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APG 2 - SOI II

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APG 2 – Cabeça cheia
Compreender a origem, constituição, circulação, drenagem e função do líquido cefalorraquidiano (líquor)
EMBRIOLOGIA - PLEXO COROIDE E LÍQUOR
 O assoalho delgado do quarto ventrículo é coberto pela pia-máter (que é derivada do mesênquima associado ao rombencéfalo) que junto com o teto ependimário forma a tela corióidea. A tela dobra-se no quarto ventrículo e se diferencia no plexo corioideo, e plexos similares se formam nos outros ventrículos cerebrais. (teto do quarto ventrículo, porção posterior do terceiro ventrículo e cornos anteriores dos ventrículos laterais.) O teto do quarto ventículo, começa a se evaginar em 3 localizações, essas evaginações se rompem para formar as aberturas mediana (forame de Magendie) e lateral (forame de Luschka) que permitem que o Liquor entre no espaço subaracnóideo do IV ventrículo. O plexo coroide começa a formar o líquor durante a quinta semana.
FORMAÇÃO DO LIQUOR
 O plexo coróide é formado por capilares da pia-máter envolvidos em epitélio cubóide ou colunar no nível da parede ependimária dos ventrículos. Além disso há a adição de substâncias pela superfície do encéfalo, medula espinhal e pelas meninges. Em volta desses capilares é formada uma barreira hematoencefálica, formada pelas células endoteliais, que impedem a passagem de certas moléculas e íons. A formação do liquor pelos plexos coróides ocorre por filtração capilar e subsequente secreção e transporte ativo bidirecional de substâncias pelas células epiteliais coroides. Localização dos plexos coroides: cornos anteriores dos ventrículos laterais, teto do quarto ventrículo e porção posterior do terceiro ventrículo.
LÍQUOR, LÍQUIDO CEREBROSPINAL OU LIQUIDO CEFALORRAQUIDIANO 
 Está presente nas cavidades ventriculares e no espaço subaracnóideo em volta da medula espinal e do encéfalo. Sua produção média é de 500 ml/dia, além de ser renovado de 3 a 4 vezes por dia. Fluido aquoso, incolor; contendo pequenas quantidades de glicose, ions (Na+, H+, Cl- etc), proteínas e alguns leucócitos, ocupa espaço subaracnóideo e sistema ventricular. Renovação a cada 7 horas (4x/dia). O local principal de reabsorção(drenagem) do liquido cefaloraquidiano no sistema venoso é através das vilosidades aracnoides, que são protrusões da aracnoide-máter nos seios venosos durais (grandes canais venosos entre as camadas da dura-máter). As vilosidades aracnoides consistem em uma camada celular delgada derivada do epitélio da aracnoide e do endotélio do seio. Ou seja, vai para a circulação sistêmica através da circulação venosa. Haverá um equilibrio entre a produção e a absorção do liquor.
 
FUNÇÃO E CIRCULAÇÃO DO LIQUOR
Atua na remoção de diferentes metabólitos, através do fluxo dos ventrículos para o sangue. Forma uma proteção mecânica, pois no espaço subaracnóide envolve o sistema central, o encéfalo então flutua nesse meio. Auxilia a defesa contra agentes e microorganismos externos, porque o liquor contém anticorpos e leucócitos. Realiza suprimento nutricional aos tecidos, e está ligado com a manutenção da homeostase corporal. O liquor é um fluido aquoso e incolor que ocupa o espaço subaracnóideo e as cavidades ventriculares. A principal função do LCR é a proteção mecânica que amortece o encéfalo e a medula espinhal contra choques e pressão. O LCR também tem a capacidade de flutuação, de defesa do SNC contra agentes infecciosos, de remover resíduos e de circular nutrientes, mantendo, assim, o dinamismo dos elementos nele presentes. A circulação do LCR se faz de baixo para cima, devendo atravessar o espaço entre a incisura da tenda e o mesencéfalo. No espaço subaracnóideo da medula, o liquor desce em direção caudal, mas apenas uma parte volta, pois reabsorção liquorica ocorre nas pequenas granulações aracnoideas existentes nos prolongamentos da dura-máter que acompanham as raízes dos nervos espinhais. A circulação do liquor é extremamente lenta e são ainda discutidos os fatores que a determinam. A sua produção em uma extremidade e absorção em outra já são o suficiente para causar sua movimentação. A pulsação das artérias intracranianas, que, em cada sístole, aumenta a pressão liquorica, possivelmente contribui para empurrar o liquor através das vilosidades aracnoideas.
