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Fisiologia do Sistema Cardiovascular

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@medcomtais 
Tecido muscular cardíaco 
As fibras do musculo cardíaco também 
são estriadas, mas são menores, 
ramificadas e mononucleadas. Essas 
células estão unidas em série por 
junções, chamadas de discos 
intercalares. 
 
O pericárdio é uma membrana 
fibroserosa em forma de bolsa, que 
recobre e protege o coração e raízes 
dos grandes vasos. Possui duas 
membranas: uma composta por tecido 
fibroso, ou seja, pericárdio fibroso e a 
membrana interna, chamada de 
pericárdio seroso e formada por duas 
lâminas (parietal e visceral). 
Esta possui um líquido seroso que 
preenche o espaço entre as duas 
lâminas, lubrificando o coração e 
evitando o atrito em cada batimento. 
Assemelha-se a uma túnica, que 
repousa sobre o diafragma e se prende 
a ele. 
Ultraestrutura do musculo estriado 
 Presença de microfilamentos 
 Organização em sarcômeros 
 Dependência de cálcio e ATP 
O músculo cardíaco 
• Excitabilidade 
• Automaticidade 
• Condutividade 
• Refratariedade 
Transporte 
 Respiração 
 Nutrição 
 Excreção 
 Regulação 
Proteção 
 Contra lesões (coagulação) 
 Contra microorganismos 
(leucócitos) 
Calor 
Homeostase 
➢ Células miocárdicas 
autoexcitáveis ou marcapasso 
➢ Nodos ou nó sinoatrial 
➢ Nodo atrioventricular 
➢ Feixe de His ou fascículo 
atrioventricular 
➢ Fibras de Purkinje 
➢ Células miocárdicas contráteis 
@medcomtais 
 
 
O potencial de membrana nas fibras do 
nodo sinusal varia entre -55 e -60 
milivolts em comparação a -85 a -90 
milivolts na fibra muscular ventricular. 
 
Potenciais de ação (PA) 
• Rápida sequência de mudanças 
elétricas 
• Lei do tudo ou nada 
• Presença de canais de cálcio do 
tipo L. 
Período refratário: a lenta entrada de 
íons sódio e cálcio nas células do 
musculo cardíaco é uma das causas do 
platô de potencial de ação. 
 
@medcomtais 
 
 
O estimulo cardíaco pode ser 
neurogênico e miogênico: 
Neurogênico: acelera ou reduz o ritmo 
cardíaco. 
➢ Sistema Nervoso Autônomo 
Miogênico: origina-se no próprio 
músculo cardíaco 
➢ Nodo sinusal ou sinoatrial 
Estimulo neurogênico 
Os nervos simpáticos e 
parassimpáticos controlam a 
ritmicidade cardíaca e a condução de 
impulsos pelos nervos cardíacos. 
Estimulo mitogênico 
➢ Sistema de geração e condução 
elétrica do coração 
➢ Células miocárdicas 
autoexcitáveis ou marcapasso 
cardíaco 
➢ Nodos ou no sinoatrial e a via 
internodal 
➢ Nodo atrioventricular 
➢ Feixe de His 
➢ Fibras de Purkinje 
Nodo sinusal 
➢ Pequena tira achatada e 
elíptica de musculo 
especializado. 
➢ Parede superior lateral do AD, 
imediatamente abaixo e 
lateral a abertura da veia cava 
superior 
➢ A permeabilidade intrínseca 
das fibras do nodo sinusal aos 
íons sódio que causa sua 
autoexcitação 
➢ Potencial de membrana 
instável: potencial marca-
passo. 
➢ Presença de canais iônicos: 
permeáveis ao Na e K 
Correntes engraçadas: são canais de 
cálcio que não se fecham. 
Vias intermodal e interatrial 
transmitem impulsos no átrio. 
Condução do nodo atrioventricular: 
retardo na condução. 
@medcomtais 
 
O coração é na verdade composto 
por dois sincícios; o sincício atrial, 
que forma as paredes dos dois 
átrios, e o sincício ventricular, que 
forma as paredes dos ventrículos. 
➢ Sincício atrial e sincício 
ventricular 
Essa divisão do músculo cardíaco em 
dois sincícios funcionais permite que os 
átrios se contraiam pouco antes da 
contração ventricular, o que é 
importante para a eficiência do 
bombeamento cardíaco. 
➢ Separados por tecidos fibroso 
➢ Parede septal posterior do 
átrio direito, imediatamente 
atras da válvula tricúspide e 
adjacente a abertura do seio 
coronário. 
➢ Poucas junções do tipo gap 
(gap-junctions) 
Barreira fibrosa atua como 
isolante garantindo a condução 
anterógrada do impulso 
Quem faz esse isolamento é o anel 
fibrocartilaginoso 
Condução no sistema de Purkinje 
Fibras muito grandes, transmitem 
potenciais de ação com velocidade 
de 1,5 a 4,0 m/s 
Maior permeabilidade das junções 
abertas nos discos intercalados. 
 
