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Aula 02 - Conhecimento

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Nesta aula, você terá a oportunidade de 
entender melhor a importância do método para a 
prática científica. Faremos uma classificação das 
ciências por meio dos métodos indutivo, dedutivo e 
hipotético-dedutivo. 
Por fim, vamos estudar o conceito de 
falseabilidade. 
• Avaliar a importância do método para a 
prática científica. 
• Descrever a classificação das ciências. 
Depois de estudarmos os diferentes tipos de 
conhecimento, podemos destacar que o 
conhecimento científico se caracteriza como racional, 
sistemático e metódico. 
Quando pensamos em conhecimento racional, 
estamos tomando como ponto de partida a 
possibilidade de pensar a realidade, formulando 
indagações sobre o mundo e sobre a nossa própria 
existência, a fim de encontrarmos algumas respostas 
que se aproximem da realidade. 
Vejamos uma história: 
Quem está com a razão? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O livro final de Galileu foi publicado e 
mundialmente lido. Cinquenta anos depois, Isaac 
Newton inspirou-se nele para desenvolver a teoria da 
gravitação, que mais tarde deu origem a teoria da 
relatividade e Einstein. 
Galileu foi realmente o pai da Física e da 
Astronomia moderna, mas, mais do que isso, ele se 
atreveu a pensar o impensável e a defender o 
indefensável. Galileu atreveu-se a dizer a verdade. 
“É certamente prejudicial para as almas tornar uma 
heresia acreditar no que é provado.” 
Galileu Galilei 
Identifica-se na história de Galileu Galilei: 
• Razão: 
O que podemos entender pelo termo razão? 
O termo racional vem da palavra razão e pode 
ter várias acepções como: razão humana, razão 
particular, razão universal, razão divina etc. Cada 
adjetivo adicionado ao termo altera o sentido do 
conceito razão. 
Pressupondo que razão e intelecto se 
equiparam e considerando a ideia de razão como uma 
faculdade humana, podemos nos questionar: 
E racionalidade? O que é? 
Racionalidade liga-se à ideia de racional, 
compreendendo dessa maneira que o ser humano é 
um ser racional, que os meios que utilizam são 
racionais, que o mundo é racional, ou seja, 
acreditamos que o ser humano e o mundo são 
inteligíveis, suscetíveis de serem entendidos. 
Galileu, por exemplo, acredita que o homem e 
o mundo são inteligíveis e suscetíveis de 
entendimento ao tentar refutar uma das ideias de 
Aristóteles. 
• Sistemático: 
O que significa sistemático? 
O termo sistemático liga-se à ideia de sistema, 
que denota o sentido de um todo organizado, 
interconectado em suas partes. 
Uma pesquisa, por exemplo, segue um método 
sistemático porque é um processo de construção do 
conhecimento a partir de objetivos gerais e 
específicos que visam alcançar algum fim. Cada etapa 
da pesquisa dever estar interconectada formando um 
sistema coerente de procedimentos e ideias, 
constituindo, assim, um todo organizado. 
Pode-se notar que a intenção de Galileu era 
remontar um cenário, dentro de um sistema, que 
desmistificasse os feitos de Aristóteles baseado nos 
fatos. 
É interessante observar que, ao falarmos em 
termos como racional e sistema, nos vinculamos ao 
sentido de método. 
• Método: 
O que seria Método? 
A palavra método vem do grego μέθοδος 
(méthodos) ― caminho para chegar a um fim. Nossos 
dicionários definem método como o conjunto de 
procedimentos para atingir um objetivo, ou seja, uma 
maneira ordenada e sistemática de agir. 
Assim fez Galileu, de maneira ordenada, 
provando que Aristóteles estava errado através da 
queda das esferas.” 
Portanto, Metodologia é um conjunto de 
métodos. Por isso, nos acostumamos a dizer que uma 
pessoa é metódica quando segue um método de 
trabalho ou quando se preocupa com os detalhes. 
“Trata-se de um conjunto de procedimentos por 
intermédio dos quais se propõe problemas científicos e 
colocam-se à prova as hipóteses científicas.” (BUNGE 
apud LAKATOS, 2000, p. 44) 
No sentido literal, a Metodologia representa o 
estudo dos métodos e, especialmente, do método da 
ciência, que se supõe universal. 
Veja então, a sua utilidade: 
• Ajuda a compreender o processo de investigação. 
• Possibilita a demonstração; 
• Disciplina suas ações; 
• Ajuda a perceber o erro; 
• Auxilia as decisões do cientista. 
O método é, então, um plano de ação, em que 
a técnica utilizada é o modo ou a maneira de realizar 
a atividade pretendida, permitindo que o 
procedimento escolhido ocorra de maneira hábil e, se 
possível, perfeita. 
Você sabia que o método científico pode ser 
visto como a ISO 9000 da ciência? “Não diz se o 
produto serve, não diz se o achado científico é 
importante, apenas diz que o processo de busca 
seguiu as regras do jogo. A evidência foi 
corretamente coletada, os procedimentos estatísticos 
e o tratamento dos dados são apropriados.” 
(CASTRO, 2006, p.59) 
O método científico pode se sustentar em dois 
procedimentos: Método Dedutivo e Método Indutivo. 
Vamos entender melhor através de exemplos. 
O cão estava desolado, o seu sofrimento por 
amor estava lhe consumindo. Não havia reciprocidade 
de sentimentos. A cadela nem sabia da sua existência 
e vivia no seu mundo paralelo. Tudo era triste até o 
momento em que o cão escutou algo que mudou a 
sua vida... 
 
