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Aula 01 - Metodologia Científica

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e expresso numa linguagem 
também rigorosa. Os conceitos devem ser 
claramente definidos. 
 
• Saber de Conjunto: Ter como característica 
o Saber em conjunto. Significa que a filosofia 
é globalizante porque, ao examinar, observa 
os diversos aspectos de um problema e por 
visar o todo, ela se torna interdisciplinar. 
 
 
Conclui-se então, que o conhecimento filosófico… 
“...nos permite ter mais de uma dimensão (...). É a 
filosofia que dá o distanciamento para a avaliação dos 
fundamentos dos atos humanos e dos fins a que eles 
se destinam. (...) Portanto, a filosofia é a possibilidade de 
transcendência humana, ou seja, a capacidade de 
superar a situação dada e não escolhida. (...) A filosofia 
impede a estagnação.” 
ARANHA; MARTINS, 2003, p. 91. 
• O conhecimento científico está estritamente 
ligado a Ciência. Mas afinal, o que é ciência? 
Ciência é um saber racional e objetivo, que se 
atém aos fatos podendo transcendê-los. A Ciência 
depende da investigação metódica o que a torna 
analítica e requer exatidão e clareza na busca e 
aplicação de leis, podendo se usar de predições úteis, 
porém verificáveis. 
• Quais as características do conhecimento 
científico? 
Saber racional que obedece a regras, leis, 
princípios e se contrapõe ao saber ilusório, às 
emoções e às crenças. 
Saber lógico e sistemático porque as ideias 
formam uma ordem coerente. 
Saber verificável e metódico, pois é passível de 
exame para ter sua pretensão confirmada ou não. 
Para tanto segue uma técnica, um procedimento. 
No mundo acadêmico, fazer ciência é 
importante porque nos permite alterar a natureza e 
a nós mesmos. É da academia que saem o maior 
número de cientistas-pesquisadores. 
Você sabe o que significa a palavra religião? 
Enquanto o conhecimento científico se 
fundamenta na evidência dos fatos observáveis e a 
Filosofia na lógica de seus enunciados, o 
conhecimento teológico se preocupa com a 
revelação divina. 
O conhecimento teológico ou religioso passa 
necessariamente por representações abstratas que 
influenciam as ações no mundo da vida, bem como 
conferem sentido às angústias e inquietações da 
consciência. Neste ponto não só representa uma 
explicação sobre a origem de todas as coisas como 
desvela o modo de determinada cultura entender e 
interpretar a sua própria existência. 
• Conhecimento como processo inacabado 
e em constante transformação. 
• O homem transforma o mundo da mesma 
forma que é transformado. 
• A ciência é uma das formas de 
conhecimento. 
• Ciência e exclusividade / ciência para poucos. 
• A ciência carrega uma dinâmica reveladora. 
• Confiabilidade da ciência e avaliação por 
pares. 
• Estado da arte. 
Na Idade Média, diversos detentores de 
“conhecimentos”, não aceitos pelo status quo, foram 
considerados hereges ou feiticeiros e pereceram em 
masmorras ou fogueiras. 
• Interferência religiosa. 
Um exemplo dessa 
interferência foi o caso do 
físico e astrônomo italiano 
Galileu Galilei (Pisa 1564 – 
Arcetri 1642). 
Foi preso, torturado e 
condenado pela Inquisição a 
negar suas descobertas científicas e a ler em voz alta 
e em público um manuscrito que o condenava. 
Contestando os dogmas da Igreja acerca da 
filosofia natural, fundamentalmente assentes na 
autoridade indiscutível de Aristóteles, Galileu pretendia 
investigar a Natureza diretamente, com base nos 
dados fornecidos pelos sentidos, isto é, na observação 
e na experiência empírica. 
Considerava que, para observar a Natureza, era 
necessário conhecer a língua em que estava escrito 
o "Grande Livro do Mundo": a Matemática. 
Para Galileu, a 
matemática era como 
um instrumento de 
obtenção de certeza 
superior à própria lógica. 
Defendia que se deve 
medir tudo o que pode 
ser medido e tornar 
mensurável o que não pode ser medido. 
• Defensores alegam não haver critérios 
objetivos para decidir a respeito do valor 
das teorias. 
• Thomas Kuhn (1922-1996) - substituição de 
uma teoria científica por outra. 
• As teorias são deixadas de lado por não 
serem capazes de resolver suas 
“anomalias”. 
• O relativismo radical afirma que se os fatos 
são estabelecidos pelas teorias e estas são 
de livre escolha dos cientistas, então não 
há critérios lógicos ou racionais para decidir 
acerca da validade das teorias, todas têm o 
mesmo valor. 
• A escolha da teoria está condicionada pelas 
crenças dos pesquisadores. 
• Uma teoria é composta por um conjunto 
organizado de argumentos, alguns são mais 
centrais, os ditos fundamentais, sobre os quais 
os demais se sustentam. 
• Por isso, não há como contraditar teorias, 
mas se pode contradizer os seus 
argumentos, especialmente os fundamentais. 
É o problema da validação. 
• Princípio da identidade: o qual requer que 
o sujeito acusado de um ato seja 
perfeitamente identificável. 
 
• Princípio da não contradição: Esse princípio 
aplica-se nas definições formalizadas ou 
lógicas que são diferentes das 
argumentações acerca do que se faz ou das 
práticas sociais, como as que se dão no 
âmbito da ética (política). 
 
• Princípio do terceiro excluído: determina que 
apenas duas qualidades podem ser atribuídas 
ao sujeito da proposição, não há uma terceira 
em disputa. 
 
• Situação dialética: é um debate que pode 
se dar entre duas pessoas, por um tempo 
extenso, ou mesmo por uma pessoa quando 
pensa os prós e os contras a respeito de 
algum problema, é a que predomina na 
produção de conhecimentos científicos. 
 
• Situação retórica: que é contraparte da 
dialética, requer técnicas que têm por 
objetivo persuadir ou convencer um público 
amplo, em um tempo curto, a adotar os 
posicionamentos apresentados pelo orador, 
os quais serão admitidos ou não pelo 
auditório que é o juiz do que dizem os 
oradores. 
 
• Situação de exposição (didascália): tem por 
objetivo apresentar o considerado 
conhecimento confiável aos que precisam ou 
querem aprendê-lo; logo, é uma 
comunicação unilateral, os aprendizes não 
estão autorizados a decidir a respeito do 
exposto. 
Questão 01 – Correlacione as colunas, identificando o 
nome de cada uma das características do senso 
comum, descritas abaixo: 
1. Espontânea. 
2. Ametódico. 
3. Empírico. 
4. Acrítico. 
5. Subjetivo. 
( ) Saber que se baseia na experiência cotidiana 
comum. 
( ) Saber que não se coloca como problema e não 
se questiona enquanto sabedoria. 
( ) Saber formado por juízos pessoais a respeito 
de coisas, ocorrendo o envolvimento emocional e 
valorativo de quem observa. 
( ) Saber primário, elementar e simples. 
( ) Saber que não apresenta um método ou técnica. 
Qual a sequência encontrada? 
a) 4 – 3 – 5 – 2 – 1. 
b) 3 – 4 – 5 – 1 – 2 
c) 1 – 2 – 4 – 5 – 3 
d) 4 – 5 – 3 – 2 – 1 
e) 5 – 1 – 2 – 4 – 3.