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Estatuto da OAB

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ou digital. 
A autoridade competente poderá delimitar o acesso do advogado aos elementos de prova relacionados a
diligências em andamento e ainda não documentados nos autos, quando houver risco de comprometimento
da eficiência, da eficácia ou da finalidade das diligências.
Direitos e Prerrogativas do Advogado. Desagravo Público
Súmula vinculante n. 14 do STF: JURISPRUDÊNCIA- É direito do defensor, no interesse do representado, ter
acesso amplo aos elementos de prova que, já documentados em procedimento investigatório realizado por
órgão com competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa. O advogado
poderá ter vista dos processos judiciais ou administrativos de qualquer natureza, em cartório ou na
repartição competente, ou retirá-los pelos prazos legais, tendo o direito de retirar autos de processos findos,
mesmo sem procuração, pelo prazo de 10 (dez) dias
O acesso aos autos do processo e aos procedimentos não é absoluto, já que a lei determina que o livre
acesso não se aplica aos processos sob segredo de justiça, quando existirem nos autos documentos
originais de difícil restauração ou ocorrer circunstância relevante que justifique a permanência dos autos no
cartório, secretaria ou repartição, reconhecida pela autoridade em despacho motivado, proferido de ofício,
mediante representação ou a requerimento da parte interessada, até o encerramento do processo, ao
advogado que houver deixado de devolver os respectivos autos no prazo legal, e só o fizer depois de
intimado.
O direito ao exame de processos e de procedimentos de investigação aplica-se integralmente a processos
e a procedimentos eletrônicos. 
O advogado poderá assistir seus clientes investigados durante a apuração de infrações, sob pena de
nulidade absoluta do respectivo interrogatório ou depoimento e, subsequentemente, de todos os elementos
investigatórios e probatórios dele decorrentes ou derivados, direta ou indiretamente, podendo, inclusive, no
curso da respectiva apuração, apresentar razões e quesitos.
Ao advogado é conferido o direito de utilizar os símbolos privativos da profissão de advogado.
Direitos e Prerrogativas do Advogado. Desagravo Público
É direito do advogado se recusar a depor como testemunha em processo no qual funcionou ou deva
funcionar, ou sobre fato relacionado a pessoa de quem seja ou foi advogado, mesmo quando autorizado
ou solicitado pelo constituinte, bem como sobre fato que constitua sigilo profissional.
O Poder Judiciário e o Poder Executivo devem instalar, em todos os juizados, fóruns, tribunais, delegacias
de polícia e presídios, salas especiais permanentes para os advogados, com uso assegurado à OAB.
O advogado poderá retirar-se do recinto onde se encontre aguardando pregão para ato judicial, após 30
(trinta) minutos do horário designado e ao qual ainda não tenha comparecido a autoridade que deva
presidir a ele, mediante comunicação protocolizada em juízo. 
O advogado tem imunidade profissional, não constituindo injúria ou difamação puníveis qualquer
manifestação de sua parte, no exercício de sua atividade, em juízo ou fora dele, sem prejuízo das
sanções disciplinares perante a OAB, pelos excessos que cometer.
O Estatuto da OAB estabelece direitos específicos à advogada gestante, lactante, adotante ou que der à
luz, como a preferência na ordem das sustentações orais e das audiências a serem realizadas a cada dia,
mediante comprovação de sua condição. 
É direito da advogada lactante, adotante ou que der à luz, terá acesso a creche, onde houver, ou a local
adequado ao atendimento das necessidades do bebê. A gestante não deve ser submetida a detectores de
metais e aparelhos de raios X na entrada de tribunais, devendo, ainda, ser assegurada a reserva de vaga
em garagens dos fóruns dos tribunais. 
Os prazos processuais serão suspensos quando a única patrona da causa for adotante ou advogada que
der à luz, desde que haja notificação por escrito ao cliente.
