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Universidade Estadual de Feira de Santana Departamento de Ciências Biológicas Bacharelado em Engenharia de Alimentos ATIVIDADE PROTEOLÍTICA DA BROMELINA Feira de Santana – BA 2022 Universidade Estadual de Feira de Santana Departamento de Ciências Exatas Bacharelado em Engenharia de Alimentos Jaiane Almeida de Jesus Ribeiro Trabalho solicitado pela Professora Doutora, Priscila de Andrade Gonçalves, para obtenção de aprendizado e nota na disciplina de Bioquímica Fundamental do curso de Engenharia de Alimentos pela Universidade Estadual de Feira de Santana - UEFS. Feira de Santana – BA 2022 1. Introdução A clivagem proteolítica é um processo de quebra proteolítica de ligações peptídicas e ocorre por meio da atividade de algumas enzimas proteolíticas. Nessa função, sua ação consiste em acelerar a velocidade de uma reação química mediante a diminuição da energia de ativação da reação — sem que, no entanto, seja consumida durante o processo (DE LIMA, et al., 2008). No organismo a degradação das proteínas ocorre primeiramente no estômago por meio da enzima pepsina que ajuda na digestão dos alimentos. A bromelina é um conjunto de isoenzimas proteolíticas encontradas nos vegetais da família Bromeliaceae, da qual o abacaxi é o mais conhecido. Esta enzima é utilizada em diferentes setores, todos baseados em sua atividade proteolítica, dentre as quais se destacam a propriedade de facilitar a digestão de proteínas, sendo por isso adicionada em medicamentos digestivos, e a capacidade de amaciamento de carnes (Borracini, 2006). Neste trabalho será analisada a atividade proteolítica da bromelina. A gelatina é um produto obtido por meio de uma hidrólise do colágeno que ao ser hidratado adquire um aspecto firme e neste caso servirá como um substrato proteico. O colágeno é uma proteína presente em tecidos conjuntivos, como os tendões e as cartilagens, na matriz orgânica dos ossos e na córnea dos olhos (DE LIMA, et al., 2008). 2. Metodologia 2.1 Materiais Gelatina 1 abacaxi 1 banana 1 faca 6 canudos Água 6 copos Geladeira Colher 2.2 Métodos Preparar a gelatina e cortar as frutas. Em seguida, preparar os copos conforme a Tabela 1 e leva-los para geladeira até a gelificação. Após isso introduzir os canudos e observar até onde se inseriram. Tabela 1: Descrição dos procedimentos. 3. Resultados e discussão O copo 1 que continha apenas gelatina endureceu normalmente e serviu como base para os demais. Isto ocorreu, pois a gelatina possui em sua composição uma proteína denominada colágeno. Esta proteína possui uma cadeia longa de aminoácido que ao ser aquecido se solubiliza na água quebrando suas ligações triplas. Por outro lado quando a gelatina é adicionada na geladeira a temperatura baixa faz com essas cadeias se unam novamente e agora com a presença de água há formação de uma estrutura rígida. Como pode ser visto na Figura 1. Para o copo 2 (Figura 1), com a adição dos pedaços de banana, houve a formação do gel esperado ao se preparar uma gelatina. Isso quer dizer que a banana não impediu o processo de gelificação, ou seja, o meio não continha enzimas proteolíticas que por sua vez provocam a quebra das ligações da proteína. A formação do gel firme foi observada ao agitar o copo e ao inserir o canudo que se manteve firme na estrutura. No copo 3 foi possível perceber que não houve o processo de gelificação. Isto não ocorreu, pois o abacaxi é um fruto que contem uma enzima (bromelina) que exerce uma atividade proteolítica. Esta atividade permite que COPOS ETAPA 1 GELATINA ETAPA 2 PROCEDIMENTO 1 50 ml Não adicionar nada 2 50 ml Adicionar pedaços de banana 3 50 ml Adicionar pedaços de abacaxi ocorra a degradação das macromoléculas da proteína, ou seja, a quebra das ligações desta molécula fazendo com que a solução permaneça aquosa. Figura 1: Resultados do experimento. (a) Copo 1 contendo apenas gelatina. (b) Copo 2 contendo gelatina e pedaços de banana. (c) copo 3: degradação da gelatina com pedaços de morango. 4. Conclusão Portanto, os objetivos dessa prática foram alcançados uma vez que foi comprovado através dos experimentos como as enzimas proteolíticas atuam. Essas enzimas tem um papel fundamental no organismo para a digestão dos alimentos quebrando as ligações peptídicas dos aminoácidos, por exemplo. E na indústria alimentícia elas podem ser extraídas de alguns frutos e utilizadas na produção de alimentos como amaciantes para a carne e clarificantes de cerveja. 5. Referências BORRACINI, H. M. P. Estudo do processo de extração da bromelina por micelas reversas em sistema descontínuo. 2006. Dissertação (Mestrado em Engenharia Química) – Faculdade de Engenharia Química, Universidade Estadual de Campinas, 2006 DE LIMA, Silvio Luís Toledo et al. Estudo da atividade proteolítica de enzimas presentes em frutos. 2008. A B C