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Tomografia Computadorizada e Protocolos dos Exames

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tensão de entrada da rede elétrica em alta tensão que alimenta o tubo de raios X. 
– Por serem pequenos, todos os circuitos que compõem o gerador ficam dentro do gantry e 
giram ao redor do paciente. 
– Nestes geradores, aplica-se a tecnologia dos anéis deslizantes (slip rings) que permitem a 
rotação contínua do tubo. 
2. 
– Possuir uma capacidade térmica maior, tanto no armazenamento, quanto na dispersão do 
calor produzido no processo de geração dos raios X. 
3. 
– Os tubos dos aparelhos de raios X permanecem estáticos durante a geração do feixe, já nos 
aparelhos de TC o tubo está em movimento circular no interior do Gantry durante seu funcionamento. 
– Os anodos dos aparelhos de TC são mais espessos e maiores - diâmetro de 200 mm 
comparados aos 120 mm dos anodos convencionais. 
– Os aparelhos convencionais possuem uma base de titânio, zircônio e molibdênio, com uma 
pista de ponto focal contendo 10% de rênio e 90% de tungstênio, já os tubos dos aparelhos de TC 
tem uma base de grafite. 
 
4. 
– O sistema de refrigeração dos tubos dos aparelhos de TC utiliza líquido refrigerante com 
circulação forçada, além de um sistema de radiador para a transferência do calor retirado pelo líquido 
refrigerante do tubo para o meio externo. 
5. 
– Em virtude do aumento da velocidade de circulação do tubo no interior do gantry, visando 
diminuir o tempo de aquisição de dados, ouve necessidade de aumentar a intensidade do feixe de 
raios X, tendo como consequência um aumento na potência dos tubos. Este aumento de potência 
implica uma geração de maior número de fótons X por unidade de tempo, ou seja, um aumento no 
fluxo de fótons e, para que isso ocorresse, foi preciso aumentar a quantidade de elétrons que atinge o 
anodo giratório em um mesmo período de tempo, aumentando a produção de calor. 
 
Notas de aula adaptadas de outras fontes pelo Prof Paulo Roberto Prevedello - pauloprevedello@gmail.com Pag. 30 
FILTROS 
Assim como em radiologia convencional, o feixe de raios X na tomografia é 
policromático ou poli energético, isto é, a radiação emitida pelo tubo é composta por fótons 
(pacotes de energias) de várias energias. 
O significado disto é o seguinte: considere um sistema que tenha sido acionado com 
120 kV de tensão, isto produzirá fótons com energias entre 0 e 120 keV em uma distribuição 
contínua da radiação (radiação de freamento - bremsstralung). 
Para garantir que as imagens sejam reconstruídas de forma adequada, é necessário 
“uniformizar” os fótons provenientes do feixe e que interceptarão o paciente e depois 
atingirão os detectores para formação da imagem. 
Assim, os fabricantes utilizam um filtro com formato geométrico semelhante a uma 
gravata borboleta (bow tie filter) posicionado entre o tubo e o paciente. A geometria deste 
filtro consiste em ser mais espesso nas extremidades que na região central para poder 
compensar o formato elíptico o corpo humano. 
 
Imagem: http://rle.dainf.ct.utfpr.edu.br/ 
Com isso, as regiões centrais do corpo, que são mais espessas, recebem uma 
quantidade maior de radiação que as regiões periféricas (mais finas) e o fluxo de radiação 
que atingirá os detectores será mais uniforme. 
Como os filtros alteram os fótons que compõem o feixe de radiação X, um dos 
resultados observados é tornar este feixe mais penetrante, isto é, capaz de atravessar 
espessuras maiores ou com de maior densidade do corpo do paciente. O termo adotado para 
este efeito é endurecimento do feixe. 
Cabe lembrar que isto favorece o paciente, pois reduz a dose de radiação eliminando 
os fótons de baixa energia que seriam absorvidos por ele antes de atingir os detectores. 
 Porém, verificou-se nas primeiras gerações de equipamentos, que estes filtros 
causavam artefatos provenientes do endurecimento do feixe, ou seja, o sistema detector não 
conseguia responder adequadamente a esse efeito na varredura de objetos circulares. 
 
