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esquistossomose

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ESQUISTOSSOMOSE 
AULA 2 – INFECTOLOGIA 
Agente: schistosoma mansoni. 
Ela não é controlável, tem manifestações agudas e crônicas 
(a ponto até de indicar uma cirurgia de hipertensão portal, 
por exemplo). 
A relação é de homem com hospedeiro intermediário. O 
hospedeiro é o caramujo (Biomphalaria). O hospedeiro 
definitivo é o homem. 
Não fica na luz intestinal, ela fica no vaso, nas veias. No 
interior das veias. Por isso ela é grave. Normalmente ela 
fica no sistema venoso mesentérico inferior. 
É grave porque a qualquer momento, ele pode se 
desprender e cai no fígado, no baço e forma uma serie de 
repercussões. 
Epidemiologia: ocorrem em zona de mata, rio, agua doce, 
lagoa. 
As regiões endêmicas são norte, nordeste e sudeste. 
Ciclo evolutivo: 
O ovo chegou nas fezes (perto de um lago), as fezes caem 
no lago e os ovos eclodem. 
Vira um miracídio no rio ou no lago, ele dura alguns dias 
mas de repente encontra o caramujo (hospedeiro 
intermediário), entra no caramujo e se evolui virando uma 
cercaria. 
Cercaria que sai do caramujo e fica nadando no lago, rio até 
o homem ir pro rio, penetra da pele do homem, formando 
dermatites cercariana. 
Penetra na pele, cai na corrente sanguínea e chega no final 
que é o Schistosomo. 
Na pele, ela recebe o nome de esquistossômulo até 
finalmente cair nas artérias e chega na fase adulta. 
O quadro clinico é bem variável mas depende da fase que 
ele está. 
→ Dermatie cercariana – quando a cercaria penetra 
na pele 
→ Febre de Katayama é a primeira manifestação que 
ocorre quando a cercaria finalmente chega na sua 
fase adulta. Ele sai liberando uma serie de 
antígenos que são do anterior do verme, na 
corrente sanguínea. Com isso, faz reações alérgicas 
também como prurido. 
→ Hepatoesplenomegalia – porque o schistosoma 
pode ficar no fígado. 
→ Eosinofilia 
→ Poliadenopatia – se espalha pelo sistema linfático 
→ Rash – reação alérgica 
→ Prurido 
→ Sintomas inespecíficos como diarreia, náusea 
vomito, dor abdominal 
Diagnóstico: 
→ LUTZ- KATO KATZ 
→ Biopsia retal com ooograma – mais sensível 
Provas imunológicas: intradermorreação, ELISA – na fase 
crônica 
Tratamento: 
Na fase aguda, oxaminiquine e praziquantel + predinisona 
(controla a febre, alergia) 
E AS FORMAS CRÔNICAS?? 
Quadro clinico crônico: 
FORMA HEPATOINTESTINAL: formada quando os ovos 
acabam caindo no espaço-porta e na mucosa colorretal. 
Isso gera uma hepatomegalia. 
E quando cai na mucosa colorretal, pode até simular um 
tumor, forma dor, sangramento, disenteria. 
FORMA HEPATOESPLÊNICA: hipertensão porta é uma 
das características mais importantes da forma crônica. 
Essa depois de um tempo pode indicar para o paciente uma 
cirurgia de varizes no esôfago, hipertensão porta. 
Nessa forma, o paciente fica com hepatoesplenomegalia + 
hipertensão porta. 
A cirurgia normalmente é por hematêmese – sangramento 
incontrolado. 
ENTEROBACTERIOSE SEPTICÊMICA PROLONGADA: 
dentro do esquistossomo (ele é pluricelular, tem sistema 
digestório que tem varias bactérias enterais como 
salmonela e E. colo), como o verme fica dentro do vaso 
sanguíneo, ele defeca no vaso sanguíneo. 
Assim, as bactérias enterais também caem 
persistentemente na corrente sanguínea persistente por 
salmonela e E. coli. 
FORMA PULMONAR: OCORRE DE DUAS FORMAS: 
HIPERTENSICA OU CIANÓTICA. 
Quando ele acomete o pulmão, ele pode afeta-lo porque 
obstruiu uma artéria ou várias. E ele forma tipo um 
tromboembolismo arterial. 
Com essa obstrução, forma um quadro de corpe monale, o 
pulmão fica hipertenso, o sangue não consegue passar do 
pulmão, fica com aumento da resistência, acumula no átrio 
direito. Acumula em toda circulação atrás do átrio direito, 
ou seja, o paciente fica com turgência jugular, 
hepatomegalia, edema de MI. 
Já a forma cianótica, não é uma obstrução arterial. Ela fura, 
formando uma microfistula arteria venosa. Isso gera uma 
má redistribuição de O2 nos capilares pulmonares. 
E o sangue que era pra chegar no pulmão venoso e sair 
arterial, sai misturado. Assim, o paciente fica com cianose, 
principalmente de extremidades. 
FORMA RENAL: gera uma síndrome nefrotica, na forma 
mais grave. 
Gera proteinuria. 
Acontece por depósitos de imunocomplexos. Forma uma 
síndrome nefrotica por uma forma de 
membranaproliferativa tipo 1 – mesangiocapilar. 
FORMA NEURAL: NEUROESQUISTOSSOMOSE: 
Pode cair n SNC, mas o que mais acontece é quando os 
ovos caem na coluna vertebral e forma um quadro de 
mielite transversa. Fica paraplégico. 
 
 
	E as formas crônicas??