011). 
De acordo com Lima (2011), o isolamento térmico está diretamente ligado à 
economia de energia, além de influenciar nos custos financeiros e da manutenção 
em sistemas que controlam as temperaturas internas, também há um ganho 
ambiental por reduzir a demanda de energia necessária para o seu bom 
funcionamento. 
Conforme a norma da ABNT- NBR 15.498, as placas cimentícias são dividas 
em duas classes. Classe A referente às placas que são aplicadas externamente, 
sujeitas à ação direta do sol, chuva, calor e umidade. As placas da classe B são 
indicadas a aplicações internas e aplicações externas não sujeitas à ação direta de 
sol, chuva, calor e umidade. 
7 
 
4. METODOLOGIA 
Para o presente trabalho foi empregado métodos bibliográficos tais como, 
trabalhos acadêmicos, normas, jornais e materiais disponibilizados em meio 
eletrônico para uma melhor conhecimento sobre o desempenho e versatilidade das 
placas cimentícias. 
Foi realizada algumas entrevistas com diferentes profissionais e entidades da 
área como, por exemplo, a empresa Racional Engenharia e o grupo Bricka Sistemas 
Construtivos nos quais ambos disponibilizaram materiais para a coleta de 
informações e com isso, agregaram conhecimento e melhor domínio ao trabalho 
proposto. 
Para uma melhor análise comparativa a resistência ao fogo da alvenaria 
convencional e das placas cimentícias foi utilizado um estudo de ensaio feito pela 
empresa PlacLuxa, tais estudos foram feitos de acordo com a norma NBR 
9442/1986 – Materiais de Construção: Determinação do Índice de Propagação 
Superficial de Chama pelo Método do Painel Radiante e a norma ISO 1182/2010 – 
Fire Teste – Building Material: Non-Combustibility Test. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 
 
5. VERSATILIDADE DAS PLACAS A FIM DE VERIFICAR SUA VIABILIDADE 
PERANTE SUA UTILIZAÇÃO NA CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
5.1 APLICAÇÃO 
O uso das placas cimentícias está associado ao sistema steel framing, que é 
uma estrutura composta por perfis formados a frio de aço galvanizado, que 
constituem painéis estruturais, que são verdadeiros esqueletos para edificação. 
Tendo essa moldagem, as placas cimentícias são utilizadas como fechamento 
dessas estruturas, formando as paredes da edificação. 
Tais placas são adequadas tanto para áreas secas quanto molhadas (Tabela 
2). O produto é bastante utilizado para revestimentos externos, como fachadas, e 
também em áreas internas, como cozinhas e banheiros, destinas em função da 
espessura (Tabela 1). 
Tabela 1 – ESPECIFICAÇÕES 
Espessura 
(mm) 
Largura 
(m) 
Comprimento 
(m) 
Peso 
(Kg) 
Área 
(m
2
) 
Peso 
(Kg/m
2
) 
Ambientes 
6 1,20 
2,00 
2,40 
3,00 
24,4 
29,4 
36,7 
2,40 
2,88 
3,60 
10,2 
10,2 
10,2 
Interno 
8 1,20 
2,00 
2,40 
3,00 
32,6 
39,2 
49,0 
2,40 
2,88 
3,60 
13,6 
13,6 
13,6 
Interno 
10 1,20 
2,00 
2,40 
3,00 
40,8 
49,0 
61,2 
2,40 
2,88 
3,60 
17,0 
17,0 
17,0 
Interno 
Externo 
12 1,20 
2,00 
2,40 
3,00 
48,9 
58,7 
73,4 
2,40 
2,88 
3,60 
20,4 
20,4 
20,4 
Interno 
Externo 
Fonte: (GOUVEA, 2015) 
As dimensões reais das placas têm 3 mm a menos em ambos os sentidos, em função da 
junta necessária entre as placas. 
 
 
 
 
 
 
9 
 
Tabela 2 – APLICAÇÕES 
Espessura (mm) Aplicações 
6 
Pequenos arremates, elementos decorativos, dutos de ar condicionado e 
divisórias leves. 
8 
Paredes internas em áreas secas e úmidas, paredes diafragmas, aplicadas 
com ou sem revestimento. 
10 
Utilizadas em áreas secas e úmidas, internas e externas em sistema Steel 
Framing ou Wood Framing. 
12 
Utilizadas na compartibilização com montagens em Drywall ou em 
aplicações que necessitem de maior desempenho técnico. 
Fonte: (ETERNIT, 2017) 
 