O conjunto dos eventos cardíacos 
que ocorre entre o início de um 
batimento e o início do próximo é 
denominado ciclo cardíaco. 
 
@medcomtais 
Cada ciclo é iniciado pela geração 
espontânea de potencial de ação no 
nodo sinusal, esse nodo está situado 
na parede lateral superior do átrio 
direito, próximo da abertura da veia 
cava superior, e o potencial de ação 
se difunde desse ponto rapidamente 
por ambos os átrios e, depois, por 
meio do feixe A-V para os 
ventrículos. 
Ocorre retardo de mais de 0,1 
segundo na passagem do impulso 
cardíaco dos átrios para os 
ventrículos. Isso permite que os 
átrios se contraiam antes dos 
ventrículos, bombeando assim 
sangue para o interior dos 
ventrículos antes do começo da 
forte contração ventricular. 
O ciclo cardíaco é dividido em 5 
etapas, sendo elas: 
1. diástole atrial e ventricular; 
2. sístole atrial; 
3. contração ventricular 
isovolumétrica; 
4. ejeção ventricular e; 
5. relaxamento ventricular. 
Um ciclo de contração – 
relaxamento cardíaco 
O ciclo cardíaco inicia-se com a 
despolarização atrial (onda P) 
Seguido da contração dos 
ventrículos (complexo QRS) 
No início do relaxamento – 
repolarização ventricular (onda T) 
Diástole: relaxamento muscular cardíaco 
Sístole: contração cardíaca 
@medcomtais 
A sístole ventricular começa junto com 
o complexo QRS e termina com a onda 
T, ou começa junto com a primeira 
bulha cardíaca e termina com o início da 
segunda bulha 
A diástoles ventricular começa com a 
onda T e termina com a onda QRS, ou 
começa com a segunda bulha e termina 
ao começar a primeira bulha cardíaca. 
Efeito da Frequência Cardíaca na 
Duração do Ciclo Cardíaco 
Quando a frequência cardíaca aumenta, 
a duração de cada ciclo cardíaco 
diminui, incluindo as fases de contração 
e relaxamento. A duração do potencial 
de ação e o período de contração 
(sístole) também diminui. 
 
Eventos mecânicos do ciclo cardíaco 
Ciclo Cardíaco 
Contração atrial: 
O nodo AS despolariza-se, 
conduzindo a excitação para átrios 
(onda P) que se contraem, 
deslocando sangue para os 
ventrículos e completando seu 
@medcomtais 
enchimento (pequena elevação da 
pressão atrial e pressão ventricular) 
Contração isovolumétrica 
ventricular: 
A despolarização atinge o nodo 
atrioventricular, despolariza o Hiss-
Purkinje e em sequência os 
ventrículos QRS que se contraem 
elevando a P ventricular. 
Quando a P dos ventrículos 
ultrapassa a dos átrios, fecham-se 
as válvulas atrioventriculares 
separando os ventrículos da 
circulação. 
Os ventrículos isolados e cheios de 
sangue, contraem elevando 
abruptamente a pressão ventricular. 
Ejeção ventricular rápida: 
Quando a pressão nos ventrículos 
supera a dos grandes vasos: 
abertura das válvulas semilunares e 
inicio da ejeção de sangue para aorta 
e artéria pulmonar: há um aumento 
abrupto de fluxo com elevação da 
pressão na aorta e artéria pulmonar 
(ventrículos encontram-se em 
continuidade com os grandes vasos) 
 nesta fase os ventrículos 
encontram-se despolarizados, 
desenvolvendo a contração 
Ejeção ventricular lenta: 
A ejeção prossegue mais 
lentamente, há redução do fluxo 
aórtico e com a saída de sangue dos 
ventrículos a pressão ventricular fica 
ligeiramente menor que a da aorta e 
artéria pulmonar com tendencia a 
fluxo retrogrado. 
 nesta fase ocorre a 
repolarização (onda T) e 
precede o relaxamento 
ventricular. 
Relaxamento isovolumétrico 
ventricular: 
Com a tendencia ao fluxo retrogrado 
para ventrículos fecham-se as 
válvulas semilunares e novamente 
ventrículos são câmaras separadas 
da circulação que se relaxam. Inicia-
se a diástole ventricular com queda 
abrupta da pressão ventricular. 
Cessa o fluxo de sangue para os 
grandes vasos e a pressão nos 
mesmos cai mais lentamente em 
função de suas resistências. 
Enchimento ventricular (rápido e 
lento): 
Quando a pressão dos ventrículos 
cai abaixo da pressão atrial, as 
válvulas atrioventriculares abrem-se iniciando o enchimento 
ventricular. A despolarização do 
nodo sinoatrial despolariza os átrios 
(onda P), iniciando-se um novo ciclo 
cardíaco. 
Bombeamento ventricular: 
@medcomtais 
 
