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Patologia do esofago

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Patologia do esôfago
• O esôfago é um órgão
tubulomuscular que liga a faringe ao
estomago
• A parede esofágica apresenta 4
camadas: mucosa, submucosa, muscular
e adventícia (sem a presença da camada
serosa)
• Sua função é a condução do alimento
para o estomago
Alterações congênitas
Classificação
Introdução
• Alterações congênitas do esôfago
são extremamente raras em animais
domésticos e, quando presentes, podem
ser de difícil diferenciação de processos
adquiridos
• Duplicação do esôfago
- Ocorre uma duplicação dos
esôfagos, onde ambos se comunicam
entre si, mas apenas um liga a orofaringe
ao estomago.
- É uma condição que normalmente
não causa sinais clínicos e pode resultar
em pequena distensão de um dos
órgãos, que tenha fundo cego.
- A pequena quantidade de alimento e
secreções acumulada é normalmente
drenada para o órgão duplo
comunicante.
• Aplasias segmentares
- Aplasias segmentares são também
raras e provocam alterações obstrutivas
e megaesôfago
• Fístulas esôfago-traqueais
- São aberturas entre o esôfago e a
traqueia
- Podem resultar em passagem do
alimento do esôfago para a traqueia,
causando uma traqueite
- As fístulas esofagotraqueais são de
difícil diferenciação entre processos
congênitos e adquiridos
- Ocorrem especialmente junto à
bifurcação da traqueia. (carina)
- As imperfurações ou obliterações
congênitas do segmento cervical são
constituídas por um cordão compacto
musculoconjuntivo, sem lúmen
Não confundir com alterações post-
mortem como:
- Passagem de conteúdo gástrico para 
o esôfago após a morte
- Destacamento da mucosa em estrias 
por autolise
• Alterações congênitas:
- Duplicação de esôfago
- Fístulas esôfago-traqueais
• Megaesôfago/Ectasia esofágica
• Alterações inflamatorias
- Esofagites
• Neoplasias de Esôfago
- Papiloma Viral:
- CEC(carcinoma espirocelular)
- Fibrossarcoma e osteossarcoma
Patologia do esôfago
• Megaesôfago ou ectasia esofágica é
uma dilatação do esôfago devido a
peristaltismo insuficiente, ausente, ou
descoordenado no esôfago cervical e
médio.
• É mais comumente observado na
espécie canina, mas já foi descrito em
felinos, equinos e bovinos.
• Como consequências, há a dificuldade
para que o bolo alimentar seja
propulsionado para o estômago,
resultando em acúmulo de ingesta no
lúmen esofágico, propiciando esofagites,
regurgitação de alimento não digerido,
pneumonias aspirativas e perfuração
esofágica
• Pode ser classificada como:
- Primário: congênito; imaturidade de
inervação vagal
- Secundário: doenças com
comprometimento neurológico,
intoxicações, persistência do 4º arco
aórtico
Esofagite
• Esofagite é a inflamação do esôfago
• Podem ser:
- Erosivas → destruição do epitélio da
mucosa, preservando a membrana basal
- Ulcerativas → destruição do epitélio
da mucosa, da membrana basal, atingindo
a lâmina própria, causando hemorragia
pois a lâmina própria é vascularizada
(gera quadro de melena)
- Refluxo → muito raro em animais por
serem quadrúpedes
- Micótica: Candida albicans
- Parasitária: Espirocercose (cães mais
acometidos)
Alterações neoplásicas
Alterações inflamatorias
Megaesofago
• As neoplasias do esôfago são raras
• Os tumores de esôfago são
ocasionalmente palpáveis, mas são mais
frequentemente intraluminais do que
murais.
Papiloma Viral: 
- Papilomas são observados com
maior frequência em bovinos
- Sua ocorrência está associada ao
papilomavírus bovino tipo 4 (BPV4),
- Sua distribuição pode ser focal ou
difusa.
- Quando difuso, pode provocar
hipertrofia muscular secundária, pela
dificuldade de deglutição do alimento e
ruminação
CEC (carcinoma espirocelular) 
- possuem grande potencial
metastático
- foram associados à ingestão crônica
de samambaia (Pteridium aquilinum).
Fibrossarcoma
- Os fibrossarcomas esofágicos de
cães frequentemente se desenvolvem
em áreas com infestação por
Spirocerca lupi.
- O linfoma esofágico ocorre
esporadicamente na maioria das
espécies

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