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Tomografia Computadorizada e Protocolos dos Exames

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os detectores á gás ou de câmara de ionização: 
4. Caracterize os detectores sólidos ou cintiladores? 
5. Qual a principal diferença na forma de captar a interação da radiação com a matéria 
entre os dois tipos de detectores? 
 
RESPOSTAS 
1. 
– A função dos detectores em um aparelho de TC é a de captar a radiação que 
ultrapassa o objeto, transformando essa informação em um sinal elétrico que 
será digitalizado e reconhecido pelo computador. 
2. 
– São dois os tipos de detectores utilizados em TC: os detectores de câmara de 
ionização ou a gás e os detectores de estado sólido ou cintiladores. 
3. 
– Utilizados na 3a geração de equipamentos de tomografia, compostos por câmaras 
individuais, preenchidas com gás xenônio, altamente pressurizado (30 atmosferas). A 
radiação que atinge o gás gera sua ionização, esta ionização gera um pulso de corrente 
captado pelos detectores. Não se usa mais atualmente este tipo de detector. 
 
4. 
– Os detectores de estado sólido ou cintiladores são construídos em um conjunto 
cintilador-detector. Ao atingirem o material cintilador, os fótons de raios X são convertidos em 
fótons de luz por meio de interações fotoelétricas estes fótons de luz serão captados pelos 
detectores. 
5. 
– A principal diferença entre os dois tipos é que os detectores a gás convertem a 
radiação incidente diretamente em sinais elétricos, enquanto que os cintiladores convertem 
a radiação em luz e depois esta luz é convertida em sinal elétrico. 
 
 
 
Notas de aula adaptadas de outras fontes pelo Prof Paulo Roberto Prevedello - pauloprevedello@gmail.com Pag. 39 
CONTROLE AUTOMÁTICO DE EXPOSIÇÃO: 
Pensando em prover maneiras de diminuir a dose de radiação nos exames de 
tomografia, os fabricantes desenvolveram um sistema capaz de ajustar o valor da corrente 
(mA) dependendo do: 
 
Imagem: http://rle.dainf.ct.utfpr.edu.br/hipermidia/ 
Tamanho do paciente: 
Para se garantir uma boa qualidade de imagem, é esperado que uma quantidade 
suficiente de fótons chegue ao sistema detector. 
Tal quantidade depende das interações dos fótons com o paciente. Portanto, 
espessuras maiores atenuam mais fótons que espessuras menores e assim, uma menor 
quantidade de fótons chegam ao detector. 
Com este conceito podemos concluir que um paciente pequeno pode ser irradiado com 
uma corrente menor que um paciente grande, consequentemente reduzindo a dose nestes 
pacientes. 
 
Imagem: http://rle.dainf.ct.utfpr.edu.br/hipermidia/ 
http://rle.dainf.ct.utfpr.edu.br/hipermidia/images/fisicatomo/aec2.png
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http://rle.dainf.ct.utfpr.edu.br/hipermidia/images/fisicatomo/fig23.png
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Notas de aula adaptadas de outras fontes pelo Prof Paulo Roberto Prevedello - pauloprevedello@gmail.com Pag. 40 
Tipo de material (tecido): 
Outro conceito diz respeito à densidade do material (tecido) que está sendo irradiado. 
 Sabemos que o ar dentro dos pulmões é menos denso que os ossos, produzindo as 
imagens escuras (pouco atenuadas pelo ar) e as imagens claras (muito atenuadas nos 
ossos), respectivamente. 
Por meio do topograma (scout), o equipamento de tomografia registra a posição de 
cada região anatômica sob estudo associada à posição da mesa (eixo z), considerando os 
níveis de atenuação em cada uma delas. 
Durante a realização da aquisição das imagens para o exame, o equipamento diminui o 
valor da corrente de irradiação quando passa por regiões de menor atenuação e, 
consequentemente, aumenta a corrente quando se trata de tecidos mais densos. 
 
