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RESSUSCITAÇÃO CARDIOPULMONAR PEDIÁTRICO RCP



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IES
ALUNO: LUCAS DE SÁ FARIAS MATRICULA: UP20103762
CURSO: ENFERMAGEM SEMESTRE: 2022.1
 RESENHA CRÍTICA
TEMA: RESSUSCITAÇÃO CARDIOPULMONAR PEDIÁTRICO – RCP 
DATA DO EVENTO: 27 DE JANEIRO DE 2022
A pediatria é uma área que atende a criança de acordo com sua idade, tamanho e práticas
específicas, pois cada uma dessas crianças terá o seu atendimento especificado. Com isso, nesta
capacitação foi visado a entender a sua classificação, as causas de PCR – Parada
Cardiorrespiratória, RCP – Ressuscitação Cardiorrespiratória e medicamentos como devem ser
utilizados.
Para fornecer um atendimento pediátrico, precisamos identificar em qual a fase em que a
criança se encontra. 0 – 28 dias é a fase dos recém-nascidos, 29 dias – 2 anos lactentes, 2 – 6 anos
pré escolares, 7 – 9 anos escolares e de 10 a 18/19 adolescentes. A importância de atender essas
fazes é que cada conduta a ser aplicada em uma RCP poderá ser alterada. Para isso a classificação
neste tipo de atendimento também ocorre da seguinte forma: abaixo de 01 ano classificado como
atendimento para bebês, acima de 01 ano para crianças e acima de 14 anos, para adultos. A
depender da instituição, o atendimento para crianças poderá variar, podendo ser até aos 16 anos. 
Os atendimentos mais comuns e que são urgência na pediatria são os desconfortos
respiratórios, convulsões, desidratação, diarreias, queimaduras e acidentes domésticos. Para isso,
precisamos está atentos aos sinais e sintomas apesentados, ausência de pulso nas artérias,
bradicardia, taquicardia, hipotermia, nível de consciência, ritmo cardíaco e respiratório irregular,
apneia (ausência da respiração), convulsão, cianose, pele pálida. Assim como nos adultos, em
crianças, precisamos da preservação das suas vias aéreas em uma RCP.
Com isso, realiza-se a checagem da expansão torácica e sua respiração, pulso, realiza as
compressões cardíacas, onde em bebês a sua profundade deve ser cerca de 4-5 cm, em adolescentes
cerca de 6 cm, sendo um terço do diâmetro antero posterior do tórax. Na aplicação em bebês,
poderá ser utilizados os polegares, com as mãos envolvendo o bebê, ou poderá utilizar os dedos
indicador e médio de uma das mãos e a outra envolvendo o bebê, na aplicação em algumas crianças
poderá ser feita com a região hipotenar de uma das mãos, nunca esquecer de preservar as vias
aéreas, sendo que devem ser realizadas 15 compressões para cada duas ventilações, ofertando um
volume total de 20 a 30 ventilações por minuto. Ao utilizar o DEA – Desfibrilador automático
externo, são realizados um ciclo completo e administra o choque. O choque inicial é de 2 – 4 J/Kg,
a carga subsequente é de 4 J/Kg ou mais, não excedendo o limítrofe de 10 J/Kg. Para crianças
maiores ou adolescentes poderá ser utilizado a carga adulta. O DEA só poderá ser utilizado a partir
de 01 ano de vida. 
As medicações mais comuns utilizadas em uma RCP são Midazolam (1ml + 4ml de AD –
Água destilada em Recém nascidos e 5ml + 15ml de AD [possui um efeito sedativo, pois a mesma é
utilizada pós intubação do paciente]), Brometo de Pancurônio (2ml + 18ml de AD [é um neuro
bloqueador, sendo muitas necessários, uma sedação total do paciente, para que ajude na melhoria do
seu padrão respiratório, porém sua administração é muito cautelosa, já que ela pode comprimir todo
o sistema]), Epinefrina ou Adrenalina (1ml + 9ml de AD [sua primeira administração pode ocorrer
em até 5min depois do início da PCR {sempre utilizado em PCR, pois seu auxilio é fundamental
para um melhor suporte hemodinâmico}]), Atropina (1ml + 4ml de AD [ao administrar a atropina,
ter muita atenção, lembrando que seu efeito é reverso, já que a mesma causa bradicardia]), em uma
taquicardia ventricular ou fibrilação ventricular, é utilizado Cloridrato de Amiodarona (5mg/Kg,
repetir até 2 vezes em refratária[ele é um antiarrítimico]) ou pode ser substituído por Cloridrato de
Lidocaína (1mg/Kg), Bicarbonato de Sódio (1ml + 1ml de AD, ou seja, a sua dosagem é 1 mEq/Kg
[o seu efeito é para correções de acidose metabólica]), Cloridrato de Dopamina (Em caso de
paciente que encontram-se em choques ou hipotensão arterial) e Cloridrato de Naloxona (medicação
é antagonista de narcóticos, podendo everter o processo aplicado as anteriores).
Entendendo as práticas fornecidas tanto na administração de uma RCP e a utilização de cada
fármaco, podemos ter uma reanimação eficaz e segura.