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CIVIL I - anotações da aula e resumo - Prof Rosângela Lira - 2GQ

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É preciso declarar, numa EIRELI, um capital social de no mínimo 100 salários mínimos 
Objetivo: regularizar o comerciante 
Local de registro: cartório de pessoa jurídica 
Alteração e Extinção da Pessoa Jurídica 
Ocorre com a baixa de registro 
Formas de alteração (sociedades): 
Transformação: é a adoção de outra forma societária pela pessoa jurídica de fins lucrativos. 
Não precisa passar pela extinção. 
Incorporação: é o ato por meio do qual uma pessoa jurídica é formalmente absolvida por 
outra deixando de existir. 
Fusão: é a união formal de pessoas jurídicas para a constituição de outra deixando as 
anteriores de existir. 
Cisão: é o destaque de parcela patrimonial da pessoa jurídica que é parcialmente absolvida 
por outra 
Processo de extinção: 
 Dissolução: aquele momento em que se decide acabar com uma pessoa jurídica. 
a. Voluntária ou convencional 
b. Oficial ou governamental 
c. Legal ou judicial (precisa de decreto lei) 
Quando a dissolução é decretada, se dá início a fase de liquidação. 
 Liquidação: é a apuração dos haveres da entidade moral para o pagamento de suas dívidas 
  elabora-se o balanço (é a descrição por escrito, do ativo e passivo da pessoa jurídica 
Parte geral do Código Civil – Livro II Dos Bens 
Como objeto das relações jurídicas que se formam entre os referidos sujeitos. 
Todo direito tem o seu objeto, como o direito subjetivo é poder outorgado a um titular, requer um 
objeto 
Sobre o objeto desenvolve-se o poder de fruição da pessoa. 
Objeto da relação jurídica: é tudo o que se pode submeter ao poder dos sujeitos de direito como 
instrumento de realização de suas finalidades jurídicas. 
Bens: 
Sentido estrito: compreende os bens objetos dos direitos reais e também ações humanas 
denominadas prestações. 
Sentido amplo: coisas; ações humanas (prestações, nas relações obrigacionais); certos 
atributos ou direitos da personalidade; determinados direitos, como cessão de crédito, o poder 
familiar, etc. 
Sentido filosófico: tudo o que satisfizer uma necessidade humana 
Juridicamente: “toda a utilidade física ou ideal, que seja objeto de um direito subjetivo” (Pablo 
Stalze) 
Classificação: I, II e III do CC 
I – Dos bens considerados em si mesmos 
Móveis X Imóveis 
Fungíveis X Infungíveis 
Consumíveis X Inconsumíveis 
Divisíveis X Indivisíveis 
Singulares X Coletivos 
Imóvel: (não pode ser transportado de um lugar para outro) 
1. Por natureza 
2. Por determinação legal. 
 OBS: direito à sucessão aberta (direito de herança) 
Móvel: (pode ser transportado) 
1. Por natureza (precisa de força maior) 
2. Semoventes (tem força própria) 
3. Por determinação legal 
4. Por antecipação (Art. 95) 
Diferenças entre bens móveis e imóveis: 
1) Complexidade dos direitos de propriedade, requer ato formal (imóvel). Já o bem móvel, é 
informal. 
2) Direito real de garantia: Penhor (móvel); hipoteca (imóvel) 
3) Outorga uxória (imóvel) 
4) Procedimento de ausência, são alienados com a autorização do juiz (imóvel) 
OBS: quando houver imóvel na massa hereditária, a preferência é do incapaz (a lei protege 
o menor, o pródigo, etc) 
Fungíveis (bem substituível por outro, da mesma espécie, quantidade ou qualidade) 
Infungíveis (não pode ser substituído por outro, da mesma espécie, quantidade ou qualidade) 
Consumíveis (são destruídos na sua substância pelo uso normal) 
Inconsumíveis (a utilização não atinge a sua integridade) 
Divisível (pode ser fracionado) 
Indivisível (não pode ser fracionado) 
Singulares 
Coletivo (universalidade de fato e de direito) De fato – conjunto de elementos homogêneos 
 De direito – conjunto de elementos heterogêneos) 
II – Dos bens reciprocamente considerados 
Tipos: 1. Principal 
 2. Acessório (tem uma dependência do bem principal). Tipos: 
2.1 Fruto: são utilidades renováveis que a coisa principal periodicamente produz e cuja percepção 
não diminui a sua substância. 
