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Tomografia Computadorizada e Protocolos dos Exames

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de 
360° durante a coleta de dados. Através de todo o movimento rotatório contínuo, pequenas 
rajadas de radiação são fornecidas por um tubo de raios X pulsado com ânodo rotatório com 
feixes em leque que fornece tempos de varredura menores, reduzindo o tempo de exame 
para 1 minuto num exame de cortes múltiplos (semelhante a um scanner de terceira 
geração). 
 
Em todo equipamento de TC, o chamado corte circular é realizado com o paciente 
parado, deitado na mesa de exame. Terminado o corte, o paciente é deslocado e o corte 
seguinte é realizado. Rotineiramente o plano de estudo é axial, podendo ser feito corte 
coronal nas extremidades e no crânio. 
A espessura do corte é dada pela abertura do colimador e varia de 01 mm (ouvido, sela 
túrcica, etc.) a 10 mm (abdome, cérebro, etc.). Espessuras intermediárias são usadas em 
seios da face, órbita, fossa posterior, coluna, adrenais, etc. 
O deslocamento da mesa determinará se vai ocorrer intervalo entre os cortes, 
superposição ou nenhum dos dois. Assim se usarmos cortes de 10 mm e deslocarmos o 
paciente 10 mm, os cortes serão contíguos. Se cortarmos com 10 mm e deslocarmos 15 mm 
haverá intervalo de 05 mm entre os cortes. Se cortarmos com 05 mm e deslocarmos 03 mm 
teremos superposição. 
A rotina são os cortes contíguos, mas usamos intervalos nos longos exames de triagem 
de neoplasia, com estudo combinado de tórax e abdome, por exemplo. 
A superposição é usada quando precisamos de alto detalhe em reconstruções nos 
planos sagital ou coronal, por exemplo. Antes de iniciar os cortes, se faz uma radiografia 
digital, na qual se planeja o estudo. São traçadas linhas na topografia de cada corte, servindo 
estas como base. 
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Evolução da 4ª Geração (Às vezes erroneamente chamada de 5ª geração): 
Anteriormente o movimento do tubo de raios X era restrito por cabos de alta tensão 
fixados, e limitado a uma rotação de 360° em uma direção compreendendo um corte, 
seguida por outra rotação de 360° na direção oposta, criando um segundo corte com o 
paciente movendo um incremento entre os cortes (incremento de mesa). 
Os equipamentos eram obrigados, pelos cabos utilizados na transmissão de energia 
elétrica, a fazer um movimento de ida e voltar ao ponto de partida antes de fazer outro 
movimento de ida. 
O grande progresso que ocorreu entre a segunda e a terceira geração de tomografia foi 
a passagem do movimento linear para o giro de 360º. 
Agora, outro progresso importante ocorreu: a passagem do giro de 360º para o giro 
contínuo. 
Como vimos, anteriormente, na terceira geração houve o desenvolvimento de anéis de 
deslizamento para substituir os cabos de raios X de alta tensão. Permitindo a rotação 
contínua do tubo. 
 
Durante os primeiros anos da década de 1990, um novo tipo de scanner foi 
desenvolvido, chamado scanner de TC por volume. 
Com esse sistema, o paciente é movido de forma contínua através da abertura durante 
o movimento circular de 360° do tubo de raios X e dos detectores, criando um tipo de 
obtenção de dados helicoidal ou “em mola espiral”. 
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Dessa forma, um volume de tecido é examinado e dados são coletados, em vez de 
cortes individuais como em outros sistemas. (Helicoidal e espiral são termos específicos de 
fabricantes para scanners do tipo de volume.) 
Nesta técnica a ampola gira e emite RX ao mesmo tempo em que a mesa é deslocada, 
sendo a imagem obtida a partir de uma espiral ao invés de um círculo. Continuamos a 
fotografar uma fatia circular. O que ocorre é que o computador interpola parte da imagem de 
uma espiral com parte da seguinte, formando uma imagem como a do corte circular. 
Fator Pitch: 
Com a tomografia helicoidal é introduzido um novo parâmetro: o “Pitch” que é a razão 
entre o deslocamento da mesa pela espessura do corte (largura do colimador). 
Nas aquisições das imagens helicoidais com pitch de 1 (1:1), observamos que a mesa 
se desloca na mesma proporção da espessura do corte em cada revolução. 
Assim, se os cortes forem de 10 mm, para cada imagem a mesa de deslocará 10 mm. 
Se alterarmos a relação do pitch para 2:1, a mesa se deslocará numa distância 
equivalente ao dobro da espessura do corte por resolução. 
Nessas circunstâncias podemos concluir que o tempo necessário para a aquisição de 
20 imagens será de 10 segundos. 
 
