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Tomografia Computadorizada e Protocolos dos Exames

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transmitem esse sinal 
ainda analógico para um conversor digital no sistema de computação. 
Os sinais digitalizados serão utilizados para gerar uma imagem digital que a seguir e 
reconvertida a imagem analógica, a imagem que o olho humano “entende” ou decodifica. 
3. Conversão analógico-digital: 
Os sinais analógicos gerados pela atenuação dos fótons pelo corpo exposto ao feixe de 
RX devem ser convertidos em dígitos do sistema binário (sinal digital) para serem lidos pelo 
sistema de computação. 
Uma nova fase de processamento e necessária para reconverter o “mapa” digital em 
imagem analógica, para que possa ser “lida” pelo olho humano. 
Os dados são convertidos através de um conversor digital-analógico (DAC), em uma 
voltagem que controla o feixe de elétrons do monitor, modulando o brilho da mancha de luz 
que aparece na tela do monitor. 
Cada nuance de brilho vai corresponder a um pixel que contem informações sobre os 
coeficientes de atenuação de cada voxel do objeto examinado. 
 
 
 
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EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO DO CONTEÚDO 
1. Quais são as três fases da formação de uma imagem de tomografia 
computadorizada? 
2. Descreva com suas palavras a fase de escaneamento: 
3. Descreva com suas palavras a fase de reconstrução: 
4. Descreva com suas palavras a fase de conversão analógico-digital 
RESPOSTAS 
1. 
– As três fases da formação de uma imagem de tomografia computadorizada são: 
Escaneamento, reconstrução e conversão analógico-digital. 
2. 
– Ao interagir com as estruturas anatômicas do paciente o feixe de radiação primário é 
atenuado, de acordo com os diferentes coeficientes de atenuação. A radiação que não é 
absorvida é quantificada pelos detectores através do numero de fótons que atravessam as 
estruturas, estes dados são então trabalhados matematicamente pelos algoritmos. 
3. 
– Após serem quantificados pelos detectores os algoritmos matemáticos transformam 
estes dados em um código binário passível de tratamento informático, organizando-os em 
uma matriz matemática com os valores de atenuação correspondentes as diversas estruturas 
e tecidos. Esta transformação é realizada por um conversor analógico-digital. 
4. 
– Esta fase se confunde com a fase de reconstrução, ou seja, não existe uma divisão de 
tempo entre as fases. A fase de conversão analógico-digital é a responsável pela conversão 
dos dados elétricos em código binário, passíveis de serem lidos pelo sistema de informática, 
mas esta matriz não pode ser lida pelo olho humano, é então necessário novamente 
converter estes códigos binários em uma imagem analógica visível ao olho humano. 
 
 
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CARACTERÍSTICAS DAS IMAGENS TOMOGRÁFICAS 
 Entre as características das imagens tomográficas destacam-se: 
A matriz, o pixel, o campo de visão (ou fov, “field of view”), o voxel, a escala de cinza e 
as janelas. 
A MATRIZ 
 
Por matriz, entendemos um arranjo de linhas e colunas. 
A imagem tomográfica é uma imagem matricial onde, o arranjo das linhas e colunas, 
formam os elementos de imagem denominados individualmente pixel, que é, por sua vez, a 
área resultante da intersecção das linhas com as colunas. 
Matriz é o número de linhas e colunas formadas pelos pixels da tela. Quanto maior o 
seu número, melhor a definição da imagem. 
A matriz utilizada na tomografia é definida como quadrada, logo o número de linhas 
será igual ao número de colunas, as matrizes mais comuns são: 
128 x 128 
256 x 256 
512 x 512 
1024 x 1024 
Nos tomógrafos atuais a matriz usual possui dimensões de 512 linhas x 512 colunas. 
O primeiro tomógrafo EMI possuía matriz de resolução 80 x 80. 
 
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O PIXEL 
O pixel é o menor ponto da imagem que pode ser obtido. Assim uma imagem é formada 
por inúmeros pixels. 
O conjunto de pixels está distribuído em colunas e linhas que formam a matriz. 
Ou em outras palavras a imagem digital é formada por pequenos pontos, ou pequenos 
quadrados com medidas laterais idênticas, largura (x) e altura (y) chamados de pixel. 
Quanto maior o número de pixels numa matriz melhor é a sua resolução espacial, o que 
permite uma melhor diferenciação entre as estruturas. 
 
FIELD OF VIEW (FOV) = CAMPO DE VISAO: 
Corresponde ao campo onde a estrutura a ser examinada vai estar contida. Por 
exemplo, para a cabeça precisamos de um campo de visão menor que para o tórax. 
Se quisermos estudar a sela túrcica, poderemos reduzir o campo de 20 cm utilizado 
habitualmente para o crânio, para 16 cm, por exemplo. 
O campo de visão (FOV) representa o tamanho máximo do objeto em estudo que 
ocupa a matriz. 
A relação entre o campo de visão (FOV) e pela matriz nos dará a dimensão 
representativa do pixel. 
Por exemplo, numa matriz de 512 pixels em colunas e 512 pixels em linhas, se o campo 
de visão for de 12 cm, cada pixel vai representar cerca de 0,023 cm (12 cm/512). 
Assim para o estudo de estruturas delicadas como o ouvido interno o campo de visão é 
pequeno, como visto acima enquanto para o estudo do abdômen o campo de visão é maior, 
50 cm. Se a matriz de 512 x 512, então o tamanho da região que cada pixel representa vai 
ser cerca de 4 vezes maior, ou próximo de 0,1 cm (50 cm/512). 
 
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O VOXEL 
Como a tomografia é um volume tridimensional, um novo plano é adicionado, a 
profundidade (z), constituindo então não mais um quadrado e sim um cubo, chamado de 
voxel. 
A espessura do corte forma a terceira dimensão e, está relacionada à profundidade do 
corte. O volume formado pelo pixel e pela profundidade do corte é conhecido por voxel. 
 
O voxel poderá ser: 
Isotrópico, quando apresentar as mesmas dimensões entre a sua largura, altura, e 
profundidade. 
 
 
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Anisotrópico, quando essas medidas forem diferentes. 
 
O conjunto de imagens utilizado na preparação de modelos tridimensionais ou de 
reformatação multiplanar, deverá, tanto quanto possível, se aproximar do modelo isotrópico. 
Com os modelos isotrópicos obtemos imagens de reconstrução ou reformatação com 
qualidade comparável as imagens adquiridas originalmente. 
 
 
 
Resumindo o Voxel (unidade elementar de volume): 
O computador só pode ler informações de dígitos binários por isso o escaneamento 
produz uma matriz de voxels para cada fatia. 
O computador não pode “fotografar” um pulmão. Tem que construir uma grade 
constituída de cubos que se chama matriz de voxels para representá-lo. 
 
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Cada voxel tem uma altura, um determinado comprimento e uma largura que 
corresponde a espessura de corte que selecionamos no protocolo. 
Nessa grande grade, cada cubo estará associado a um valor de coeficientes de 
atenuação, correspondendo aos tecidos do corpo que ele representa. 
Após a detecção de dados, a anatomia reconstruída parece ser composta de um 
grande número de pequenos blocos alongados. Cada um destes pequenos blocos 
representa um volume de tecido definido pela abertura do colimador. 
Na linguagem da TC, cada bloco é denominado Elemento de Volume, que é abreviado 
por VOXEL. 
Qualquer corte é composto de uma grande quantidade de VOXEL. 
 
 
 
 
 
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EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO DO CONTEÚDO 
1. Quais são principais características de uma imagem digital? 
2. O que
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