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AS DUAS FACES DA MESMA MOEDA 
PBL – SP5 – AS DUAS FACES DA MESMA MOEDA 
CHUVA DE IDEIAS: 
- APOSENTADA 
- INSÔNIA 
- INTERNAÇÕES MULTIPLAS 
- EPISÓDIOS DE MANIA 
- OSCILAÇÕES D EHUMOR 
- TRANSTORNO BIPOLAR 
- HIPERSEXUALIDADE 
 
PROBLEMAS: 
- INSÔNIA 
- DESCONTROLE EMOCIONAL 
- COMPULSÃO POR COMPRAS 
- COMPULSÃO POR SEXO 
- DIVÓRCIO 
- AUSÊNCIA DE REDE DE APOIO 
- RESISTENCIA AO TRATAMENTO 
- INADEQUAÇÃO SOCIOFAMILIAR 
- AUTOPIEDADE 
 
HIPÓTESES: 
1. TRANSTORNO BIPOLAR TIPO I 
2. TRANSPORNO BIPOLAR TIPO II 
3. TRANSTORNO CICLOTÍMICO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AS DUAS FACES DA MESMA MOEDA 
1. O QUE É O TRANSTORNO BIPOLAR TIPO I? (FISIOPATOLOGIA, ETIOLOGIAS, EPIDEMIOLOGIA, SINAIS E 
SINTOMAS, DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 O portador do distúrbio apresenta períodos de mania, que duram, no mínimo, 7 dias, e fases 
de humor deprimido, que se estendem de 2 semanas a vários meses. Tanto na mania quanto 
na depressão, os sintomas são intensos e provocam profundas mudanças comportamentais e 
de conduta, que podem comprometer não só os relacionamentos familiares, afetivos e sociais, 
como também o desempenho profissional, a posição econômica e a segurança do paciente e 
das pessoas que com ele convivem. 
 O quadro pode ser grave a ponto de exigir internação hospitalar por causa do risco 
aumentado de suicídios e da incidência de complicações psiquiátricas. 
 
Epidemiologia – 
 
A epidemiologia moderna vem revelar que o transtorno Bipolar é um desafio no que tange à 
detecção, ao tratamento e à prevenção da incapacidade. Algumas pesquisas mais recentes 
trazem, como resultado geral, que o tipo I apresenta igual prevalência entre homens e 
mulheres, entretanto, esse fato não se aplica como um todo aos dados de prevalência do 
espectro bipolar. Estudos apontam que o curso e fenomenologia da doença variam entre os 
gêneros. Há maior ocorrência entre solteiros ou separados, não apresentando variações 
étnicas significativas. O transtorno também encontra-se associado a desemprego, 
hospitalização e utilização de Serviços de Saúde, com elevado custo individual, social e 
medicamentoso. 
 
2. O QUE É O TRANSTORNO BIPOLAR TIPO II? (FISIOPATOLOGIA, ETIOLOGIAS, EPIDEMIOLOGIA, SINAIS E 
SINTOMAS, DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO) 
 
AS DUAS FACES DA MESMA MOEDA 
 
 
 
Um tipo menos grave de transtorno bipolar caracterizado por episódios depressivos e hipomaníacos. 
Envolve pelo menos um episódio depressivo com duração de, no mínimo, duas semanas e pelo 
menos um episódio de hipomania com duração, no mínimo, quatro dias. Os sintomas depressivos 
incluem tristeza ou desânimo. Os sintomas hipomaníacos incluem humor persistentemente elevado 
ou irritável. O tratamento inclui aconselhamento e medicamentos, como estabilizadores de humor. 
Fisiopatologia 
 
