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Patololgia Médica - Bexiga, Ureter e neoplasias

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Ureter, Bexiga e Neoplasias Renais 
Anomalias congênitas 
→ Agenesia do ureter e renal; 
→ Ureter bífido é a mais comum; 
→ Ureter duplo com pelve renal dupla, ectopia renal, 
ureterocele, megaureter e anomalias de bexiga e pelve. 
→ Ectopia ureteral possui abertura ureteral em posição 
diferente da normal, 70% é causada pela duplicação do 
ureter. 
 
 
 
→ A ureterocele é a dilatação cística sacular da porção 
intravesical do ureter; 
→ Estenoses da junção ureteropélvica, sendo a causa mais 
frequente de hidronefrose em fetos, RN e crianças; 
→ Válvulas congênitas formadas por dobras de mucosa, 
podendo causar obstrução; 
→ Megaureter congênito é causado pela dilatação por 
obstrução funcional do segmento justa vesical; 
→ Megaureter adquirido é causada pela doença de Chagas; 
→ Divertículos verdadeiros ou falsos são adquiridos. 
 
Obstrução ureteral 
→ Pode provocar hidronefrose e facilita infecções, dentre 
as causas de obstrução, temos: 
↪ Anomalias congênitas; 
↪ Cicatrizes; 
↪ Cálculos; 
↪ Tumores como Ca de próstata e Ca de colo 
uterino; 
↪ Fibrose retroperitoneal idiopática; 
↪ Complicações cirúrgicas; 
↪ Gravidez; 
↪ Endometriose. 
 
Neoplasias 
→ São raras e o carcinoma urotelial são o representante 
delas. 
→ Acomete mais homens entre os 60 e 80 anos, 
raramente são bilaterais. 
→ Os carcinomas uroteliais possuem características 
semelhantes aos de neoplasia de pelve renal e bexiga. 
 
 
 
→ Eles são ovalados, em fuso e podem obstruir o ureter. 
→ Eles podem desencadear hematúria e dor em cólica. 
 
Bexiga 
Anomalias Congênitas 
→ Agenesia e hipoplasia são raras e quanto presentes se 
associam a outras malformações graves; 
→ Duplicação de bexiga, podendo também acontecer no 
reto, tubas, útero e vagina; 
→ Mega bexiga não é rara e pode aparecer em 
natimortos e RN. 
→ Fístulas congênitas vesicovaginais e vesicouterinas; 
→ Divertículos podem ser congênitos/verdadeiros ou 
adquiridos-mais frequentes; 
→ Extrofia vesical é grave e acomete 80% o sexo 
masculino, possui associação com outras malformações. 
 
 
Cistites 
→ É a doença mais comum da bexiga, a urina, geralmente 
é estéril, mas algumas condições podem gerar uma 
contaminação: 
 ↪ Obstrução do fluxo podendo ser mecânica, 
funcional, congênita ou adquirida; 
 ↪ Estase urinaria com distensão da parede; 
 ↪ Cateterismo e instrumentação vesical; 
 ↪ Calculose; 
 ↪ Tumores; 
 ↪ Pielonefrites; 
 ↪ Extrofia vesical, cistocele e fistula reto-vaginal; 
 ↪ Traumatismos; 
 ↪ Diminuição da resposta imunitária; 
 ↪ Gravidez. 
→ Os agentes causadores são os mesmos das ITU, 
associados a agentes químicos como anilina, terebintina, 
permanganato de potássio, nitrato de prata e ciclofosfamida 
e agentes físicos, a irradiação. 
 ↪ O uso recorrente de ATB, corticoides e 
imunossupressores desencadeia cistite por cândida. 
→ As cistites agudas possuem caráter catarral, purulenta, 
eosinofílica, folicular, hemorrágica, pseudomembranosa, 
gangrenosa e enfisematosa. 
 
 
→ Já as crônicas ocorrem nas proximidades dos meatos 
ureterais ou do orifício ureteral. 
 ↪ Ocorrendo a perda de elasticidade, paredes 
duras e retraídas, diminui a contratilidade e a capacidade 
vesical, desencadeando polaciuria, disuria, piuria e bacteriúria. 
→ Dentre as cistites crônica simples encontramos: 
 ↪ Cistite cística 
 
 
 
 ↪ Cistite poliposa ou papilífera; 
 
 
 
 ↪ Malacoplaquia, gerada por infeção de E. coli, 
causando número elevados de macrófagos com detritos no 
interior; 
 
 
 
 
 
 ↪ Cistite intersticial, acometendo toda a parede; 
 ↪ Cistite actínica, causada por tumores pélvicos de 
colo uterino. 
 
Distúrbios Funcionais Congênitos 
→ Espinha bífida com acometimento celular. 
 
