Resumo das Constituições do Brasil

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Resumo das Constituições do Brasil  1891:

- primeira Constituição da República

- formou os Estados Unidos do Brasil

- promulgada

- foi abolido o Poder Moderador


1934:

- decorrente da Revolução de 1930

- foi a primeira Constituição brasileira a se preocupar com direitos fundamentais sociais

- significou a transformação de democracia liberal para democracia social

- foi mantida a república, a federação, a divisão de poderes, o presidencialismo e o regime representativo


1937:

- iniciou o período ditatorial denominado “Estado Novo”

- outorgada

- inspiração fascista

- conhecida como constituição “Polaca”

- os poderes executivo e legislativo estavam concentrados nas mãos do Presidente da República


1946:

- redemocratização do país

- promulgada

- a divisão e a independência dos poderes foi assegurada

- foi retomado o rol de direitos fundamentais da constituição de 1934

- foram constitucionalizados os direitos dos trabalhadores, inclusive o direito de greve


1967:

- depois da vitória do golpe militar

- limitou o direito de propriedade

- curtíssima duração


1969 (emenda nº 01 à Constituição de 1967):

- é considerada por diversos constitucionalistas como uma nova Constituição

- várias hipóteses de suspensão dos direitos individuais

- aperfeiçoou algumas instituições


1988:

- fim dos governos militares

- criação de um verdadeiro Estado democrático de direito

- conhecida como “Constituição Cidadã”

- ampliação dos direitos fundamentais

- fortalecimento das instituições democráticas

- reformulação do sistema tributário nacional

- o Estado foi redesenhado


Classificação da CF/88: escrita, dogmática, rígida, formal, analítica, normativa, codificada, social e expansiva.
Quanto a origem:

- outorgadas (impostas)

- democráticas ou populares ( com participação popular)

- cezaristas ( outorgadas, mas referendadas pelo povo)


Quanto a forma:

- escritas (as normas ficam sistematizadas em texto solene)

- não-escrita (as normas constitucionais estão em leis esparsas, jurisprudências, costumes e convenções)


Quanto ao modo de elaboração:

- dogmática (elaborada por um órgão constituinte)

- históricas (elaboradas pela lenta formação histórica)


Quanto ao conteúdo:

- material (para que uma norma seja considerada constitucional, leva-se em conta o seu conteúdo)

- formal (para que uma norma seja considerada constitucional, leva-se em conta a sua forma de elaboração, independente do seu conteúdo)


Quanto a estabilidade:

- imutável (não permite alteração. Está em desuso)

- rígida (exige procedimento especial, diferenciado do usado para legislação ordinária, para sua alteração)

- semi-rígida (em alguns dispositivos exige legislação especial, em outros dispositivos a alteração é simples)

- flexível (o texto constitucional pode ser alterado pelo mesmo processo legislativo que altera leis ordinárias)


Quanto a correspondência com a realidade:

- normativa (o texto constitucional está em plena consonância com a realidade social)

- nominativa ( está em descompasso com a realidade social)

- semântica ( dão legitimidade ao grupo detentor de poder)


Quanto a extensão:

- analítica (versa de temas além da organização básica do Estado)

- sintética ( trata apenas da organização do Estado e dos Direitos Fundamentais)

Constituição:


- forma de organização do Estado;

- não necessita de uma forma escrita;

- todo Estado (povo + território + soberania -> finalidade) possui uma;

- representa a organização política do Estado;

- lei fundamental e suprema e suprema de um Estado.



Conceito de Direito Constitucional: é um ramo do Direito Público que desenha a estrutura do Estado, estabelecendo suas instituições e seus órgãos, limita o poder do Estado na esfera privada do indivíduo, cria regras do exercício do poder e a maneira de se adquiri-lo.

Objeto do Direito Constitucional: Constituição


Sentidos da Constituição:

- sociológica – realidade social, defendida por La Salle

- política – decisão política fundamental, defendida por Carl Schimith

- jurídica – estritamente formal, defendida por Hans Kelsen

Preâmbulo  	 PDF  	 Imprimir  	 E-mail


O Preâmbulo não costuma ser muito cobrado em provas de concursos públicos, mas serve como uma importante fonte de estudo, uma vez que já demonstra quais caminhos foram escolhidos pelo constituinte originário.


Conforme Alexandre de Moraes, “ embora não faça parte do texto constitucional propriamente dito e, consequentemente, não contenha normas constitucionais de valor jurídico autônomo, o preâmbulo não é juridicamente irrelevante, uma vez que deve ser observado como elemento de interpretação e integração dos diversos artigos que lhe seguem”.


"Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL".


Segundo Hely Lopes Meirelles, “povo é o componente humano do Estado”. O conceito de povo e de população são diferentes. A população é relacionada ao quantitativo de pessoas, ou seja, o número de gente que se encontra em determinado local. Já o povo tem um vínculo jurídico, político, social com o Estado. Assim, quando no preâmbulo o legislador utilizou a expressão “povo brasileiro” ele quis remeter aos cidadãos brasileiros, e não apenas àqueles que se encontram em território nacional.

Assembléia Nacional Constituinte é um órgão excepcional encarregado de elaborar uma nova ordem jurídica ao país, formulando uma Constituição.

Segundo o STF, a invocação da proteção de Deus não faz com que o Brasil deixe de ser um país laico, até mesmo porque o preâmbulo não possui força normativa.


Controle de constitucionalidade pelo Poder Legislativo  	


- O Poder Legislativo pode exercer o controle de constitucionalidade de três formas:

a) Através da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A CCJ tem como escopo evitar que ingresse no ordenamento jurídico uma norma dotada de inconstitucionalidade.

b) O Congresso Nacional também pode controlar a constitucionalidade por meio de veto legislativo.

c) A terceira maneira é com a apreciação de medidas provisórias.




Controle de Constitucionalidade  	 


- O controle de constitucionalidade existe nos países que possuem uma Constituição escrita rígida, pois a alteração do texto constitucional exige um procedimento diferenciado, em respeito ao princípio da supremacia constitucional.

- A própria Constituição Federal deve estabelecer qual o órgão responsável pelo controle de constitucionalidade. Depreende-se que o mecanismo fiscalizador é estabelecido no próprio texto constitucional.



- NÃO HÁ CONSTITUIÇÃO RÍGIDA SEM CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE.

- NÃO HÁ CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE SEM CONSTITUIÇÃO RÍGIDA.

- Todas as normas em desconformidade com a Carta Magna devem ser retiradas do ordenamento, em decorrência do princípio da supremacia constitucional.

- O controle de constitucionalidade é realizado quando o órgão competente retira norma inconstitucional do ordenamento jurídico.

CONSTITUIÇÃO RÍGIDA -> PRINCÍPIO DA SUPREMACIA CONSTITUCIONAL  -> CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE -> RETIRA-SE NORMA INCONSTITUCIONAL DO ORDENAMENTO JURÍDICO

- Presume-se que o Poder Público emite leis e atos normativos em conformidade com a Constituição, em prol do princípio da presunção de legitimidade das leis. Por isso, as leis e atos normativos serão considerados válidos e legítimos, a menos que seja declarada a sua inconstitucionalidade pelo órgão competente.

- A inconstitucionalidade de lei deve ser considerada exceção e ocorre quando o Poder Público se manifesta de forma omissiva ou comissiva, contrariamente

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