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EXCELENTÍSSIMO (A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DA VARA DA FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE XXXXXXXXXXXXXXXXXXXX 
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX, brasileira, casada, servidora pública, portadora da Cédula de Identidade RG nº XXXXXXXXX, inscrita no CPF sob o nº XXXXXXXXX, residente e domiciliada na XXXXXXXXXXXXXXX, endereço eletrônico: XXXXXXXX, vem perante Vossa Excelência, com base nos artigos 15, 21 e seguintes da Lei Municipal nº 768/2007, Lei Municipal 617/2003 e art. 300 do Código de Processo Civil e demais previsões legais, propor a presente
AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER e COMINATÓRIA DE OBRIGAÇÃO DE DAR c/c AÇÃO DE COBRANÇA e pedido de TUTELA DE URGÊNCIA
Em face do XXXXXXXXXXXXX, Pessoa Jurídica de Direito Público, inscrita no CNPJ sob o nº XXXXXXXXXXXX, com sede na Rua XXXXXXXXXXXXXXXX, legalmente representado pelo prefeito XXXXXXXXXXXXXXX, brasileiro, casado, residente e domiciliado nesta cidade de XXXXXXXXX, pelas razões de fato e de direito a seguir expostas:
PRELIMINARMENTE
1. GRATUIDADE DA JUSTIÇA
Insta salientar a este Juízo que a parte autora não possui condições de arcar com as custas do processo sem prejuízo de seu sustento e dos familiares. O artigo 98 do Novo Código de Processo Civil, in verbis, nos ensina:
“Art. 98. A pessoa natural ou jurídica, brasileira ou estrangeira, com insuficiência de recursos para pagar as custas, as despesas processuais e os honorários advocatícios tem direito à gratuidade da justiça, na forma da lei.”
Desta forma, em virtude da insuficiência de recursos financeiros para o adiantamento das despesas processuais, requer seja concedido o benefício da Gratuidade da Justiça, conforme declaração de pobreza que segue com a procuração anexa.
2. DOS FATOS
A Requerente é servidora pública municipal ocupante do cargo de Professora, fazendo parte do quadro efetivo de pessoal do Município ora requerido desde 06/05/2010, conforme atesta documentação em anexo.
Assim, preenchendo todos os requisitos e visando receber os benefícios de progressão vertical ou funcional por nível, previstos nos artigos 21 e seguintes da Lei Municipal 768/2007 (Lei que Reformula o Plano de Carreira e Remuneração do Pessoal do Magistério do Município de XXXXXXXX e dá outras providências), a Requerente reuniu toda a documentação e protocolou requerimento administrativo, conforme determinação da Lei para garantir o seu direito a progressão vertical ou funcional por nível e obter sua mudança de nível.
Conforme cópia diário oficial anexa, houve a homologação do seu pedido e a publicação concedendo a mudança de nível da Autora para o nível IV, nos termos do Decreto nº 719 de 21 de dezembro de 2016.
Ocorre que o Ente Público Municipal se quedou inerte e não concedeu os benefícios à servidora, em clara e manifesta violação do dispositivo legal, causando prejuízos de natureza financeira e alimentar, comprometendo a própria dignidade da parte Requerente.
É importante ressaltar que este fato é bem comum na Comarca de XXXXXX, tanto que este Juízo já proferiu diversas sentenças, condenando o Município a enquadrar o servidor público na Classe devida (progressão vertical), além dos acréscimos salariais por conclusão de curso de graduação e especialização com o consequente pagamento dos valores retroativos, com juros e correção monetária, como por exemplo a ação nº 0300289-22.2013.8.05.0022.
Em que pese a Lei 768/2007 seja autoexplicativa, não é forçoso uma breve explanação para clarear um melhor entendimento sobre os benefícios que funcionam da seguinte maneira: o artigo 21 prevê a progressão vertical ou funcional por nível do Servidor, com mudança de Nível, desde que observado alguns requisitos exigidos. E o artigo 15 prevê a progressão horizontal: a movimentação entre os níveis se dará após três anos, levando-se em conta apenas os critérios de MERECIMENTO. A alteração de cada Classe garante ao Servidor um acréscimo de 3% (dez por cento) a cada mudança, adicionado ao piso salarial anterior que recebia.
Pois bem, em que pese todas as garantias da legislação, os Professores e demais Servidores deste Município – incluindo-se a Autora – JAMAIS OBTIVERAM AS VANTAGENS DO PLANO DE CARREIRA no que se refere à progressão vertical e horizontal.
Certo é que a parte autora preenche os requisitos para o recebimento dos benefícios da mudança de nível. 
A Autora protocolou requerimento administrativo, solicitando o recebimento da sua progressão vertical ou funcional por nível, e ter um acréscimo de 20% (vinte por cento) sobre o salário e seus reflexos. 
