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Diagnósticos

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Fisioterapia Neurofuncional I Mariana Machado 
DIAGNÓSTICO CLÍNICO, TOPOGRÁFICO, 
SINDRÔMICO, FISIOTERAPÊUTICO 
➢ EXISTEM 4 TIPOS DE DIAGNÓSTICOS: 
• DIAGNÓSTICO CLÍNICO 
• DIAGNÓSTICO TOPOGRÁFICO 
• DIAGNÓSTICO SINDRÔMICO 
• DIAGNÓSTICO FISIOTERAPÊUTICO 
DIAGNÓSTICO CLÍNICO 
➢ ATRIBUIÇÃO EXCLUSIVA DO MÉDICO 
➢ EM DISFUNÇÕES NEUROLÓGICAS, CABE AO 
NEUROLOGISTA IDENTIFICAR QUAL DOENÇA QUE O 
PACIENTE TEM 
Ex.: ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL, TRAUMATISMO 
CRANIO-ENCEFÁLICO, ESCLEROSE MÚLTIPLA... 
➢ PARA O NEUROLOGISTA DETERMINAR O DIAGNÓSTICO 
CLÍNICO, ELE ENTÃO FAZ, AVALIAÇÃO BASEADA NA: 
• ANAMNESE 
• INSPEÇÃO 
• PALPAÇÃO 
• EXAME FÍSICO 
• EXAMES COMPLEMENTARES 
➢ TAMBÉM É IMPORTANTE O NEUROLOGISTA PENSAR 
NO DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL, OU SEJA, AQUELAS 
DOENÇAS QUE SE PARECEM, MAS EXISTEM PONTOS DE 
DIFERENÇA PARA SE EXCLUIR UM DIAGNÓSTICO OU 
MAIS PARA SE CHEGAR DE FATO A UM DIAGNÓSTICO 
DIAGNÓSTICO TOPOGRÁFICO 
➢ FAZ REFERÊNCIA A IDENTIFICAÇÃO DE UMA OU MAIS 
ESTRUTURAS NEUROANATÔMICAS COMPROMETIDAS 
PELA CONDIÇÃO DE SAÚDE (DOENÇA) 
➢ ESSE DIAGNÓSTICO TEM RELAÇÃO COM OS DOMÍNIOS 
DE “ESTRUTURA CORPORAL” E “FUNÇÃO CORPORAL” 
[DOMÍNIOS DA (CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE 
FUNCIONALIDADE, INCAPACIDADE E SAÚDE) CIF] 
➢ PROFISSIONAIS DA SAÚDE PODEM DETERMINAR ESSE 
DIAGNÓSTICO 
 
DIAGNÓSTICO SINDRÔMICO 
➢ MESMO NA AUSÊNCIA DO DIAGNÓSTICO CLÍNICO, É 
POSSÍVEL O FISIOTERAPEUTA DETERMINAR O 
DIAGNÓSTICO SINDRÔMICO 
➢ SERVE PARA QUE O FISIOTERAPEUTA POSSA 
IDENTIFICAR GRUPOS DE DOENÇAS SEMELHANTES, 
AINDA QUE NÃO DÊ O DIAGNÓSTICO CLÍNICO, MAS 
CONSEGUIR IDENTIFICAR SINAIS E SINTOMAS COMUNS 
A DIFERENTES DOENÇAS PARA FACILITAR A 
CONDUÇÃO DA SUA AVALIAÇÃO E TERAPIA 
➢ O PACIENTE PODE APRESENTAR MAIS DE UM 
DIAGNÓSTICO SINDRÔMICO 
➢ OUTROS PROFISSIONAIS DA SAÚDE TAMBÉM PODEM 
DETERMINAR ESSE DIAGNÓSTICO 
➢ OS DIAGNÓSTICOS SINDRÔMICOS SÃO: 
• PIRAMIDAL 
• EXTRAPIRAMIDAL 
• CEREBELAR 
• 2º NEURÔNIO 
• PERIFÉRICA 
DIAGNÓSTICO FISIOTERAPÊUTICO 
➢ EXCLUSIVIDADE DO FISIOTERAPEUTA 
➢ MESMO NA AUSÊNCIA DO DIAGNÓSTICO CLÍNICO, É 
POSSÍVEL O FISIOTERAPEUTA DETERMINAR O 
DIAGNÓSTICO FISIOTERAPÊUTICO 
➢ O DIAGNÓSTICO É BASEADO NOS DOMÍNIOS DA CIF 
➢ SERVE PARA DETERMINAR A CONDUTA 
FISIOTERAPÊUTICA MAIS APROPRIADA PARA O 
PACIENTE 
 
