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Freud

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Sigmund Freud (1856-1939) foi um médico neurologista e 
importante psicanalista foi considerado o pai da psicanálise, 
que influiu consideravelmente sobre a Psicologia Social 
contemporânea. 
 
Nasceu em Freiberg, na Morávia, então pertencente ao 
Império Austríaco, no dia 6 de maio de 1856. Filho de Jacob 
Freud, pequeno comerciante e de Amalie Nathanson, de origem 
judaica, foi o primogênito de sete irmãos. 
 
Aos quatro anos de idade, sua família muda-se para Viena, 
onde os judeus tinham melhor aceitação social e melhores 
perspectivas econômicas. 
Desde pequeno mostrou-se brilhante aluno. Aos 17 anos, 
ingressou na Universidade de Viena, no curso de Medicina. 
Durante os anos de faculdade, deixou-se fascinar pelas 
pesquisas realizadas no laboratório de filosofia dirigido pelo 
Dr. E. W. von Brucke. 
De 1876 a 1882, trabalhou com esse especialista e 
concentrou-se em pesquisas sobre a histologia do sistema 
nervoso. Já revelava grande interesse pelo estudo das 
enfermidades mentais, bem como pelos métodos utilizados em 
seu tratamento. 
Trabalhou também no Instituto de Anatomia sob a 
orientação de H. Maynert. Concluiu o curso em 1881 e resolveu 
tornar-se um clínico especializado em neurologia. 
Durante alguns anos, Freud trabalhou em uma clínica 
neurológica para crianças, onde se destacou por ter 
descoberto um tipo de paralisia cerebral que mais tarde 
passou a ser conhecida pelo seu nome. 
Em 1884 entrou em contato com o médico Josef Breuer que 
havia curado sintomas graves de histeria através do sono 
hipnótico, onde o paciente conseguia se recordar das 
circunstâncias que deram origem à sua moléstia. Chamado de 
“método catártico” constituiu o ponto de partida da 
psicanálise. 
Em 1885, Freud obteve o mestrado em neuropatologia. 
Nesse mesmo ano ganhou uma bolsa para um período de 
especialização em Paris, com o neurologista francês J. M. 
Charcot. 
De volta a Viena, continuou suas experiências com Breuer. 
Publicou, junto com Breuer, Estudos sobre a Histeria (1895), 
que marcou o início de suas investigações psicanalíticas. 
Em 1897, Freud passou a estudar a natureza sexual dos 
traumas infantis causadores das neuroses e começou a 
delinear a teoria do “Complexo de Édipo”, segundo o qual seria 
parte da estrutura mental dos homens o amor físico pela mãe. 
Nesse mesmo ano, já observava a importância dos sonhos 
na psicanálise. Em 1900 publica A Interpretação dos Sonhos, 
a primeira obra psicanalítica propriamente dita. 
Durante dez anos, Freud trabalhou sozinho no 
desenvolvimento da psicanálise. Em 1906, a ele juntou-se 
Adler, Jung, Jones e Stekel, que em 1908 se reuniram no 
primeiro Congresso Internacional de Psicanálise, em Salzburg. 
O primeiro sinal de aceitação da Psicanálise no meio 
acadêmico surgiu em 1909, quando foi convidado a dar 
conferências nos EUA, na Clark University, em Worcester. 
Em 1910, por ocasião do segundo congresso internacional 
de psicanálise, realizado em Nuremberg, o grupo fundou a 
Associação Psicanalítica Internacional, que consagrou os 
psicanalistas em vários países. 
Entre 1911 e 1913, Freud foi vítima de hostilidades, 
principalmente dos próprios cientistas, que, indignados com as 
novas ideias, tudo fizeram para desmoralizá-lo. Adler, Jung e 
toda a chamada escola de Zurique separaram-se de Freud. 
Em 1923, já doente, Freud passou pela primeira cirurgia 
para retirar um tumor no palato. Passou a ter dificuldades 
para falar, sentia dores e desconforto. Seus últimos anos de 
vida coincidiram com a expansão do nazismo na Europa. 
Em 1938, quando os nazistas tomaram Viena, Freud, de 
origem judia, teve seus bens confiscados e sua biblioteca 
queimada. Foi obrigado a se refugiar em Londres, após um 
pagamento de resgate, onde passou os últimos dias de sua 
vida. 
Sigmund Freud morreu em Londres, Inglaterra, no dia 23 
de setembro de 1939. 
É a regra fundamental que rege o método psicanalítico e 
que consiste em expressar sem discriminação os pensamentos 
que vêm à mente. A psicanálise descobre que essa associação, 
embora livre dos bloqueios em nível consciente, está 
determinada pelo inconsciente e responde a uma lógica. 
Em miúdos: 
Na primeira sessão de psicanálise, o analista apresenta 
uma regra ao analisando, que deverá guiar o processo 
terapêutico, como Freud anunciava aos seus próprios 
pacientes: “Diga, pois, tudo que lhe passa pela mente. 
Comporte-se como faria, por exemplo, um passageiro sentado 
no trem ao lado da janela que descreve para seu vizinho de 
passeio como cambia a paisagem em sua vista. Por último, 
nunca se esqueça que prometeu sinceridade absoluta, e nunca 
omita algo alegando que, por algum motivo, você ache 
desagradável comunicá-lo” (Freud, “Sobre o Início do 
Tratamento”, 1913, p.136). 
FREUD 
Deve o analisando relaxar e falar de modo livre, sem 
censuras e obstáculos, tudo o que lhe ocorre na mente. 
Escutar o analisando importa porque Freud considerava 
que 
♡ A simples mecânica do falar já era parte do alívio da 
tensão psíquica; e, 
♡ Em termos de conteúdo, aquilo que está associado 
conscientemente dá indícios do que está oculto, ao 
que o “desejo” manifesta no inconsciente. 
Essas representações se apresentam para o analista e 
cabe a ele interpretá-las e propô-las ao analisando, 
apontando que um conteúdo manifesto (o que o analisando 
falou) tem na base um conteúdo latente (os desejos e sinais 
não ditos que o analista interpretou). 
Ideias inicialmente desconexas vão ganhando linearidade 
no seu discurso, com a intervenção do analista, como se 
fisgasse algo incoerente e mostrasse que, na verdade, tem 
importância na causa do mal-estar e tem conexão com a 
forma de ser, pensar e agir do analisando. 
Aquilo que é trazido superficialmente pelo analisando 
seria, na verdade, um “deslocamento” de um conteúdo 
inconsciente. O analista entende no que é falado um disfarce 
ou substituto do que é realmente patogênico. 
“Quando peço a um paciente que disponha toda reflexão 
e me conte tudo o que lhe passa pela cabeça, (…) me 
considero fundamentado para inferir que isso que ele me 
conta, de aparência mais inofensiva e arbitrária que seja, tem 
relação com seu estado patológico”. (Freud, “A interpretação 
dos sonhos”, 1900, p.525). 
 
1ª Tópica 
Modelo de aparelho psíquico (consciente / pré-consciente 
/ inconsciente). Que são separados por uma barreira que 
exerce uma força (repressão) para barrar certas 
representações do consciente que podem trazer angústia e 
dor. 
Na primeira parte da obra de Freud, chamada de Primeira 
Tópica ou Teoria Topográfica, o Aparelho Psíquico é visto como 
dividido em três instâncias (classes), sendo elas: 
1. o inconsciente (Ics) 
2. o pré consciente (Pcs) 
3. consciente (Cs) 
➪ Os 3 são formadores da personalidade. 
A expressão “tópica” vem de “topos”, que em grego 
significa “lugar”, daí a ideia de que esses sistemas 
ocupariam lugar (topos) virtual e funções específicas. 
Portanto, cada um com função específica dentro do aparelho. 
 
Modelo de aparelho psíquico (consciente / pré-consciente 
/ inconsciente). Que são separados por uma barreira que 
exerce uma força (repressão) para barrar certas 
representações do consciente que podem trazer angústia e 
dor. 
PRÉ CONSCIENTE (Pcs) 
Essa instância, considerada por Freud uma “barreira de 
contato”, serve como uma espécie de filtro para que 
determinados conteúdos possam (ou não) chegar a nível 
consciente. 
Entendemos que os conteúdos presentes no Pcs estão 
disponíveis ao Consciente. É nessa instância que a linguagem 
se estrutura e, dessa forma, é capaz de conter a 
‘representações da palavra”, que consiste num conjunto de 
lembranças de palavras oriundas e de como foram significadas 
pela criança. 
➪ Memórias não instantâneas, mas que são possíveis 
recuperar da memória. 
➪ Porções da memória que são acessíveis. 
➪ Os seus conteúdos, ao contrário do Inconsciente, 
podem ser recuperadospor meio de um voluntário ato 
de esforço. 
Podem incluir lembranças de tudo o que você fez ontem, 
seu segundo nome, todas as ruas nas quais você morou, a data 
da conquista da Normandia, seus alimentos prediletos, o 
cheiro de folhas de outono queimando, o bolo de aniversário 
de formato estranho que você teve quando fez dez anos, e 
uma grande quantidade de outras experiências passadas 
Portanto, o pré-consciente é a parte que se encontra 
no meio do caminho entre o inconsciente e o consciente. Ou 
seja, é a parte da mente que junta informação em busca de 
alcançar a parte consciente. 
CONSCIENTE (Cs) 
O consciente se diferencia do inconsciente pela forma com 
o qual é operado através de seus códigos e leis. Ao Cs é 
atribuída tudo aquilo que está disponível de forma imediata à 
mente. 
➪ Ao qual temos acesso a todo o momento, o momento 
presente 
Dessa forma, podemos pensar que a formação do 
consciente se daria pela junção “da representação da coisa” 
e da “representação da palavra”. Ou seja, há um investimento 
de energia em determinado objeto e, então, seu escoamento 
adequado para a satisfação. 
Assim sendo: 
O sistema consciente tem a função de receber informações 
provenientes das excitações provenientes do exterior e do 
interior, que ficam registradas qualitativamente de acordo 
com o prazer e/ ou, desprazer que elas causam, porém ele não 
retém esses registros e representações como depósito ou 
arquivo deles. 
INCONSCIENTE (Ics) 
Essa instância é o ponto de entrada do aparelho psíquico. 
Ela possui uma forma de funcionamento regida por leis 
próprias, ou seja, que fogem aos entendimentos da razão do 
consciente. Além disso, é considerado a parte mais arcaica da 
psique construídas também de traços mnêmicos (lembranças 
primitivas). 