Apesar dos avanços tecnológicos nos métodos de pesquisa em psiquiatria biológica e do atual 
conhecimento sobre alguns mecanismos de ação dos estabilizadores de humor e o sistema de 
neurotransmissão, a fisiopatologia do TB não está completamente elucidada. Porém, de acordo com 
alguns estudos, acredita-se que a fisiopatologia do TB está associada a fatores genéticos e/ou 
neurobiológicos. 
Fatores Genéticos: 
Há evidências consideráveis quanto à influência dos fatores genéticos no TB. A concordância em 
gêmeos monozigóticos é de 67% e a concordância em gêmeos dizigóticos é de 19%, e a estimativa 
de herdabilidade é de cerca de 80%. Outro estudo demonstrou que, as taxas de concordância dos 
gêmeos idênticos para o TB geralmente variam de 40 a 70%, com a herdabilidade estimada 
atingindo a alta de 90% nos relatórios mais recentes. No entanto, apesar daquelas observações, a 
AS DUAS FACES DA MESMA MOEDA 
identificação de um único nucleotídeo, como fator de risco para a doença tem se mostrado 
extremamente difícil. Portanto, o estudo de associação do amplo genoma, considerado como 
“padrão ouro”, já começou a produzir consistente resultados na via genética para o TB.Alguns 
estudos de caso-controle relataram que, o TB está associado a uma variante rara, com uma adenina 
(A) na posição -308 do fator de necrose tumoral alfa (TNF-α ) do gene que está relacionada com a 
maior produção TNF- α. 
Fatores Neurobiológicos: 
Em um estudo foram avaliados os níveis periféricos de citocinas em pacientes com TB em 
comparação com os controles, portanto, verificou-se as concentrações de IL-4, TNF- α, sTNFR1 e 
sIL-2R, as quais foram significativamente maiores em pacientes com TB em comparação com os 
controles. Outro fator observado pelos autores, foi que os pacientes com TB em mania exibiram 
aumento dos níveis circulantes de IL-6, TNF- α, RFNT1s, IL-ra, e também CXCL10, CXCL11, e IL-4. 
Já os pacientes com TB em depressão tinham níveis aumentados de sTNFR1 e CXCL10 circulação. 
Diagnóstico: 
A entrevista clínica detalhada estabelece formalmente um diagnóstico de TB, baseado em uma 
história abrangente dos sintomas passados e atuais, complementada por registros médicos e 
entrevistas com a família (3). 
Em particular, a entrevista com o paciente deve estabelecer: 
✓ A presença de episódios passado ou correntes de sintomas maníacos ou depressivos. 
✓ A duração e a gravidade dos episódios, incluindo a presença de ideação suicida ou homicida; 
✓ O impacto dos episódios no trabalho, papéis sociais e familiares; 
✓ A presença de comorbidades (como abuso de substâncias, transtornos de personalidade, 
transtorno de ansiedade, incluindo o transtorno de estresse pós-traumático (TEPT); 
✓ Se já foram administrados tratamentos e qual foi sua eficácia; 
✓ A história familiar do paciente . 
 
 
As pessoas podem ter: 
No humor: mudanças de humor, ansiedade, culpa, descontentamento geral, desesperança, euforia, 
perda de interesse ou prazer nas atividades, raiva ou tristeza profunda. 
No comportamento: automutilação, comportamento compulsivo, impulsividade, inquietação ou 
irritabilidade. 
Na cognição: falta de concentração, lentidão durante atividades, pensamento acelerado ou 
pensamentos suicidas. 
No sono: excesso de sonolência ou insônia. 
Sintomas psicológicos: depressão ou grandiosidade. 
AS DUAS FACES DA MESMA MOEDA 
Também é comum: fala rápida e frenética. 
O tratamento depende da gravidade 
O tratamento inclui aconselhamento e medicamentos, como estabilizadores de humor. 
 
Tratamentos 
Terapia cognitivo-comportamental, Psicoeducação e Psicoterapia 
 
Medicamentos 
Antipsicótico, Antidepressivo e Inibidor seletivo de recaptação de serotonina 
 