➢ É IMPORTANTE LEMBRAR QUE, SE TRATANDO DOS 
DIAGNÓSTICOS, NÓS PRECISAMOS TER ALGUMAS 
VARIÁVEIS COM DESFECHOS QUE SÃO IMPORTANTES 
NA AVALIAÇÃO, SE NÓS PENSAMOS EM DETERMINAR 
O DIAGNÓSTICO TOPOGRÁFICO E SINDRÔMICO 
➢ ESSES DESFECHOS SÃO: 
• TÔNUS MUSCULAR 
• REFLEXOS 
• MARCHA 
• FORÇA 
➢ É IMPORTANTE TER EM MENTE, QUE QUANDO SE 
PENSA EM SISTEMA NEURO-MOTOR, PRECISAMOS TER 
A INTEGRIDADE E A INTEGRAÇÃO DA VIA SENSORIAL 
COM A VIA MOTORA 
➢ NESSES DESFECHOS, ESSA RELAÇÃO DO INPUT 
SENSORIAL E DO OUTPUT MOTOR É FUNDAMENTAL 
PARA QUE SE POSSA IDENTIFICAR SE O ATO MOTOR DA 
PESSOA QUE TEM ALGUMA CONDIÇÃO NEUROLÓGICA 
ESTÁ COMPROMETIDO EM 1 OU AMBOS OS SISTEMAS 
 
Fisioterapia Neurofuncional I Mariana Machado 
TÔNUS 
➢ CONTRAÇÃO MÍNIMA MESMO QUANDO A PESSOA 
ESTÁ EM REPOUSO 
➢ PODEMOS CLASSIFICAR, A QUALIDADE DO TÔNUS 
EM: 
• HIPERTONIA ELÁSTICA = HIPERTONIA ESPÁSTICA = 
ESPASTICIDADE [NESSA CONDIÇÃO A PESSOA PODE 
APRESENTAR O SINAL DO CANIVETE (QUANDO A 
MOBILIZAÇÃO PASSIVA FEITA PELO FISIOTERAPEUTA, 
O PACIENTE APRESENTA UMA RESISTÊNCIA INICIAL E 
DEPOIS SEDE)] 
Ex.: MOBILIZAÇÃO PASSIVA – EXTENSÃO PARA 
FLEXÃO DE COTOVELO: NO INÍCIO DO MOVIMENTO O 
PACIENTE VAI APRESENTAR UMA RESISTÊNCIA, MAS 
NO FINAL DO MOVIMENTO ELE CEDE. ESTA 
HIPERTONIA É “VELOCIDADE-DEPENDENTE”, SENDO 
MAIS ACENTUADA NO INÍCIO DO MOVIMENTO, 
CESSANDO REPENTINAMENTE 
• HIPERTONIA PLÁSTICA = HIPERTONIA RÍGIDA = 
RIGIDEZ [PODE TER COMO CARACTERÍSTICA O SINAL 
DA RODA DENTADA (PACIENTE APRESENTA 
INTERVALOS DE RESISTÊNCIA EM REPOUSO DURANTE 
A EXCURSÃO PASSIVA DO SEGMENTO QUE ESTÁ 
SENDO TESTADO) OU O SINAL CANO DE CHUMBO 
(QUANDO DURANTE A MOVIMENTAÇÃO PASSIVA DO 
SEGMENTO QUE ESTÁ SENDO TESTADO PELO 
FISIOTERAPEUTA, O FISIOTERAPEUTA PERCEBE UMA 
RESISTÊNCIA AO LONGO DE TODA A EXCURSÃO DO 
MOVIMENTO)] 
• HIPOTONIA (DIMINUIÇÃO DO TÔNUS) 
• ATONIA (AUSÊNCIA DE TÔNUS) 
➢ NA HIPERTONIA ELÁSTICA/ESPÁSTICA/ESPASTICIDADE 
EXISTE UM COMPROMETIMENTO ATRIBUÍBO AO 
TRATO CÓRTICO-ESPINAL (TEM ORIGEM NAS 
SUBSTÂNCIAS CINZENTAS DO CÓRTEX CEREBRAL, 
ESPECIFICAMENTE NA ÁREA MOTORA PRIMÁRIA, E OS 
PROLONGAMENTOS DOS AXÔNIOS QUE COMPÕEM 
ESSE FEIXE, VÃO ATÉ A MEDULA ESPINHAL) 
 