 
 
 
Você observou que todas as premissas e a 
conclusão – segundo a lógica ― são verdadeiras? 
Concluir que todos os cães têm coração, ideia 
presente nas premissas, significa dizer que o 
argumento dedutivo enuncia uma informação ou ideia 
já conhecida, ou seja, o método dedutivo tem o 
propósito de explicar o conteúdo dos enunciados, 
apresentando uma conclusão inevitável, a partir de 
dados gerais para dados particulares. 
Durante a manutenção de um poste de 
energia, o eletricista, ainda novo no ramo, notou que 
existia uma instalação irregular, feita com cobre, zinco 
e cobalto e pensou... 
 
"O cobre conduz 
energia. 
O zinco conduz energia. 
O cobalto conduz 
energia...... 
Logo, todo metal conduz 
energia." 
 
Observe que o Eletricista passa por 3 etapas: 
 
 
As três etapas que compõe o método indutivo têm como 
objetivo a observação dos fenômenos com a finalidade 
de descobrir as suas causas, comparando ou 
aproximando os fatos, na tentativa de encontrar a 
relação entre eles. 
• Observação: 
Uma crítica ao Método indutivo: 
David Hume (1711-1776), empirista inglês, investigou o 
método de indução, colocando o seguinte problema: 
como podemos transportar uma informação 
particular (de um fato observado) para uma lei geral? 
Ou, dizendo de outro modo, como podemos fazer 
conexões lógicas e necessárias entre as coisas? Sua 
resposta apontou para a ideia segundo a qual os 
conhecimentos oriundos da experiência podem ser 
considerados verdadeiros. Todavia, partindo de tal 
constatação, não seria possível alcançar as 
generalizações feitas pelo intelecto, uma vez que não 
há garantias de veracidade nesse segundo momento, 
o que significa dizer que nada legitima a passagem de 
uma experiência singular para um enunciado universal, 
como acredita o empirismo clássico. 
Até aqui estudamos duas abordagens 
importantes para o método científico: a abordagem 
dedutiva (dependente da lógica) e a indutiva 
(dependente da experiência empírica). 
Se por um lado podemos criticar o método 
dedutivo por não ampliar o conhecimento, por outro 
podemos apontar que ele nos traz um conhecimento 
provável, pois somente um exame de todos os 
elementos garantiria uma indução perfeita. 
Neste caso, se algumas induções não se 
confirmam, deve-se buscar os elementos que 
resultaram em erro, não abandonando a investigação. 
Assim, encontramos duas características que 
distinguem os argumentos: 
Dedutivo: 
• Se todas as premissas forem verdadeiras, a 
conclusão será verdadeira. 
• Toda a informação contida na conclusão já 
estava presente nas premissas. 
 
Indutivo: 
• Se todas as premissas forem verdadeiras, a 
conclusão será

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