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Aborto

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a utilização de ocitócitos não apresenta bons 
resultados, devendo-se utilizar a curetagem 
instrumental ou a aspiração à vácuo. Muitas vezes, 
precedendo tais procedimentos, é necessária a 
dilatação cervical com velas ou drogas (vela de 
Hegar e drogas derivadas de prostaglandinas, como o 
misoprostol) Já caso a idade gestacional seja maior que 
12 semanas, os ocitócitos devem ser utilizados até a 
eliminação completa do feto e anexos, mas muitas 
vezes será necessária a realização de curetagem 
para complementar. 
A anamnese e o exame físico são parâmetros 
importantes para verificar se o aborto foi completo ou 
incompleto. Para tal, deve-se observar a presença de 
dilatação cervical, persistência de hemorragia, 
eliminação contínua de restos ovulares e presença 
de dor, achados que favorecem o aborto incompleto. A 
ultrassonografia pode auxiliar para confirmar essa 
situação. Uma complicação muito temida do aborto 
incompleto é a infecção, que pode ocorrer em qualquer 
momento da história do aborto. 
Nas situações de aborto retido, observa-se regressão 
dos sintomas e dos sinais gravídicos, o colo se 
encontra fechado e não ocorre sangramento, na 
maioria das vezes. À USG, pode-se visualizar a presença 
de saco gestacional com diâmetro interno médio 
maior ou igual a 25 mm sem embrião ou com 
embrião sem sinais de vida. O tratamento dessa 
ocorrência segue os mesmos parâmetros do aborto 
inevitável, a depender da idade gestacional. 
Já no aborto infectado, há presença de febre, 
alteração da frequência cardíaca, 
comprometimento do estado geral, fluxo genital 
purulento ou com odor fétido, entre outros sintomas. 
Ao exame ginecológico, pode haver presença de colo 
entreaberto, restos ovulares em decomposição, 
útero aumentado, amolecido e doloroso. Na maioria 
das vezes, sua ocorrência se dá pela infecção por 
germes anaeróbicos. A infecção por Clostridium 
perfringens deve ser tratada com especial cuidado, 
uma vez que o agente é muito patogênico. Seu 
tratamento imediato consiste na estabilização da 
paciente e antibioticoterapia. Em seguida, deve-se 
realizar o esvaziamento uterino. Em algumas 
ocorrências, a histerectomia se faz necessária para o 
controle completo do processo infeccioso.

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