Para ficar claro, é no inconsciente (Ics), de natureza 
misteriosa, obscura, que podem brotar as paixões, o medo, a 
criatividade e a própria vida e morte. Nele também é regido o 
princípio do prazer. 
➪ Não temos consciência, não lembramos, por exemplo 
o Nascimento 
Memórias muito antigas quando liberadas à consciência, 
não perderam nada de sua força emocional. "Aprendemos pela 
experiência que os processos mentais inconscientes são em si 
mesmos 'intemporais'. Isto significa em primeiro lugar que não 
são ordenados temporalmente, que o tempo de modo algum os 
altera, e que a ideia de tempo não lhes pode ser aplicada" 
(1920, livro 13, pp. 4M2 na ed. bras.). 
A maior parte da consciência é inconsciente. Ali estão os 
principais determinantes da personalidade, as fontes da 
energia psíquica, e pulsões ou instintos. 
Na prática clínica é que ela contém as “representações de 
coisa”, as quais consistem em uma sucessão de inscrições de 
primitivas experiências e sensações provindas de todos os 
órgãos dos sentidos, como o da visão, audição, tato, etc., e que 
ficaram impressas na mente da criança numa época em que 
ainda não haviam palavras para nomeá-las. Funcionalmente, 
o Inconsciente opera segundo as leis do “processo primário” e, 
além das pulsões do id, esse sistema também opera muitas 
funções do ego, bem como do superego. 
Para finalizar, o Isc não apresenta uma “lógica racional”. 
Nele não existem modo tempo, espaço, incertezas ou dúvidas. 
2ª Tópica 
Compreendendo que seu modelo antigo possuía limitações 
que impediam um entendimento mais expressivo dos achados 
psicanalíticos, Freud propôs uma novo modelo para o aparelho 
psíquico. 
Nesse novo modelo, Freud amplia seu entendimento sobre 
a dinâmica das instâncias psíquicas e diz uma nova forma de 
compreensão, chamado de: O Modelo estrutural do aparelho 
psíquico. 
Nele, Freud vai sugerir a formulação de um modelo não 
mais voltado a um entendimento virtual, mas sim de estruturas 
ou classes psíquicas. Essas estruturas interagem de forma 
constante para que ocorra o funcionamento da psique, que 
são: 
1. ID; 
2. EGO; 
3. SUPEREGO. 
Ou seja, diferentemente da 1ª Tópica, que sugere uma 
passividade, a 2ª Tópica é eminentemente ativa, dinâmica. 
Essa concepção estruturalista ficou cristalizada em O ego e o 
id (1923) e consiste em uma divisão tripartite da mente em 
três instâncias. 
ID 
Dentre as estruturas apresentadas por Freud, o ID é a 
mais arcaica, sendo considerado uma espécie de reservatórios 
de impulsos caóticos e irracionais, construtivos e destrutivos e 
não harmonizados entre si ou com a realidade exterior. Ou 
seja, é um aglomerado de impulsos (ou pulsões) sem 
organização e sem direção. 
♡ Polo psicobiológico da personalidade 
Sob o ponto de vista econômico, o id é a um só tempo um 
reservatório e uma fonte de energia psíquica. 
Do ponto de vista funcional, ele é regido pelo princípio do 
prazer; logo, pelo processo primário. 
 Do ponto de vista da dinâmica psíquica, ele abriga e 
interage com as funções do ego e com os objetos, tanto os da 
realidade exterior, como aqueles que, introjetados, estão 
habitando o superego, com os quais quase sempre entra em 
conflito, porém, não raramente, o id estabelece alguma forma 
de aliança e conluio com o superego 
♡ O Id contém tudo o que é herdado, que se acha 
presente no nascimento, que está presente na 
constituição 
♡ Junto com a memória filoontogenética (memória da 
espécie) 
♡ Instinto, ex: vida e morte 
♡ Desde o nascimento 
É a estrutura da personalidade original, básica e mais 
central, exposta tanto às exigências somáticas do corpo como 
aos efeitos do ego e do superego. 
Embora as outras partes da estrutura se desenvolvam a 
partir do id, ele próprio é amorfo, caótico e desorganizado. 
♡ O id é o reservatório de energia de toda a 
personalidade. 
Os conteúdos do id são quase todos inconscientes, eles 
incluem configurações mentais que nunca se tomaram 
conscientes, assim como o material que foi considerado 
inaceitável pela consciência. Um pensamento ou uma 
lembrança, excluído da consciência e localizado nas sombras 
do id, é mesmo assim capaz de influenciar a vida mental de 
uma pessoa. Freud acentuou o fato de que materiais 
esquecidos conservam o poder de agir com a mesma 
intensidade, mas sem controle consciente. 
 Não faz planos e não espera; 
 Busca uma solução imediata para as tensões; 
https://www.psicanaliseclinica.com/id-ego-e-superego/
 Não aceita frustrações e não conhece inibição; 
 Não tem contato com a realidade; 
 Busca prazer satisfação na fantasia; 
 Pode ter o mesmo efeito de uma ação concreta para 
atingir um objetivo. 
Princípio Do Prazer 
É a busca instintiva de prazer e evitando dor e o 
sofrimento, de forma a satisfazer as necessidades biológicas e 
psicológicas. De modo específico, o princípio do prazer é a 
força motriz que guia a personalidade e possivelmente o 
impulso guia mais forte na vida de um indivíduo. 
 Redução de tensão 
Faz parte do amadurecimento normal do indivíduo 
aprender a suportar a dor e adiar a gratificação. Ao fazer isso, 
o indivíduo passa a reger-se menos pelo princípio de prazer e 
mais pelo princípio de realidade. 
O id não tolera aumentos de energia, que são 
experienciados como estados de tensão desconfortáveis. 
Consequentemente, quando o nível de tensão do organismo 
aumenta, como resultado ou de estimulação externa ou de 
excitações internamente produzidas, o id funciona de maneira 
a descarregar a tensão imediatamente e a fazer voltar a um 
nível de energia confortavelmente constante e baixo. 
Para atingir seu objetivo de evitar dor e obter prazer, o id 
tem sob seu comando dois processos: as ações reflexas e o 
processo primário. 
Ações Reflexas 
Reações inatas e automáticas que reduzem a tensão 
imediatamente. 
Exemplo: fumar um cigarro. 
Processo Primário 
♡ De ordem primitiva e mais mental 
Tentativa de descarregar a tensão, formando uma imagem 
de um objeto que vai remover a tensão por meio da realização 
de um desejo inconsciente. Pode surgir na forma de um sonho, 
de uma alucinação (psicose)ou uma simples imagem residual 
que compõe a memória (imagem mental de um alimento, por 
exemplo) 
♡ Fácil deslocamento e descarga da libido 
O processo primário sozinho não é capaz de reduzir a 
tensão. A pessoa faminta não pode comer as imagens mentais 
de comida. Consequentemente, desenvolve-se um processo 
psicológico secundário. Quando isso ocorre, a estrutura do 
segundo sistema da personalidade, o ego, começa a tomar 
forma. 
EGO 
Para Freud, o nascimento do Ego vem da primeira 
infância, onde os laços afetivos e emocionais com os “pais” 
costumam ser intensos. Essas experiências, que se figuram na 
forma de orientações, sanções, ordens e proibições vão fazer 
com que a criança registre no inconsciente essas emoções 
subjetivas. Emoções essas que vão dar” corpo” à sua estrutura 
psíquica e egóica. 
 Toma decisões 
 Mediador do id e do superego 
 Vai se construindo 
 Consciente 
Constituído de traços mnêmicos antigos (lembranças 
afetivas da infância), o Ego possui sua maior parte consciente, 
mas também ocupa um espaço no inconsciente. 
Ele é, portanto, a principal instância psíquica e que tem 
por função de mediar, integrar e harmonizar: 
a) As constantes pulsões do ID; 
b) As exigências e ameaças do SUPEREGO; 
c) Além das demandas vindas do mundo externo. 
O ego é a parte do aparelho psíquico que está em contato 
com a realidade externa. 
Desenvolve-se a partir do id, à medida que o bebé toma-
se cônscio de sua própria identidade, para atender e aplacar 
as constantes exigências do id. 
No entanto, desde M. Klein até os autores modernos, 
predomina amplamente a convicção de que o ego não se forma 
desde o id, mas sim que ele é inato, tem energia própria e, 
ainda que de forma rudimentar, desde recém-nascido o ego 
do bebê já está interagindo com a mãe 
Como a casca de uma árvore, ele protege o id, mas extrai 
dele a energia, a fim de realizar isto. Tem a tarefa de garantir 
a saúde, segurança e sanidade da personalidade. 
♡ Ele tem a tarefa de autopreservação. 
Com referência aos acontecimentos externos desempenha 
essa missão dando-se conta dos estímulos externos, 
armazenando experiências sobre eles (na memória), evitando 
estímulos excessivamente internos (mediante a fuga), lidando 
com estímulos moderados (através da adaptação) e, 
finalmente, aprendendo a produzir modificações convenientes 
no mundo externo, em seu próprio benefício (através da 
atividade). 
Com referência aos acontecimentos internos, em relação 
ao id, ele desempenha essa missão obtendo controle sobre as 
exigências dos instintos, decidindo se elas devem ou não ser 
satisfeitas, adiando essa satisfação para ocasiões e 
circunstâncias favoráveis no mundo externo ou suprimindo 
inteiramente as suas excitações. 
♡ O ego se esforça pelo prazer e busca evitar o 
desprazer. Reduzir a tensão e aumentar o prazer. 
Um exemplo pode ser o de um encontro heterossexual. O id 
sente uma tensão que surge da excitação sexual insatisfeita e 
poderia reduzir esta tensão através da atividade sexual direta 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Prazer
https://www.psicanaliseclinica.com/o-que-e-ego/
e imediata. O ego tem que determinar quanto da expressão 
sexual é possível e como criar situações em que o contato 
sexual seja o mais satisfatório possível. O id é sensível à 
necessidade, enquanto que o ego responde às oportunidades 
Cabe considerar o ego como uma conjunção de três pontos 
de vista: 
1) Como um aparelho psíquico, com funções essenciais, 
na sua maior parte conscientes, para relacionar-se 
adaptativamente com a realidade do mundo exterior, 
como são, entre outras, as de percepção, pensamento, 
memória, atenção, antecipação, discriminação, juízo 
crítico e ação motora. 
2) Como sede e fonte de um conjunto de funções mais 
complexas, na sua maior parte inconsciente, como é o 
caso da produção de angústias, mecanismos de 
defesa, fenômenos de identificações e formação de 
símbolos. 
