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dade de ser feliz, pois, se eu quero todas as cores, todas as mar-
cas, todos os carros, todos os homens ricos e mulheres bonitas, 
preparo a minha frustração, portanto a infelicidade. Na ex-fleu-
mática Inglaterra, bandos de jovens desocupados destroem 
bairros de Londres e cidades vizinhas. Seu terror são pobreza, 
desemprego, falta de assistência para os velhos e de futuro para 
os moços. Não há como, nessa condição, pensar em ser feliz. A 
gente quer mesmo é punir, destruir, talvez matar. Complicado.
Uma boa rima para felicidade pode ser simplicidade. Ain-
da tenho projetos, sempre tive bons afetos. O que mais devo 
querer? A pele imaculada, o corpo perfeito, a bolsa cheia, a 
bolsa ou a vida? Acho que, pensando bem, com altos e baixos, 
dotes e amores, e cores e sombras, eu ainda prefiro a vida.
LUFT, Lya. Felicidade. Veja, São Paulo, n. 2 230, 17 ago. 2011. 
há um vocábulo responsável por evidenciar de modo 
explícito uma opinião da escritora sobre o assunto, de-
notando pessoalidade. Transcreva-o.
Trata-se da palavra bobo, que mostra uma opinião sobre o 
movimento em questão. 
3 No início do segundo parágrafo, um dos pontos de vista 
sobre a felicidade é revelado. Explique como esse posi-
cionamento é exposto e defendido no texto.
O segundo parágrafo inicia-se com a afirmação de que a felicidade é 
um estado de espírito. A partir dessa constatação, outros conceitos 
de felicidade são negados (como aqueles associados ao aspecto 
físico ou à inteligência). Para finalizar essa ideia principal, há alguns 
exemplos que ilustram a hipótese.
4 O terceiro parágrafo estabelece uma ligação de coesão 
e de coerência com o parágrafo anterior. Como essa 
ligação ocorre?
O conectivo portanto estabelece ligação com o parágrafo anterior, 
ao associar, de forma coerente, ambos os parágrafos. O terceiro é um
desdobramento dos exemplos pessoais expostos no final do anterior.
5 Embora, no quarto parágrafo, haja relato de fatos, é 
possível afirmar que esse relato seja isento de argu-
mentação? Justifique sua resposta.
Não. Os fatos servem de argumentos aos dois posicionamentos 
presentes nesse mesmo parágrafo: “está decretada a dificuldade de 
ser feliz” e “não há como, nessa condição, pensar em ser feliz”.
6 Explique como a sociedade de consumo está, no texto, 
associada ao conceito de felicidade. 
A sociedade de consumo incentiva a necessidade de ter tudo, o 
que afasta o indivíduo de uma vida feliz, pois a frustração é o efeito da 
impossibilidade de ter tudo ao mesmo tempo.
O romancista 
russo Leon Tolstói 
(1828-1910), retratado 
na imagem, afirmou 
que “todas as famílias 
felizes são iguais, mas 
as famílias infelizes 
são infelizes cada uma 
à sua maneira”. Lya 
Luft faz referência a 
essa frase no início 
do terceiro parágrafo 
(“cada um é infeliz à 
sua maneira”).
1 No início, o texto de Lya Luft se afasta da postura da 
maioria dos textos sobre felicidade quando aborda a 
motivação de sua escrita. Qual é essa motivação?
A escritora afirma que a motivação para sua escrita é não definir a 
receita de felicidade nem apresentar uma fórmula para alcançá-la.
A vontade de escrever sobre o assunto advém da sua leitura 
constante a esse respeito.
2 No período “Parece que existe até um movimento bobo 
para que a felicidade seja um direito do ser humano, 
oficializado, como casa, comida, dignidade, educação”, 
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7 Retire do texto dois fragmentos em que a escritora se 
aproxima do leitor e se coloca na mesma posição que ele. 
Possibilidade de resposta: “mas aí a gente reclama, queremos é 
trabalhar menos e gastar mais” e “A gente quer mesmo é punir, 
destruir, talvez matar.”.
8 Na associação da felicidade à simplicidade, no último 
parágrafo, está implícita uma ideia também sobre a 
própria vida. Explicite-a.
A escritora revela que a vida também é simples e deve ser vivida 
pelos projetos e afetos que nos movem. 
DESENVOLVENDO HABILIDADES
As Amazônias
Esse tapete de florestas com rios azuis que os astronautas 
viram é a Amazô nia. Ela cobre mais da metade do territó rio 
brasileiro. Quem viaja pela regiã o nã o cansa de admirar as 
belezas da maior floresta tropical do mundo. No iní cio era as-
sim: á gua e cé u. 
É mata que nã o tem mais fim. Mata contí nua, com á rvo-
res muito altas, cortada pelo Amazonas, o maior rio do pla-
neta. Sã o mais de mil rios desaguando no Amazonas. É á gua 
que nã o acaba mais. 
SALDANHA, Paulo. As Amazô nias. Rio de Janeiro: Ediouro, 1995. 
1 No texto, o uso da expressã o “É mata que não tem mais 
fim” revela:
a) admiraç ã o pelo tamanho da floresta. 
b) ambiç ã o pela riqueza da mata.
c) surpresa com os perigos da floresta. 
d) surpresa pela localizaç ã o da mata. 
e) desejo de viver no local.
2 O tema do texto que você leu é: 
a) a importâ ncia econô mica da Amazônia. 
b) as caracterí sticas paisagísticas da Floresta Amazô nica. 
c) um informe turí stico da regiã o do Amazonas. 
d) o levantamento da vegetaç ã o amazô nica. 
e) relativo aos detalhes da fauna e da flora da região 
do Amazonas.
3 A frase do texto que conté m uma opiniã o é : 
a) “cobre mais da metade do territó rio brasileiro”.
b) “Quem viaja pela região nã o cansa de admirar as 
belezas da maior floresta”.
c) “maior floresta tropical do mundo”.
d) “Mata contí nua, com árvores muito altas”.
e) “É á gua que nã o acaba mais”.
4 Em relação ao texto que você leu, é possível afirmar 
que ele é:
a) argumentativo, que defende a hipótese de diminui-
ção da Amazônia.
b) predominantemente expositivo, com traços opina-
tivos que marcam pessoalidade.
c) argumentativo, que se empenha pela defesa da 
Amazônia.
d) pessoal, e por isso descreve objetivamente com im-
parcialidade constante.
e) predominantemente argumentativo, com traços ob-
jetivos que marcam impessoalidade.
 » S MITH, Kell. Era uma vez. Intérprete: Kell Smith. Kell Smith, Midas Music, 2017, download digital. Disponível em: <www.youtube.com/
watch?v=xJNKT9HAXRc>. Acesso em: 3 jan. 2018.
Você já ouviu a música “Era uma vez”, de Kell Smith? De forma poética, a compositora emite uma opinião clara sobre o comportamento humano 
nos dias de hoje. Que tal escutar a música com os colegas e identificar o teor argumentativo da letra?
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