Distúrbios Funcionais Adquiridos 
→ Afecções da bexiga ou de órgãos vizinhos; 
→ Distúrbio psicogênico ou neurogênico: 
 ↪ Neurogênicos: tumores e hemorragia cerebral, 
doenças medulares como hernia de disco, tumores, 
esclerose múltipla e mielites, lesões em nervos periféricos e 
traumas de coluna com lesão medular. 
→ Apresenta retenção urinaria e hiperdistensão, na fase 
crônica há infecção recorrente e cálculos. 
 
Neoplasias Uroteliais 
→ Originam do epitélio de revestimento das vias urinarias, 
representando 90% dos tumores primários de bexiga, 
ureter e pelve. 
→ Acometem mais homens acima dos 50 anos, na região 
lateral e posterior da bexiga. 
→ Por ser um reservatório de urina, ela fica exposta por 
muito tempo a substancias muito concentrada, tendo 
contato prolongado com carcinógenos. 
→ O tabagismo aumenta de 2 a 6 vezes o risco, além 
disso, conservantes de industrializados, os nitritos, também 
elevam as chances. Além da exposição a aminas aromáticas, 
uso prolongado de fenacetina, estase urinaria e infeção 
crônica, divertículos vesicais. 
→ Pode ser classificado em papiloma, neoplasia urotelial de 
baixo potencial de malignidade e carcinoma urotelial. 
 
Papiloma 
→ É rara e acontece em indivíduos jovens, podem ser 
múltiplos ou solitários. 
→ É pediculado formado por papilas que se projetam na 
luz vesical. 
→ Vemos na microscopia papilas formadas de espessura e 
polaridade normal e sem invasão estromal. 
→ O papiloma invertido possui crescimento endofítico e 
atipias celulares isolados. 
→ Causa hematúria e seu tratamento é feito através da 
ressecção. 
 
 
 
 
Neoplasia Urotelial de Baixo Potencial de 
Malignidade 
→ É pediculado com papilas projetadas para a luz vesical, 
maiores do que o papiloma. 
→ Papilas formadas por urotelio com células bem 
diferenciadas de espessura variáveis. 
 
 
 
Carcinoma Urotelial 
→ Corresponde a 90% das neoplasias de bexiga, sendo 
mais comum no sexo masculino. 
→ Pode ser solitário ou multifocal e sua classificação 
histológica determina o prognostico e conduta terapêutica: 
 ↪ Carcinoma urotelial de baixo grau: apresenta 
atipias discretas, com baixo índice mitótico e não apresenta 
invasão da parede. 
 ↪ Carcinoma urotelial de alto grau: atipias 
moderadas a intensas, pleomorfismo, alto índice mitótico e 
invasão da parede. 
→ Pode ser papilífero ou não com base na implantação 
larga, rígida ou fixa na parede vesical. 
→ Na microscopia vemos papilas de estroma irregular e 
espesso e espessura aumentada. 
→ No carcinoma urotelial de baixo grau a invasão pode ser 
ausente ou superficial, recidiva frequente, risco mínimo de 
progressão; 
→ Já no carcinoma urotelial de alto grau a invasão 
frequente da parede vesical ou outros órgãos (sobrevida 
após 10 anos – 50% dos pacientes). 
 
 
 
→ As manifestações clinicas são hematúria sem dor, 
quando dor, há coágulos, urgência miccional, disuria e 
polaciuria. 
→ O diagnostico é feito por cistoscopia, citologia urinaria e 
biopsia. 
→ Pode gerar a obstrução do meato ureteral, causando 
hidronefrose e pielonefrite. 
→ A disseminação ocorre por metástase em linfonodos 
regionais e órgãos e tecidos vizinhos como próstata, útero, 
vagina e retroperitônio, quando ocorre metástase a 
distância, significa que é tardio, acometendo pulmão, fígado, 
encéfalo e ossos. 
→ O prognostico varia de acordo com o grau histológico, 
profundidade da invasão, estadiamento. Quando alto grau a 
mortalidade é de 85% em até 5 anos. 
 
 
 
 
Tumores Renais Benignos 
→ Frequentes, mas sem importância clínica: 
 ↪ Adenoma papilar; 
 ↪ Oncocitoma; 
 ↪ Angiomiolipoma renal. 
 
Adenoma Papilar 
→ Conhecido como adenoma da cortical renal, é 
assintomático. 
→ Ocorre principalmente em rins contraídos e dialisados. 
→ São pequenos macroscopicamente, não encapsulados e 
bem delimitados, possuem uma cor cinza ou amarelo-claro. 
→ Na microscopia vemos células cuboides uniformes, 
formando papilas ramificadas ou túbulos, com citoplasma 
escasso e eosinofílico e núcleos centrais. 
 
Oncocitoma 
→ São raros, assintomáticos e raramente bilaterais ou 
múltiplos. 
→ Acomete mais homens entre 50 a 80 anos. 
→ A macroscopia pode evidenciar grandes nódulos, 
colocação

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