3) Como sede de representações que determinam a 
imagem que o sujeito tem de si mesmo e que 
estruturam o seu sentimento de identidade e de 
autoestima. 
Princípio Da Realidade 
 Caracteriza-se pelo adiamento da gratificação. 
Faz parte do amadurecimento normal do indivíduo 
aprender a suportar a dor e adiar a gratificação. Ao fazer isso, 
o indivíduo passa a reger-se menos pelo princípio de prazer e 
mais pelo princípio de realidade 
 Evita descarga de tensão até ser descoberto um 
objeto apropriado para a satisfação da 
necessidade. 
 Suspende temporariamente o princípio de 
prazer, mas o princípio do prazer é 
eventualmente atendido quando o objeto 
necessário é encontrado e quando a tensão é 
reduzida. 
 Pergunta se uma experiência é verdadeira ou 
falsa. 
 Seu papel é o de mediador entre as exigências 
instintuais do organismo e as condições do 
ambiente circundante; 
 Seus objetivos são manter a vida do indivíduo e 
assegurar que a espécie se reproduza. 
Processo Secundário 
♡ É o pensamento realista. 
Por meio deste processo, o ego formula um plano para a 
satisfação da necessidade e depois testa-o, normalmente com 
algum tipo de ação, para ver se ele vai funcionar ou não. 
Exemplo: Pensamos sobre onde encontrar comida e depois 
seguimos para o lugar adequado. Isso é chamado teste de 
realidade. 
♡ A energia psíquica está presa e circula de forma 
mais compacta, sempre ligada a alguma 
representação psíquica 
Para desempenhar seu papel eficientemente, o ego tem 
controle sobre todas as funções cognitivas e intelectuais; 
esses processos mentais superiores são colocados a serviço do 
processo secundário. 
SUPEREGO 
Instância psíquica que através EGO busca controlar o ID, 
Ou seja, o SUPEREGO é uma modificação do EGO que ainda não 
se encontra desenvolvido o suficiente para atender às 
exigências do ID. Ele é responsável por imposição de sanções, 
normas e padrões, e constituído pelo precipitado de 
introjeções e identificações que a criança faz com aspectos 
parciais dos pais, com suas proibições, exigências, ameaças, 
mandamentos, padrões de conduta e o tipo de relacionamento 
desses pais entre si. Além disso, é imprescindível levar em 
conta o aspecto da transgeracionalidade, ou seja, o fato de 
que o superego dos pais do paciente, por sua vez, está 
identificado com a de seus próprios pais, e assim por diante 
numa escalada de muitas gerações, sendo que isso inclui na 
formação do superego os valores morais, éticos, ideais, 
preconceitos e crenças ditadas pela cultura na qual o sujeito 
está inserido. 
O SUPEREGO busca a perfeição moral reguladora e tende 
a reprimir toda e qualquer infração que possa causar prejuízo 
a mente. 
O superego tem três objetivos: 
1) Inibir (através de punição ou sentimento de 
culpa) qualquer impulso contrário às regras e 
ideais por ele ditados (consciência moral); 
2) Forçar o ego a se comportar de maneira moral 
(mesmo que irracional); 
3) Conduzir o indivíduo à perfeição, seja em gestos 
ou pensamentos. 
Além dos aspectos descritos, o superego também se 
caracteriza por ser quase totalmente de origem inconsciente, 
é composto e ditado pelos objetos internos; o seu maior efeito 
é o de ser um gerador de culpas, com as consequentes 
angústias e medos, e a sua pressão excessiva no psiquismo é a 
maior responsável pelos quadros melancólicos e obsessivos 
graves 
Esta última parte da estrutura se desenvolve não a partir 
do id, mas a partir do ego. Atua como um juiz ou censor sobre 
as atividades e pensamentos do ego. É o depósito dos códigos 
morais, modelos de conduta e dos construtos que constituem 
as inibições da personalidade. 
Freud descreve três funções do superego: 
1) Consciência: Enquanto consciência, o superego age 
tanto para restringir, proibir ou julgar a atividade 
consciente; mas também age inconscientemente. As 
restrições inconscientes são indiretas, aparecendo 
como compulsões ou proibições. "Aquele que sofre (dehttps://www.psicanaliseclinica.com/o-que-e-superego-conceito-e-funcionamento/
compulsões e proibições) comporta-se como se 
estivesse dominado por um sentimento de culpa, do 
qual, entretanto, nada sabe" (l 907, livro 31, p. 17 na 
ed. bras.). 
2) Auto-observação: A tarefa de auto-observação surge 
da capacidade do superego de avaliar atividades 
independentemente das pulsões do id para tensão-
redução e independentemente do ego, que também 
está envolvido na satisfação das necessidades 
3) Formação De Ideais: A formação de ideais está ligada 
ao desenvolvimento do próprio superego. 
Ele não é, como se supõe às vezes, uma identificação com 
um dos pais ou mesmo com seus comportamentos: "O superego 
de uma criança é com efeito construído segundo o modelo não 
de seus pais, mas do superego de seus pais; os conteúdos que 
ele encerra são os mesmos e toma-se veículo da tradição e de 
todos os duradouros julgamentos de valores que dessa forma 
se transmitiram de geração em geração" (1933, livro 28, p. 87 
na ed. bras.) 
A palavra libido significa, em latim, “desejo”, “inveja”. Para 
Freud, faz referência à manifestação da pulsão sexual na vida 
psíquica e ao substrato de todas as suas transformações 
De acordo com a teoria psicanalista, a libido pode ser vista 
como uma energia. Uma energia aproveitável para os instintos 
de vida. Segundo Freud, ela não é algo apenas interno, algo 
que está ligado a desejos sexuais. Em sua teoria, ela está 
estritamente ligada aos fenômenos psicossociais. 
Também as alterações, as características ou as 
modificações libidinais estão ligadas a fenômenos 
psicossociais. Isto é, o seu aumento ou a sua diminuição, a sua 
produção, a sua distribuição, o seu deslocamento, etc. Tudo 
estaria ligado a esses fenômenos, 
Explica a densidade das fixações neuróticas, o apego a 
certas pessoas ou coisas, a determinados pensamentos, ao 
corpo em si, ao ego, e também explica a razão dos possíveis 
deslocamentos. 
♡ Energia sexual, de vida, procriação, manter a 
espécie, para se defender 
♡ Energia psicossexual contida na psique 
♡ Desejo ou vontade 
♡ Canalizado nas fases da vida do ser humano 
♡ Energia originada nas pulsões e que direciona nosso 
comportamento. 
Uma das principais características da libido está ligada 
ao seu deslocamento ou mobilidade. Conforme visto acima e 
de acordo com as fases do desenvolvimento psicossocial. O 
deslocamento da libido está diretamente ligado a esse 
desenvolvimento, que se passa durante a infância do 
indivíduo. 
Essa mobilidade está ligada à alternação do desejo sexual 
de uma área para outra do próprio corpo humano ou corpo do 
indivíduo. Sua atenção se volta para essa área, conforme a 
criança se desenvolve, como se ela estivesse se descobrindo. E, 
aos poucos, descobrindo as diferenças entre o masculino e o 
feminino. 
Para a psicanálise, os primeiros anos de vida são cruciais 
para o desenvolvimento saudável do sujeito, já que é nesse 
período que ele entra em contato com o mundo e, a partir das 
experiências sensoriais, constrói sua identidade. As vivências 
da infância são determinantes para a formação do psiquismo, 
da personalidade e dos padrões de comportamento de cada 
pessoa. 
A libido está presente em todas as experiências sensoriais 
da infância, resultando em sensações de prazer e desprazer. 
Ou seja, a sexualidade atua como um instrumento de contato 
entre o indivíduo e o mundo. Todos os eventos vividos e, 
principalmente, os sentimentos produzidos nos primeiros anos 
de vida são internalizados e transformados em elementos do 
psiquismo. 
Ou seja, a libido é originada numa pulsão de vida e 
funciona como uma força propulsora que não se restringe aos 
aspectos fisiológicos, estendendo-se ao campo psíquico e 
emocional. Tal força estaria presente em todo o aparato 
mental do sujeito, passando pelo Id, o Ego e o Superego. 
Catexia 
Catexia é o processo pelo qual a energia libidinal 
disponível na psique é vinculada a ou investida na 
representação mental de uma pessoa, ideia ou coisa. A libido 
que foi catexizada perde sua mobilidade original e não pode 
mais mover-se em direção a novos objetos. Está enraizada em 
qualquer parte da psique que a atraiu e segurou. Uma vez que 
uma porção foi investida ou catexizada, permanece aí, 
deixando você com essa porção a menos para investir em 
outro lugar. 
Estudos psicanalíticos sobre luto, por exemplo, interpretam 
o desinteresse das ocupações normais e a preocupação com o 
recente finado como uma retirada de libido dos 
relacionamentos habituais e uma "extrema" ou "hiper" catexia 
da pessoa perdida. 
À medida que um bebé se transforma numa criança, uma 
criança em adolescente e um adolescente em adulto, ocorrem 
mudanças marcantes no que é desejado e em como estes 
desejos são satisfeitos. As modificações nas formas de 
gratificação e as áreas físicas de gratificação são os 
elementos básicos na descrição de Freud das fases de 
desenvolvimento. 
Cada estágio de desenvolvimento durante os primeiros 
cinco anos é definido em termos dos modos de reação de uma 
zona específica do corpo. 
O importante, principalmente para a prática clínica, é que 
os diferentes momentos evolutivos deixam impressos no 
psiquismo aquilo que Freud denominou de pontos de fixação, 
https://www.psicanaliseclinica.com/conceitos-basicos-da-psicanalise/#Libido
https://super-plain-flood.blogs.rockstage.io/psicanalise-e-sua-invencao/
em direção aos quais eventualmente qualquer sujeito pode 
fazer um movimento de regressão. Os “pontos de fixação” 
formariam-se a partir de uma exagerada gratificação ou 
frustração de uma determinada “zona erógena”. No primeiro 
caso, o sujeito, diante de angústias insuportáveis, tenta 
regredir para um tempo e um espaço que lhe foi tão protetor 
e gratificante; no caso de uma excessiva frustração que foi a 
determinante do ponto de fixação, a regressão dá-se, muitas 
vezes, sabemos hoje, como uma tentativa de resgatar alguns 
“buracos negros “existenciais. 