 
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O que muda então com a técnica espiral? 
Primeiro existe um ganho em velocidade. Segundo, existe um ganho ao se realizar uma 
série de cortes durante uma apnéia, pois, não havendo movimento respiratório a 
reconstrução é muito melhor. 
Imagine a reconstrução sagital ou coronal como uma pilha de moedas (os cortes axiais) 
que podemos “cortar” de cima para baixo. 
Na técnica helicoidal não existe desalinhamento entre os cortes, provocados pelas 
pausas respiratórias. Assim as reconstruções são muito melhores, em especial a dos vasos. 
 
Tecnologia Helicoidal Multislice ou multicorte 
Depois da introdução da tecnologia de tomografia espiral na prática clínica em 1998-
1999, as vantagens de ser capaz de varrer áreas maiores de anatomia em uma única apneia 
rapidamente se tornaram evidentes (Mori, 1989; Kalender et al.,1990). 
Entretanto, em razão da limitada largura de detector disponível nos aparelhos de TC 
helicoidal convencionais, tinha que ser usada uma espessura de corte de 5-10 mm, 
resultando em imagens reconstruídas multiplanares com resolução muito pior, em 
comparação com imagens axiais. 
A solução foi configurações de multidetectores consistindo em várias fileiras ao longo 
do eixo longitudinal do paciente, melhorando dramaticamente a resolução espacial com o 
benefício adicional de tempos mais curtos de varredura (Kopka et al,2002; Baum et al, 2000). 
Uma vez que o ângulo do cone de raios X é proporcional ao tamanho do detector, um 
aumento adicional na largura do detector foi durante muito tempo considerado quase 
impossível em decorrência das limitações de hardware e dos algoritmos de reconstrução. 
O scanner de TC de 320 fileiras de detectores (sistema de TC de volume dinâmico), 
introduzido para aplicação clínica em 2007, tem uma largura de detector de 16 cm, 
resultando em um ângulo de cone de 15,2°, contra um ângulo de 3,05° presente nos 
scanners de 64 fileiras de detectores. Isto oferece novas opções de estudo por imagens para 
uma variedade de órgãos. 
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Resumindo: 
Single Slice (SDCT): nome dado a tecnologia do arco-detector com apenas uma fileira 
de detectores, fazendo a aquisição de dados de apenas um corte por volta completa do tubo 
em volta do paciente. 
 
Multi Slice (MDCT): nome dado a tecnologia do arco detector com mais de uma fileira 
de detectores, fazendo a aquisição de dados de mais de um corte simultaneamente por volta 
completa do tubo em torno do paciente. 
 
Imagens: http://rle.dainf.ct.utfpr.edu.br 
 
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5ª geração (Sistema de canhão de elétrons) 
Este modelo de tomógrafo é o mais moderno que existe e utiliza-se de um conceito 
diferente na geração de raios X. Conhecido como Electronic Beam Computed Tomography – 
EBCT (Tomografia Computadorizada por Canhão de Elétrons), este tipo de aparelho se 
destaca por não possuir tubo de raios X ou ampola. 
São capazes de obter imagens do coração praticamente sem movimento,
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