Atualmente a Autora recebe como remuneração (salário e quinquênio) apenas a quantia de R$ 2.644,70 (dois mil, seiscentos e quarenta e quatro reais e setenta centavos), sendo certo que deveria estar recebendo o valor de R$ 3.268,84 (três mil, duzentos e sessenta e oito reais e oitenta e quatro centavos), mais benefícios que já recebe.
Desta forma, não restou outra saída à Requerente senão a busca do Poder Judiciário para ver satisfeito seu direito e sanar as graves injustiças que vem prejudicando seus ganhos desde o ano de 2016.
3. DO DIREITO
Antes de adentrarmos precisamente no mérito da questão, é importante mencionar que neste Juízo existem diversas decisões neste sentido com o mesmo pedido e causa de pedir, muitas delas com sentenças proferidas, como é o caso do processo nº 0300289-22.2013.8.05.0022.
3.1 DA OBRIGAÇÃO DE FAZER. DA NECESSIDADE DE CORRETO ENQUADRAMENTO DA AUTORA NO P.C.C.S. PROGRESSÃO VERTICAL.
Conforme devidamente explicitado nas linhas acima, em que pese a existência de um Plano de Carreira, Cargos e Salários para os Servidores deste Município, tal legislação não possui qualquer eficácia, sendo completamente ignorada pelas autoridades municipais. 
Como vimos, os gestores não permitem a aplicação das regras previstas, causando prejuízos que comprometem a própria sobrevivência da parte autora, tendo em vista o caráter alimentar dos vencimentos trabalhistas. Vejamos o que prevê a Lei Municipal 768/2007:
“Art. 21- A progressão vertical ou funcional por nível dar-se-á em razão de nova titulação e sempre a requerimento do interessado, por ato da Secretaria Municipal de Educação que determinará o apostilamento competente.
§ 1º - A percepção dos benefícios e vantagens decorrentes é devida a partir da data de seu requerimento, desde que comprovada a titulação.
Art. 22- A progressão vertical, quando implicar em mudança de nível, independerá da existência de vaga.
Art. 23- Para fazer jus à progressão vertical, além de nova titulação, o servidor deverá satisfazer os seguintes requisitos:
I – atender os pré-requisitos de formação para o nível e especialidade constantes na descrição de cargo;
II - não ter sofrido punição disciplinar nos 06 (seis) meses, que antecedem a progressão;
III – estar em exercício na função do magistério.
Art. 24- Na progressão vertical, o Servidor Municipal será posicionado na referência que lhe assegure acréscimo de vencimento.”
Preenchidos os requisitos previstos nos incisos do Art. 21 e seguintes, a Autora apresentou o requerimento administrativo solicitando sua progressão vertical ou funcional por nível.
Conforme cópia diário oficial anexa, houve a homologação do seu pedido e a publicação concedendo a mudança de nível da Autora para o nível IV, nos termos do Decreto nº 719 de 21 de dezembro de 2016.
Mesmo assim, realizado o requerimento administrativo e preenchidos os requisitos especificados no Art. 21 e seguintes, o Município a manteve até a presente data auferindo os mesmos ganhos, sendo certo que a Requerente faz jus ao acréscimo de 20% sobre seus vencimentos, correspondente à progressão vertical ou funcional por nível.
Ora, havemos de concordar que a municipalidade fere o princípio da força imperativa da Lei, além de macular a vontade administrativa ao não aplicar legislação devidamente aprovada – e com impacto financeiro previsto nos orçamentos anuais.
Não obstante, a investida em cargo público por parte dos Professores, pela sua própria natureza jurídica, busca a estabilidade financeira, de modo que os reajustes e asvantagens legalmente constituídas jamais deverão ser desrespeitadas sob pena de transgredir direitos fundamentais inerentes ao funcionalismo público. Ademais, não é forçoso ressaltar que a legislação que ora se discute – e não se aplica – gera expectativa de direitos nos servidores, que contraem obrigações futuras e planejam suas vidas aguardando a entrada dos benefícios provenientes dos cargos que ocupam.
3. 2 DA COBRANÇA DAS PERDAS REMUNERATÓRIAS PELA FALTA DA PROGRESSÃO VERTICAL E DA AVERBAÇÃO POR TEMPO DE SERVIÇO
Tendo em vista que a Lei municipal nº 768/2007 prevê, para efeitos de enquadramento no Plano de Carreira com os aumentos salariais descritos nos artigos 21 e seguintes, percebe-se que as perdas remuneratórias são de grande montante desde o ano de 2014, o que denota a gravidade da situação.