Classificação: 
 Quanto a sua natureza: 
a) Naturais: são aqueles gerados pelo bem principal sem a necessidade da intervenção 
humana direta. 
b) Industriais: são aqueles decorrentes da atividade industrial humana 
c) Civis (= rendimentos): são utilidades que a coisa frugífera periodicamente produz 
viabilizando a percepção de uma renda. 
Quanto à ligação do fruto com a coisa principal: 
a) Colhidos: aqueles já destacado da coisa principal (também chamado de percebidos), 
mas ainda existente. 
b) Pendentes: aqueles que ainda se encontram ligados a coisa principal. 
c) Percipiendos: aqueles que deveriam ter sido colhidos, mas não foram. 
d) Estantes: são frutos já destacados que se encontram armazenados para venda. 
e) Consumidos: são os frutos que não mais existem. 
2.2 Produtos: são utilidades não renováveis cuja percepção diminui a substância da coisa principal. 
2.3 Pertenças: são coisas que, sem integrarem a coisa principal, facilitam a sua utilização (o que 
deixa mais bonito, mais confortável, agradável, etc) 
2.4 Benfeitorias: são obras realizadas pelo homem na estrutura de uma coisa com propósito de 
conservá-la, melhorá-la ou embelezá-la. Tipos: 
 a) Voluptuárias: aquelas que embelezam o bem. 
 b) Uteis: melhora a utilidade do bem. 
 c) Necessárias: tem propósito de conservação. 
2.5 Partes integrantes: são coisas que integram o bem principal de maneira que a sua separação 
prejudicará a fruição do todo (a utilização do bem principal) 
Dos Bens Públicos (art. 98-103, CC): 
Classificação: de uso comum; de uso especial; os dominicais 
Do Bem de Família: proteção especial dada a um bem especial. 
Teoria do patrimônio mínimo: 
 Fundamentos: mínima patrimonial para assegurar o exercício pleno da dignidade. 
 Origem: Honestead Act. 
Conceito: é uma forma de afetação de bem a um destino especial que é ser a residência da 
família e enquanto for é impenhorável. 
Tipos: 
- Voluntário (Art. 1711-1712, CC) – móvel ∕ imóvel: as pessoas vão dizer qual bem querem proteger) 
- Legal (Lei nº8009∕90) – imóvel (impenhorável): automático. 
Impenhorabilidade e inalienabilidade 
Bem de Família e contrato de fiança: Súmula STJ – 549 
Livro III – Dos Fatos Jurídicos: 
Fatos Jurídicos “stricto sensu” (fatos naturais): ordinários e extraordinários 
Atos Humanos de vontade: lícitos (negócio jurídico; atos jurídicos stricto sensu) e ilícitos. 
Fundamento (dos dois): vontade humana 
 Teoria da autonomia privada (ou teoria objetiva de Oscar Von Bullon: os sujeitos de 
direito podem autorregular, nos limites legais, seus interesses. 
Da Representação (Art 115 – 120) 
É a prática de ato jurídico no lugar de outra pessoa que a vincula aos seus efeitos. 
Quando alguém pratica um ato em nome de outro. 
Representante e representado (concede os poderes) são as partes. 
Procuração: instrumento da representação 
Natureza Jurídica da Representação: é um poder 
Elementos ou requisitos: 
1) Outorga de poderes (concessão) a uma pessoa para a defesa dos interesses de outra 
pessoa. 
2) Aceitação do representante. 
3) Realização dos atos da representação. 
Tipos: 
1) Voluntária ou consensual: escolha de uma pessoa de confiança 
2) Legal ou judicial: decorre da sentença judicial (ex: pai e mãe); o juiz escolhe. 
a. Representação de proteção (incapazes) 
b. Representação imprópria (entes despersonalizados) 
Núncio: apenas expressa uma vontade; não há outorga de poderes. 
Preposto: representante que tem vínculo profissional com o representado. 
OBS: representação ativa (emissão de representação de vontade ou declaração); representação 
passiva (quando não emite declaração). 
Procuração e contrato de mandato = representação voluntária! 
Representação voluntária: pode ser revogada 
1. Revogação expressa: quando o representado comunica o representante. 
2. Revogação tácida: quando nomeia um novo procurador com as mesmas funções. 
Excesso de poder: ocorre quando o representante excede os poderes a ele atribuídos. 
Abuso de poder: ocorre quando o representante age

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