Assim, é bem conhecido o fato de que todos os afetos 
primitivos sofrem sucessivas “transformações” psíquicas, que 
ficam presentes ou representados no inconsciente, 
constituindo “pontos de fixação”, os quais funcionam como um 
polo imantado e, tal como faz um eletroímã, atraem para si a 
representação de novas repressões de fantasias e de 
experiências emocionais. 
♡ As idades nessas fases podem variar, não são 
idades definidas 
♡ Freud estudou ser humano do Nascimento à fase 
da adolescência 
♡ De acordo com ele, a fase adulta reflexo das 
outras fases 
♡ Ele busca conteúdos não explorados antes 
♡ Há uma revolução na forma de entender a 
personalidade humana 
♡ A criança é sexualizada de maneira polimórfica 
(muitas formas) 
Os locais de prazer corporal mudam conforme a maturação 
física que leva a uma sequência normativa de zonas erógenas, 
cada uma com um conjunto diferente de opções e objetos 
característicos. 
♡ O organismo busca interesses diferentes. 
FASE ORAL 
♡ 0 a 2 anos 
♡ Experimenta o mundo pela boca 
♡ Energia da libido focalizado na boca 
Exemplo: riso, morde, coloca tudo na boca, aprende a falar 
Desde o nascimento, necessidade e gratificação estão 
ambas concentradas predominantemente em volta dos lábios, 
língua e, um pouco mais tarde, dos dentes. A pulsão básica do 
bebé não é social ou interpessoal, é apenas receber alimento 
para atenuar as tensões de fome e sede. Enquanto é 
alimentada, a criança é também confortada, aninhada, 
acalentada e acariciada. No início, ela associa prazer e 
redução da tensão ao processo de alimentação. 
Comer, chupar, mascar, fumar, morder e lamber ou beijar 
com estalo, são expressões físicas destes interesses. Pessoas 
que mordicam constantemente, fumantes e os que costumam 
comer demais podem ser pessoas parcialmente fixadas na fase 
oral, pessoas cuja maturação psicológica pode não ter se 
completado. 
Afinalidade da libido oral, além da gratificação pulsional, 
também visa à “incorporação”, a qual, por sua vez, está a 
serviço da “identificação”. 
A fase oral do desenvolvimento, de um modo geral, alude 
ao primeiro ano de vida. Abraham (1924) trouxe uma 
importante contribuição à compreensão dessa fase evolutiva 
ao distinguir duas subetapas dentro da fase oral: a fase oral 
passivo receptiva (dura até que o bebê tenha condições de 
agarrar espontaneamente os objetos) e a fase oral ativo-
incorporativa. A importância desta última reside no fato de 
que Abraham intuiu o conceito de que essa incorporação ativa 
possa estar carregada de pulsões agressivas e hostis, 
geralmente dirigidas à mãe. 
É útil acrescentar que ao longo da obra de Freud 
aparecem postulações fundamentais, hoje clássicas, e que 
acontecem no curso da fase oral, como são: uma especial 
valorização do corpo (“o ego, antes de tudo, é corporal”); a 
identificação primária com a mãe; a concepção de uma 
bissexualidade como uma qualidade primordial da herança 
biológica; a vigência do princípio do prazer-desprazer; o 
predomínio do processo primário do pensamento; a primitiva 
formação das representações-coisa; as incipientes formas de 
linguagem e comunicação; dentre outros conceitos mais 
FASE ANAL 
♡ 2 aos 4 anos 
♡ Controle de esfíncter (urina e fezes) 
♡ Zona erógena é o ânus 
Exemplo: treinamento para o banheiro, aprende a usar o 
penico 
À medida que a criança cresce, novas áreas de tensão e 
gratificação são trazidas à consciência. Entre dois e quatro 
anos, as crianças geralmente aprendem a controlar os 
esfíncteres anais e a bexiga. A criança presta uma atenção 
especial à micção e à evacuação. O treinamento da toalete 
desperta um interesse natural pela autodescoberta. A 
obtenção do controle fisiológico é ligada à percepção de que 
esse controle é uma nova fonte de prazer. 
Além disso, as crianças aprendem com rapidez que o 
crescente nível de controle lhes traz atenção e elogios por 
parte de seus pais. O inverso também é verdadeiro; o interesse 
dos pais no treinamento da higiene permite à criança exigir 
atenção tanto pelo controle bem sucedido quanto pelos 
"erros". 
Da mesma maneira como foi referido em relação ao fato 
de que a fase “oral” não se refere exclusivamente à 
importância da boca, também a expressão “fase anal” não 
alude unicamente à libidinização das mucosas excretórias 
encarregadas da evacuação e micção, com as respectivas 
fantasias (agressão contra os pais ou uma forma de 
presenteá-los; controle onipotente; gratificação; vergonha; 
culpa; humilhação ou uma crescente autoestima; sensação de 
que é uma “obra” sua; valor simbólico das fezes e urina; etc.) 
que sempre as acompanham. 
Assim, também o controle esfincteriano deve, sobretudo, 
ser considerado como um modelo de como processa-se o 
controle motor em geral; as sensações de domínio ou de 
sujeição; o prazer na expulsão ou retenção; a intermediação 
entre aquilo que é uma produção e uma posse do bebê, em 
confronto com as exigências do mundo exterior, as implicações 
emocionais nos atos de receber, reter, eliminar, tomar e dar, 
etc. 
Abraham descreveu duas subetapas: fase anal expulsiva e 
fase anal retentiva. Na primeira, a criança tanto pode 
proporcionar um prazer, ao mesmo tempo “autoerótico” e de 
um presente para os pais, quanto também pode representar 
uma manifestação “sádico-anal”. A fase retentiva decorre do 
fato de que a criança aos poucos descobre que a mucosa anal 
pode ser prazerosamente estimulada não unicamente pela 
expulsão, mas também pela retenção das fezes. 
Em resumo, é na fase anal que a criança desenvolve 
sentimentos sádicos e masoquistas, a ambivalência, as noções 
de “poder” e de “propriedade privada”, a rivalidade e 
competição com os demais, bem como o surgimento das 
“dicotomias”, tipo grande x pequeno; bonito x feio; dentro x 
fora; ativo x passivo; bom x mau; masculino x feminino, etc. 
FASE FÁLICA 
♡ 4 aos 6 anos 
♡ Falo, órgão sexual 
♡ Distinção entre menino e menina; consciência 
das diferenças sexuais 
♡ Masturbação no infantil → para se conhecer e 
não para o prazer 
 Síndrome de édipo (apego pelos cuidadores do sexo 
oposto) é comum e natural nesta fase 
Nesta etapa do desenvolvimento a atenção da criança 
volta-se para a região genital, sendo comum à sua 
manipulação. Inicialmente a criança imagina que tanto os 
meninos quanto as meninas possuem um pênis. Ao serem 
defrontadas com as diferenças anatômicas entre os sexos, as 
crianças criam as chamadas “teorias sexuais infantis”, 
imaginando que as meninas não têm pênis porque este órgão 
lhe foi arrancado (complexo de castração). 
Tem comportamentos exibicionistas e gostam de espionar. 
Neste período surge também o complexo de Édipo, no qual o 
menino passa a apresentar uma atração pela mãe e se 
rivalizar com o pai; e o complexo de Electra, no qual ocorre o 
inverso com a menina. 
 
Masturbação 
Na fase fálica, o prazer organiza-se predominantemente 
pela excitação das mucosas genitais do pênis, nos meninos, e 
mais indiretamente do clitóris, nas meninas, podendo este ser 
vivido como sendo um pênis pequeno. Como uma continuidade 
da fase evolutiva anterior, este prazer masturbatório fica 
bastante associado ao prazer uretral no ato de urinar e à 
retenção vesical. 
Curiosidade Sexual 
Curiosidade das crianças que se manifesta nos “por 
quês?”, permitirá verificar que a maioria delas se refere às 
origens das diferenças entre pares opostos, como masculino-
feminino; seio-pênis; grande-pequeno, etc., e que a 
constatação progressiva dessas diferenças provoca um 
acréscimo de angústia, que encontra alívio numa explicação 
adequada por parte do educador; caso contrário, obrigará a 
criança a construir as mais estapafúrdias teorias. 
Essas teorias são tecidas principalmente em torno dos 
seguintes aspectos: a diferença anatômica dos sexos; o 
enigma do nascimento e, por conseguinte, tudo que cerca as 
fantasias de concepção, como são as subsequentes teorias da 
“sedução”, da “cena primária”, do “incesto” e do “complexo de 
castração”. 
Cena Primária 
Tanto por uma intuição como por estímulos externos 
(barulhos noturnos, insinuações dos pais ou cenas que vê na 
televisão), a criança imagina o que se passa no quarto 
fechado dos pais, fica muito excitada e usa o recurso das 
repressões. Por vezes, estas últimas não são suficientes e a 
criança aumenta o seu mundo de imaginação, que fica girando 
em torno das anteriores fantasias pré-edípicas 
(entredevoramento; coito sádico; fusão paradisíaca; 
amputações; coito e parto anal; etc.). 
PERÍODO DE LATÊNCIA 
♡ 6 Aos 12 Anos 
♡ Energia Sexual Latente, escondida 
♡ Energia Sexual Voltada Para O Estudo, Memória 
E Aprendizagem. 
Depois dos seis anos de idade, a criança entra no período 
de latência, que apresenta duas características principais: a 
primeira é que vai acontecer uma repressão da sexualidade 
infantil, com uma amnésia relativa às experiências anteriores, 
e a segunda característica consiste no fato de que se 
estrutura um reforço das aquisições do ego. A combinação de 
ambas propicia a “sublimação” das pulsões, comumente na 
escolarização e em atividades esportivas, assim como, 
também, na formação de aspirações morais, estéticas e 
sociais, de modo tal que este período é comumente 
considerado como sendo aquele que consolida a formação do 
caráter 
➪ A criança passa a gastar a sua energia em atividades 
sociais e escolares. 
Fase de relativa tranquilidade ou inatividade do impulso 
sexual, durante o período que se estende da resolução do 
complexo de Édipo até a puberdade (dos 5/6 anos até cerca 
de 11/13 anos), o que permite o desenvolvimento dos 
aparelhos do ego e o domínio de habilidades. 
"A partir desse ponto, até a puberdade, estende-se o que 
se conhece por período de latência. Durante ele a sexualidade 
normalmentenão avança mais, pelo contrário, os anseios 
sexuais diminuem de vigor e são abandonadas e esquecidas 
muitas coisas que a criança fazia e conhecia. Nesse período da 
vida, depois que a primeira eflorescência da sexualidade 
feneceu, surgem atitudes do ego como vergonha, repulsa e 
moralidade, que estão destinadas a fazer frente à tempestade 
ulterior da puberdade e a alicerçar o caminho dos desejos 
sexuais que se vão despertando" (1926, livro 25, p. 128 na ed. 
bras.) 