5.2 METÓDOS CONSTRUTIVOS 
No processo de montagem das placas cimentícias, quando uma estrutura 
será montada dos dois lados da parede, deve ser observado que as juntas da face 
interna não podem coincidir no mesmo local que o da face externa para acondicionar 
a rigidez do conjunto. Os montantes dos perfis verticais devem receber um 
espaçamento máximo de até 40cm (Figura 1), onde as placas devem ser fixadas 
mesmo nos conjuntos que tiverem o espaçamento com distancia menor do que a 
permitida (PONTES, 2010). 
Figura 1 – ESPAÇAMENTO DO MONTANTE A FIXAÇÃO DA PLACA 
 
Fonte: (PONTES, 2010) 
Os perfis de material metálico são constituídos por chapas, com 
posicionamento a 1 cm do piso. 
Os modelos de parafusos mais indicados para a construção de uma estrutura 
feita com as placas são do tipo brocante, que nada mais são parafusos que 
perfuram e travam a placa na estrutura através de uma parafusadeira com limitador 
de profundidade, e devem ser colocados a uma distancia mínima de 1,5cm da borda 
10 
 
(Figura 2). É importante, também, alternar as linhas de fixação para não fragilizar a 
estrutura com furos segmentados (PONTES, 2010). 
Figura 2 – DISTÂNCIA MINÍMA DO PARAFUSO ATÉ A BORDA 
 
Fonte: (PONTES, 2010) 
A distância entre pontos de fixação é de 30 a 40 cm para as guias, e de 20 a 
30 cm para os montantes (Figura 3). 
Figura 3 – DISTÂNCIA ENTRE PONTOS DE FIXAÇÃO 
. 
Fonte: (PONTES, 2010) 
As fixações verticais e horizontais devem manter a distância de, no mínimo, 
10 cm e 5 cm das bordas, respectivamente, evitando formar ângulos de 45° (Figura 
4). 
Deve ser respeitado uma distancia de 3mm entre as juntas das placas para 
não serem danificadas por um processo natural de dilatação. 
Figura 4 – FIXAÇÕES VERTICAIS E HORIZONTAIS 
 
Fonte: (PONTES, 2010) 
11 
 
Após a instalação das placas, as juntas de dilatação são preenchidas com 
produtos elastoméricos (Figura 5), que podem ser de dois tipos: 
- As juntas invisíveis, onde elas são cobertas por uma parede lisa que 
receberá revestimentos e decorações. 
- Juntas aparentes, onde elas ficam a mostra como parte da decoração do 
ambiente instalado. 
Figura 5 – PREENCHIMENTO DAS JUNTAS DE DILATAÇÃO 
 
Fonte: (PONTES, 2010) 
 
6. PESQUISAS RELACIONADAS AO DESEMPENHO DO MATERIAL 
 
6.1 CARACTERÍSTICAS MECÂNICAS 
As placas de cimentícias contemplada pela norma 15498 - Placa de 
fibrocimento sem amianto - Requisitos e métodos de ensaio, são classificadas em 
classe A e B (Tabela 3). 
Tabela 3 – REQUISITOS GERAIS: CLASSIFICAÇÃO 
Classificação Observação 
CLASSES 
A 
Indicadas para aplicações externas 
sujeitas à ação de sol, chuva, calor e 
umidade. As placas são classificadas em 
quatro categorias, de acordo comsua 
resistência à tração na flexão. 
B 
Indicadas para aplicações internas e 
aplicações externas não sujeitas à ação 
direta de sol, chuva e umidade. As placas 
são classificadas em cinco categorias de 
acordo com sua resistência à tração na 
flexão. 
Fonte: NBR 15498 
12 
 
As especificações da resistência das placas da classe A devem corresponder 
à condição saturada, que consiste em amostras ensaiadas mantendo os corpos de 
prova imersos em água à temperatura entre 5ºC e 40ºC, por período variando entre 
24 a 48 horas, dependendo da espessura nominal. 
Quanto às especificações das resistências das placas da classe B devem 
corresponder à condição de equilíbrio, que consiste em amostras ensaiadas 
mantendo os corpos de prova ao menos três dias em atmosfera controlada com 
temperatura de (23 ± 10)°C e umidade relativa de (50 ± 20) % estocados de tal que 
todas as faces sejam corretamente ventiladas. 
A resistência à tração a flexão das placas, obtida através do ensaio: 
Método do ensaio 
O ensaio é realizado com quatro corpos de prova retirados duas em direção 
longitudinal e duas em direção transversal de cada placa. Podendo as amostras ser 
quadradas ou retangulares dependendo da espessura da placa. A seguir devera ser 
condicionado de acordo com as prescrições saturas e de equilíbrio. O dispositivo de 
ensaio é composto de dois suportes, um fixo e outro com alinhamento livre e uma 
barra de carregamento (Figura 6). 
Figura 6 – ESQUEMA DO DISPOSITIVO DO ENSAIO DE FLEXÃO 
 