Pressão do LCR Normal: 10mmHg. A função de vilosidades aracnóideas como válvulas unidirecionais permite que o LCR flua para o sangue dos seios venosos, mas impede o fluxo de sangue para o LCR. Normalmente, a ação de válvula das vilosidades permite o fluxo de LCR para os seios venosos quando a pressão no líquido é aproximadamente 1,5 mmHg maior do que a pressão do sangue nos seios venosos.
Descrever a origem e a constituição das meninges e a sua relação com o LCR
As meninges (membranas que recobrem a medula espinhal) se desenvolvem das células da crista neural e do mesênquima em o 20º e 35º dias. As células migram para circundar o tubo neural (primórdio do encéfalo e da medula) e formam as meninges primordiais. A camada externa se espessa e forma a dura-máter. A camada interna (pia-aracnoide) é composta pela pia-máter e aracnoide-máter (leptomeninges). Os espaços preenchidos por líquido aparecem nas leptomeninges que se juntam para formar o espaço subaracnoide. A origem da pia-máter e aracnoide a partir da única camada é indicada, nos adultos, pelas trabéculas aracnoides (delicadas e numerosas fibras de tecido conjuntivo que passam entre a pia e a aracnoide). O líquido cefalorraquiano (LCR) começa a se formar durante a 5ª semana. 
MENINGES: são membranas de tecido conjuntivo que protegem o SNC. São formadas por 3 camadas:
Dura-máter: TC denso formando dois folhetos, externo e interno, sendo que apenas o interno é contínuo com a dura-máter espinal, enquanto que o externo está aderido ao periósteo dos ossos da caixa craniana. Já na medula, o folheto externo é separado do periósteo das vértebras, formando o espaço peridural (contém veias de parede delgada, TC frouxo e tecido adiposo). O espaço subdural forma-se quando há sangue entre a dura máter e a aracnoide (patológico). O que torna impossível a regeneração de fraturas nos ossos do crânio é o fato do folheto externo estar aderido aos ossos e não possuir característica osteogênica. A principal artéria responsável por sua irrigação é a artéria meníngea média. A dura-máter é ricamente inervada, sendo que toda a sensibilidade intracraniana está presente nessa região e nos vasos sanguíneos. Superfície externa do cérebro e externa da medula: epitélio simples pavimentoso de origem mesenquimatosa.
 Em algumas áreas o folheto interno destaca-se, formando pregas dividindo a cavidade cranianas em compartimentos: • Foice do cérebro: separa os dois hemisférios cerebrais; • Tenda do cerebelo: separa a fossa posterior da fossa média do crânio, dividindo a cavidade craniana em um compartimento superior (supratentorial) e inferior (infratentorial); • Foice do cerebelo: situado abaixo da tenda do cerebelo, entre os dois hemisférios cerebelares; • Diafragma da sela: pequena lâmina horizontal que fecha superiormente a sela túrcica, deixando apenas um pequeno orifício para a passagem da haste hipofisário, protegendo e isolando a hipófise; Além disso, quando os dois folhetos da dura-máter separam, elas podem formar cavidades, por exemplo o cavo-trigeminal. Quando essas cavidades são revestidas de endotélio e contêm sangue, formando canais venosos, são chamadas de seios. O sangue proveniente das veias do encéfalo e do globo ocular é drenado para esses seios, além de se comunicarem com as veias emissárias (superfície externa do crânio). 
Os seios da abóbada são: Seio sagital superior; •Seio sagital inferior; Seio reto; Seio transverso (é par e a partir da parte petrosa do osso temporal é chamado de seio sigmoide), Seio sigmoide: drena a quase totalidade do sangue venoso da cavidade craniana; • Seio occipital. 
Seios venosos da base: Seio cavernoso (recebe o sangue proveniente das veias oftálmica superior e central da retina, além de algumas veias do cérebro). Comunica-se com o seio cavernoso do lado oposto
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