 
Mecanismos de Excitação Cardíaca 
pelos Nervos Simpáticos: 
Receptores parassimpáticos: 
Receptores muscarínicos: acetilcolina 
Receptores Simpáticos: 
Receptores B-adrenérgicos: adrenalina 
e noradrenalina 
 
 
B1 é o som produzido pelo início da 
sístole ventricular 
O principal componente do som é 
valvar (fechamento da valva mitral e 
tricúspide) 
B2 ocorre ao final da sístole ventricular, 
resultado das vibrações originarias do 
fechamento das valvas semilunares. 
O ciclo cardíaco: sucessão de 
períodos/fases ao longo do tempo 
Sístole ventricular: 
➢ Contração 
➢ Isovolumétrica 
➢ Ejeção rápida 
➢ Ejeção lenta 
@medcomtais 
Diástole Ventricular: 
➢ Relaxamento isovolumétrico 
➢ Enchimento rápido 
➢ Enchimento lento 
➢ Diástase 
➢ Contração atrial 
A sucessão de período/fase ao longo 
do tempo e através relação pressão-
volume.
 
 
 
@medcomtais 
Entendendo as ondas do 
Eletrocardiograma 
Despolarização atrial: O nó SA dispara 
espontaneamente (um evento invisível 
no ECG) e uma onda de despolarização 
começa a se espalhar de dentro para 
fora pelo miocárdio atrial (igual a 
quando uma pedra é atirada em um 
lago calmo e sereno). A despolarização 
das células miocárdicas atriais resulta 
em contração atrial, a onda P. 
Entretanto, como o nódulo SA localiza-
se do lado direito, a despolarização do 
átrio direito começa e termina antes do 
que a do átrio esquerdo. Dessa forma, 
os dois componentes da 
despolarização dão a conformação da 
onda P, como mostrada abaixo: 
 
 
Após a despolarização atrial, a 
condução elétrica é canalizada pelo 
septo interventricular, visto que as 
válvulas cardíacas impedem a 
comunicação direta com os ventrículos. 
Na parede septal, um segundo nódulo, 
o AV, diminui a velocidade de condução 
(uma pausa elétrica no ECG), a fim de o 
ventrículo conseguir se encher 
adequadamente. 
@medcomtais 
 
Despolarização ventricular: Após a 
corrente passar pela parede septal, 
esta atinge rapidamente os ventrículos 
por meio de um sistema especializado 
de condução ventricular: 
 Feixe de His 
 Ramos do feixe 
 Fibras terminais de Purkinje 
O feixe de His emerge do nó AV e se 
divide em ramos direito e esquerdo. O 
ramo esquerdo se divide ainda em três 
fascículos: 
(1) septal, que despolariza a parede 
septal da esquerda para direita; 
(2) anterior, que segue pela superfície 
anterior do VE; 
(3) posterior, que segue pela posterior 
do VE. 
A despolarização do miocárdio 
ventricular produz a contração 
ventricular. Ela é marcada por uma 
grande deflexão no ECG chamada de 
complexo QRS. A amplitude do 
complexo QRS é muito maior do que a 
da onda P porque os ventrículos têm 
muito mais massa muscular do que os 
átrios. 
O complexo QRS consiste em várias 
ondas distintas, que são designadas de 
acordo com cada deflexão: 
1. Se a primeira deflexão for para 
baixo, é chamada de onda Q. 
2. A primeira deflexão para cima é 
chamada de onda R. 
3. Se houver uma segunda deflexão 
para cima, ela é chamada R’. 
4. A primeira deflexão para baixo, 
após uma deflexão para cima, é 
chamada de onda S. 
 
 
Caso não haja uma primeira 
deflexão para baixo e o complexo se 
@medcomtais 
iniciar na deflexão para cima, a 
próxima deflexão para baixo será a 
onda S, não a Q. 
 
 
Se toda configuração consistir em 
uma única deflexão para baixo, será 
chamada de onda QS. 
 
Repolarização: Após a 
despolarização dos ventrículos, as 
células miocárdicas passam por um 
período refratário no qual são 
resistentes a outra estimulação. 
Neste meio tempo, as células 
repolarizam. No ECG essa 
repolarização ventricular é 
representada pela onda T. Por ser 
um processo mais lento que a 
despolarização, a onda T é mais 
larga do que o complexo QRS. 
 
 
@medcomtais

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