FASE GENITAL 
♡ 12 Aos 18-20 Anos 
♡ Libido Volta Para Os Órgãos Genitais 
♡ Puberdade 
♡ Menstruação 
♡ Escolhas 
♡ Visualização 
A fase final do desenvolvimento biológico e psicológico 
ocorre com o início da puberdade e o consequente retorno da 
energia libidinal aos órgãos sexuais. Neste momento, meninos 
e meninas estão ambos conscientes de suas identidades 
sexuais distintas e começam a buscar formas de satisfazer 
suas necessidades eróticas e interpessoais. 
É hora de buscar a realização no mundo exterior (caso do 
Neuróticos). É hora de buscar relações saudáveis, de própria 
escolha, fora da dinâmica familiar. É tempo de começar a 
tentar ser, ao menos um pouco, sujeito de sua própria história. 
Aqui se estabelecem os grupos de amigos, os grupos 
profissionais e escolares, os pares amorosos as escolhas 
futuras. E vale dizer que a passagem pelas outras Fases do 
Desenvolvimento seja vista, aqui, como grande influenciadora 
da maneira que utilizaremos para lidar com os nossos conflitos, 
afetos e até do nosso modo de obtenção de prazer na vida. 
A puberdade traz novas pulsões sexuais genitais e o mundo 
relacional do adolescente é alargado a pessoas exteriores à 
família. O adolescente passa a buscar, em pessoas fora do seu 
grupo familiar, um objeto de amor. 
A adolescência é um período de mudanças no qual o jovem 
tem que aceitar a perda da identidade infantil e dos pais, da 
infância, para que, pouco a pouco, possa assumir a sua 
identidade, agora adulta. 
Representação psicológica inata de uma fonte somática 
interna de excitação. 
Exemplo: amamentação 
 1º. Necessidade ⭢ Excitação corporal 
 2º. Desejo ⭢ Representação Psicológica 
São considerados os fatores propulsores da personalidade. 
⭢ nos leva a criar a nossa personalidade por meio do instinto 
♡ O instinto é inato 
♡ Autopreservação 
♡ Quem tem a representação psicológica são os 
adultos, bebes não o possuem 
O instinto exerce um controle seletivo sobre a conduta ao 
aumentar a sensibilidade da pessoa a tipos específicos de 
estimulação. 
Exemplo: uma pessoa faminta é mais sensível aos estímulos 
alimentares e uma pessoa sexualmente excitada tende mais a 
responder a estímulos eróticos. 
Todos os instintos tomados juntos constituem a soma total 
de energia psíquica disponível para a personalidade. 
Quatro aspectos do Instinto 
FONTE 
Necessidade em si. 
META 
Remoção da excitação corporal saciando a necessidade. 
OBJETO 
São todas as atividades que intervém entre o 
aparecimento do desejo e sua realização. Se refere não só à 
coisa ou à condição específica que vai satisfazer a 
necessidade, mas inclui também todos os comportamentos que 
acontecem para assegurar a condição necessária. 
Exemplo: a fome é a fonte, a meta é comer e o objeto é a 
comida e o ímpeto seria o que faz a pessoa chegar ao limite e 
por exemplo comer coisas não comestíveis 
ÍMPETO 
É a força de um instinto, determinada pela intensidade da 
necessidade. Impulso. 
A quantidade de energia ou força que é usada para 
satisfazer ou gratificar o instinto 
Exemplo: À medida que aumenta a deficiência nutricional, 
até o ponto em que se instala a fraqueza física, a força do 
instinto aumenta correspondentemente. 
Caráteres do Instinto 
CARÁTER REGRESSIVO DO INSTINTO 
O nosso comportamento é ativado por irritantes internos 
(inquietação) e cessa quando uma ação apropriada remove ou 
diminui a irritação. Isso significa que a meta de um instinto 
tem um caráter essencialmente regressivo, uma vez que faz a 
pessoa retornar a um estado anterior, um estado que existia 
antes de o instinto (tensão) aparecer. 
Exemplo: necessidade de sair de casa, mas por conta do 
lockdown não pode, ocorre uma inquietação e se esse desejo 
for satisfeito ele tende a regredir 
CARÁTER CONSERVADOR DO INSTINTO 
A meta do instinto aqui é conservar um equilíbrio do 
organismo, abolindo as excitações perturbadoras. Assim, 
podemos descrever um instinto como um processo que repete, 
tão frequentemente quanto aparece, um ciclo de eventos que 
se inicia com a excitações e termina com o repouso. Freud 
chamou esse aspecto do instinto de compulsão à repetição. 
♡ Conserva o instinto por meio da compulsão a 
repetição 
♡ Pode gerar comportamentos compulsivos. 
Exemplo: corredores são “gratificados” fisicamente e 
tendem a repetir o exercício para continuar recebendo 
gratificações 
CARÁTER DE DESLOCAMENTO DO INSTINTO 
Ao contrário do caráter constante da fonte e da meta, o 
objeto ou os meios pelos quais tentamos satisfazer nossas 
necessidades podem variar consideravelmente durante o 
tempo de nossas vidas. 
Tal variação na escolha do objeto torna-se possível porque 
a energia psíquica é deslocável: ela pode ser gasta de várias 
maneiras. 
Exemplo: a pessoa apaixonada entra no caráter regressivo 
do instinto que precisa encontrar um amor, então após se 
apaixonar, o instinto pode se deslocar se voltando para outras 
coisas como estudos e não mais para o amor. 
♡ Aquilo que satisfazia não satisfaz mais. 
O deslocamento de energia de um objeto para outro é o 
aspecto mais importante na dinâmica da personalidade. Ele 
explica a aparente plasticidade da natureza humana e a 
notável versatilidade do comportamento humano. 
Praticamente todos os interesses, preferências, gostos, 
hábitos e atitudes adultas representam os deslocamentos de 
energia das escolhas de objeto instintuais originais. Eles são 
quase todos derivados instintuais. 
Exemplo: religião ⭢ a pessoa pode ter uma religião e 
depois ter outra ou não ter nenhum mais 
Segundo ele, as pulsões é que nos movem e podem ser 
divididas em pulsão de vida e de morte. A primeira 
corresponde às emoções e aos sentimentos que nos motivam a 
viver, enquanto a segunda estaria relacionada às energias 
opositoras, aquelas que determinam padrões de 
autossabotagem e desgaste emocional. 
Conceito situado na fronteira entre o psíquico e o 
somático. A pulsão é a representante psíquica dos estímulos 
que se originam no organismo e alcançam a mente. É diferente 
do instinto, pois não apresenta uma finalidade biologicamente 
predeterminada, não nos leva necessariamente à 
sobrevivência e é insaciável, pois tem relação com um desejo, 
e não com uma necessidade 
Tipos de Pulsão 
Eros e o instinto de Vida 
Tânatos e o Instinto de Morte 
PULSÃO DE VIDA 
A pulsão de vida dentro da Psicanálise fala a respeito da 
conservação de unidades e dessa tendência. Basicamente, se 
trata de preservar a vida e existência de um organismo vivo. 
Assim, se cria movimentos e mecanismos que ajudem a mover 
alguém em escolhas que priorizem sua segurança. 
Servem ao propósito da sobrevivência individual e da 
manutenção coletiva. A fome, a sede e o sexo se enquadram 
nessa categoria. A forma de energia pela qual os instintos de 
vida realizam sua tarefa é chamada de libido. 
♡ Preservação da vida 
♡ Sobrevivência básica, prazer (sexo) e 
reprodução 
Existem várias necessidades corporais separadas que 
originam os desejos eróticos. Cada um desses desejos tem sua 
fonte em uma região corporal diferente, referidas 
coletivamente como zonas erógenas. 
Exemplo Trabalhar para ganhar dinheiro ou malhar para 
ter saúde. 
Em suma, a pulsão de vida almeja estabelecer e manusear 
formas de organização que ajudem a proteger a vida. Trata-
Figura 1 Eros- deus do amor do erotismo 
Figura 2 Tânatos - deus da morte 
se de ser constante positivamente,de modo que um ser vivo 
se direcione à preservação. 
PULSÃO DE MORTE 
A pulsão por morte é uma vontade dúbia de ter prazer e 
seu oposto. Ao mesmo tempo em que queremos algo bom, 
buscamos involuntariamente sua sombra, sofrendo no 
processo. Como a saudade por lembrar de alguém que pode 
ser boa, mas magoa pela ausência física. 
“A meta de toda a vida é a morte” (Freud, 1920, p. 38). 
Exemplo: Suicídio, má alimentação, saudade (ficar 
remoendo o passado) 
Suposição: todos os processos vivos tendem a retornar à 
estabilidade do mundo inorgânico – processo de constância. 
 Pulsão agressiva: a agressividade é a autodestruição 
voltada para fora, contra objetos substitutos. ➯ 
instinto de morte 
As pessoas têm um desejo inconsciente de morrer, mas que 
este desejo é amplamente temperado pelos instintos de vida. 
“Quem não sabe o que é a vida, como poderá saber o que 
é a morte?” (Confúcio) 
Exemplo: Comer demais, beber bebidas alcoólicas, jogar 
lixo na rua ou falar ao celular enquanto dirige ⭢ coisas feitas 
de maneira inconsciente e automatizada. Alimentação, suicídio 
e saudade. 
♡ Atos autodestrutivos, contra a vida, prejudiciais 
♡ Satisfaz o Id 
♡ Inconsciente 
A pulsão de morte indica a redução por completo das 
atividades de um ser vivo. É como se a tensão se reduzisse ao 
ponto de que uma criatura viva atinja o estado de 
inanimamento e inorgânico. A meta é fazer o caminho inverso 
ao crescimento, nos levando à nossa forma mais primitiva de 
existência. 
A pulsão por morte mostra caminhos para que um ser vivo 
caminhe em direção ao seu fim sem interferência externa. 
Dessa maneira, retorna ao seu estágio inorgânico do seu 
próprio modo. De forma poeticamente fúnebre, o que sobra é 
o desejo de cada um morrer ao seu próprio modo. 
Os instintos de vida e de morte e seus derivados podem se 
fundir, neutralizar um ao outro, ou substituir um ao outro. 
Neurose 
Não se manifesta por meio de uma ruptura com a 
realidade. 
