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SEMINARIO ECOFISIOLOGIA DA SOJA (2)

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CENTRO UNIVERSITÁRIO LEONARDO DA VINCI
CAMPUS DE LUÍS EDUARDO MAGALHÃES
CURSO DE AGRONOMIA 
Seminário Interdisciplinar:
 Ecofisiologia da Produção Vegetal 
LUÍS EDURADO MAGALHÃES-BA
 2021
Alunos(a):
Kélvis Abreu 
Larissa Elias Silva
Luciano Elias Silva
Loaine Elias Silva Abreu 
Orientador(a) Professora: KARINE DOS SANTOS SANTANA REIS 
Ecofisiologia da Soja: Visando os lucros do Produtor
						
	
Paper do curso apresentado ao curso de Agronomia -com ênfase em Ecofisiologia da Produção Vegetal da Faculdade Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI. 
 LUÍS EDUARDO MAGALHÃES-BA 
 2021 	 
RESUMO 
Neste trabalho objetivou-se avaliar as características e os conceitos da Ecofisiologia da planta, conexão que influenciem na variabilidade da produtividade de soja de forma a conhecer uma forma de potencializar a produtividade de um produtor rural. Veremos que de todos os fatores de manejo que envolve a produtividade agrícola, a escolha da época da semeadura é a mais importante e crucial, principalmente para espécies fotossensíveis como a soja.
A importância da Ecofisiologia, é que com o conhecimento sobre o assunto podemos entender que se trata de processo e resposta vitais dos vegetais em função das alterações nos fatores ambientais. Os fatores edafoclimáticos correspondem as condições físicas, químicas, e biológicas do solo, variações de temperatura, umidade e o fotoperiodismo. Tais fatores assumem grande importância em relação ao crescimento da cultivar.
Na busca da produtividade o produtor tem a maioria dos fatores de manejo sobre controle, porém o clima foge do seu alcance, assim a soja tem dois momentos críticos e que requer muita atenção, a escassez hídrica onde prejudicará a formação e a fixação das vagens, e ainda mais crítico no estádio R5 e R6 onde os grãos então em fase de enchimento, podendo assim comprometer o potencial de produtividade da lavoura.
Outro ponto importante para a lavoura de soja é a sanidade da planta. Manter a planta e/ ou lavoura sadia durante todo o ciclo sem estresse não é uma tarefa fácil, mais essencial para uma boa produtividade a planta ficar livre de pragas e doenças. As mudanças meteorológicas de cada região, o tipo de solo, a época de plantio e o ciclo da cultura identificam e permitem agrupar os estádios de desenvolvimento e relacionar as necessidades específicas durante o ciclo da cultura da soja.
Veremos que mediante todo o cuidado e manejo com a cultura da soja, carecemos de entender melhor do clima da cultura e das relações da água no sistema solo-planta-atmosfera para auxiliar a reduzir os riscos de perda na produção agrícola.
PALAVRA- CHAVE: Soja, Fenologia, Produtividade.
Sumário
RESUMO	3
1.0 INTRODUÇÃO	5
2.0 O que é a Ecofisiologia da produção agrícola?	5
2.1 Estádios Fenológicos	6
2.2 Estádios Vegetativos	7
2.3 Estádios Reprodutivos	9
3.0 Condições Climáticas	11
3.1 Temperatura	12
3.2 Fotoperíodo	12
3.3 Disponibilidade Hídrica	13
3.4 Zoneamento Riscos climáticos	14
3.5 A Importância da Época de Semeadura	15
4.0 As Principais Pragas da cultura da soja	15
4.1 Estratégias para aumentar a Produtividade	16
5.0 Formulação do Problema e Justificativa da Pesquisa	17
6.0 Objetivo	17
8.0 Material e Métodos	17
9.0 Resultados de discussão	17
10.0 Consideração Finais	18
Referências	18
1.0 INTRODUÇÃO
A agricultura é uma das principais base de economia do país. Considerando-se o desempenho até o momento do agronegócio e da economia brasileira como um todo, a participação do agronegócio no PIB total brasileiro pode ultrapassar os 30% em 2021, com um crescimento de 9,91% no primeiro trimestre de 2021, gerando quase 80% de empregos do setor agrícola, de acordo com os dados da Embrapa. O ministério da agricultura tem uma projeção de que até 2030, um terço dos produtores agrícolas comercializados sejam do Brasil, em função da demanda dos países asiáticos.