A jurisprudência já se posicionou no sentido da recomposição das perdas salariais em casos semelhantes em que o município permanece inerte quanto ao correto enquadramento do servidor:
APELAÇÃO CÍVEL. REMESSA NECESSÁRIA. AÇÃO DE COBRANÇA CONTRA MUNICÍPIO. MAGISTÉRIO. ANTECIPAÇÃO DE TUTELA CONCEDIDA. RECEBIMENTO DA APELAÇÃO. EFEITO DEVOLUTIVO. RECOMPOSIÇÃO SALARIAL POR FORÇA DE LEI MUNICIPAL NÃO CUMPRIDA. MULTA DIÁRIA PELO DESCUMPRIMENTO DA TUTELA ANTECIPADA. POSSIBILIDADE. JORNADA DE TRABALHO DE 40 HORAS SEMANAIS EM CARÁTER DEFINITIVO. CUMPRIMENTO, PELO PROFESSOR, DO INTERREGNO DE TEMPO DE TRÊS ANOS EXIGIDO PELA LEI MUNICIPAL 028 /98 – ESTATUTO E PLANO DE CARREIRA DO MAGISTÉRIO PÚBLICO MUNICIPAL DO MUNICÍPIO DE GUANAMBI. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS MANTIDOS. A regra geral é a de que o recurso de apelação há de ser recebido no duplo efeito (art. 520,"caput", do CPC). No entanto, havendo expressa previsão legal em sentido contrário, deverá ser recebido apenas no efeito devolutivo. O apelo interposto contra sentença que confirma a antecipação de tutela deve ser recebido, tão somente no efeito devolutivo (art. 520, VII, do CPC). No que diz respeito a aplicação de multa diária, tem-se que é cabível, inclusive contra a Fazenda Pública, pois funciona como meio coercitivo para impor o cumprimento de medida antecipatória ou de sentença definitiva de obrigação de fazer ou entregar coisa, nos termos dos artigos 461 e 461-A do CPC. Os documentos anexados aos autos não deixam dúvidas de que a Postulante desenvolvia suas atividades em 40 (quarenta) horas semanais há mais de 03 (três) anos, sendo 20 (vinte), em caráter de �"substituição". APELO IMPROVIDO. SENTENÇA MANTIDA. TJ-BA - Apelação APL 00004929220098050088 BA 0000492-92.2009.8.05.0088 (TJ-BA) 
APELAÇÃO CÍVEL/REEXAME NECESSÁRIO. Ação de obrigação de fazer. Rito ordinário. Servidora pública do Município de Petrópolis que pretende seu enquadramento na categoria Pleno, em conformidade com a Lei Municipal nº 5.170 /1995 que dispõe sobre o plano de cargos, carreiras e salários, com condenação do réu ao pagamento das respectivas diferenças salariais. Sentença de procedência do pedido, com condenação do município ao pagamento das diferenças remuneratórias devidas a partir de 12.11.2006, bem como honorários advocatícios fixados em 10% (dez por cento) do valor da condenação. Determinação legal de criação de Comissões de enquadramento e de desenvolvimento funcional (artigos 29 e 39, inciso II, da Lei Municipal nº 5.170 /1995, respectivamente), para implementação de programa de capacitação funcional, que possibilitaria a progressão dos funcionários em suas respectivas carreiras. Omissão do município que se renova ano a ano, o que acarreta a progressão automática prevista na lei como sanção pelo descumprimento legal. Autora que preenche os requisitos ensejadores da progressão. Sentença de procedência do pedido inicial, que merece ser mantida, inclusive em sede de reexame necessário. Apelo do município restrito à redução dos honorários advocatícios de sucumbência, que se acolhe para reduzir a verba ao percentual de 5% (cinco por cento) do valor da condenação, com fulcro no artigo 20, § 4º, do Código de Processo Civil, ante a recorrência e simplicidade da matéria versada. RECURSO A QUE SE DÁ PROVIMENTO. TJ-RJ - APELACAO / REEXAME NECESSARIO REEX 00531261420128190042 RJ 0053126-14.2012.8.19.0042 (TJ-RJ)
Desta forma, a Autora é credora de R$ 3.916,18 (três mil, novecentos e dezesseis reais e dezoito centavos), desde dezembro de 2016 até o momento (salário atual + 20% de progressão vertical ou funcional por nível + 5% de titulação + quinquênio), corrigidos monetariamente conforme planilha de cálculo anexa, em razão do pagamento a menor pela Requerida, que deverá ressarcir à Requerente ante a sua inércia no cumprimento da Lei.
Requer ainda, que o Requerido seja condenado ao pagamento da diferença do salário pago a menor com os respectivos reflexos no 13º salário e férias + 1/3, conforme demonstrativos de cálculos em anexo, visto que estes fazem parte da remuneração da Autora.