Estados neuróticos incluem fobias, obsessões e 
compulsões, alguma depressão e amnésia. Para um grupo 
importante de psicanalistas, a neurose pode ser identificada 
como: 
a) um conflito interno entre os impulsos do Id e medos 
gerais do superego; 
b) a presença de impulsos sexuais; 
c) a incapacidade do ego através da influência racional 
e lógico para ajudar a pessoa a superar o conflito e 
d) a manifestação da ansiedade neurótica. 
Alfred Adler, por exemplo, defendeu que as neuroses 
surgem a partir de sentimentos de inferioridade. Tais 
sentimentos surgiriam na infância, quando as crianças 
apresentam baixa estatura ou incapacidade de se defender. 
Também é comum que médicos encontrem explicações 
bioquímicas para a ocorrência das neuroses. Pesquisas 
recentes demonstram que os medicamentos barbitúricos 
possam estar associados à produção de substâncias inibidoras 
das atividades do cérebro. 
Atualmente, o termo neurose não é mais utilizado 
para designar este tipo de psicopatologia. Para a 
identificação destes transtornos, são utilizados por exemplo 
termos como Transtornos de ansiedade. Estre grupo de 
doenças, define os estados de apreensão, o temor da incerteza 
com relação a uma situação real ou não. Dentre os sintomas 
mais comuns, destacam-se a falta de ar, palpitações, 
batimentos cardíacos acelerado, sudorese e tremores. 
No início de sua obra, Freud dividiu os transtornos 
emocionais, que então ele denominava psiconeuroses, em três 
categorias psicopatológicas: 
1) As neuroses atuais (que estavam em desuso na 
psicanálise, mas que recentemente voltam a ocupar, 
com esse mesmo nome, um lugar de destaque, 
principalmente a partir dos estudos com pacientes 
somatizadores). 
2) As neuroses transferenciais, também conhecidas 
como psiconeuroses de defesa (que eram as histerias, 
as fobias e as obsessivas). 
3) As neuroses narcisistas (que constituem os atuais 
quadros psicóticos). 
Os pacientes portadores de estruturas neuróticas 
caracterizam-se pelo fato de apresentarem algum grau de 
sofrimento e de desadaptação em alguma, ou mais de uma, 
área importante de sua vida: sexual, familiar, profissional ou 
social, incluída, também, é evidente, o seu particular e 
https://mdemulher.abril.com.br/estilo-de-vida/a-saudade-e-sinal-de-que-vivemos-algo-bom-que-vale-a-pena-ser-lembrado/
permanentemente predominante estado mental de bem ou mal 
estar consigo próprio. 
No entanto, apesar de que o sofrimento e prejuízo, em 
alguns casos, possa alcançar níveis de gravidade, os 
indivíduos neuróticos sempre conservam uma razoável 
integração do self, além de uma boa capacidade de juízo 
crítico e de adaptação à realidade. 
Outra característica dos estados neuróticos é a de que os 
mecanismos defensivos utilizados pelo ego não são tão 
primitivos como, por exemplo, aqueles presentes nos estados 
psicóticos. De um viés psicanalítico, pode-se discriminar, de 
forma genérica, cinco tipos de estruturas neuróticas: a de 
angústia, histeria, obsessiva-compulsiva, fobia e depressão. 
Psicose 
A perda do controle voluntário dos pensamentos, emoções 
e impulsos é a principal característica da psicose. O 
comportamento psicótico apresenta dificuldades de traçar 
diferenciação entre a realidade e a experiência subjetiva. 
Neste caso, fantasias e realidade se confundem, podendo a 
realidade ser substituída por delírios e alucinações. 
Neste tipo de psicopatologia, ocorre uma aceitação do 
estado psicótico por parte do paciente. Embora possa não 
entender que exista algo de errado com ele. A capacidade de 
relacionamento emocional e social do indivíduo é afetada, 
ocorrendo uma marcante desorganização da personalidade. 
PSICOSES 
Implicam um processo deteriorativo das funções do ego, a 
tal ponto que haja, em graus variáveis, algum sério prejuízo 
do contato com a realidade. É o caso, por exemplo, das 
diferentes formas de esquizofrenias crônicas. 
ESTADOS PSICÓTICOS 
Abarcam um largo espectro, mas sempre pressupõem a 
preservação de áreas do ego que atendam a duas condições: 
uma, é a de que esses “estados psicóticos” permitem uma 
relativa adaptação ao mundo exterior, como é o caso dos 
pacientes borderline; personalidades excessivamente 
paranoides ou narcisistas; algumas formas de perversão, 
psicopatia e neuroses graves. A segunda condição consiste no 
fato de que esses quadros clínicos possibilitam uma 
recuperação, sem sequelas, após a irrupção de surtos 
francamente psicóticos (reações esquizofrênicas agudas ou 
episódios de psicose maníaco-depressiva, por exemplo). 
Complexo de Édipo 
O nome vem da tragédia grega onde Édipo mata seu pai 
(desconhecendo sua verdadeira identidade) e, mais tarde, 
casa-se com a mãe. Quando finalmente toma conhecimento de 
quem havia matado e com quem se casara, o próprio Édipo 
desfigura-se arrancando os dois olhos. 
♡ Presente na fase fálica do desenvolvimento, por volta 
dos 3 anos 
♡ Na infância, todo o complexo é reprimido. 
Esta expressão designa o conjunto de desejos amorosos e 
hostis que a criança experimenta com relação aos seus pais. 
Para Freud, o complexo de Édipo comporta duas formas: 
uma positiva, que genericamente consiste num desejo sexual 
pelo genitor do sexo oposto, bem como de um desejo de morte 
pelo do mesmo sexo, e uma forma negativa, na qual há um 
desejo amoroso pelo genitor do mesmo sexo e um ciúme ou 
desejo de desaparecimento do outro. 
Predomina, entre os psicanalistas, a consensualidade de 
que o complexo de Édipo representa ter um papel organizador 
essencial para a organização da personalidade, no mínimo por 
quatro razões fundamentais: 
1) Ele abre caminho para a triangulação, ou seja, 
permite a inclusão de um terceiro (pai) que, ao 
interpor-se na díade mãe-filho, possibilitará à 
criança o indispensável processo de renunciar à 
possessividade onipotente e aceitar as diferenças de 
sexo, geração e potência, em comparação com os 
pais, assim como,também, reconhecer que estes são 
relativamente autônomos e têm os seus próprios 
espaços. 
2) A segunda razão da importância da resolução edípica 
é porque ela determina a formação das 
identificações, aspecto absolutamente essencial na 
formação da personalidade e do sentimento de 
identidade. 
3) A exclusão da criança da cena primária pode gerar 
uma série de sentimentos de forte intensidade, com a 
predominância de uma sensação de abandono e 
traição e, por conseguinte, uma avalanche de ódio e 
planos de vingança contra os pais. 
4) É unicamente por meio de uma exitosa resolução da 
conflitiva edípica que se torna possível o ingresso em 
uma genitalidade adulta; caso contrário, as fixações 
parciais nas fases pré-edípicas ou uma má resolução 
do complexo de Édipo, resultarão em distintas formas 
de “pseudogenitalidade” 
Segundo Freud: "A descoberta de que é castrada 
representa um marco decisivo no crescimento da menina. Daí 
partem três linhas de desenvolvimento possíveis: uma conduz 
à inibição sexual ou à neurose, outra à modificação do caráter 
no sentido de um complexo de masculinidade e a terceira, 
finalmente, à feminilidade normal" (1933, livro 29, p. 31 na ed. 
bras.). 
Esta fase caracteriza-se pelo desejo da criança de ir para 
a cama de seus pais e pelo ciúme da atenção que seus pais 
dão um ao outro, ao invés de dá-la à criança. 
Complexo de Castração 
O complexo de castração diz respeito a uma experiência 
inconsciente na qual a criança rompe a ideia de onipotência 
da existência fálica através da diferenciação dos sexos. Ele se 
dá de forma diferente na constituição psíquica do menino e 
da menina. Em ambos os casos, o primeiro tempo do complexo 
de castração diz respeito à crença de que todos possuem um 
pênis, ou seja, a crença da Universalidade do pênis. A diferença 
é que, para a menina, ela compreende nesse momento o clitóris 
como um pênis. Ainda aí, o menino se depara com a ausência 
do pênis na menina, abrindo caminho para a angústia de um 
dia ele mesmo ficar assim. 
 Temor da castração dos órgãos genitais 
♡ São inconscientes 
♡ Usados para lidar com os problemas da vida 
Sob pressão de excessiva ansiedade, o ego às vezes é 
forçado a tomar medidas extremas para aliviar a pressão. 
Essas medidas são chamadas de mecanismos de defesa. 
As principais defesas são a repressão, a projeção, a 
formação reativa, a fixação e a regressão (Anna Freud, 1946). 
♡ Todos os mecanismos de defesa têm duas 
características em comum: 
♡ Eles negam, falsificam ou distorcem a realidade 
♡ Eles operam inconscientemente, de modo que a 
pessoa não tem consciência do que está acontecendo. 
♡ Último recurso para a pessoa não surtar e sair da 
realidade 
A identificação e o deslocamento são dois métodos pelos 
quais o indivíduo aprende a resolver as frustrações, os 
conflitos e as ansiedades 
Identificação 
É o mecanismo responsável por aumentar o valor do ego 
através da aquisição de características de um sujeito 
referência (admirado), mas ocorre o exagero desta 
aproximação, a pessoa pode estar provavelmente fazendo uma 
identificação com intuito de se defender da pessoa. 
♡ Base para a formação do ego e do superego. 
Crianças se identificam com os pais (fantasia de 
onipotência). ⭢ se não houver o pai, busca-se em outras 
figuras masculinas próximas a figura de onipotência. 
♡ Cada período tende a ter suas figuras de 
identificação. 
Exemplo: a adolescente se identifica com o grupo 
São selecionadas apenas algumas características. Não se 
identifica totalmente. 
Para que ocorra a identificação, ela deve ajudar no alívio 
de tensão que vem do Id 
 
 
Deslocamento 
Consiste na transferência de um impulso para outro alvo 
considerado menos ameaçador ou quando a pessoa substitui 
a finalidade inicial de uma pulsão por outra diferente e 
socialmente aceita; 
Exemplo 1: Durante uma discussão, a pessoa tem um forte 
impulso em socar o outro, entretanto, acaba deslocando tal 
impulso para um copo, o qual atira no chão. 
♡ Objeto original de um instinto torna-se inacessível. 
A finalidade é reduzir tensão, então “escolhe-se” outro 
objeto substituto. 
♡ Relação estreita com o desenvolvimento da 
civilização. 
