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Sistema Urinário - R, S, E e Micção - Silverthorn

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Morfofuncional – Universidade do Estado da Bahia (UNEB) 
Lara Lessa Araújo – 2º semestre 
 
REABSORÇÃO 
• A cada dia, 180 L de líquido são filtrados dos capilares glomerulares para dentro dos túbulos renais, todavia, apenas 
cerca de 1,5 L é excretado na urina. 
• Mais de 99% do líquido que entra nos túbulos é reabsorvido para o sangue à medida que o filtrado percorre os 
néfrons. 
• A maior parte dessa reabsorção ocorre no túbulo proximal, com uma quantidade menor de reabsorção nos 
segmentos distais do néfron. 
• A reabsorção no néfron distal é finamente regulada, possibilitando aos rins reabsorverem seletivamente íons e água 
de acordo com as necessidades do organismo para a manutenção da homeostasia. 
• Muitas substâncias exógenas são filtradas nos túbulos, mas não são reabsorvidas para o sangue. A alta taxa diária de 
filtração ajuda a retirar essas substâncias do plasma muito rapidamente. 
• Uma vez que uma substância é filtrada para o interior do lúmen da cápsula de Bowman, ela não faz mais parte do 
meio interno corporal. 
• O lúmen do néfron faz parte do ambiente externo, e todas as substâncias presentes no filtrado estão destinadas a 
deixarem o corpo através da urina, a não ser que exista algum mecanismo de reabsorção tubular para impedir que 
isso ocorra. 
• Muitos nutrientes pequenos, como a glicose e intermediários do ciclo do ácido cítrico, são filtrados, porém são 
reabsorvidos de maneira muito eficiente no túbulo proximal. 
 A reabsorção pode ser ativa ou passiva 
✓ A reabsorção de água e solutos do lúmen tubular para o líquido extracelular depende de transporte ativo. 
✓ O filtrado que flui da cápsula de Bowman para o túbulo proximal tem a mesma concentração de solutos do líquido 
extracelular. 
✓ Portanto, para transportar soluto para fora do lúmen, as células tubulares precisam usar transporte ativo para 
criar gradientes de concentração ou eletroquímicos. 
✓ A água segue osmoticamente os solutos, à medida que eles são reabsorvidos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Morfofuncional – Universidade do Estado da Bahia (UNEB) 
Lara Lessa Araújo – 2º semestre 
 
1. Transporte ativo do sódio 
A reabsorção ativa de Na+ é a força motriz primária para a maior parte dos mecanismos de reabsorção renal. 
2. Transporte ativo secundário: simporte com sódio 
O transporte ativo secundário acoplado ao sódio é responsável pela reabsorção de muitas substâncias, incluindo a 
glicose, aminoácidos, íons e vários metabólitos orgânicos. 
3. Reabsorção passiva: ureia 
A ureia, um resíduo nitrogenado, não possui mecanismos de transporte ativo no túbulo proximal, mas pode se 
deslocar através das junções celulares epiteliais por difusão, se houver um gradiente de concentração da ureia. 
4. Endocitose: proteínas plasmáticas 
A filtração do plasma nos glomérulos normalmente deixa a maior parte das proteínas plasmáticas no sangue, mas 
algumas proteínas menores e peptídeos podem passar através da barreira de filtração. A maioria das proteínas 
filtradas é removida do filtrado no túbulo proximal, de forma que normalmente apenas traços de proteínas 
aparecem na urina. 
 
SECREÇÃO 
• Secreção é a transferência de moléculas do líquido extracelular para o lúmen do néfron 
• A secreção, assim como a reabsorção, depende principalmente de sistemas de transporte de membrana. 
• A secreção torna o néfron capaz de aumentar a excreção de uma substância. Se uma substância filtrada não é 
reabsorvida, ela é excretada com muita eficácia. Se, no entanto, a substância filtrada para dentro do túbulo não é 
reabsorvida, e ainda é secretada para dentro do túbulo a partir dos capilares peritubulares, a excreção é ainda mais 
eficaz. 
• A secreção é um processo ativo, uma vez que requer transporte de substratos contra seus gradientes de 
concentração. 
• A maioria dos compostos orgânicos é secretada através do epitélio do túbulo proximal para o interior do lúmen 
tubular por transporte ativo secundário. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EXCREÇÃO 
• A produção de urina é o resultado de todos os processos que ocorrem no rim; 
• Quando o líquido chega ao final do néfron, ele apresenta pouca semelhança com o líquido que foi filtrado para a 
cápsula de Bowman; 
• Glicose, aminoácidos e metabólitos úteis desaparecem, tendo sido reabsorvidos para dentro do sangue, e os resíduos 
orgânicos estão mais concentrados; 
• A concentração de íons e água na urina é extremamente variável, dependendo do estado do corpo; 
Excreção = filtração - reabsorção + secreção 
• A taxa de excreção de uma substância depende (1) da taxa de filtração da substância e (2) de se a substância é 
reabsorvida, secretada ou ambas, enquanto ela passa ao longo do túbulo renal; 
 