 
 
 
 
 
 
➢ TEMOS DIFERENTES NEURÔNIOS MOTORES 
SUPERIORES QUE TEM FUNÇÃO ESPECIALIZADA PARA 
MMII, MMSS E FACE 
➢ ESSES CORPOS DE NEURÔNIOS TERÃO A SUA 
LOCALIZAÇÃO NA SUBSTÂNCIA CINZENTA E AS FIBRAS 
NERVOSAS TEM UMA PROJEÇÃO PARA A MEDULA 
ESPINHAL 
➢ NA MEDULA ESPINHAL, ELAS SÃO LOCALIZADAS EM 
DOIS PONTOS DISTINTOS, FAZENDO COM QUE TENHA 
O TRATO CÓRTICO-ESPINHAL LATERAL E O TRATO 
CÓRTICO ESPINHAL ANTERIOR 
➢ ALÉM DESSE TRATO, TEM UM OUTRO TRATO, QUE 
JUNTO COM O CÓRTICO-ESPINHAL LATERAL E 
ANTERIOR, COMPÕE O SISTEMA PIRAMIDAL, É O 
TRATO CÓRTICO-BULBAR [TAMBÉM TEM SUA ORIGEM 
NO CÓRTEX MOTOR PRIMÁRIO, PORÉM ELE PARE NO 
TRONCO ENCEFÁLICO, ONDE FAZ SINAPSE COM 
NEURÔNIOS DOS NÚCLEOS MOTORES DOS NERVOS 
CRANIANOS, EXEMPLO, O NERVO FACIAL (SÉTIMO PAR 
CRANIANO)] 
REFLEXOS 
REFLEXOS PROFUNDOS/TENDINOSOS 
➢ É JUSTIFICADO NO PONTO DE VISTA DA NEUROLOGIA, 
PELO ARCO REFLEXO QUE É COMPOSTO POR UMA VIA 
SENSORIAL E UMA VIA MOTORA 
Fisioterapia Neurofuncional I Mariana Machado 
➢ ENTÃO, TEM A PARTICIPAÇÃO DO FUSO 
NEUROMUSCULAR QUE TEM FIBRAS DO TIPO 1A E QUE 
CHEGAM ATÉ A MEDULA ESPINHAL PELO CORNO 
POSTERIOR DA MEDULA, NA MEDULA FAZ SINAPSE 
COM O NEURÔNIO MOTOR INFERIOR E ESTE VAI 
INERVAR O MÚSCULO 
➢ QUANDO EXISTE ALTERAÇÃO DE REFLEXOS 
PROFUNDOS, PODEMOS CLASSIFICAR EM: 
• HIPERREFLIXIA (REFLEXOS AUMENTADOS) 
• HIPORREFLEXIA (DIMINUIÇÃO DO REFLEXO) 
• ARREFLEXIA (AUSÊNCIA DE UMA RESPOSTA REFLEXA) 
➢ IMAGINEMOS QUE O FISIOTERAPEUTA FAZ UMA 
PERCURSSÃO NO TENDÃO PATELAR COM 
MARTELO DE REFLEXO E O QUE OCORRE É UMA 
PERCEPÇÃO DA TENSÃO PELO FUSO 
NEUROMUSCULAR DO TENDÃO PATELAR QUE 