O deslocamento possibilita o desenvolvimento da 
personalidade. 
Exemplo 2: a criança se desloca para a figura do super-
herói momentaneamente, ativando o herói interno, 
fortalecendo o psíquico 
Repressão - Recalque 
Movimento que o Ego realiza para rebaixar conteúdos 
dolorosos (sejam ideias, afetos ou desejos) da consciência 
para o nível inconsciente; 
Ocorre quando uma escolha de objeto que por ventura 
provoque um alarme indevido é empurrada para fora da 
consciência por uma anticatexia. 
♡ Algumas memórias e traumas são reprimidos 
Por exemplo, o ego poderá impedir que uma memória 
perturbadora se torne consciente, ou que uma pessoa não 
enxergue algo que está bem à vista porque a percepção 
daquilo está reprimida. Outro exemplo é quando um 
acontecimento envergonha a pessoa de tal maneira que o fato 
é complemente esquecido e passível mais de evocamento. 
Relação também com o corpo: 
 Impotência sexual ⭢ medo do impulso sexual 
 Artrite ⭢ sentimentos de hostilidade reprimidos 
 
 
Projeção 
O sujeito vai atribuir a objetos externos aspectos psíquicos 
que lhe são próprios, mas não são reconhecidos como seus, que 
são indesejados ou inaceitáveis. 
Mecanismo pelo qual a ansiedade neurótica ou moral é 
convertida em um medo objetivo (mundo externo). 
Projetamos aquilo que não está consciente em nós em 
outras pessoas ou objetos 
♡ Falar mal das pessoas e julgá-las é projeção 
também 
♡ Projetamos nos outros nossas frustações 
Tal conversão é feita facilmente, porque a fonte original 
tanto da ansiedade neurótica quanto da moral é o medo de 
ser castigado por um agente externo. 
➪ “Ela me odeia” em vez de “Eu a odeio” 
➪ “Ele está me perseguindo”, em vez de “Minha 
consciência está me perturbando” 
Formação Reativa 
Formação reativa é um mecanismo de defesa ocorre 
quando uma pessoa sente um desejo de fazer ou dizer algo mas 
diz o oposto 
Exemplo: A pessoa “prega” amoralidade extremamente 
puritana, mas é totalmente entregue às perversões sexuais; 
Envolve substituir, na consciência, um impulso ou 
sentimento ansiogênico pelo seu oposto. 
Por exemplo, o ódio é substituído pelo amor. O impulso 
original ainda existe, mas é encoberto ou mascarado por outro 
que não causa ansiedade. 
Como diferenciar? Normalmente, é marcada por uma 
manifestação extravagante – a pessoa faz protestos 
exagerados – e pela compulsividade 
♡ Exagera para encobrir algo 
♡ Inconscientemente 
Exemplo: mãe superprotetoras, quando o filho sai para 
festas e a mãe fica acordada a noite toda pensando coisas 
ruins – reativo, em alguns casos ela quis abortar o filho ou por 
outros motivos ela reage dessa maneira 
Formação reativa aparece como uma defesa contra uma 
punição social temidas. Se eu temo que serei criticado por 
alguma coisa, eu muito visivelmente ajo de uma forma que 
mostra que eu estou pessoalmente longe do caminho da 
posição temida. 
Um padrão comum na formação reativa é o lugar onde a 
pessoa usa “comportamento excessivo”, por exemplo, 
utilizando simpatia exagerada quando a pessoa está 
realmente se sentindo hostil. 
Uma pessoa que está brava com um colega, na verdade, 
acaba sendo particularmente simpática e cortês para com ele. 
Um homem que é gay tem uma série de assuntos 
heterossexuais conspícuos e abertamente critica os gays. 
Uma mãe que tem um filho que ela não quer se torna muito 
protetora da criança. 
Um alcoólatra exalta as virtudes da abstinência. 
Fixação 
Ocorre quando uma pessoa, em seu desenvolvimento, não 
progride de maneira normal, parando parcialmente em uma 
fase do desenvolvimento; 
Na fixação, a pessoa pode ficar fixada nos estágios iniciais 
do desenvolvimento, porque dar o passoseguinte desperta 
muita ansiedade. 
♡ A pessoa fica presa em certos comportamentos. 
Exemplo 1: infantil, pois tem medo de seguir em frente 
Exemplo 2: A criança pode continuar a falar como um bebe 
e a conservar sua dependência com a mãe do período em que 
estas características deveriam ter sido superadas. 
Regressão 
Na regressão, uma pessoa que encontra experiências 
traumáticas, presente angustiante, recua para um estágio 
anterior de desenvolvimento. 
♡ O caminho da regressão normalmente é determinado 
pelas fixações anteriores da pessoa. 
♡ Quando devaneios e memorias se tornam recorrentes 
e repetitivas. 
Ex: Uma abordagem infantil e imatura do mundo que pode 
ter permanecido latente por muitos anos pode ser despertada 
por uma experiencia ou situação frustrante numa fase 
posterior. Adulto dando birra, fazendo pirraça. 
♡ A personalidade pode ser moldada com terapia. 
Sob pressão de excessiva ansiedade, o ego às vezes é 
forçado a tomar medidas extremas para aliviar a pressão. 
Essas medidas são chamadas de mecanismos de defesa. 
Negação: 
O indivíduo se recusa a aceitar a realidade: na repressão, 
a pessoa tenta esquecer algo desagradável, jogando a sujeira 
para debaixo do tapete. Ou melhor, para um lugar inacessível 
do inconsciente. 
Exemplo: gerente rebaixado de cargo e tendo de prestar 
serviços anteriores a promoção 
Intelectualização: 
Os momentos embaraçosos são mais fáceis de serem 
neutralizados quando a pessoa acha que pensar naquele 
problema uma hora levará a uma solução. Sem medidas 
efetivas, a mudança poderá nunca ocorrer. 
http://psicoativo.com/2016/01/mecanismos-de-defesa-o-guia-essencial.html
O indivíduo acredita que só o pensamento poderá livrá-lo 
de uma ansiedade. 
Racionalização: 
A pessoa tenta disfarçar suas inseguranças buscando 
razões para justificar suas atitudes e fracassos, apenas para 
satisfação do ego. Assim, essas razões podem ser encontradas, 
por exemplo, em interpretações parciais sobre fatos da vida, 
dogmas religiosos, teorias científicas etc. 
Sublimação: 
A pessoa consegue transformar seus conflitos em 
processos produtivos, os mecanismos de defesa ajudam na 
convivência com as reações de ansiedade e insegurança. Um 
exemplo de risco é quando a pessoa sublima demais: ela 
trabalha excessivamente para, assim, ocultar seus reais 
desejos e suas reais angústias 
Anulação 
Mecanismo no qual invalida uma ação ou um desejo 
anteriormente válido. Frequentemente usado por quem tem 
transtornos obsessivos. 
O pensamento geralmente é onipotente e não está 
relacionado com a realidade. 
Ex: pessoa que bate três vezes na madeira para evitar 
algo, para se livrar do pensamento 
Isolamento 
Mecanismo no qual o indivíduo separa a ideia do afeto 
pelo qual ela estaria unida, assim, a ideia torna-se inócuo, 
neutro. O afeto pode acabar aparecendo sem a ideia – o 
sujeito experimenta crises de angústia sem saber por que – e 
vice e versa. É um mecanismo comum em pacientes terminais 
onde a pessoa sabe que vai morrer, mas narra sua doença 
como se não ocorresse com ela. 
Idealização 
Mecanismo pelo qual o indivíduo exagera os aspectos 
positivos do objeto, visando se proteger de uma angústia. 
Ex: pessoa que tem santo forte. 
Compensação 
A personalidade em suas inadequações e imperfeições 
apresenta um mecanismo de compensações a fim de tentar 
assegurar o reconhecimento de que necessita. 
Ex: AS pessoas cujas reações em relação à realidade em 
geral e aos estímulos sociais em partícula são bem integradas, 
a existência de uma inferioridade física pode provocar 
atividades construtivas que resultam em qualidades de 
notável utilidade social. 
 
 
 Introjeção 
Intimamente relacionada com a identificação, visa 
resolver alguma dificuldade emocional do indivíduo ao tomar 
para a própria personalidade certas características de outras 
pessoas. É o mecanismo onde o objeto externo se torna efetivo 
internamente. Uma ordem externa passa a fazer parte do 
próprio indivíduo como um valor seu. 
A introjeção e a projeção estão intimamente ligadas com 
a identificação, formando assim dois outros mecanismos, a 
identificação projetiva onde se projeta uma característica 
própria no outro e se identifica com ela – ex; locutor de 
futebol – e a identificação introjetava em que se introjeta 
características do outro e se identifica – ex: um sujeito fã da 
F1 e que tem um piloto como ídolo e, ao vê-lo ganhar, sai do 
carro dirigindo como o piloto – É mais típico em pessoas que 
se sentem inferiorizadas e precisam de ídolos. 
Cisão ou dissociação: 
Mecanismo pelo qual um grupo de 
sentimentos/pensamento é separado de outro grupo de 
pensamentos/sentimentos. Ocorre quando um grupo é tido com 
bom e outro como ruim. É uma forma de defesa que evita a 
angústia de pensar mal de quem se pensa bem. Assim, a 
dissociação faz o indivíduo não sentir culpa por ter 
pensamentos mal de algo bom. 
Reparação: 
Consiste na reestruturação do objeto que foi danificado. 
Por exemplo, um indivíduo que fala mal de uma entidade 
religiosa, sente-se culpado e passa a rezar para restaurar o 
que fez e não mais sentir culpa. 
Volta contra o eu: 
Mecanismo que consiste num redirecionamento do impulso 
onde o objeto é o próprio indivíduo. Utilizado no caso do 
sadismo. Por exemplo, a alguém que faz algo agressivo a outro, 
sente-se culpado e passa a se autoagredir. O narcisismo 
utiliza-se desse mecanismo, mas de forma não defensiva. 
Fixação: 
Detenção de uma forma incompleta na evolução da 
personalidade pela persistência resultante de certos 
elementos incompletamente amadurecido. Assim a 
personalidade apresenta uma carência de integração 
harmoniosa. Sua organização emocional encontra-se em 
permanente estágio imaturo e há um intervalo entre o estado 
biológico e a independência emocional. Cessação do processo 
de desenvolvimento da personalidade em um estágio anterior 
à completa e uniforme independência. 
Ex: A criança pode continuar a falar como um bebê e a 
conservar sua dependência com a mãe do período em que 
estas características deveriam ter sido superadas. 