Notas de aula adaptadas de outras fontes pelo Prof Paulo Roberto Prevedello - pauloprevedello@gmail.com Pag. 31 
Atualmente, os equipamentos de tomografia possuem recursos em seus softwares de 
reconstrução das imagens que minimizam tal artefato. 
COLIMADORES 
Devido à característica de propagação difusa do feixe de raios X e à necessidade de 
utilizar um feixe de espessura muito delgada é que existem dois sistemas de colimação do 
feixe: 
Pré-paciente ou pré-colimador, fica posicionado entre o tubo de raios X e o paciente e 
define a espessura do feixe emitido pelo tubo de raios X, tem a mesma função do colimador 
da radiologia convencional, ou seja, reduzir a dose no paciente e melhorar a qualidade da 
imagem. 
Pós-paciente, pós-colimador ou pré-detector, fica posicionado entre o paciente e os 
detectores, com a finalidade de minimizar a radiação espalhada pelo paciente permitindo que 
o feixe primário que ultrapassa o paciente atinja os detectores. Desta maneira grande parte 
da radiação secundária é impedida de atingir os detectores, minimizando ruídos e 
melhorando a qualidade da imagem. 
 
A abertura do Gantry 
O tamanho da abertura do gantry influencia significativamente as características do tubo 
de raios X. Quanto maior a abertura do gantry, maior a distância entre o foco do feixe de 
raios X e os arcos detectores. 
 
Imagem: Mourão, Arnaldo Prata, Tomografia Computadorizada, SP, Ed Difusão, 2007. 
 
Notas de aula adaptadas de outras fontes pelo Prof Paulo Roberto Prevedello - pauloprevedello@gmail.com Pag. 32 
Como a quantidade de radiação que deve chegar aos detectores, para ser convertida 
em informação, deve ser a mesma, independente da distância entre o foco do feixe e o arco 
de detectores, e como a densidade de fótons do feixe diminui com a distância do foco de 
forma quadrática, os feixes para gantry com maiores aberturas requerem a geração de feixes 
de raios X mais intensos. 
 
Um feixe que apresente maior intensidade implica um tubo gerador de raios X que 
demanda maior potência elétrica da rede de alimentação. Consequentemente, este tubo gera 
uma maior quantidade de calor no prato do anodo durante o processo de geração do feixe de 
raios X. 
Esta maior quantidade de calor implicará a utilização de um sistema de refrigeração 
mais eficiente para que o processo ocorra sem superaquecimento. 
Outro fator importante é que, se o feixe de raios X inicial é mais intenso, depositará 
maior quantidade de energia no paciente. 
 
Imagens: Siemens 
 
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EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO DO CONTEÚDO 
1. Como é feita a “uniformização” dos fótons provenientes do feixe e que interceptarão 
o paciente e depois atingirão os detectores para formação da imagem? 
2. Qual a principal vantagem deste formato do filtro em forma de borboleta? 
3. Por que os aparelhos de TC usam dois colimadores? 
4. Quais são estes dois colimadores? 
5. Por que o gantry de abertura maior demanda um tubo de raios X de maior 
potência? 
RESPOSTAS 
1. 
– A “uniformização” dos fótons provenientes do feixe e que interceptarão o paciente e 
depois atingirão os detectores para formação da imagem é feita com o uso de filtros no 
formato de borboleta. 
2. 
– Por ser mais espesso nas extremidades que na região central o filtro compensa o 
formato elíptico o corpo humano, permitindo que as regiões centrais do corpo, que são mais 
espessas, recebem uma quantidade maior de radiação que as regiões periféricas (mais 
finas). 
3. 
– Os aparelhos de TC usam dois colimadores devido a característica de propagação 
difusa do feixe de raios X e à necessidade de utilizar um feixe de espessura muito delgada. 
 
4. 
– Pré-paciente ou pré-colimador, fica posicionado entre o tubo de raios X e o paciente 
e define a espessura do feixe emitido pelo tubo de raios X. 
– Pós-paciente, pós-colimador ou pré-detector, fica posicionado entre o paciente e 
os detectores, com a finalidade de minimizar
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