A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
8 pág.
Planejamento monitoramento e avaliação em Saúde

Pré-visualização | Página 2 de 2

as condições da população onde ele atua; 
AUDITORIA 
Tem como finalidade aferir a preservação dos padrões estabelecidos e proceder ao levantamento de dados 
que permitam conhecer a qualidade, quantidade, os custos e os gastos da atenção à saúde; 
Permite avaliar os elementos componentes dos processos da instituição, serviço ou sistema auditado, 
objetivando a melhoria dos procedimentos, por meio da detecção de desvios dos padrões estabelecidos. 
Além disso, há a avaliação da qualidade, propriedade e da efetividade dos serviços de saúde prestados a 
população; visando a melhoria progressiva da assistência à saúde; 
Produz informações para subsidiar o planejamento das ações que contribuem para o aperfeiçoamento do 
SUS e para a satisfação do usuário. 
OBJETOS DO EXAME DE AUDITORIA 
 Aplicação de recursos transferidos pelo Ministério da Saúde a entidades públicas, filantrópicas e 
privadas; 
 Aplicação de recursos transferidos pelo Ministério da Saúde às secretarias estaduais e municipais de 
saúde; 
 Gestão e execução de planos e programas de saúde pelo Ministério da Saúde e secretarias estaduais 
e municipais de saúde que envolvam recursos públicos, observando aspectos como: organização, 
cobertura assistencial, perfil epidemiológico, quadro nosológico e resolutividade; 
 Eficiência, eficácia, efetividade e qualidade da assistência prestada à saúde; 
 Prestação de serviços na área ambulatorial e hospitalar; 
 Os contratos, convênios, acordos, ajustes e instrumentos similares firmados pelas secretarias de 
saúde e prestadores de serviços de saúde do SUS; 
QUESTÕES DA AVALIAÇÃO 
Do que se está avaliando? 
Quando se faz a avaliação? 
Onde se faz? 
Por que se faz? 
Quem faz? 
Como se faz? 
Com o que (quanto)?
A avaliação pode ser feita em três momentos: inicial (diagnóstica), conduzida durante a implementação do 
programa (formativa) e ao término do programa (somativa). 
QUEM FAZ A AVALIAÇÃO? Pode ser feita com diferentes interesses: econômicos, políticos ou ideológicos. 
Saber identificar os interesses vai direcionar para quem faz, seja pessoal interno ou externo e cada uma 
dessas opções vai oferecer vantagens e desvantagens. 
PARA QUEM? Isso pode direcionar o tipo de avaliação proposta. Feita para a sociedade, trabalhador, político, 
técnico ou usuários – cada indivíduo requer um tipo de avaliação distinta. 
USUÁRIO E SOCIEDADE – o que é avaliado 
 Acesso: consegue ser atendido? 
 Qualidade: é bem atendido? 
 Resolutividade: resolve seu problema? 
 Satisfação: o serviço atende suas expectativas? 
 Cumpre a função para qual se destina? 
TRABALHADOR – o que é avaliado 
 Tem boas condições de trabalho? 
 Seu trabalho é reconhecido? 
 Seu trabalho traz recompensa adequada? 
 Sente-se satisfeito com seu trabalho? 
TÉCNICO – o que é avaliado 
 Avaliar as questões técnicas envolvidas no processo (+ diagnóstico e monitoramento); 
 Comparar o que foi executado com o que foi proposto (alcance de objetivos e metas); 
 Usar indicadores de custo, rendimento, produtividade, morbidade e mortalidade; 
DECISOR/GESTOR – o que é avaliado 
 Avaliar as questões políticas envolvidas no processo; 
 Usar indicadores de viabilidade, legitimidade, utilidade; 
 Justificar os recursos e esforços empenhados e conseguir novos investimentos; 
COMO SE FAZ A AVALIAÇÃO? 
1. Objeto da avaliação 
 Destacar, descrever e analisar um fenômeno – abordagem QUANTITATIVA 
 Explicar e interpretar, aprofundando o significado e a intenção do fenômeno produzido – 
abordagem QUALITATIVA; 
 Ou ambas? 
2. Quais os dados disponíveis? Primários e secundários (secundários = já coletados); 
3. Quanto tempo é disponível para realizar a avaliação? 
QUANDO USAR O MÉTODO QUANTITATIVO? 
 Quando se quer avaliar resultados que podem ser expressos em números, taxas, proporções; 
 Conhecer cobertura e contração do programa; 
 Conhecer eficiência; 
 Responder questões de “quanto?” 
 Avaliar atividades cujos objetivos sejam bastante específicos; 
 Para estabelecer relações significativas entre variáveis; 
QUANDO USAR O MÉTODO QUALITATIVO? 
 Quando se quer avaliar resultados individuais de participantes da atividade, programa ou serviço; 
 Responder questões de “como?”, “o quê?” e “por quê?”; 
 Avaliar dinâmica interna de processos e atividades; 
 Para personalizar o processo de avaliação; 
 Quando a coleta de dados quantitativos é rotineira e não se presta mais atenção ao significado 
expresso; 
PARA QUE SE FAZ A AVALIAÇÃO? 
CONHECIMENTO – pesquisas | investigações acadêmicas | diagnósticos de saúde 
GERÊNCIA – controle | supervisão | acompanhamento | reorientação | implantação 
DECISÃO – financiamento | prestação de contas | novas propostas | atender determinações 
 
OS 7 PECADOS CAPITAIS DA AVALIAÇÃO EM SAÚDE 
1. Não avaliar 
2. Iniciar a avaliação tardiamente 
3. Avaliar o impacto sem avaliar o processo 
4. Usar um método inapropriado 
5. Não envolver os gestores 
6. Ignorar o contexto 
7. Não disseminar 
AVALIAÇÃO EM SAÚDE NO BRASIL 
CONTEXTO DA ATENÇÃO À SAÚDE 
Teve início com a expansão da atenção em saúde (Atenção Básica – ESF/ESB/NASF), com a oferta de novas tecnologias 
e com a diversidade de modelos assistenciais, financiamento, cultura organizacional e práticas políticas. 
MOVIMENTOS PARA INSTITUCIONALIZAÇÃO DA AVALIAÇÃO 
PACTO PELA VIDA – previa a restauração de indicadores para avaliar a qualidade do serviço ofertado nos 
municípios. 
AMQ (Avaliação para Melhoria e Qualificação da Estratégia de Saúde da Família) – proposta de avaliação para 
melhoria e qualificação da ESF. 
AMAQ (Autoavaliação para Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica) – modificação do AMQ. 
PMAQ-AB (Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica) – composto por uma 
série de questões e etapas envolvendo a AB. O PMAQ está organizado em quatro fases que se 
complementam e que conformam um ciclo de melhoria do acesso e da qualidade da AB. As etapas são: 
adesão e contratualização; desenvolvimento; avaliação externa; e recontratualização. 
PMAQ-CEO – programa voltado para os Centros de Especialidades Odontológicas. Possui as mesmas etapas 
do PMAQ-AB. Conforme o desempenho das instituições nessa avaliação, pode haver uma variação nos 
recursos disponibilizados para esses serviços.