Fonte: NBR 15498 
O corpo de prova e apoiado sobre suporte de forma que a carga seja aplicada 
ao longo de sua linha mediana por meio da barra de carregamento. Medir a 
espessura em torno da linha de ruptura, que será gerada a aproximadamente entre 
10 a 30 segundos, após a carga aplicada. A resistência à tração na flexão é dada 
pela media aritmética dos quatro valores obtidos e deverá atender aos valores 
indicados na Tabela 4. Essa resistência é a média dos valores obtidos das amostras 
ensaiadas nas duas direções, sendo que na direção de menor resistência não 
poderá ser menor que 70% do valor especificado na tabela abaixo. 
 
13 
 
Tabela 4 – REQUISITOS DE RESISTÊNCIA A TRAÇÃO NA FLEXÃO 
CATEGORIA 
PLACAS DA 
CLASSE A 
PLACAS DA 
CLASSE B 
1 - 4 MPa 
2 4 MPa 7 MPa 
3 7 MPa 10 MPa 
4 13 MPa 16 MPa 
5 18 MPa 22 MPa 
Fonte: NBR 15498 
 
6.2 ISOLAMENTO TERMOACÚSTICO 
 
6.2.1 ISOLAMENTO TÉRMICO 
Uma das mais apreciadas qualidades numa casa e talvez a menos 
conseguida, é o isolamento térmico. Os materiais deveriam conferir à habitação um 
completo escudo contra as variações de temperatura e de umidade sentidas no 
exterior. 
 Nestes aspectos, uma casa com estrutura em light steel framing é 
completamente isolada do exterior por placas cimentícias e vários centímetros de 
isolamento térmico (Figura 7). As características tanto da placa como do isolante 
conferem ao edifício uma proteção térmica impossível de conseguir numa 
construção comum. 
 Com todos estes materiais, o interior de uma construção light steel framing é 
considerado um ambiente de clima controlado. Isto representa uma poupança de 
energia que será cada vez mais significativa conforme o passar dos anos. Devido a 
isto, normalmente as habitações deste tipo são equipadas com ar condicionado ou 
sistemas de recuperação de calor de lareiras visto que se exige um baixo consumo 
energético fornecer aos moradores o necessário conforto. 
 
 
 
 
 
 
 
14 
 
Figura 7 – ESTRUTURA DE STEEL FRAME, PLACA CIMENTÍCIA E 
ISOLAMENTO TERMOACÚSTICO 
 
 Fonte: (GOUVEA, 2015) 
 
6.2.2 ISOLAMENTO ACÚSTICO 
Na maior parte das edificações modernas é necessário levar em consideração 
o som produzido em outras dependências da casa ou mesmo o ruído proveniente do 
exterior. Muitas vezes pensa-se que a única forma de evitar a propagação do ruído é 
aumentar a largura das paredes. 
 No entanto, este problema poderia ser resolvido caso se utilizassem 
materiais que comprovadamente revelam ser maus condutores do som, ao contrário 
do que acontece com o tijolo e o cimento. 
Os isolantes acústicos (Figura 8,9 e 10) utilizados na cavidade interior das 
paredes são eficazes não só pela sua estrutura como também pela sua densidade, 
sendo considerados por testes laboratoriais como possuindo alto poder de reter o 
som. 
Paredes de alvenaria finas costumam isolar menos de 40 dB, índice 
considerado baixo pela cartilha da ABNT, segundo a NBR 15.575, o mínimo deve 
ser entre 40 e 44 dB para que uma conversa em voz alta no recinto ao lado seja 
audível, mas não compreensível. Com a utilização da placa cimentícia de 10mm e o 
perfil metálico de aproximadamente 90mm, o isolamento acústico chega a 45 dB. 
Quando é inserido outro material isolante entre as placas chega a 57 dB o 
isolamento acústico. 
 