A fisiologia vegetal vem para proporcionar e ampliar ainda mais a produtividade a cultura agrícola, quando passamos a entender melhor como a planta atua e interage com o ambiente, assim podemos potencializar ações ligadas ao manejo nutricional, hídrico e controle fitossanitário. Quando falamos em aumentar a produtividade de uma lavoura, já podemos ter em mente que não será uma tarefa fácil, principalmente para a soja por ser uma espécie de fotossensível, e devemos compreender que ao longo do ciclo fenológico elas se depara com diversos fatores bióticos e abióticos.
 Para obter boas produtividades de soja, não basta apenas dispor de condições adequadas de clima e solo. É preciso a assertividade das práticas de manejo adequadas no momento correto. Vários fatores ligados direta ou indiretamente ao manejo da cultura da soja podem possibilitar o incremento da produtividade, entretanto, cabe destacar que além de alta produtividade, o correto manejo do sistema de produção deve levar em consideração a lucratividade e sustentabilidade do cultivo.
Para fazer um planejamento de cultivo de soja para uma rentabilidade e produtividade alta, alguns fatores importantes para se considerar, escolher a época de semeadura pelo zoneamento agroclimático, obrigatoriamente devemos encaixar o ciclo da cultivar, estágios-chaves, disponibilidade ambiental, estar por dentro de tudo na lavoura como qual semente de soja irá se adaptar melhor, a chegada da maturação onde o grão está pronto para ser colhido 15% de umidade ou menos.
2.0 O que é a Ecofisiologia da produção agrícola?
Ecofisiologia é a matéria base da fotossíntese para planta, pois ela fornece técnicas e respostas conclusivas de uma planta devido as mudanças em razão ao meio ambiente. Durante as fazes vegetativas e reprodutivas de um ciclo fenológico as plantas liberam energia a vários metabolitos que são utilizados para construção de raízes e nódulos, alongamento das hastes e suas ramificações e a formação e expansão das flores, vagens e os grãos. Quando mais energia disponível, maior a velocidade da reação bioquímica dos processos metabólicos das plantas.
 Ecologia Vegetal que estuda a fisiologia da planta à medida que esta é afetada pelos fatores externos flutuantes. Procura explicar os mecanismos básicos e as interações no interior do sistema “planta x ambiente”, que resultam na capacidade de adaptação da planta a esses fatores (LARCHER, 2006).
2.1 Estádios Fenológicos 
A metodologia de descrição dos estádios de desenvolvimento proposta por Fehr & Caviness (1977) é a mais utilizada no mundo inteiro e apresenta todas essas características. Algumas modificações, adaptadas de Ritchie et.al (1977), foram adicionadas à metodologia original (FEHR & CAVINESS,1977). O uso desta linguagem patroniza as descrições das fases de desenvolvimento da soja, facilitando assim a compreensão e a comunicação entre diversos públicos envolvidos com a soja, isso reflete em uma maior qualidade da semente, consequentemente uma maior produtividade e mais lucros. O avanço que a planta de soja tem no seu desenvolvimento, podemos dividir em dois momentos importante:
O período Vegetativo (V): Um período que a planta prioriza o seu crescimento bem como as raízes, caule, hastes, folhas e uma quantidade grande reservas.
O período reprodutivo (R): São onde a planta começa a desenvolver as flores, onde dará lugar aos grãos que é o principal interesse no cultivo da lavoura de soja.
Assim, podemos concordar que os estádios vegetativos são representados vela letra V e os reprodutivos pela letra R, que identificam estádios específicos, nestas duas fases do desenvolvimento da planta. Existem exceções dos estádios VE (emergência da cultura) e VC (cotilédone).
“O estágio VE (emergência da cultura) é alcançado quando 50% das plantas estão com os cotilédones acima do solo formando um ângulo de 45° ou mais. Já o estágio VC (estágio cotiledonar) é quando o primeiro e único par de folhas uni folioladas estão suficientemente estendidas, de modo que seus bordos não mais se tocam.” Autor: Alex Maquiel Klein – Acadêmico do 8º semestre do curso de Agronomia e Bolsista

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