4. DA TUTELA DE URGÊNCIA. DA OBRIGAÇÃO DE FAZER. ENQUADRAMENTO IMEDIATO NA TABELA ATUALIZADA
Por tudo quanto relatado, não restam dúvidas de que se encontram presentes todos os requisitos caracterizadores do direito que enseja o pleito de tutela de urgência previsto no Artigo 300 do Novo CPC, ante a gravidade explícita da situação em que se encontra a Requerente e seus demais servidores.
O fumus boni iuris fora demonstrado de forma exaustiva e satisfativa, não permitindo a este (a) Magistrado (a) margens a possíveis dúvidas, haja vista que foram juntadas todas as documentações comprobatórias do alegado, quais sejam: legislações municipais aprovadas com Plano de Carreira, contracheques que demonstram o tempo de serviço e o salário atual percebido pela Autora, requerimentos administrativos, além de inúmeras tentativas amigáveis de sanar as irregularidades através de ofícios e convocatórias. 
O periculum in mora resta evidenciado pela gravidade absurda da situação, que possui comprovação de prejuízos salariais de enorme montante. Ademais, demonstra o completo desrespeito da municipalidade ao COMANDO DE LEI, o que torna ainda mais profundo o sentimento de indignação e o desprezo às próprias instituições – Legislativo e Executivo.
Nesse diapasão, diante da profunda e delicada situação vivenciada pela Requerente, que não recebe o que lhe é de direito há anos, requer seja concedida em MEDIDA SATISFATIVA DE MODO ANTECIPADO, inaudita altera pars, coibindo a municipalidade a aplicar o imediato enquadramento da Autora na tabela progressiva, devendo a mesma passar a receber imediatamente o salário base mensal acrescido de 20% (vinte por cento) referente a progressão vertical ou funcional por nível + 5% de titulação, a partir de então, sem prejuízos dos adicionais e das gratificações a que já faz jus.
5. DOS PEDIDOS
Ante o exposto, demonstradas as ilegalidades cometidas pelo Município de XXXXXXX, requer seja a presente ação julgada TOTALMENTE PROCEDENTE, condenando-se o Requerido em todos os seus termos.
Requer ainda:
a) A citação do município de XXXXXXXX na pessoa do seu Gestor o Sr. XXXXXXXX ou de seus procuradores (as) para responder à presente ação no prazo legal sob pena de revelia;
b) Seja o Município de XXXXXXX condenado a proceder o correto enquadramento da Requerente (Mudança para o nível IV), com acréscimo de 20% sobre seus vencimentos, nos moldes do art. 21 e seguintes da Lei 768/2007 (comprovante do protocolo em anexo), bem como a conceder 5% por cento por titulação;
c) Seja o Município de XXXXXX condenado ao pagamento dos valores retroativos correspondentes às perdas remuneratórias suportadas pela Autora desde a data de seus requerimentos administrativos (diferença do salário pago a menor + insalubridade, incidindo o reflexo de todas essas verbas no 13º salário), que totaliza a quantia de R$ 3.916,18 (três mil, novecentos e dezesseis reais e dezoito centavos), desde dezembro de 2016 até o momento (salário atual + 20% de progressão vertical ou funcional por nível + 5% de titulação + quinquênio), corrigidos monetariamente conforme planilha de cálculo anexa;
d) Que as parcelas vincendas passem a fazerparte desta ação, devendo os valores ser atualizados até a data do efetivo pagamento;
e) Seja deferida a tutela satisfativa de urgência (obrigação de fazer e dar) para que o município Demandado seja compelido a enquadrar a Autora nos termos dos requerimentos apresentados, devendo o mesma passar a receber mensalmente, e de forma imediata, o salário base acrescido de 20% pela mudança de nível + 5% de titulação, e ainda que sejam devidamente corrigidos e integrados à remuneração da Autora todos os itens mencionados na alínea “c” supramencionada, sob pena de multa diária de R$ 5.000,00 além de responder por crime de desobediência;
f) Seja concedida a inversão do ônus da prova, visto que o Município Requerido tem se negado a fornecer o acúmulo financeiro atualizado dos servidores e cópia dos demais documentos já protocolados administrativamente;
g) Seja concedido o benefício da gratuidade da justiça, nos termos dos artigos 98 e 99 do Novo CPC;
h) Seja o município Requerido condenado ao pagamento de honorários advocatícios, custas e emolumentos judiciais, observados os dispositivos do Art. 85 §§1º e 2º do Novo CPC.
Requer ainda, que todas as publicações sejam feitas em nome de XXXXXXXXXXXXX, sob pena de nulidade.
Protesta provar o alegado por todos os meios de prova admitidos no direito, em especial as provas documentais, o depoimento pessoal das partes e de testemunhas, além de provas periciais e contábeis.
Dá-se à causa o valor de R$ 3.916,18 (três mil, novecentos e dezesseis reais e dezoito centavos). 
Termos em que,
Pede e espera deferimento.
XXXXXXX, 06 de novembro de 2017.

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