TEM ENTÃO UMA CONEXÃO COM O MÚSCULO 
QUADRÍCEPS E O FUSO NEUROMUSCULAR ESTÁ 
POSICIONADO PARALELAMENTE COM AS FIBRAS 
MUSCULARES, ELE VAI PERCEBER ESSA TENSÃO 
GERADA, POR SUA FIBRA NO ESPIRAL, ESSA 
INFORMAÇÃO É CAPTADA PELA FIBRA 1A QUE 
CHEGA ATÉ A MEDULA ESPINHAL E NA MEDULA 
ESPINHAL NO CORNO ANTERIOR FAZ SINAPSE 
COM O NEURÔNIO MOTOR INFERIOR (NESSE 
CASO NEURÔNIO MOTOR ALFA DO MÚSCULO NO 
QUAL HOUVE A PERCURSSÃO, NESSE CASO O 
QUADRÍCEPS). ESTA ALÇA REFLEXA 
MONOSSIMPÁTICA QUE PERMITE QUE ESSE 
MÚSCULO SE CONTRAIA 
➢ É IMPORTANTE PENSAR, QUE O REFLEXO 
MIOTÁTICO SE REFERE A ESTA ALÇA (FIBRA 1A E 
NEURÔNIO MOTOR ALFA) 
➢ PORÉM O RELEXO PROFUNDO/REFLEXO TENDINOSO 
TAMBÉM DEPENDE DE UMA RESPOSTA DO MÚSCULO 
ANTAGONISTA, E NESSE CASO TEM A PARTICIPAÇÃO 
DE UM INTERNEURÔNIO, PORQUE VAI HAVER UMA 
SINAPSE DA FIBRA (NESSE CASO, DO MÚSCULO 
QUADRÍCEPS), SINAPSE COM O INTERNEURÔNIO E 
ESSE INTERNEURÔNIO QUE FAZ SINAPSE COM 
NEURÔNIO MOTOR ALFA DO MÚSCULO ANTAGONISTA 
(NESSE CASO O ISQUIOTIBIAL) PARA QUE O MÚSCULO 
ESTIMULADO SE CONTRAIA E CONSEQUENTEMENTE O 
MÚSCULO ANTAGONISTA (NESSE CASO O 
ISQUIOTIBIAL) 
POSSA SER 
INIBIDO 
 
 
 
 
 
 
CLASSIFICAÇÃO DOS PRINCIPAIS REFLEXOS 
 
➢ EM RELAÇÃO A MARCHA NEUROLÓGICA, EXISTEM 
DIFERENTES TIPOS DE MARCHAS NEUROLÓGICAS 
• MARCHA CEIFANTE/HELICÓPODE/HEMIPLÉGICA 
o AS PESSOAS QUE APRESENTAM ESSE TIPO DE 
MARCHA, TIVERAM COMPROMETIMENTO NO 
TRATO CÓRTICO-ESPINHAL, COMO POR EXEMPLO 
AVC, TRAUMATISMO CRÂNIO-ENCEFÁLICO OU 
ESCLEROSE MÚLTIPLA DESDE QUE O TRATO 
CÓRTICO-ESPINHAL SEJA A ÁREA ACOMETICA 
 
 QUANTO 
AO 
ESTÍMULO 
DE 
ORIGEM 
QUANTO 
AO 
PRINCIPAL 
TIPO DE 
MÚSCULO