Direitos e Prerrogativas do Advogado. Desagravo Público
O desagravo público é o procedimento que deve ser adotado pelo Conselho competente quando o
advogado é ofendido no exercício da profissão ou em razão dela e poderá ocorrer de ofício, a pedido do
advogado ofendido ou de qualquer pessoa. Ser publicamente desagravado é um direito do advogado e
deverá ocorrer sem prejuízo da responsabilidade criminal em que incorrer o infrator.
O desagravo público, como instrumento de defesa dos direitos e prerrogativas da advocacia, não depende
de concordância do ofendido, que não pode dispensá-lo, devendo ser promovido a critério do Conselho.
O Conselho Federal é competente para promover o desagravo público de Conselheiro Federal ou de
Presidente de Conselho Seccional, quando ofendidos no exercício das atribuições de seus cargos e, ainda,
quando a ofensa a advogado se revestir de relevância e grave violação as prerrogativas profissionais, com
repercussão nacional. 
O Conselho Federal indica seus representantes para a sessão pública de desagravo na sede do Conselho
Seccional, salvo no caso de ofensa a Conselheiro Federal.
Ao tomar conhecimento de fato que possa causar, ou que já causou, violação de direitos ou prerrogativas
da profissão o Presidente do Conselho Federal, do Conselho Seccional ou da Subseção deverá adotar as
providências judiciais e extrajudiciais cabíveis para prevenir ou restaurar o império do Estatuto, em sua
plenitude, inclusive mediante representação administrativa.
Compete ao Presidente do Conselho ou da Subseção representar contra o responsável por abuso de
autoridade, quando configurada hipótese de atentado à garantia legal de exercício profissional, prevista na
Lei n. 4.898, de 09 de dezembro de 1965, que regula o direito de representação e o processo de
responsabilidade administrativa civil e penal, nos casos de abuso de autoridade.
Direitos e Prerrogativas do Advogado. Desagravo Público
A advocacia integra as funções essenciais à justiça, sendo o advogado indispensável à administração da justiça.
Ele atua na defesa do Estado democrático de Direito, dos direitos humanos e das garantias fundamentais, da
cidadania, da moralidade, da Justiça e da paz social, exercendo função pública.
O exercício da atividade de advocacia no território brasileiro e a denominação de advogado são privativos dos
inscritos na OAB.
São requisitos para inscrição como advogado: I - capacidade civil; II - diploma ou certidão de graduação em Direito,
obtido em instituição de ensino oficialmente autorizada e credenciada; III - título de eleitor e quitação do serviço
militar, se brasileiro; IV - aprovação em Exame de Ordem; V - não exercer atividade incompatível com a advocacia;
VI - idoneidade moral; VII - prestar compromisso perante o Conselho.
A capacidade civil, no caso, é a capacidade civil plena, que decorre da conjugação da capacidade de direito ou de
gozo, inerente a todas as pessoas, com a capacidade de fato ou de exercício, adquirida, em regra, quando a
pessoa completa dezoito anos. Atente-se ao fato de que a incapacidade poderá cessar para os menores pela
colação de grau em curso superior.
O diploma é o documento formal emitido pela instituição de ensino conferindo ao formando o grau de bacharel em
Direito. O diploma pode ser substituído pela certidão de graduação em Direito, que irá atestar que o aluno concluiu
a graduação e é bacharel em Direito, devendo ser acompanhada de cópia autenticada do histórico escolar, segundo
o Regimento Interno da OAB.
A instituição de ensino deve ser autorizada e credenciada junto ao Ministério da Educação e Cultura (MEC). Caso
contrário, o aluno fica impossibilitado de efetuar a inscrição definitiva nos quadros da Ordem.
O estrangeiro ou o brasileiro, quando não graduado em Direito no Brasil, além de preencher os demais requisitos,
devem fazer prova do título de graduação obtido na instituição estrangeira.
A exigência do título de eleitor está associada ao conceito de cidadão e ao pleno gozo dos direitos civis e políticos.
Inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil. Estágio Profissional

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