Ângulo de irradiação: 
Há ainda uma terceira maneira de se controlar as alterações da corrente de irradiação. 
Também utilizando o topograma, agora com duas direções de aquisição, uma 
anteroposterior (AP) e outra lateral (LAT), verifica-se a espessura do paciente em cada 
ângulo de irradiação. 
Quando o conjunto fonte-detector está na posição 0o, o equipamento irradia com menor 
corrente, pois os fótons precisam atravessar uma espessura menor daquele paciente, já 
quando está na posição 90o irradia com uma corrente maior, devido a maior espessura do 
paciente. 
 
Imagem: http://rle.dainf.ct.utfpr.edu.br/hipermidia/ 
http://rle.dainf.ct.utfpr.edu.br/hipermidia/images/fisicatomo/fig24.png
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A MESA DE ACOMODAÇÃO DO PACIENTE 
A mesa de exames de um tomógrafo é o local onde há o posicionamento do paciente 
de maneira correta para garantir uma captação de dados eficiente em relação à área 
desejada. 
 
A mesa deve ser constituída de material resistente e rígido. A resistência está 
relacionada à capacidade em suportar o peso do paciente. Os modelos mais modernos 
apresentam uma tolerância de até 320 kg. 
Esse limite deve sempre ser respeitado a fim de evitar a ocorrência de acidentes. 
 
 
Já a rigidez está relacionada ao fato da mesa apresentar a capacidade de não flexionar 
com a movimentação no gantry. 
A mesa tem a capacidade de movimentação em relação ao gantry, ou seja, é um 
dispositivo regulável tanto em altura quanto em profundidade. A movimentação da mesa é 
controlada pelo comando na parte frontal do gantry. 
 
 
 
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Outra característica que o material da mesa deve ter é a baixa capacidade de atenuar o 
feixe de raios x. Dessa forma, não haverá distorção na reconstrução da imagem. 
A mesa não é escaneada em toda a sua extensão. Diante disso, o paciente deve ser 
posicionado de forma a facilitar a análise da região do corpo desejada. 
Por exemplo, caso o paciente necessita de uma tomografia nas regiões superiores do 
corpo, ele deve ser posicionado com a cabeça voltada para o gantry (head first), caso seja 
uma tomografia das regiões inferiores, o posicionamento deve ser inverso (feet first). 
 
 
A mesa permite a utilização de acessórios específicos e próprios para aumentar o 
conforto do paciente no momento do exame. 
 
 
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EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO DO CONTEÚDO 
1. Para realizar o controle automático de exposição e diminuir a dose recebida pelos 
pacientes, quais foram os três critérios analisados? 
2. Cite três características importantes da mesa de acomodação do paciente: 
3. Qual a tolerância de carga máxima (peso do paciente) das mesas atuais? 
4. A mesa é escaneada em toda a sua extensão? 
5. Se a mesa não é escaneada em toda a sua extensão, qual dever ser o 
procedimento adotado pelo tecnólogo na execução do exame? 
 
RESPOSTAS 
1. 
– O tamanho do paciente, o tipo de material irradiado e o ângulo de irradiação. 
2. 
– A mesa deve ser constituída de material resistente e rígido. 
– Deve ser rígida o suficiente para não flexionar durante sua movimentação no Gantry. 
– Deve possuir um coeficiente de atenuação da radiação baixo, para não interferir no 
exame. 
3. 
– Os modelos de tomógrafos mais modernos apresentam uma tolerância de até 320 kg. 
 
4. 
– Não. 
5. 
– Posicionar o paciente de forma a facilitar a análise da região do corpo desejada. Por 
exemplo, caso o paciente necessita de uma tomografia nas regiões superiores do corpo, ele 
deve ser posicionado com a cabeça voltada para o gantry (head first), caso seja uma 
tomografia das regiões inferiores, o posicionamento deve ser inverso (feet first). 
 
 
 
 
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A SALA OU CONSOLE DE COMANDO 
O console de comando é o centro operacional do sistema. Através
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