15 
 
Alguns tipos de isolantes existentes no mercado são: 
 Figura 8 – LÃ DE VIDRO Figura 9 – LÃ DE PET 
 
Fonte: (TREVO ,2016) Fonte: (LEROY, sem data) 
 
Figura 10 – LÃ DE ROCHA 
 
 Fonte: (MAGRE, 2012) 
 
6.2.3 ENSAIO DE RESISTÊNCIA AO FOGO 
Com o intuito de comparar o sistema construtivo de Alvenaria e o sistema 
construtivo de Placa Cimentícia, a empresa PlacLux realizou o ensaio de resistência 
ao fogo em duas caixas, conforme as normas ISO 1182 e ABNT NBR 9442. 
A primeira foi feita utilizando blocos cerâmicos de 14cm de altura, 19cm de 
comprimento e 9cm de largura, com assentamento e reboco utilizando argamassa. 
A segunda foi feita utilizando uma estrutura de steel frame de 90mm de 
largura de aço galvanizado, placa ProFort de 12,5mm de largura, duas paredes 
foram preenchidas com lã de vidro de 50mm de largura e outras duas foram 
preenchidas com lã de rocha de 50mm de largura. 
O ensaio realizado no dia 17 de fevereiro de 2017 pela PlacLux teve uma 
duração de 6 horas e consistiu em verificar a temperatura interna, os aspectos 
estéticos e estrutural dos corpos de provas e a temperatura das faces expostas e 
não expostas das paredes. 
16 
 
As medidas foram realizadas a cada hora, de modo a acompanhar o 
desenvolvimento do ensaio e a ação que o fogo representou em cada estrutura. 
Após o ensaio de ambos os sistemas construtivos, verificou-se que a parede de 
alvenaria obteve resistência de 3 horas, porém durante o processo apresentou 
características que colocavam em risco a segurança do teste, como surgimento de 
trincas, fissuras e deslocamento das paredes ocasionadas por dilatação do material. 
As paredes com o sistema de placas cimentícias da ProFort obtiveram resistência 
de 6 horas (Gráfico 1), porém se mantiveram estáveis e sem surgimento de danos 
estruturais que poderiam comprometer sua estabilidade. Além disso, a temperatura 
medida nas paredes externas demonstra maior resistência térmica, visto que a 
temperatura da alvenaria ao final do ensaio estava com 141° (Gráfico 2) , já as 
paredes de placa cimentícia estavam com média de 85° no término do teste. 
Gráfico 1 – TEMPERATURA INTERNA 
 
Fonte: (PLACLUX, 2017) 
Gráfico 2 – TEMPERATURA EXTERNA DAS PAREDES 
 
Fonte: (PLACLUX, 2017) 
17 
 
7. NOVAS SOLUÇÕES TECNOLÓGICAS QUE POSSUEM MENOR IMPACTO AO 
MEIO AMBIENTE, ALÉM DE DIMINUÍREM COSIDERAVELMENTE O TEMPO E 
O CUSTO BENEFÍCIO DA OBRA 
 
7.1 CUSTO BENEFÍCIO 
O comparativo de custo benefício da alvenaria tradicional e da estrutura em 
steel frame revestida com placa cimentícia, utilizamos os dados fornecidos pela 
revista PINI (2009). O orçamento realizado pela revista PINI não considerou a 
economia proporcionada pela racionalização e tempo de execução da obra em steel 
frame, foi orçado somente o custo direto de execução. 
Para comparativo foi utilizado um cômodo de 16 m² (4 x 4) (Tabela 5). 
Tabela 5 – COMPARAÇÃODE CUSTOS 
 
Fonte: Próprios Autores 
De acordo com a arquiteta RIZZO (2010), gerente de desenvolvimento de 
produtos, a escolha pelo steel frame faz parte da busca por sistemas 
industrializados. Apesar de se falar em custos mais elevados para a execução de 
obras com steel frame e segundo o engenheiro (SILVA, 2010), gerente de 
orçamento de obras, a diferença não é tanta comparada ao sistema convencional, 
principalmente se a redução do prazo de construção for considerada. 
A análise do custo puramente por metro quadrado pode maquiar uma 
situação desfavorável ao proprietário, já que a construção em alvenaria é marcada 
por imprecisões construtivas e orçamentárias, gerando custos que o cliente “não 
sente”, isto é, gasto de tempo com acompanhamento de obra, stress em lidar com 
equipe de obra, gasto de material excessivo e não previsto originalmente, e o longo 
tempo para conclusão gera distorções como reajuste inflacionário dos produtos. 
DESCRIÇÃO UNIDADE QUANTIDADE CUSTO UNITÁRIO CUSTO TOTAL
Laje pré-fabricada e=12 cm m² 16,00 75,58R$ 1.209,28R$ 
Concreto estrutural fck 35 MPa m³ 1,92 286,50R$ 550,08R$ 
Fôrma com chapa compensada resinada para pilares/vigas/lajes e escoras m² 20,00 29,84R$ 596,80R$ 
Armadura de aço para estruturas em geral, CA-50, ø 8,0 mm kg 54,00 7,46R$ 402,84R$ 
Alvenaria de vedação com blocos cerâmico furado, 19 x 19 x 39 cm m² 43,20 36,94R$ 1.595,81R$ 
TOTAL 4.354,81R$ 
DESCRIÇÃO UNIDADE QUANTIDADE CUSTO UNITÁRIO CUSTO TOTAL
Steel frame para parede externa, fechamento com placa cimentícia para 
ambiente seco, espaçamento entre os perfis verticais de 60 cm
m² 59,20 108,36R$ 6.414,91R$ 
TOTAL 6.414,91R$ 
CÔMODO EM ALVENARIA TRADICIONAL
CÔMODO EM STEEL FRAME
18 
 