 Morfofuncional – Universidade do Estado da Bahia (UNEB) 
Lara Lessa Araújo – 2º semestre 
 
 MICÇÃO 
✓ Uma vez que o filtrado deixa os ductos coletores, ele já não pode mais ser modificado, e a sua composição não se 
altera. 
✓ O filtrado, agora chamado de urina, flui para a pelve renal e, então, desce pelo ureter, em direção à bexiga urinária, 
com a ajuda de contrações rítmicas do músculo liso. 
✓ A bexiga urinária é um órgão oco cujas paredes contêm camadas bem desenvolvidas de músculo liso. 
✓ Na bexiga, a urina é armazenada até que seja excretada no processo conhecido como micção. 
✓ A bexiga urinária pode se expandir para armazenar um volume aproximado de 500 mL de urina. 
✓ O colo da bexiga é contínuo com a uretra, um tubo único pelo qual a urina passa até alcançar o meio externo. 
✓ A abertura entre a bexiga e a uretra é fechada por dois anéis musculares, chamados de esfíncteres 
✓ O esfíncter interno da uretra é uma continuação da parede da bexiga e é formado por músculo liso. Seu tônus 
normal o mantém contraído. 
✓ O esfíncter externo da uretra é um anel de músculo esquelético, controlado por neurônios motores somáticos. 
✓ A estimulação tônica proveniente do sistema nervoso central mantém a contração do esfíncter externo, exceto 
durante a micção. 
✓ A micção é um reflexo espinal simples que está sujeito aos controles consciente e inconsciente pelos centros 
superiores do encéfalo 
✓ À medida que a bexiga urinária se enche com urina e as suas paredes se expandem, receptores de estiramento 
enviam sinais através de neurônios sensoriais para a medula espinal 
✓ O estímulo da bexiga urinária cheia estimula os neurônios parassimpáticos, que inervam o músculo liso da parede 
da bexiga urinária. 
✓ O músculo liso contrai, aumentando a pressão no conteúdo da bexiga urinária 
✓ Os neurônios motores somáticos que inervam o esfíncter externo da uretra são inibidos 
✓ A contração da bexiga urinária ocorre em uma onda, a qual empurra a urina para baixo, em direção à uretra. 
✓ A pressão exercida pela urina força o esfíncter interno da uretra a abrir enquanto o esfíncter externo relaxa. 
✓ A urina passa para a uretra e para fora do corpo, auxiliada pela gravidade. 
✓ Este reflexo de micção simples ocorre principalmente em crianças que ainda não foram treinadas para o controle 
dos esfíncteres. 
✓ Uma pessoa que foi treinada para o controle esfincteriano adquire um reflexo aprendido, que mantém o reflexo da 
micção inibido até que ele ou ela deseje conscientemente urinar. 
✓ O reflexo aprendido envolve fibras sensoriais adicionais à bexiga urinária, que sinalizam o grau de enchimento. 
Centros no tronco encefálico e no córtex cerebral recebem essa informação e superam o reflexo de micção básico, 
inibindo diretamente as fibras parassimpáticas e reforçando a contração do esfíncter externo da uretra. Quando 
chega o momento apropriado para urinar, esses mesmos centros removem a inibição e facilitam o reflexo, inibindo 
a contração do esfíncter externo da uretra. 
✓ Além do controle consciente da micção, vários fatores inconscientes podem afetar esse reflexo. A “bexiga tímida” 
é uma condição na qual a pessoa não consegue
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