A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
11 pág.
Cirurgia Pediátrica

Pré-visualização | Página 3 de 3

de exclusão
Forma clássica:
- Incidência MH1:5000
nascimentos
- sexo masculino 4:1 feminino
Aganglionose total do cólon:
- Incidência na forma total
igual entre meninos e
meninas
- Maior ocorrência familiar
Quadro clínico
1. Forma clássica:
- Atraso na eliminação do
mecônio
- Distensão abdominal
- AAO
- Peristaltismo de luta
- Vômitos
- Eliminação de mecônio
explosiva - decorrente do
toque retal
2. Forma longa
- Semelhante a forma clássica,
o que diferencia é que não
tem eliminação explosiva do
mecônio após o toque retal.
3. Total
- Megaíleo
- Obstipação
- Mega distensão abdominal
- Diarreia paradoxal: o que
está no íleo ainda é líquido,
quando ele está pressionado,
elimina esse líquido.
4. Forma curta
- Crianças nascem normais,
porém com o tempo ficam
obstipadas e ficam
refratárias a todo dia de
tratamento.
- Nesse caso, a manometria
pode ajudar.
- Soiling decorrente do
fecaloma.
Diagnóstico
- Clínico
- Enema: cone de transição
- Biópsia da região epástica -
não é o preferencial.
Tratamento:
- Cirúrgico (ver as técnicas -
colostomia e rebaixamento -
Duhamel)
- Quando já está com
megacólon → colostomia
ONFALOCELE
Defeito congênito da parede
abdominal, falha no fechamento
embrionário que se origina na base
do cordão, por falha no
mesorderma.
Órgãos cobertos por
membrana amniótica e peritônio
Relacionado com
cromossomopatia.
GASTROSQUISE
Defeito da parede abdominal,
à direita do cordão umbilical. O
conteúdo abdominal é
exteriorizado (vísceras ocas) e não
tem membrana recobrindo.
Relacionada ao dobramento
anormal da parede do corpo
ventral.
TTO: fechando do defeito
primário quando possível.
ENTEROCOLITE NECROTIZANTE DO RN
Conhecida como doença do
recém nascido sobrevivente à
hipóxia.
Ao sofrer hipóxia, o sangue é
preservado nas vísceras como
coração, cérebro, rins e desta
forma, as vísceras abdominais
sofrem vasoconstrição para
compensar essa hipóxia. Quando é
fornecido oxigênio para esse RN,
essas áreas isquêmicas, ao sofrer
reperfusão, faz com que o oxigênio
entre em contato com metabólitos
provocando oxidação.
No momento da reperfusão
pode ocorrer: cura, enterocolite
necrotizante e necrose.
O que determina o que irá
acontecer é o tamanho da área
acometida. A flora bacteriana entra
nas áreas acometidas da
mucosa/submucosa, causando
uma infecção, promovendo uma
bolsa de ar no local (pneumatose
intestinal). Esse ar pode cair no
sistema porta e causar ar no
fígado.
Incidência:
- Mais comum em RN pré
termos.
- <1500g - 5%
- 2,1% de todos os RN
admitidos nas Unidades de
Cuidados Intensivos
Neonatais.
Quadro clínico:
- Distensão abdominal
Diagnóstico:
- Raio X
Tratamento:
- Jejum por cerca de 15 dias
- ATB
- Droga vasoativa
- Colocação de dreno
- Cirúrgico quando há necrose.
- A enterocolite pode evoluir
para a cura, causando
fibrose no local levando a
estenose.
OBSTRUÇÃO INTESTINAL CONGÊNITA
Causas:
- Intrínsecas: causas
isquêmicas, vascularização
incompleta
- Extrínseca: qualquer coisa
que venha de fora e
pressione. Brida congênita,
rotação incompleta,
pâncreas anular que
pressione o intestino.
Quadro clínico:
- Atraso ou não eliminação do
mecônio.
- Trabalho de parto prematuro
- Polidrâmnio - quanto mais
alta a obstrução, maior o
polidrâmnio.
- Na sala de parto ao passar a
sonda gástrica, há drenagem
de um líquido verde.
Diagnóstico:
- Raio x simples: distribuição
de ar nas alças
- Sinal da dupla bolha
Tratamento:
- Cirúrgico
ANOMALIA ANORRETAL
Incidência
- 1:4000
- 1:5000
- Sexo masculino
- Fístula retouretral →
mais comum
- Fístula retoperineal
- Fístulas altas
retovesicais
- Sexo feminino:
- Fístula retovestibular
- Fístula retoperineal
- Persistência de cloaca
Tratamento:
- Cirúrgico