 
https://www.psicanaliseclinica.com/sublimacao/
Freud já trabalhava com análise de sonhos quando 
começou a perceber que o desejo inconsciente poderia neles 
se manifestar. Ele percebeu isso com cada vez maior 
frequência em seus pacientes e também viu isso na 
autoanálise que realizou entre 1896 e 1899. Assim, Freud viu 
que o inconsciente se manifestava nos sonhos por meio das 
memórias da infância. 
Por meio dessa análise, Freud começou a compreender a 
importância do sonho para a psicanálise, ciência essa que 
ainda estava começando a surgir. Ele, aos poucos, concluiu que 
o inconsciente do adulto era formado pela criança ainda 
presente dentro de cada indivíduo e viu que isso ocorria 
independente de sua idade. Essa criança, segundo a sua 
teoria, poderia se relevar de várias formas: 
 pelo amor pela mãe; 
 pela rivalidade com o pai; 
 devido ao medo de castração; 
 dentre outras formas. 
O sonho para a psicanálise 
Após um longo dia de trabalho, nada como um boa noite 
de sonho para descansar e para desligar-se do dia a dia. Para 
muitos de nós os sonhos podem não ter significado algum. Mas 
o sonho para a psicanálise, pode revelar desejos e traumas ou 
outros elementos presentes em nosso inconsciente. Para a 
psicanálise, o sonho é uma das formas de acessar o 
inconsciente, parte da mente a qual não temos acesso de 
forma fácil. 
No livro “A Interpretação dos Sonhos dos Sonhos” Freud 
afirma que os sonhos são a realização de um desejo. Trata-se 
de desejos escondidos, desejos que, muitas vezes, não 
realizamos devido às imposições sociais. Imposições como: 
 os costumes; 
 a cultura; 
 ou educação de onde vivemos; 
 a religião; 
 os tabus; 
 as morais sociais. 
Esses desejos ficam, então, recalcados ou reprimidose vêm 
à tona quando sonhamos. Isso porque quando dormimos nossa 
mente relaxa e o inconsciente tem maior autonomia em 
relação ao nosso consciente. 
O sonho para a psicanálise é uma válvula de escape aos 
nossos desejos mais recônditos, mais secretos. Desejos que a 
nossa consciência julga como proibidos de serem realizados. 
Isso devido ao que a sociedade nos impõe, de acordo com a 
nossa cultura. Para Freud, os sonhos são o principal caminho 
para conhecermos os aspectos e características de nossa vida 
psíquica. 
O sonho e seus mecanismos 
O sonho para psicanálise possui um conteúdo manifesto e 
latente. O que Freud chamou de trabalho do sono, para ele, 
havia quatro tipos de mecanismos do sonho: a condensação, o 
deslocamento, a dramatização e a simbolização. Assim, por 
meio desses mecanismos é que os sonhos se transformavam em 
manifestos. Os quais deveriam ser interpretados. 
A CONDENSAÇÃO 
É o laconismo do sonho com relação aos pensamentos 
oníricos que estão nele. Isto é, os sonhos, muitas vezes, são 
resumos ou pistas de desejos e acontecimentos. E por isso 
precisam ser desvendados, ser decifrados. 
DESLOCAMENTO 
O deslocamento é quando o indivíduo, no sonho, se afasta 
de seu objeto de valor real, desviando-o para outro objeto a 
sua carga afetiva. Assim, o objeto secundário é, 
aparentemente, insignificante. 
A DRAMATIZAÇÃO 
É a imaginação de nossa mente. Ou seja, ao sonhar, 
deixamos a razão de lado, razão presente quando estamos 
acordados. Assim, podemos imaginar tudo o que durante o dia 
racionalizamos. 
SIMBOLIZAÇÃO 
A simbolização é quando as imagens presentes no sonho 
possuem relação com outras imagens. Isto é, quando o 
indivíduo sonha com algum objeto que no sonho aparece 
mascarado, o qual diz respeito a algo que essa pessoa viveu 
ou desejou. 
Narciso é um personagem bastante conhecido na 
mitologia grega De acordo com o poeta romano Ovídio (obra 
“Metamorfoses”), Narciso era um rapaz muito belo. Certo dia, 
seus pais procuraram o oráculo Tirésias para descobrirem o 
futuro de seu filho. Souberam que ele teria uma vida longa 
caso não visse o seu próprio rosto. 
Uma das características do jovem Narciso era a sua 
arrogância. Além disso, ele despertava o amor de muitas 
pessoas, inclusive de ninfas como Eco. Ela, no entanto, foi 
desprezada pelo rapaz e recorreu ao auxílio da deusa Némeses 
para se vingar. 
A divindade, em resposta, fez com que o jovem se visse sua 
própria imagem refletida em um rio. O resultado desse 
encantamento, foi a autodestruição de Narciso. 
Narciso, no mito grego, apaixona-se por si mesmo. 
Apaixona-se pelo reflexo de sua imagem nas águas de um rio. 
Narciso vai se curvando na direção da água. 
Não é um processo ingênuo, porque ele cobra um preço 
alto: Narciso morre afogado, como consequência do amor 
desmedido por si mesmo. 
Esta morte pode ser vista também como uma morte 
metafórica, para definir o conceito de narcisismo: quando nos 
fixamos apenas em nossa verdade, “morremos para o mundo” 
e para novas descobertas. 
Freud escreveu: “A neurose é a incapacidade de suportar 
a ambiguidade “. 
Uma forma possível de compreender esta frase é pensar 
que uma psique rígida (inflexível) sofrerá por querer impor sua 
realidade psíquica aos fatores externos, não os 
compreendendo em sua complexidade. 
Esta rigidez pode ser reflexo de situações como o 
narcisismo. 
Definição 
A psicanálise vê o narcisismo como: 
O resultado de um ego fragilizado, pois o ego precisa se 
defender e se autoafirmar como supremo (e isso não é sinal de 
força!). Este ego fragilizado (para se defender de sua 
fraqueza) cria uma autoimagem de força; 
Poderíamos pensar que, no extremo, o que se entende por 
narcisismo seja não tolerar a ambiguidade, não tolerar a 
diversidade, não tolerar a complexidade. Porque a pessoa 
narcisista simplifica o mundo a si mesmo, à sua autoverdade, 
fechando-se à alteridade (ao outro), fechando-se a 
descobertas. Seria um exemplo de “não tolerar a 
ambiguidade”. 
Não significa que a pessoa narcisista necessariamente vá 
se isolar do mundo. Mesmo em constante conflito com os 
outros, é recorrente o narcisista precisar dos outros, 
exatamente para ter uma referência sobre a qual se 
sobressair. 
Todos nós somos um pouco narcísicos. Isso é importante 
porque o ego precisa criar defesas ao organismo e à vida 
psíquica do ser. É uma forma de defesa e uma forma de 
delimitarmo-nos frente ao mundo externo e aos outros. 
A palavra “narcisismo” foi utilizada pela primeira vez na 
área da psicanálise pelo alemão Paul Nacke em 1899. Em seu 
estudo sobre perversões sexuais, ele fez uso desse termo para 
nomear o estado de amor de uma pessoa por si mesmo. 
O narcisismo para Freud 
Para Sigmund Freud, o narcisismo é uma fase do 
desenvolvimento das pessoas. É um estágio em que se verifica 
a passagem do autoerotismo, ou seja, do prazer que é 
concentrado no próprio corpo, para eleição de outro ser como 
objeto de amor. Essa transição é importante porque o 
indivíduo adquire a habilidade de conviver com aquilo que é 
diferente. 
Essa passagem é denominada por Freud como narcisismo 
primário. É o momento em que o ego é eleito como objeto de 
amor. Ele se diferencia do autoerotismo, que é uma fase em 
que o ego ainda não existe. 
O narcisismo secundário, por sua vez, consiste no retorno 
da afeição ao ego depois que ela foi destinada a objetos 
externos. De acordo com o pai da psicanálise, todas as pessoas 
são narcisistas em certo ponto, já que elas contêm em si um 
ímpeto pela autoconservação. 
O narcisismo enquanto patologia 
As teorias entendem o narcisismo não como uma patologia, 
mas como parte do desenvolvimento e diferenciação do ego. 
Algumas dessas teorias irão pensar que em determinados 
graus e formas de manifestação, o narcisismo pode 
caracterizar-se como patológico. 
É importante então apontar o que é o transtorno de 
personalidade narcisista. Esse é um distúrbio em que uma 
pessoa tem uma ideia exagerada de sua própria importância. 
Características: 
As pessoas que sofrem com esse problema geralmente 
acabam tendo dificuldades de se relacionar já que elas 
mostram irritação quando são contrariadas ou questionadas, 
além de também supervalorizarem as suas opiniões. 
Pessoas narcisistas também demonstram incapacidade de 
se colocar no lugar de outra pessoa, isto é, uma dificuldade de 
demonstrar empatia. 
Muitos teóricos afirmam haver tendência à depressão, 
além de que pessoas narcisistas poderem desenvolver 
dependência de álcool ou drogas. 
Causas 
Acredita-se que as causas desse distúrbio sejam tanto 
genéticas quanto ambientais. Assim, entende-se que esse é 
problema pode ser passado de uma geração para a outra. No 
entanto, também é possível afirmar que pais que não sejam 
suficientemente bons (superprotegendo ou abandonando) os 
seus filhos podem contribuir para que os traços narcisistas se 
desenvolvam neles. 
Tratamento 
A psicoterapia é a forma de tratamento mais 
recomendável para esse tipo de distúrbio. 
Pode-se afirmar que o tratamento é benéfico pois ele 
ajuda a pessoa que tem o distúrbio a entender como se 
relacionar melhor, além de auxiliá-la a entender os seus 
próprios sentimentos. 
A transferência e a contratransferência são uma forma 
de projeção típica da relação terapêutica entre paciente e 
terapeuta e pode-se caracterizar de forma positiva, com 
sentimentos de afeto e admiração, ou negativa, com 
sentimentos de agressividade e resistência, dependendo dos 
laços inconscientes e emocionais que emergem nesta relação. 
Transferência – importância crucial do vínculo afetivo 
entre paciente-psicanalista como cenário e ingrediente 
decisivo para o desenrolar do tratamento analítico 
➪ Transfere para a figura do médico coisas que 
aconteceram no passado inconsciente. 
➪ As projeções relacionadas a reações emocionais do 
paciente, dirigidas ao analista. 
https://literalmente-literalmente.blogspot.com/2015/06/o-narcisismo-e-as-pequenas-diferencas.html

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