Pela alta precisão do método, rapidez na conclusão e profissionalização na 
construção, o steel frame permite fidelidade orçamentária sem a ocorrência de 
gastos extras e surpresas desagradáveis. 
Graças à popularização do método e aumento da concorrência no setor, o 
preço do metro quadrado entre a alvenaria e o steel frame hoje são compatíveis, 
isso sem considerar a economia de tempo e de material citada acima. 
 
7.2 VANTAGENS E DESVANTAGENS 
De acordo com as pesquisas realizadas para a construção do presente 
trabalho foi constatado algumas vantagens e desvantagens que seguem a seguir. 
 
7.2.1 VANTAGENS 
 Facilidade no processo de transporte, manuseio, corte e aplicação, o 
que diminui custos de mão de obra; 
 Devido ao seu peso específico significativamente menor, reduz o peso 
da construção, proporcionando economia na fundação; 
 Recomendado para áreas molhadas (cozinha, banheiro, etc); 
 Sem desperdício de material: as placas são aproveitadas no 
fechamento de shafts, dutos e recortes; 
 Não produz entulho, mantendo o canteiro limpo e organizado, 
agilizando a construção; 
 Placas cimentícias aumentam a área útil da obra, já que gera paredes 
delgadas; 
 A superfície fica apta a receber qualquer tipo de revestimento; 
 Permite a execução de detalhes arquitetônicos com rapidez, facilidade 
e eficiência; 
 Isolamento térmico; 
 Resistência a choques mecânicos; 
 São imunes até mesmo a fatores biológicos (fungos, insetos, roedores); 
 As placas cimentícias não oxidam nem apodrecem. 
Dentre outras vantagens do uso da placa cimentícia, destacasse sua 
resistência e flexibilidade aliando-se a durabilidade e rigidez; possibilitando diversas 
aplicações, tanto no ambiente interno, quanto externo. 
19 
 
Além das características acima, vemos que o sistema possui: 
 Resistência ao fogo, resistindo a mais de 700 ºC, sem se desintegrar; 
 Isolamento acústico, cerca de 45 dB, para placas de 10 mm de 
espessura. 
 
7.2.1 DESVANTAGENS 
As desvantagens dessa estrutura se evidenciam principalmente quando 
comparada a placas OSB (Oriented Strand Board, que significa Painel de Tiras de 
Madeira Orientadas). 
 As placas de cimento absorvem e aprisionam mais umidade; 
 Tem maior preço substancial; 
 São três vezes mais pesadas; 
 Devido a sua extrema rigidez, podem se tornar difíceis de cortar o 
perfurar (apresentando em casos extremos, fissuramento). 
Após analisar o custo, percebesse que as placas cimentícias são até mesmo 
mais onerosas que os métodos tradicionais de construção (alvenaria e concreto, 
desconsiderando a mão de obra e a fundação). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
20 
 
CONCLUSÃO 
O mercado da construção civil é extremamente conservador quando se fala 
sobre construções alternativas, as alvenarias tradicionais são quase que uma 
unanimidade tanto para quem compra como para quem vende. Acredita-se que essa 
resistência é decorrente do desconhecimento de muitos profissionais ou 
compradores a outros sistemas de vedação, justificando que a solidez da obra está 
ligada a edificações construídas com cimento e tijolos atribuindo a sensação de 
maior vida útil. 
O sistema construtivo modular a partir de Placas Cimentícias em estrutura de 
Steel Framing é uma solução construtiva a ser incorporada em produtos da 
construção civil através da modernização dos meios de produção e industrialização 
dos canteiros de obras. Além de uma alternativa capaz de promover novas formas 
de construção, são mais práticas onde cujas soluções tecnológicas possuem menor 
impacto ao meio ambiente, com considerável redução do tempo e custo a longo 
prazo da edificação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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