3. O QUE É O TRANSTORNO CICLOTÍMICO? 
Caracteriza-se por períodos hipomaníacos e períodos de minidepressão que duram poucos 
dias, seguem um curso irregular e são menos graves que os apresentados no transtorno 
bipolar; os períodos desses sintomas devem ocorrer por mais da metade dos dias durante um 
período de ≥ 2 anos. O diagnóstico é clínico e baseia-se na história. O manejo consiste 
primariamente em educação, embora alguns pacientes com comprometimento funcional 
necessitem de terapia medicamentosa. 
É comumente um precursor do transtorno bipolar II. Entretanto, ele também pode ocorrer como 
variação extrema do humor sem se tornar um transtorno de humor maior. 
Na hipomania crônica, uma forma quase nunca vista clinicamente, os períodos de elação 
predominam, com redução habitual do sono para < 6 h. Pessoas com essa forma de distúrbio são 
constantemente alegres, autoconfiantes, com energia excessiva, superenvolvidas e intrometidas; 
elas se impelem com impulsos incansáveis e podem agir de maneira excessivamente familiar com 
as pessoas. 
Para algumas pessoas, as disposições ciclotímicas e hipomaníacas contribuem para o sucesso em 
negócios, liderança, realizações e criatividade artística; contudo, mais frequentemente, elas têm 
sérias consequências interpessoais e sociais prejudiciais. As consequências quase sempre 
incluem instabilidade na história escolar e de trabalho, impulsividade e mudanças frequentes de 
residência, términos de relacionamentosmaritais ou românticos repetidos e abuso episódico de 
álcool e drogas. 
 
4. QUAL A IMPORTÂNCIA DE UMA REDE DE APOIO PARA UM PACIENTE COM TB? 
 
 
A equipe de atenção primária tem um papel fundamental na identificação de casos que possam 
representar transtornos afetivos bipolares e integrá-los a uma linha de cuidado em saúde mental. 
Como a atenção primária é a organizadora do sistema, cabe a ela saber onde um usuário de sua 
área de adscrição está sendo tratado. Seu contato com ele e seu apoio poderá melhorar 
grandemente sua qualidade de vida. O maior problema no tratamento dos transtornos afetivos 
bipolares, que se manifestam ciclicamente, com períodos sintomáticos e períodos de acalmia, é o 
abandono do tratamento, quando sintomas desaparecem. A atenção primária, através de visitas 
domiciliares, pode trabalhar no resgate dos desistentes. As linhas de cuidado constituem-se em 
modelos matriciais de organização da atenção à saúde que visam a integralidade do cuidado e 
conjugam ações de promoção, vigilância, prevenção e assistência, voltadas para as especificidades 
de grupos ou necessidades individuais, permitindo não só a condução oportuna e responsável dos 
https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/transtornos-psiqui%C3%A1tricos/transtornos-do-humor/transtornos-bipolares
AS DUAS FACES DA MESMA MOEDA 
pacientes pelas diversas possibilidades de diagnóstico e terapêutica em todos níveis da atenção, 
como também uma visão global das condições de vida. O atendimento pode se dar em qualquer 
ponto do sistema de saúde: no SAMU, no pronto-socorro do hospital, na UPA, na unidade básica, no 
Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), e assim por diante. O interessante é que o usuário, após ter 
seu quadro clínico estabilizado num CAPS, possa ser acompanhado pela equipe de saúde da 
família. A equipe, idealmente, poderia esclarecer possíveis dúvidas, com os especialistas que lhe 
dão apoio matricial em saúde mental. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Referências: 
MIRANDA, Aryana Gomes et al. Fatores genéticos predisponentes no transtorno bipolar: uma 
revisão integrativa. Brazilian Journal of Development, v. 6, n. 12, p. 97996-98010, 2020. 
BOSAIPO, Nayanne Beckmann; BORGES, Vinícius Ferreira; JURUENA, Mario Francisco. 
Transtorno bipolar: uma revisão dos aspectos conceituais e clínicos. Medicina (Ribeirão Preto), v. 
50, n. Supl 1, p. 72-84, 2017. 
PEREIRA, Lilian Lopes et al. Transtorno bipolar: reflexões sobre diagnóstico e 
Tratamento. Perspectiva. São Paulo, v. 34, n. 128, p. 151-166, 2010. 
Merikangas KR, Jin R, He JP, Kessler RC, Lee S, Sampson NA, et al. Prevalence and Correlates of 
Bipolar Spectrum Disorder in the World Mental Health Survey Initiative. Arch Gen Psychiatry. 
2011;68:241-51 
KAPCZINSKI, Flávio; FREY, Benício Noronha; ZANNATTO, Vanessa. Fisiopatologia do transtorno 
afetivo bipolar: o que mudou nos últimos 10 anos?. Brazilian Journal of Psychiatry, v. 26, p. 17-21, 
2004.

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